Archive for dezembro \22\UTC 2010

Leituras para um Feliz Natal e um 2011 pleno de educação financeira!

Posted on 22/12/2010. Filed under: Finanças |

Antes do resumo dos principais posts, um Feliz Natal e ótimo 2011 para todos os leitores do blog.

Há muitas leituras interessantes, quase todas com base em pedidos de amigos e leitores dos livros e do blog.

A lista segue abaixo, mas quero fazer dois lembretes importantes:

Posts mais recentes:

Série de comentários sobre o Método INI

Selecionando Ações Pelo Método INI Parte I Introdução

Selecionando Ações Pelo Método INI Parte II Ferramentas do INI

Selecionando Ações pelo Método INI Parte III Conclusões e Comentários

Planilha nova, sobre balanceamento de carteira

Planilha sobre Balanceamento de Carteira Renda Fixa x Renda Variável

Artigos interessantes

Artigo sobre a hora certa de vender e de comprar ações

O Carro Financeiramente Inteligente Qual o Carro que Posso ter?

Feliz Natal e Ótimo 2011!

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Planilha sobre Balanceamento de Carteira – Renda Fixa x Renda Variável

Posted on 22/12/2010. Filed under: Finanças |

Balanceamento de carteira como forma de evitar a “síndrome da troca de pernas”

O investidor JURA que a Lei de Murphy funciona perfeitamente no mercado de ações.

Ele segura uma ação por meses e, quando resolve vendê-la, o papel dispara.

Por outro lado, o papel vem subindo e, quando o investidor compra, ele desaba.

Essas percepções derivam da nossa propensão à “síndrome da troca de pernas”, que é caracterizada por uma vontade imensa de entrar na bolsa quando ele está subindo, e uma vontade ainda maior de sair quando ela está desabando.

O sentimento acima é próprio da natureza humana, mas atrapalha demais a vida do investidor.

No livro “O Mercado de Ações em 25 Episódios” há uma técnica que, forçosamente, faz o investidor evitar a “troca de pernas”, que significa, em bolsa, comprar na alta e vender na baixa.

Na realidade é um estudo de 11 anos, mostrando que um investidor que iniciou sua carteira com R$ 50.000 em renda fixa e R$ 50.000 em renda variável, com o objetivo de manter a distribuição 50%-50% ao longo dos anos, e fez ajustes quando a diferença entre os montantes ultrapassava 30%, chegou a ter quase 25% a mais do que aquele que nada fez.

O mais importante não é o resultado final, mas a estratégia de proteção contra a “troca de pernas”. Como ele vai vender “bolsa” sempre que ela estiver 30% acima do que a posição de renda fixa, venderá por um preço alto. Talvez não O MAIS ALTO, mas certamente a rentabilidade terá sido muito superior à da renda fixa.

Da mesma forma, comprará bolsa, quando o montante em Renda Fixa estiver 30% maior que o montante em bolsa.

50%-50%, e se eu quiser fazer com 30%-70%?

Apesar de parecer simples, os ajustes para outros percentuais (diferentes de 50%-50%) são complexos. É necessário estabelecer algumas premissas menos óbvias.

Há um artigo no blog tratando do assunto:

Balanceamento de carteira Como fazer para valores diferentes de 50% 50%?

A leitora Daniela, que conheceu o balanceamento através do livro 25 Episõdios, pediu uma planilha para que esses ajustes ficassem automáticos.

E foi feita. Clique aqui para baixá-la.

Instruções para uso da planilha

O uso é bem simples, o investidor deve escolher sua distribuição, por exemplo, 40% em RF e 60% em RV.

Depois deve colocar o percentual de ajuste, que significa a distância entre os portfolios. Lembre-se de que fazer muitos ajustes, quando a diferença é pequena, é caro e ineficaz.

O estudo do livro mostrou que ajustes a cada 30% ou 40% trouxeram muito mais rentabilidade do que a cada 5% ou 10%.

Toda vez que os montantes apresentarem desequilíbrio que necessite de balanceamento, a planilha vai indicar.

Qualquer dúvida sobre o uso da planilha, pode enviar na área de comentários.

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Selecionando Ações pelo Método INI – Parte III – Conclusões e Comentários

Posted on 22/12/2010. Filed under: Finanças |

7 anos depois…

Em mais de 500 cursos e palestras sobre o método INI em, pelo menos, 12 estados brasileiros, foi possível chegar às seguintes conclusões:

  • O Método INI é o único conceito de investimento em bolsa que poderá atrair tradicionais investidores de renda fixa, aqueles mais conservadores.
  • Os estrangeiros utilizam esse método há 60 anos, mantendo um objetivo de 15% de rentabilidade ao ano. A maioria das carteiras da NAIC consegue, na média, essa rentabilidade.
  • A Shareowner.com, o INI Canadense, tem pesquisas indicando que as carteiras baseadas no SSG (Método INI) bateram o índice local.
  • Todos sabem quais são as empresas boas, mas poucos saberiam dizer QUAL a menos cara (ou mais barata) HOJE. O método lhe dá instrumentos para que você decida, com premissas próprias, qual é a ação menos cara no dia de comprar.
  • O Método INI junta dois mundos muito próximos da análise fundamentalista, o investimento em valor e o investimento em crescimento. O Método procura empresas de crescimento, mas não deixa o investidor comprá-las por preços muito elevados.
  • Quem segue à risca o método, investigando as empresas, fazendo o SSG para todas as empresas do portfolio, toda vez que for comprar (com software é bem fácil, coisa de 3 minutos), acaba selecionando empresas com bom histórica e evitando comprá-las a preços proibitivos, baseados em premissas excessivamente otimistas.

Como comentário final relembro a regra do “Crazy Money” de Ben Graham.

O investidor que não conseguir ficar fora do risco, fora do trade e do giro, deve criar uma conta exclusiva para isso.

Além dessa conta, onde tudo é possível (menos alavancagem), é fundamental manter um portfolio de longo prazo, com aportes pequenos e regulares.

Normalmente, na hora da aposentadoria, o que sobra vem do segundo portfolio.

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Selecionando Ações Pelo Método INI – Parte II – Ferramentas do INI

Posted on 20/12/2010. Filed under: Finanças |

Banco de Dados das Cias Brasileiras – Completo e Acessível ao Pequeno Investidor

Em 2003 o INI já tinha, praticamente, todo o material didático traduzido, porém o uso do método seria IMPOSSÍVEL se as pessoas tivessem que garimpar os dados necessários por elas mesmas.

O Método requer:

  • Histórico de, pelo menos, 7 anos das receitas e dos lucros por ação.
  • Histórico de pelo menos 5 anos de cotações (ajustadas a eventos acionários), dividendos por ação, margens e retorno sobre o Patrimônio Líquido.

Como era impossível achar um serviço que oferecia todos esses dados a preços aceitáveis, o INI, em parceria com a Valoriza, criou a TIB – Tabela de Informações Básicas e ofereceu em seu pacote básico de assinatura anual.

Dessa forma foi possível a rápida disseminação do método, pois os dados estavam todos ajustados à necessidade do usuário do Stock Selection Guide brasileiro (SSG).

Grande falha do mercado!

Até hoje, dezembro de 2010, não há uma única fonte de dados confiável que forneça tudo o que o INI precisa, a preços aceitáveis.

É incrível que não haja, por exemplo, uma fonte fidedigna para dizer qual o P/L atual da bolsa brasileira, ou qual o P/L dos setores ou ainda, qual o Dividend Yield médio do mercado e dos setores.

Um site desses deveria ser gratuito e está, pelo menos, 6 anos atrasado.

O INI faz sua parte disponibilizando para seus 8.000 associados a TIB e para outros 50.000 a Aquarela do Mercado e o Gráfico Comparativo.

