Archive for outubro \27\UTC 2008

Chegamos no pré-sal…

Posted on 27/10/2008. Filed under: Finanças, Humor |

Como na semana passada, há uma força vendedora inacreditável no mercado.

Os fundos devem estar tendo que cobrir posições em todos os lugares do mundo.

Hoje, na Marcopolo, a Merrill Lynch e o Citibank ficaram toda hora se alternando na ponta vendedora. No final do pregão, neguinho resolveu torrar a petrobras.

Já está em R$ 18,00, seguindo para explorar o pré-sal “in person”.

Infelizmente essa oscilação favorece muito a especulação. A briga entre comprados e vendidos.

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Worst Market Sell Off

Posted on 25/10/2008. Filed under: Finanças, Política |

Essa é a expressão.

Temos visto as ações derreterem nos últimos meses, assim como o valor dos títulos dos países emergentes e outras obrigações mais arriscadas.

Estima-se que, no mercado de hedge-funds, esteja havendo a maior onda de resgates de todos os tempos. Nesse caso, não há o que um fundo fazer, a não ser vender seus ativos.

Ainda, nos fundos de ações brasileiros, há uma evidente corrida aos resgates também.

Fundos que antes tinham R$ 2 bilhões, hoje estão com patrimônio próximo a R$ 200 milhões. Nisso nosso clube ainda está bem, chegamos, no máximo, a R$ 180.000 e hoje temos perto de R$ 90.000. Foram poucos resgates, só de quem colocou dinheiro pesado. O pessoal do cemzão e do trezentão está firme e forte.

Por conta desses movimentos sem precedentes de vendas, veremos, ainda, uma onda de movimentos irracionais nas bolsas. Principalmente em bolsas pequenas como a nossa.

As oportunidades na crise…

Ontem a Whirlpool e a Brasmotor (brastemp, consul etc.) declararam um dividendo próximo a 10% do valor da ação. Faz sentido? Certamente não. Dividendo superior a DI (menos imposto)? Só acontece porque a ação estava absurdamente desvalorizada.

Haverá COM CERTEZA oportunidades únicas se a crise de liquidez se aprofundar mais.

É evidente que nem todas as empresas terão desempenho operacional satisfatório, mas podemos ter situações absurdas como dividend yields de 20% e P/Ls menores que 3. Isso já ocorreu no mercado brasileiro, durante crises passadas.

O caso Aracruz-Sadia

Por isso é importantíssimo diversificar. Veja o caso da Sadia e da Aracruz. Por mais sólidas que parecessem, apresentaram riscos elevados. A Aracruz, provavelmente, vai ser socorrida pelo BNDES. Ou seja, nosso dinheirinho vai cobrir os buracos da administração mega-ultra-hiper-incompetente e ainda vai garantir os ganhos dos bancos estrangeiros.

Vale isso tudo para não quebrar a maior exportadora de celulose do mundo? Eu, pessoalmente, acho que vale, desde que o governo ganhe com a recuperação das ações. Os governos do mundo inteiro estão fazendo isso.

Espero que isso seja pedagógico para o governo Lula e para a esquerda brasileira.

Massacraram Francisco Lopes e FHC no caso Marka-Fonte Cindam, pelos mesmos motivos, ou seja, DÓLAR ALTO e agora estão com dezenas de bancos, construtoras, exportadoras de pires na mão pedindo socorro ao Tesouro.

Só uma fofoquinha.

Durante o caso Marka-Fonte Cindam, houve risco sério de quebrar a BM&F. É que a BM&F era garantidora dos negócios dos bancos, se eles falhassem para honrar seus contratos de dólar futuro, a BM&F teria que pagar. Não havia recursos suficientes.

Pois a fofoquinha é que, durante essa semana, passamos, e ainda estamos passando, por esse mesmo risco. Só que, na época, só os dois banqueiros idiotas apostaram a favor do R$, o resto do mercado estava especulando no sentido contrário.

Hoje, a maioria está especulando a favor do R$. Antes eram só 2, hoje são 200.

Daí o motivo de “abrir o cofre” oferecendo US$ 50 bi em SWAPS.