Veja na figura a seguir como é a TIB:

Nos links abaixo, veja exemplos de relatórios para a VALE e para a AMIL:

Amil – Setembro de 2010

VALE – Setembro de 2010

O TIB tem informações sobre mais de 250 ações. Para 2010 está ajustando seus sistemas para as atualizações contábeis (IFRS), obrigatórias a partir deste ano.

O Software de Seleção de Empresas do INI

O SSG original foi criado na década de 1950, quando a informática era, praticamente, um bebê.

Os usuários da época (e até o final da década de 1990) utilizam tabelas para cálculo de juros compostos e um gráfico semi-logarítmico para fazer as estimativas de crescimento futuro nos fundamentos.

Tudo isso era distribuído em formulários de papel, que a NAIC vendia aos seus associados.

Esses formulários ajudaram milhões, literalmente milhões, a entender o investimento em bolsa com base em fundamentos, em crescimento e em valor.

Toda reunião de clubes de investimento (a NAIC chegou a ter 50.000 clubes associados) tinha apresentações de estudos feitos pelos cotistas, com base no SSG.

O INI, também em seu início, criou um software para reduzir esse trabalho braçal e integrar o SSG à realidade computacional de nosso século.

O usuário pode importar os dados das companhias brasileiras e interagir com dois “instrutores virtuais”, um conservador e outro otimista.

O software merece alguns ajustes, pois quando foi construído, em 2003-2004, a realidade da bolsa e da macroeconomia brasileira era outra, mas ainda é bastante útil para agilizar o trabalho de quem usa o SSG para seleção de empresas de crescimento.

Para baixar a versão DEMONSTRAÇÃO do software, clique aqui.

Os indicadores que o software utiliza para selecionar as empresas

Ao fazer uma avaliação completa da empresa no software do INI, espera-se que o usuário/investidor:

  • Conheça (quantitativa e qualitativamente) o crescimento histórico dos fundamentos da empresa: lucro, vendas, dividendos, margens etc.
  • Investigue os motivos para o crescimento histórico
  • Investigue disparidades entre o o crescimento do lucro e das vendas
  • Estude os últimos relatórios da Cia.
  • Seja capaz de estimar as perspectivas de futuro da Cia. para os próximos anos.

Como resultado final, ele obtém:

  • Um intervalo de compra/manutenção/venda, para os próximos 5 anos. Atenção! Isso não tem nada a ver como stop gain, stop loss. Os intervalos são muito grandes, pois dizem respeito aos próximos 5 anos e não a dias ou semanas.
  • Um indicativo chamado “upside-downside ratio” que mede a razão entre o “espaço para subir” e o “espaço para cair”.
  • Um indicativo de rentabilidade total, incluindo cotação e dividendos SE SUAS PREMISSAS SE VERIFICAREM.

Os livros do INI – Disponíveis para download

Há quase 1 ano e meio o livro “O Mercado de Ações em 25 Episódios” foi lançado, em parceria com o INI, para organizar e divulgar os muitos estudos feitos com base no método INI.

A Primeira parte do livro mostra os efeitos do investimento com base nos princípios do Instituto em ações brasileiras.

Esse livro não substituiu os guias do INI, mas os mesmos têm dados um pouco antigos e ficaram disponíveis para download.

São eles:

O Guia Oficial é a tradução do Guia Oficial da NAIC, versão de 1998. O Método é aplicado para avaliar ações da Motorola.

O Manual técnico é o “manual do software”. Até a página 40 ele explica o uso completo do SSG.

Para baixar os livros, clique nos links acima.

Site do INI Gratuito por 7 Dias

A TIB e o Software completo (com importação dos dados) estão disponíveis somente para associados INI, mas o INI oferece um período de teste (7 dias), para quem quiser conhecer as ferramentas antes de se decidir pela associação.

Basta clicar em Associe-se e seguir as indicações (se já tiver login e senha, faça o login antes de clicar). Ao final, ignore as instruções de cobrança. Quando a área financeira não detectar o pagamento em 7 dias, corta o acesso automaticamente.

A associação do INI custa entre R$ 90,00 e R$ 150,00 por ano. Já é bem acessível ao pequeno investidor.

Relembrando o site: www.ini.org.br

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Selecionando Ações Pelo Método INI – Parte I – Introdução

Posted on 17/12/2010. Filed under: Finanças |

O Método INI ensina investidores iniciantes a selecionar empresas de crescimento há 60 anos em mais de 20 países.

O Instituto Nacional de Investidores – INI iniciou seus trabalhos em 25 de Agosto de 2004. A seguir algumas de suas principais conquistas:

  • Traduzir e adaptar o Stock Selection Guide para o português e para a realidade do mercado brasileiro.
  • Ministrar mais de 1.000 cursos e palestras sobre o Método INI em quase todos os estados do país.
  • Montar uma rede de 75 orientadores em 14 estados.
  • Atingir mais de 8.000 associados (pagantes) e um total de 50.000 investidores em seu banco de dados.

O que é o Método INI e por que é importante conhecê-lo?

O Método INI é a tradução para o mercado Brasileiro do Stock Selection Guide, criado pela Associação Nacional de Investidores dos EUA (www.betterinvesting.org) na década de 1950.

Esse método foi difundido para 20 países a partir da criação, em 1960, da Federação Mundial de Investidores (www.wfic.org).

Há uma parte comportamental e outra parte instrumental no método.

A primeira requer do investidor disciplina para formação de poupança e a segunda mostra a importância de conhecer as companhias em que se está investindo, além de indicar técnicas simples para selecioná-las.

Parte comportamental

Princípio 1: Invista regularmente pequenos valores

  • Talvez esse princípio seja o mais importante para os investidores iniciantes, pois evita que faça aportes grandes de uma só vez, sem que tenham experiência suficiente em bolsa.
  • Ao investir sempre e pouco (de acordo com a realidade de cada um) o investidor reduz o chamado “risco sistêmico” que está ligado à bolsa e não à empresa em que se está investindo.
  • O comportamento do investidor assemelha-se ao que se faz na poupança, colocando recursos modestos mensalmente.
  • Bolsa não é lugar para dinheiro de remédio. Idealmente não se deve utilizar bolsa para objetivos de curto prazo (< de 5 anos), ao menos pelo método.
  • O número de pessoas que utiliza esse modelo de aportes regulares, em todo o mundo, é absurdamente alto, se forem incluídos os cotistas de fundos mútuos e de fundos de pensão.

Princípio 2: Reinvista os ganhos, dividendos, etc.

  • O reinvestimento de dividendos pode triplicar (ou mais) o patrimônio em 30 anos. Um dividend yield de 3% ao ano já seria suficiente para elevar o patrimônio em quase 35% em uma década.
  • Um grande pecado dos investidores é aproveitar os momentos de muita sorte (ganhos inesperados) para aumentar seus gastos ou encarecer seus passivos. Se você ganhar R$ 70.000 em opções e comprar um carro de R$ 70.000, vai devolver todo o dinheiro em, no máximo, 2,5 anos.
  • Pensando em bolsa como complemento de aposentadoria, esses ganhos extraordinários podem antecipar bastante a formação de patrimônio.
  • Dinheiro ganho do mercado, deve permanecer no mercado durante o período de semeadura.

Parte Instrumental (analítica)

Princípio 3: Compre somente empresas de crescimento, a preços razoáveis

  • O método simplesmente ignora empresas com histórico de prejuízos, de lucros aleatórios e de quedas nos fundamentos. Nem passam no primeiro crivo.
  • Só funcionam empresas com histórico consistente de crescimento em seus fundamentos: lucros, receitas, margens, retornos sobre PL etc.
  • Normalmente essas empresas costumam ser mais CARAS (P/L mais alto), mas nem todas ao mesmo tempo. É aí que o Método faz a diferença, ensinando você a ver qual delas está mais barata (menos cara) NO DIA em que você for comprar.
  • O que a parte instrumental do método faz é ensinar o investidor, mesmo iniciante e sem aptidões matemáticas, a selecionar empresas de crescimento, mas com múltiplos razoáveis.
  • Todas sabem quais são as ações boas. Mas o método faz mais. Ele quantifica o crescimento dos fundamentos e dá mecanismos para o investidor responder, por exemplo:
    • O que é melhor, VALE5 a R$ 50,00 ou RAPT4 a R$ 12,80?
    • O que é melhor, PETR4 a R$ 25,00 ou POMO$ a R$ 6,95?
  • E o mais importante, com premissas trabalhadas pelo próprio investidor.

Educação financeira no estilo “learning-by-doing”

Os cursos de análise técnica (gráficos) são muito mais numerosos do que os de análise fundamentalista, pois são diretos, práticos e já preparam o investidor para operar na bolsa (na maioria das vezes de forma desnecessariamente arriscada).

O curso do Método INI é, sem sombra de dúvida, o único com conteúdo fundamentalista que é ministrado em períodos de 6h a 9h, que rivaliza com os de análise técnica em termos de praticidade.

Em 6 horas (ou como autodidata) o investidor aprende um “caminho” para conhecer as companhias em que quer investir.

Num período de 1 a 2 anos de uso do método ele vai desenvolver uma intimidade com as companhias que acompanha que jamais imaginou que poderia ter.

Quer ver?

Pegue uma empresa em que investe (se já for investidor) e responda:

  • Qual a receita em 2009 (aproximadamente)?
  • Qual o lucro em 2009?
  • Qual o P/L atual?
  • Qual o dividend yield atual?
  • A empresa tem crescimento consistente no passado?

Para um usuário contumaz do Método INI essas respostas (ao menos de forma aproximada) estarão na ponta da língua.

Infelizmente tem gente que investe em Petrobras e nem tem idéia de que a empresa tem receita de R$ 200 bilhões por ano, lucro de R$ 32 bilhões e P/L entre 10 e 11.

O usuário do Método INI não poderia comprar sem ter investigado tudo isso.

O Método INI é um modelo de aprender-fazendo sem os riscos elevados do trade com análise gráfica.

Esses riscos são mitigados de várias formas:

  • Não aporta dinheiro relevante de uma só vez
  • Tem horizonte mínimo de 5 a 7 anos
  • Reduz o risco sistêmico
  • Não investe em empresas sem histórico
  • Não investe em empresas com múltiplos muito elevados
  • Não investe sem uma leitura mínima dos fundamentos da companhia
  • Não requer do investidor acompanhamento diário do mercado, apenas a leitura e entendimento dos relatórios das companhias, dos analistas fundamentalistas etc.

Na visão do INI, essa deveria ser a porta de entrada para o investidor individual QUE QUER FAZER GESTÃO PRÓPRIA!

Mas, infelizmente, não é. Está longe de ser.

Segue na Parte II – Ferramentas do INI

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O Carro Financeiramente Inteligente – Qual o Carro que Posso ter?

Posted on 16/12/2010. Filed under: Finanças |

O conceito de “Financeiramente Inteligente”

Um bem “Financeiramente inteligente” é aquele cuja posse, sob a ótica do livro “Quanto Custa Ficar Rico?”, não implica em perda patrimonial para o dono.

No caso do Imóvel Financeiramente Inteligente a lógica financeira é simples, seria aquele em que seu valor ATUAL para compra, seria menor do que o fluxo futuro de aluguéis. A conta é complexa, pois envolve estimativa de crescimento do preço do imóvel, custo de oportunidade, taxas de financiamento, valor presente etc.

Para ver o artigo sobre o Imóvel Financeiramente Inteligente, clique aqui.

Para o cálculo do Carro Financeiramente Inteligente, os elementos relevantes costumam estar ocultos.

Um dos maiores pecados dos livros de Finanças Pessoais é tratar o carro SEMPRE como passivo. Nem sempre é o caso. Depende do preço.

O carro sempre é tratado exclusivamente como uma fonte de custos e despesas, mas a conta pode ser bem mais complexa do que essa.

É isso que esse artigo demonstra a seguir.

A planilha que calcula o valor do “Carro Financeiramente Inteligente”

Como já dito, a conta pode ficar um pouco grande, portanto vamos utilizar uma planilha do livro “Quanto Custa Ficar Rico?” para nos ajudar a calcular esse valor.

A planilha pode ser baixada aqui.

As simulações abaixo serão feitas para um sujeito hipotético chamado Aristeu.

Ao longo do texto as características de Aristeu vão sendo apresentadas, junto com as premissas para o cálculo do valor do carro.

Instruções para uso da Planilha

1. Inserir o valor de um carro que você gostaria de ter.

Esse valor NÃO É AINDA o do carro financeiramente inteligente, ele só representa algo que você gostaria de ter e pode pagar (mesmo com dificuldade).

Aristeu sempre sonhou com um Toyota Corolla. Ele está juntando dinheiro para comprar o carro à vista por R$ 70.000,00.

Será que esse valor fará do Corolla um carro “financeiramente inteligente” para o Aristeu?

2. Inserir os fatores de custo de um transporte próprio

O primeiro fator é o que chamamos de custo de oportunidade. Se esse dinheiro estivesse aplicado, qual a rentabilidade líquida (descontado o IR e custos) anual que ele teria?

Aristeu consegue aplicar seu dinheiro em títulos do tesouro a 10,00%, já descontado o IR, a custódia e a corretagem.

A depreciação média (perda de valor) do Corolla para os primeiros 3 anos é de 9,00% ao ano.

Os Impostos (IPVA, Seguro obrigatório, Taxas) chegam a 4,00% do valor do carro a cada ano.

O Seguro do Corolla, segundo o corretor de Aristeu, ficaria em, aproximadamente, 6,00% do valor do carro.

O valor da manutenção (revisões e outros itens) foram estimados em 3,00% do valor do carro, pois Aristeu leva o carro a cada 5.000 Km para trocar óleo, filtros etc.

Aristeu não precisa alugar garagem, pois mora com os pais num condomínio na Barra da Tijuca, cheio de vagas disponíveis.

Com estacionamento Aristeu gasta R$ 6,00 por dia, pois para no estacionamento da Prefeitura do RJ, na praça XV. É barato, mas é necessário chegar, todo dia, até às 08:00 da manhã.

São R$ 120,00 com estacionamento do trabalho, mais R$ 60,00 com flanelinhas todo mês. No total, Aristeu gasta R$ 180,00 por mês, o que equivaleria a R$ 2.160,00 por ano, algo como 3,09% do preço estimado do carro.

O porteiro da noite faz limpeza semanal nos carros do condomínio por R$ 60,00 ao mês. Isso equivale a R$ 720,00 por ano, algo como 1,03% do preço estimado do Corolla.

Aristeu não andaria muito, cerca de 12.000 km por ano. Como o Corolla é um carro econômico na cidade e na estrada (10,5 Km/L) e Aristeu só quer usar Gasolina Podium da BR (R$ 3,19 o litro). Isso significa que o gasto anual com combustível de Aristeu seria de R$ 3.645,00, equivalente a 5,21% do preço do Corolla.

Somando todos os itens acima, o carro custaria a Aristeu, anualmente, o equivalente a 40,29% de seu preço.

Esse custo envolve o que Aristeu precisa PAGAR (combustível, estacionamento, seguro etc.) mais as PERDAS EM SEU PATRIMÔNIO (custo de oportunidade + perda de valor do carro).

Assusta não é?

Mas e o que Aristeu GANHA ou DEIXA DE GASTAR se comprar o carro?

3. Inserir os custos com transporte público (caso não tivesse o carro).

Com o trabalho, Aristeu gasta cerca de R$ 140,00 com passagens todo mês, algo como R$ 1.680,00 por ano.

Aristeu faz todo mês uma viagem para encontrar amigos em Itaipava. Ele aluga um carro por R$ 240,00 para pegar na fim da tarde de sexta e devolver no final da tarde de domingo. Com o combustível, esse custo chega a R$ 340,00 por mês. O montante chega a R$ 4.080,00 por ano.

Para atividades de lazer Aristeu usa taxi, gastando, em média, R$ 240,00 todo mês, o equivalente a R$ 2.880,00 por ano.

No total, o custo com transporte público de Aristeu chega a R$ 8.640,00 por ano.

Quanto vale o tempo de Aristeu?

4. Parâmetros de custo do tempo

Todos sabem que “tempo é dinheiro”. Quanto mais se trabalha, mais valor se dá ao tempo livre.

Aristeu tem um motivo importante para pensar em ter um carro.

Num ônibus Aristeu leva, em média, 3 horas por dia no trajeto entre sua casa e seu trabalho. Da Barra da Tijuca ao Centro o fluxo é bem intenso, todos os dias.

De carro, ele conseguiria fazer o mesmo trajeto em 2 horas, o que não é pouco, mas representa uma economia diária de 1 hora para Aristeu.

Quanto custa a hora de Aristeu?

Sem levar em conta parâmetros subjetivos, é uma conta bem simples, veja:

O salário líquido mensal de Aristeu é R$ 2.400,00. Ele recebe todos os benefícios (13°, férias, FGTS) e ainda conta com um bônus de 1 salário todo ano, em média.

Isso significa que a renda total de Aristeu no ano é de R$ 36.703,20. Para uma carga média de 160 horas mensais de trabalho, a valor da hora de Aristeu atinge, portanto, R$ 19,12.

5. Juntando os parâmetros e calculando o valor MÁXIMO que Aristeu poderia pagar por um carro.

A conta final é bem simples:

Aristeu gastaria R$ 8.640,00 com transporte público

Ele economizaria 1 hora por dia útil, caso fosse ao trabalho de carro. Como sua hora vale R$ 19,12, para uma estimativa de 252 dias úteis no ano, Aristeu teria um ganho equivalente a R$ 4.818,24.

Entre o ganho de tempo e a economia com transporte, o carro traria a Aristeu um fluxo positivo de R$ 13.458,24 ao ano.

Como o carro que Aristeu quer “custa” 40,29% de seu preço a cada ano, Aristeu só poderia pagar o seguinte:

13.458,24 divididos por 40,29% = R$ 33.403

Infelizmente para Aristeu, o Corolla seria uma enorme perda patrimonial dadas as suas condições atuais.

Observações finais

Utilize os dados acima para ver como a planilha funciona e refaça o teste com dados pessoais.

No caso de Aristeu, como a diferença é muito grande entre o carro que ele QUER e o que poderia comprar (para não ter perda patrimonial), será necessário fazer tudo novamente, agora partindo de um valor um pouco mais baixo.

Isso porque alguns itens percentuais foram calculados com base no preço do Corolla, o que distorce um pouco os cálculos.

Aristeu encontra o seu carro!

Ciente de que a compra do Corolla seria um perigo para suas finanças, Aristeu olha no jornal e decide comprar um Corsa Classic 0 Km, anunciado por R$ 28.990,00.

Aristeu coloca esse valor na planilha e refaz duas estimativas:

  • Esse carro é mais econômico e faz 13 Km/L e ele não usa mais gasolina Podium. Bota gasolina normal por R$ 2,49 o litro.
  • O custo do seguro é um pouco menor, 5% do valor do carro. No Corolla equivalia a 6%.

Após modificar os dados, com muita cautela Aristeu foi ao final da planilha para ver qual o valor MÁXIMO que poderia pagar por um carro e lá estava: R$ 29.015,73!

Pronto, aí está, para o caso de Aristeu, o carro Financeiramente Inteligente!

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Artigo sobre a hora certa de vender e de comprar ações

Posted on 14/12/2010. Filed under: Finanças |

Bom, antes de iniciar já alerto aos leitores que, ao final do artigo, não encontrarão resposta para “a hora certa de vender ou de comprar”.

O motivo do artigo é outro. Seu objetivo principal é testar algumas “verdades” que os pequenos investidores ouvem para convencê-los de que investimento em bolsa JAMAIS deve ser para longo prazo.

A bolsa de Tóquio

Os detratores do investimento com base fundamentalista, focado em formação de patrimônio de longo prazo, costumam argumentar que a filosofia buy-and-hold teria sido um fracasso no Japão nos últimos 20 anos.

E é algo que assusta o investidor de bolsa, pois o índice Nikkei chegou a cerca de 39.000 pontos em 1989 e hoje, 21 anos depois, está em pouco mais de 10.000 pontos.

Isso leva o investidor a crer que algo similar pode ocorrer no Brasil, nos EUA ou na Europa.

Poder até pode, mas nenhum desses mercados enfrenta situações tão atípicas como as que o Japão enfrentou na década de 1980.

Sem me estender demais, o P/L médio do mercado japonês era 70 (6 a 7 vezes maior do que o brasileiro em 2010), secretárias japonesas disputavam casas de praia no Havaí com empresários e executivos americanos, a área do palácio imperial valia mais do que toda a área do estado da Califórnia. E por aí vai.

Foram muitos fatores, alguns bem semelhantes aos que ocorreram com a China nos últimos anos (em menor escala).

Para quem quiser mais detalhes, sugiro a leitura dos apêndices do livro “O mercado de ações em 25 episódios” para um detalhamento da formação dessa bolha impressionante.

Quem ler vai começar a entender o pavor que a China tem de permitir a valorização de sua moeda. Esse foi um dos motivos da bolha japonesa.

O argumento mais recorrente: a profecia do passado

Quando alguém olha para o que aconteceu com a bolsa e diz: “- Se você tivesse vendido tudo em maio de 2008 e recomprado em novembro de 2008, teria um ganho de X%”, está profetizando sobre fatos passados.

Em 2008, apesar das evidências da crise, havia analistas indicando bolsa a 100.000 pontos no final do ano e VALE5 a R$ 100,00.

Mesmo que você tivesse vendido toda sua carteira com o Ibovespa a 72.000, quando entraria de novo? Recompraria a 66.000? Recompraria a 60.000?

Quando alguém lhe apresentar argumentos para trade, com base em profecias do passado, peça para que lhe dê um método objetivo para testar. Dizer que “sabe” a hora certa de comprar ou vender não é testável cientificamente.

Vender tudo aos 72.000 pontos e recomprar (ou vender) com quedas de 10%.

Isso dá para testar, pois é uma regra que não depende do talento ou da clarividência do operador.

Imagine um sujeito com R$ 1 milhão em bolsa que resolve vender tudo a 72.000 pontos. Isso significa que ele estaria inteiramente “líquido” quando a bolsa começou a desabar em 2008. Sortudo, não?

Pois a bolsa cai 10% e ele recompra. Terá, portanto, R$ 1 milhão na bolsa, com o índice a 64.800 pontos (10% menos). Isso significa que estará “comprado”.

Como a bolsa só caiu durante o período, ele resolveu seguir seu método e vendeu tudo, novamente, quando o índice atingiu 58.320 pontos (10% menos). Ele só teria R$ 900 mil agora, mas estaria completamente líquido.

Recompraria a 52.488, venderia a 47.239, recompraria a 42.515, venderia a 38.263, recompraria a 34.437 e venderia a 30.993, parando por aí, pois a bolsa não caiu 10% a partir desse patamar.

Para quem lê e não esteve na bolsa no período, parece uma grande estupidez, mas, no meio do furacão, ninguém sabe qual é o fundo do poço.

Aliás, muitos do que apostaram que o fundo do poço havia chegado, e jogaram a descoberto no mercado a termo, perderam muito, mas muito dinheiro.

Voltando…

Se ele fizer isso até os 30.993 (ponto mínimo do teste) e depois começar a recomprar e vender a cada 10% de alta, chegaria aos 72.000 pontos com EXATAMENTE R$ 1 milhão. Não adiantou nada. Os custos e o IR não estão contabilizados.

Alguns traders diriam que colocariam um stop loss curto e um stop gain longo, para aceitar perdas pequenas, mas permitir ganhos maiores.

Ficaria feliz de receber um artigo científico testando premissas como essa. Aos amigos leitores que tiverem condições de montar uma planilha com um método cientificamente “testável”, fica o convite para que a desenvolva, que eu publico por aqui.

Faça o seu trade, mas respeite os R$ 100 por mês

Ben Graham já ensinava, há 7 décadas, que o investidor não vai conseguir ficar fora da emoção do giro. Para esses, Ben Graham sugeriu a criação da “conta do dinheiro louco”, aquela em que todas as estripulias podem ser feitas (só cuidado com operações a descoberto e mercados futuros).

Reserve um dinheiro que pode perder, que não seja significativo em sua carteira, para girar. Mas respeite aquele patrimônio formado de tostão em tostão, por mais de uma década. Normalmente é ele que sobra na hora da aposentadoria.

O profissional de mercado

Tenha em mente outra dura verdade: se você gasta mais tempo operando sua carteira do que se desenvolvendo em sua profissão de origem (medicina, engenharia, direito etc.), você é um profissional de bolsa.

Sem os requisitos formais e os registros na CVM, pois opera somente para si, mas você dedica mais tempo, mais energia e mais estudo às operações de bolsa do que à profissão que lhe tomou 10, 20, 30 anos de formação.

10 anos de formação em medicina podem requerer, fácil, R$ 1 milhão em investimento. Não se esqueça que esse também é o seu custo de oportunidade.

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Leituras para o final de semana – Resultados 3T10 e Artigos Importantes!

Posted on 10/12/2010. Filed under: Finanças |

Caros leitores,

Para aqueles que acessam esporadicamente o blog, faço um resumo do que foi tratado nos últimos dias.

Relembro que é possível assinar o blog no link à direita. Não tem qualquer custo e só é necessário colocar o e-mail.

Principais posts:

Artigos sobre investimentos

Método dos Aportes Dobrados (MAD) aplicado ao fundo Programado da Geração Futuro

Balanceamento de carteira Como fazer para valores diferentes de 50% 50%?

O Método dos Aportes Dobrados Técnicas para gestão de aportes em carteira própria e em fundos de Ações

Resultados das empresas para o Terceiro Trimestre de 2010

Marcopolo Resultados 3T10

Randon Resultados 3T10

Itaúsa Resultados 3T10

Banestes Resultados 3T10

Petrobras Resultados 3T10

Forja Taurus Resultados 3T10

Coelce (COCE5) Resultados 3T10

Brasil Ecodiesel Resultados 3T10 e atualizações de 07/12/2010

Porto Seguro Resultados 3T10

Equatorial EQTL Resultados 3T10

AES Tietê GETI Resultado 3T10

Eletropaulo ELPL Resultados 3T10

Itaú Unibanco Resultados 3T10

EZTEC Resultados 3T10

Usiminas Resultados 3T10

Bradesco Resultados 3T10

Vale Resultados 3T10 Guia para Leitura do Release

No site do INI: Análises do BB para BRFoods, CCR, Copasa, Gol, Grendene, Heringer, Iochpe Maxion, JBS, Julio Simões, Marfrig, Minerva, MMX, OGX, Rossi, Sabesp, Tam e Tecnisa

Leituras diversas

Fugindo um pouco do assunto Salvando o Brasileirão

Um pouco de humor dos velhos tempos de músico…

Aniversário 2007

Show Imperdível Álbum Branco no Ball Room!!!

Abraços a todos!
Paulo Portinho

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Método dos Aportes Dobrados (MAD) aplicado ao fundo Programado da Geração Futuro

Posted on 08/12/2010. Filed under: Finanças |

Método dos Aportes Dobrados (MAD) aplicado ao fundo Programado da Geração Futuro

O MAD (Método dos Aportes Dobrados) foi testado para o índice Bovespa e mostrou resultados muito superiores aos obtidos com aportes iguais.

O artigo com os resultados foi publicado no meu blog e no blog do INI. Para quem ainda não leu, veja link abaixo:

O Método dos Aportes Dobrados Técnicas para gestão de aportes em carteira própria e em fundos de Ações

O pedido

Alguns amigos e leitores que estão em fundos e clubes do Banco Geração Futuro pediram para que eu aplicasse o mesmo método tomando por base a evolução das cotas desses fundos.

Achei a idéia interessante, pois estaria aplicando o MAD para comprar cotas de fundos, isso significa que os custos (administração, corretagem e outros) já estariam contabilizados no resultado. Isso não ocorria no exemplo com o Ibovespa.

A escolha do fundo

Não dá para trabalhar com vários clubes específicos e também não dá para usar o fundo mais antigo da Geração, pois seu aporte mínimo é de R$ 5.000,00, o que impossibilita o uso do MAD (exceto para clientes absurdamente ricos).

Optei pelo Geração Programado FIA que tem aporte inicial de R$ 100,00 e aporte mínimo de também R$ 100,00.

Além do fato de usar o MAD em cotas de fundos reais, foi interessante também utilizar um fundo que começou em maio de 2006, pois é um período curto onde as rentabilidades não foram tão grandes como de 1998 até outubro de 2010 (período utilizado para o teste do MAD no Ibovespa).

O Método dos Aportes Dobrados – MAD

Para relembrar, o MAD nada mais é do que uma técnica de gestão dos aportes em fundos ou carteira própria.

Essa técnica pressupõe as seguintes regras

  • Inicia-se com um valor mínimo de, por hipótese, R$ 100,00.
  • Sempre que, no mês seguinte, a bolsa (ou a cota) cair, o aporte deverá ser dobrado.
  • Sempre que, no mês seguinte, a bolsa (ou a cota) subir, o aporte será dividido pela metade.
  • Deve-se estipular um limite máximo para o aporte.

Aplicando o método ao GF Programado

O período vai de 11 de maio de 2006, quando a cota estava em R$ 1,00, até o último dia útil de outubro de 2010, quando o valor da cota estava em R$ 1,8246.

Como regra, o investidor iniciaria com R$ 100,00 em 11 de maio e dobraria seus aportes, no caso de queda da cota, até o limite de R$ 6.400,00.

Ao final os números são comparados com a técnica do aporte regular de MESMO VALOR, de forma que o total investido, naturalmente, seja igual em ambos os casos.

A planilha com os resultados completos pode ser baixada aqui.

Os resultados

Assim como no caso de compra do índice, simulado no artigo original, o uso do MAD apresentou resultados bem mais expressivos do que a técnica do aporte regular de mesmo valor.

Foram 54 períodos (meses) de aportes, totalizando R$ 32.400,00, uma média de R$ 589,09 por mês.

Sem MAD (aportes iguais de R$ 589,09):

  • Patrimônio atingiu R$ 41.183
  • Rentabilidade total de 27,01%
  • Rentabilidade anual equivalente de 5,47%

Com MAD:

  • Patrimônio atingiu R$ 52.697
  • Rentabilidade total de 62,6%
  • Rentabilidade anual equivalente de 11,41%

Curiosidades:

  • O aporte de R$ 6.400 (limite máximo) só foi necessário uma vez, em novembro de 2008. O MAD teria levado o cotista a fazer o maior aporte justamente na menor cota de final de mês da série histórica, R$ 0,9117.
  • O patrimônio de quem usou o MAD foi 28% maior do que o de quem não usou.
  • Assim como, nas mesmas circunstâncias, a rentabilidade anual foi 5,9% superior para quem usou o MAD, quase uma “poupança”.

Limitações e cuidados

Simplificando um pouco a realidade do mercado, pode-se dizer que o investidor tem o risco BOLSA/MERCADO e o risco EMPRESA (ou CARTEIRA).

Ao utilizar aportes regulares, o objetivo é reduzir o risco bolsa, no longo prazo. Como compra na baixa e também na alta, a tendência é ter um preço médio que diminua os efeitos da volatilidade.

Ao usar o MAD, o investidor aumenta o peso nas cotações mais baixas, reduzindo ainda mais o preço médio de compra, por isso o ganho verificado no estudo.

Mas tudo isso só faz sentido se o investidor confiar no crescimento da empresa (ou no crescimento das empresas na carteira do fundo).

Em resumo, ao fazer aportes regulares o investidor tende a minimizar o risco BOLSA/MERCADO e ficar exposto ao risco EMPRESA/CARTEIRA.

(Quase) Encerrando…

Durante a crise de 2008/2009 nosso clube Stratocaster sofreu bastante com resgates “no fundo do poço”. Isso fez com que tivéssemos que vender ações a preços 60%-70% abaixo do que se vê hoje, 2 anos depois.

A rentabilidade da carteira do clube ficou bem prejudicada.

Se, ao contrário, os cotistas utilizassem o MAD, a situação poderia ser muitíssimo diferente.

Não sei se isso aconteceu também no fundo da GF, mas fica aqui um importante alerta para o investidor individual.

O gestor tem controle sobre a alocação dos recursos que já estão no patrimônio do clube/fundo, mas não tem qualquer influência na gestão de aportes/resgates de cada cotista.

Em resumo, a rentabilidade do cotista depende da qualidade do gestor, mas também de seu próprio comportamento.

Para quem quiser estudar o uso do MAD em outros fundos (ou períodos), segue o estudo completo com o Ibovespa neste link.

Um pequeno ajuste permite o uso da planilha para qualquer fundo de ações.

Mas e vender na alta e comprar na baixa, não seria melhor?

Com certeza alguns leitores vão ver os dados e pensar que teria sido melhor vender tudo na alta e recomprar tudo na mínima.

Essa, infelizmente, é uma técnica que não consigo medir cientificamente, pois parte de pressupostos de futuro, que guiariam o passado.

É a já famosa “profecia do passado“. Não costuma servir na vida real e não atende às necessidades do método científico.

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Marcopolo – Resultados 3T10

Posted on 08/12/2010. Filed under: Finanças |

Definitivamente os resultados da Marcopolo superaram qualquer estimativa razoável para o ano de 2010. É até um pouco assustador…

O valor de mercado da empresa subiu 126% em 2009 e mais 73% em 2010. O lucro acumulado já subiu 96% esse ano.

A Margem da POMO é da ordem de 10,1%, bem maior do que a margem da Randon, por exemplo.

O release pode ser baixado aqui.

Há dois pontos importantes a tratar sobre esse crescimento tão expressivo do lucro:

1. Operacional

A evolução das vendas foi muito forte em todo o mundo. O volume vendido na Índia aumentou 104%, atigindo 4.263 carrocerias vendidas nos 9M10. Não é pouco, e o mercado de lá é bem maior que o brasileiro.

2. Financeiro

A Marcopolo já está incorporando os resultados do banco Moneo, o que “embaralha” um pouco a leitura dos lucros.

A fonte de receitas e lucros do banco está ligada às vendas da POMO, mas sua atuação é puramente de instituição financeira.

Os resultados financeiros da POMO foram bem expressivos nos primeiros 3 trimestres de 2010. De um LL de R$ 213 milhões, R$ 49 milhões foram de resultado financeiro.

ATENÇÃO! Isso não significa que o resultado da POMO não seja “real”. É sim, pois o banco faz parte do grupo e contribui com os lucros.

A única coisa “chata” é que os riscos dos negócios são muito distintos.

Outra questão é que a POMO tem apresentado ganhos em operações de HEDGE. É algo que requer um pouco mais de estudo e atenção.

Por fim, vejam a evolução da companhia nos números abaixo:

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Randon – Resultados 3T10

Posted on 08/12/2010. Filed under: Finanças |

A Randon apresentou um crescimento muito expressivo em seus principais fundamentos, fruto da evolução da economia brasileira e do crédito (muitas vezes subsidiado) para compra de caminhões e máquinas.

Essas condições de financiamento foram prorrogadas até mar/2011.

O release da Randon é de leitura fácil e agradável, pode ser baixado clicando aqui.

Não há muito o que acrescentar à leitura do release. Os lucros são quase integralmente derivados de receitas operacionais, o endividamento líquido está em 0,41 da geração de caixa, o volume de vendas é recorde histórico etc.

Eu não conseguiria ser mais claro e objetivo do que o release da Randon.

Acionistas, é sempre obrigação do investidor consciente ler os releases de suas companhias. Mãos à obra (olhos e cérebro também).

Para acompanhar a evolução dos múltiplos da companhia, veja a planilha a seguir:

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Itaúsa – Resultados 3T10

Posted on 08/12/2010. Filed under: Finanças |

Os resultados da Itaúsa dependem, em grande parte, do Itaú Unibanco, sua principal controlada.

Como houve expansão nos resultados do Itaú, saindo de R$ 7,8 bi para R$ 12,8 bi entre 2008 e 3T10, a Itaúsa voltou a atingir patamar de lucro superior ao recorde de 2006 (fatores não recorrentes).

O que há de interessante na Itaúsa é a política de bonificação/subscrição que costuma fazer ano após ano. Isso pode ser verificado pela expansão consistente no número de ações entre 2006 e 2010.

O investidor de Itaúsa deve ficar atento, pois deverá indicar à corretora o desejo de subscrever as ações (se considerar vantajoso). Caso contrário, perderá o direito. Muitas vezes esse direito representa parte significativa dos ganhos do acionista.

Veja a tabela com os múltiplos da Itaúsa:

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Banestes – Resultados 3T10

Posted on 08/12/2010. Filed under: Finanças |

O Banestes, como já dito anteriormente neste blog, serve como um “substituto” da renda fixa para o clube. Isso porque distribui R$ 0,0218 de dividendos/JSCP ao mês que, ao preço de R$ 6,00, equivale a quase 0,37%.

Outro ponto é que a política de dividendos do BEES baseia-se na distribuição de JSCP com base no patrimônio líquido da companhia, que já subiu quase 13% em 2010.

O clube não consegue comprar títulos públicos, pois o volume financeiro para essa operação na mesa da corretora é muito grande para nossa carteira, por isso usamos alguns “artifícios” como ter BEES ou ações de yield elevado como as elétricas.

Bom, o BEES também não divulga releases explicativos de resultados no primeiro trimestre e no terceiro trimestre, só no meio e no fechamento do ano.

A FJTA divulga um fact sheet, o BEES não divulga nem isso, apenas disponibiliza o documento oficial que envia para a CVM.

A seguir a planilha atualizada com os dados do BEES:

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Petrobras – Resultados 3T10

Posted on 08/12/2010. Filed under: Finanças |

Petrobras não está na carteira do clube, mas está em muitas carteiras dos leitores do blog e de cotistas do clube Stratocaster.

Envio, a pedidos, a planilha dos fundamentos e múltiplos atualizada para o 3T10.

O que há de interessante é que, por força da capitalização da companhia, a cotação da ON caiu de R$ 38,29 (dez/2009) para R$ 28,72 (dez/2010), mas o valor de mercado da companhia aumentou.

Isso fez com que a empresa praticamente mantivesse o múltiplo P/L de 2009 (cerca de 11).

Em setembro e outubro de 2010 esse índice estava em linha com o de seus principais pares internacionais (ver yahoo finance).

Veja a planilha da Petrobras:

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Forja Taurus – Resultados 3T10

Posted on 08/12/2010. Filed under: Finanças |

As Forjas Taurus (FJTA) não apresentam releases explicativos sobre os resultados trimestrais, apenas publicam um fact sheet.

Para acessá-lo clique aqui.

Os principais destaques do Fact Sheet são:

  • Elevação de 64% no no lucro líquido (9M10)
  • Queda de mais de 7% nas receitas
  • Essas oscilações podem ser explicadas pelo valor mais baixo do dólar em 2010. A receita com o mercado interno cresceu 18% e com o mercado externo caiu 25%. Além da redução no prejuízo da Taurus Ferramentas.
  • Redução no prejuízo da controlada Taurus Máquinas e Ferramentas de 30 milhões para 3 milhões.

Há alguns pontos interessantes no release.

O resultado de 2009 para o setor de ARMAS foi muito melhor do que o verificado em 2010. Porém o prejuízo da controlada da área de ferramentas caiu de 30 milhões para 3 milhões, fazendo com que a queda no setor de armas (por força do dólar) fosse mais que compensada.

Sem a empresa de ferramentas, os resultados seriam R$ 62,4 milhões 9M09 contra 56,3 milhões 9M10.

Pontos negativos

O fato da empresa não divulgar releases completos torna um pouco difícil entender o resultado das controladas. Seria interessante investigar os prejuízos da Taurus Ferramentas e da Taurus Inv. Imobiliários. Essa última com patrimônio líquido negativo.

Entende-se que uma empresa com menor porte opte por uma política de comunicação menos ativa, porém faz muita falta para quem é pequeno investidor.

Para quem quiser mais informações, o Banco Geração Futuro costuma divulgar análises da FJTA em seu site.

Veja o histórico dos múltiplos e dos fundamentos da FJTA:

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Coelce (COCE5) – Resultados 3T10

Posted on 08/12/2010. Filed under: Finanças |

Do release de resultados:

A Companhia Energética do Ceará – Coelce (Coelce) [BOV: COCE3 (ON); COCE5 (PNA); COCE6 (PNB)], eleita, em 2009 e em 2010 a melhor distribuidora de energia elétrica do Brasil pela ABRADEE, presente nos 184 municípios cearenses, que abrigam mais de 8 milhões de habitantes, divulga seus resultados do terceiro trimestre de 2010 (3T10) e dos nove meses acumulados em 2010 (9M10). As informações financeiras e operacionais a seguir, exceto quando indicado de outra forma, são apresentadas de acordo com a legislação brasileira aplicável e vigente.

Para acessar o release clique aqui.

Comentários sobre o resultado

O release é bem claro e fácil de ler. A empresa apresentou evolução em praticamente todos os itens de balanço e demonstrativo de resultados.
Elevou receita, lucro e geração de caixa, além de reduzir perdas operacionais, custos e despesas.

Logo abaixo, segue a planilha com o histórico dos múltiplos da COELCE, mas vale alertar o investidor para uma peculiaridade do lucro líquido da companhia.

Nos 9M10 o LL da COCE atingiu R$ 336 milhões. Nesse número, entretanto, há um efeito de benefício fiscal concedido pela SUDENE da ordem de R$ 77 milhões.

A empresa, ao definir seus dividendos anuais, retira esse benefício fiscal da conta. É uma informação que o investidor precisa ter em mente, principalmente aquele que busca retorno através de dividendos/JSCP.

O P/L, que está em torno de 5,5, subiria para algo como 6,8 ao retirar o efeito do benefício fiscal.

Veja a seguir a planilha da COELCE:


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Brasil Ecodiesel – Resultados 3T10 e atualizações de 07/12/2010

Posted on 08/12/2010. Filed under: Finanças |

Para acessar o release de resultados do 3T10, clique aqui.

Principais tópicos da Teleconferência (16/11):

  • Conforme já discutido aqui nesse blog, a ECOD tem atuado no sentido de preservação de caixa, mesmo que em detrimento da evolução das receitas.
  • Isso significa que só vende se houver margem positiva, caso contrário, não vende e preserva a posição de caixa.
  • Isso se verificou no 3T10, pois mesmo com prejuízo ajustado de R$ 2,4 milhões, o caixa líquido da companhia aumentou de R$ 65 milhões para R$ 80 milhões e o endividamento caiu de R$ 65 milhões para 60 milhões.
  • Há uma conjunção de fatores ruins para a ECOD. Queda no preço do biodiesel para o 4T10, elevação no custo do óleo de soja e aumento nas despesas operacionais.
  • No aumento das despesas operacionais cabe destacar que é fruto, principalmente, de dois fatores não relacionados à produção. Foi um ajuste no valor dos estoques, pela queda de preços no 3T10 e o custo de ociosidade de 2 Usinas que não operaram no 3T10.
  • A ECOD iniciou o processamento de grãos de soja, provenientes de agricultura familiar. Há dois objetivos, vender o farelo de soja resultante e aumentar a participação de insumos adquiridos de pequenos agricultores para recuperar (ou manter) o selo social.

Leilões 4T10 e 1T11

O modelo de produção do biodiesel no Brasil ainda é pouco profissionalizado. Uma enormidade de pequenas usinas participa dos leilões e oferecem preços (deságio) que, muitas vezes, são mais baixos do que custo da matéria prima de produção.

O leilão do 4T10 reservou à ECOD 23.300 m3 a um preço de pouco mais de R$ 1.700 por m3. Para efeito de comparação, o 18° leilão, para entrega no 3T10, concedeu à ECOD a venda de 34.000 m3 a R$ 2.130. E a empresa teve prejuízo praticando esse preço.

Já para 1T11 a empresa vendeu 48.000 m3 a um preço de 2.307. Mais quantidade a um preço 10% maior do que o 3T10.

Incorporação da MAEDA

Não há números nem informações disponíveis para avaliar o preço de incorporação da MAEDA.

Qualquer tratativa seria pura especulação. Talvez a partir do 1T11 os dados consolidados tragam essas informações.

Por fim

O pequeno investidor, que é maioria absoluta no quadro acionário da ECOD, carece de esclarecimentos mais detalhados sobre os rumos da companhia.

Não significa que a empresa não divulgue o que manda a lei, mas, às vezes, é difícil achar e, muita vezes, a informação vem incompleta.

O programa de stock option para a diretoria merecia detalhes como a quantidade de ações envolvidas no programa e data para exercer a opção.

A renúncia dos conselheiros foi apenas comunicada, sem qualquer justificativa.

Tudo isso dá margem a rumores como renúncia de executivos, venda de fazendas entre outros.

Aos acionistas da ECOD, é uma fase que exige atenção a todos os fatos relevantes da companhia. Tanto para acionistas de longo prazo quanto para traders.

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Porto Seguro – Resultados 3T10

Posted on 07/12/2010. Filed under: Finanças |

Clique AQUI para baixar o release de resultados.

ISAR e PSSA

Em novembro de 2009 houve uma incorporação da área de seguros residenciais e de automóveis do Itaú Unibanco (ISAR) pela Porto Seguro (PSSA).

Na estrutura final, o grupo controlador da ISAR ficaria com 30% da nova empresa. A PSSA emitiu ações para pagar pelo ativo.

Em resumo, a PSSA controla, desde então, os ativos de Seguros do Itaú Unibanco (automóveis e residências).

Salto no lucro, aumento no número de ações.

Como será visto adiante, houve um grande salto no lucro da PSSA, mas o impacto nos múltiplos não foi tão grande, pois o número de ações também cresceu bastante (emitidas para pagar pelos ativos da ISAR).

Mais adiante segue a tabela com o histórico dos múltiplos da PSSA.

Destaques do release (com ISAR)

  • Alta nos prêmios auferidos 9M09-9M10 – 44,8%
  • Alta lucro líquido 9M09-9M10 – 52,6%
  • Rentabilidade sobre o patrimônio líquido: 18,5% (5% mais que nos 9M09).
  • Parcela do seguro auto nas receitas: 68%
  • A sinistralidade da PSSA caiu muito, mas com a incorporação da ISAR, acabou ficando sem alteração. A sinistralidade da ISAR é muito mais alta (65%).
  • A carteira de aplicações financeiras da PSSA atingiu R$ 7,3 bilhões. A rentabilidade atingiu 117% do CDI, com baixa exposição a renda variável e alta exposição a títulos pré-fixados e atrelados à inflação.

Nós temos PSSA há alguns anos e vale lembrar que houve uma seqüência de verões desastrosos no RJ e em SP, desde 2007. O nível de alagamentos chegou a dobrar. Em um trimestre a PSSA teve que recorrer ao resseguro.

Isso reduziu muito o lucro da companhia. Chegou a 460 milhões em 2006 e caiu a 290 milhões em 2008.

Nada disso pode ser tratado como “não-recorrente”, pois é da natureza do negócio da PSSA atuar no que é imprevisto. Esse é o papel das seguradoras.

Desafios à administração

A competência da administração da PSSA é reconhecida no mercado, tanto é verdade que o Itaú transferiu boa parte da gestão de seguros de seu grupo para a Porto.

O maior desafio para a administração é promover uma incorporação completa entre os ativos. Homogeneizar os índices, os serviços e os sistemas, na medida do possível.

Quanto ao futuro, é evidente que depende demais do crescimento do país. Principalmente do crescimento do crédito, da indústria de automóveis e da construção civil.

Casas e carros comprados a crédito costumam ficar segurados, ao menos enquanto durar o contrato de mútuo.

Tabela com múltiplos da PSSA


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Planilhas Inteligentes do livro “Quanto Custa Ficar Rico?”

Posted on 03/12/2010. Filed under: Finanças |

Este post foi publicado originalmente em 23 de agosto.

Republico-o, pois nas duas últimas semanas ministrei palestras e dei entrevistas para TV e Rádio falando das planilhas. Algumas pessoas entraram no blog e reclamaram de não tê-las achado.

Aí vão:

O livro “Quanto Custa Ficar Rico” traz um modelo bem simples para definição do status de riqueza de cada indivíduo ou família, e ainda indica o custo real do consumo de bens de valor ou de luxo.

A leitura do livro é muito simples e as idéias acessíveis a qualquer pessoa interessada em fazer o planejamento de sua “Riqueza” e de sua liberdade financeira.

As planilhas a seguir buscam ajudar nesses diversos processos explicados no livro “Quanto Custa Ficar Rico?“.

Planilha 1: Quanto Tempo Leva para Ficar Rico?

A partir de algumas características de seu fluxo de caixa, da rentabilidade prevista dos investimentos, da inflação e do yield (renda) previsto para o seu patrimônio, calcula, em anos, o tempo necessário para atingir a riqueza plena ou a liberdade financeira plena. Sempre de acordo com o padrão de vida de cada indivíduo ou família.
Importante: O cálculo é complexo e precisou da programação de uma macro. Peça para habilitar macros para que o cálculo possa ficar automático.

Planilha 2: Qual o Valor Máximo que Posso Pagar por um Carro Financeiramente Inteligente?

A partir de premissas básicas tais como: custo de oportunidade, gasto de combustível, custo alternativo do transporte público, custo do tempo e outros, calcula o valor máximo a pagar por um carro que seja financeiramente inteligente, ou seja, que não impacte negativamente na evolução patrimonial do indivíduo ou da família.

Planilha 3: Qual o Valor Máximo que Posso Pagar por uma Casa Financeiramente Inteligente?

A partir de premissas de mercado tais como: valor do aluguel (que indica o nível do imóvel e da localização), das taxas de juros do mercado e do financiamento entre outros, calcula o valor máximo a se pagar por uma casa financeiramente inteligente, aquela que contribui para o crescimento patrimonial do indivíduo.

Importante: O cálculo é complexo e precisou da programação de uma macro. Peça para habilitar macros para que o cálculo possa ficar automático.

Planilha 4: Qual o Meu Status de Riqueza Atual?

Tira um RETRATO da sua situação atual de riqueza. Indica a cobertura de seus passivos, com fontes que não dependam do seu trabalho. Um Índice de Riqueza Pessoal (IRP) de 100% indica a Riqueza plena ou Liberdade Financeira Plena.

Planilha 5: Custos Ocultos do Consumo: O Carro

A troca de carro traz custos que não ficam claros sem que se faça a conta na ponta do lápis. Essa planilha mostra o verdadeiro custo de uma troca de carro e indica qual o impacto em suas finanças hoje e no futuro.

Planilha 6: Custos Ocultos do Consumo: A Casa de Veraneio

A planilha mostra como o dinheiro utilizado para a compra de uma casa de veraneio contribuiria para seu lazer e o de sua família SEM A NECESSIDADE de imobilização do dinheiro.

Divirtam-se e, caso tenham sugestões, podem enviar pela área de comentários do blog.

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  • Disclaimer

    Este blog é um ambiente privado para expor opiniões, estudos, reflexões e comentários sobre assuntos ligados a finanças, bolsa de valores, economia, política, música, humor e outros temas.

    Seus objetivos são educacionais ou recreativos, não configurando sob nenhuma hipótese recomendação de investimento.

    O investidor consciente deve tomar decisões com base em suas próprias crenças e premissas. Tudo que lê ou ouve pode ser levado em consideração, mas a decisão de investimento é sempre pessoal. Tanto na escolha de ações para carteira própria, quanto na escolha de gestores profissionais para terceirização da gestão.

    O Autor espera que os temas educacionais do blog possam ajudar no desenvolvimento e no entendimento das nuances do mercado de ações, mas reitera que a responsabilidade pela decisão de investimento é sempre do próprio investidor.

    Sejam bem vindos!

  • Paulo Portinho

    PAULO PORTINHO, engenheiro com mestrado em administração de empresas pela PUC-Rio, é autor do Manual Técnico sobre o Método INI de Investimento em Ações, do livro "O Mercado de Ações em 25 Episódios" e do livro "Quanto Custa Ficar Rico?", os dois últimos pela editora Campus Elsevier.

    Paulo atuou como professor na Pós-graduação de Gestão Social da Universidade Castelo Branco e na Pós-graduação oferecida pela ANBIMA de Capacitação para o Mercado Financeiro.

    Atuou como professor da área de finanças e marketing na Universidade Castelo Branco e no curso de formação de agentes autônomos do SINDICOR.

    Como executivo do Instituto Nacional de Investidores - INI (www.ini.org.br) entre 2003 e 2012, ministrou mais de 500 palestras e cursos sobre o mercado de ações, sendo responsável pelo desenvolvimento do curso sobre o Método INI de Investimento em Ações, conteúdo que havia chegado a mais de 15.000 investidores em todo o país, até o ano de 2012.

    Representou o INI nas reuniões conjuntas de conselho da Federação Mundial de Investidores (www.wfic.org) e da Euroshareholders (www.euroshareholders.org), organizações que congregam quase 1 milhão de investidores em 22 países.

    Atuou como articulista do Informativo do INI, do Blog do INI, da revista Razão de Investir, da revista Investmais, do Jornal Corporativo e do site acionista.com.br. Foi fonte regular para assuntos de educação financeira de veículos como Conta Corrente (Globo News), Infomoney, Programa Sem Censura, Folha de São Paulo, Jornal O Globo, entre outros.

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