Resumindo…

Bom. Escrevi isso para entenderem o seguinte: Hoje o drive dos preços é SÓ pânico. Não há relação com fundamento. Por ser pânico, falo aos que seguem nossos princípios, pode ser a chance mais importante dos últimos 5 anos para se comprar ações baratas.

Para mais sobre os resgates nos hedge funds, leiam:

http://www.bloomberg.com/apps/news?pid=20601087&sid=a8.xpaCUzHSI&refer=home

Ah, os mais entendidos devem estar se perguntando:

Como um HEDGE fund perde? Não é fundo de HEDGE (proteção)?

Pois é. Sabe como eles se protegiam?

Compravam uma carteira de recebíveis do Lehman Bros., daí, para garantir o ganho, pagavam ao Wachovia um seguro desse crédito (CDS). Preciso dizer mais?

Bom, a cada dia que passa esse CDS fede mais.

Esperemos…

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Black Friday será hoje?

Posted on 24/10/2008. Filed under: Finanças |

 
A situação na Europa e nos EUA está bastante deteriorada.
 
Há tempos o mercado está esperando a Black Something, e pode ser hoje.
 
Mesmo com o resultado absurdo da VALE (o lucro triplicou no trimestre e a menina já mostrou que dólar alto é festa de ganhar dinheiro), o mercado brasileiro deve sofrer imensamente.
 
Há uma enormidade de analistas técnicos que estão profetizando a bolsa a 30.000 pontos. É a tal profecia que se autorealiza. De tanto eles falarem e buscarem isso, a bolsa vai acabar chegando lá…
 
É importante ter em mente que os drives que fizeram o mundo crescer nos últimos anos estão todos ainda funcionando. As pessoas querem consumir e as empresas querem produzir.
 
O nó na economia mundial foi criado por derivativos de crédito (SIV, CDO e CDS) que alavancaram demais o poder de compra das pessoas.
 
Qualquer americano e qualquer europeu, de 2001 a 2006 viu o preço de seus imóveis disparar, dada a facilidade de crédito barato nesses mercados.
 
Para nós é difícil entender, pois nenhum brasileiro que eu conheço pega sua casa própria, quitada, e vai ao banco pedir empréstimo e dar a casa como garantia. Aqui a gente faz de tudo para quitar a casa e falar: – é minha!
 
Pois bem, como num esquema de pirâmide, houve uma enxurrada de crédito que gerou uma elevação sem precedentes nos preços dos ativos.
 
Para o banco parecia bom, pois se o sujeito não pagasse, ele retomaria uma casa que valia mais. Hoje vale menos. Muito menos. 50% menos. 70% menos. E é isso, os bancos emprestaram 200.000 para o sujeito comprar uma casa que valeria 300.000 em 3 anos, só que essa casa hoje vale 100.000. E tome de prejuízo nos balanços.
 
Para piorar, os agentes que vendiam as hipotecas só pensavam em receber suas comissões. Davam crédito para qualquer um. Isso porque o milagre dos CDO’s permitia que se juntasse 1.000 hipotecas em um só produto de crédito.
 
Dessas 1.000, 100 eram excelentes, 500 normais, o resto era de gente de altíssimo risco. Mas como misturou com gente de baixo risco, era vendido como coisa boa. E assim eles espalharam a caca pelo mundo todo.
 
O outro derivativo (CDS), como já falei poderia ser dizimado com uma canetada, pois ele não serve para nada. Depois que vimos que há idiotas vendendo seguro sobre a dívida argentina, não há mais limites. Talvez até a dívida do Flamengo esteja nessa. Porém o CDO não pode ser extinto. Ele é real e as hipotecas geram mesmo fluxo de caixa.
 
É um problema que se autoalimenta. O cara que comprou a casa por 200.000, vê ela cair a 100.000 e fala: Ora, tenho uma hipoteca de 200.000, garantida por uma casa de 100.000. A forma mais barata de pagar essa dívida é devolvendo a casa.
 
Show, não é?
 
Mas isso é coisa de país de primeiro mundo. Os emergentes não experimentaram essa besteirada. Somos muito mais simples.
 
Hoje a libra esterlina está caindo incríveis 11% em relação ao dólar. Mais até do que quando o Soros quebrou a banca. O Euro também desaba. As moedas nórdicas valem cada vez menos.
 
Entendo que podemos estar vendo uma virada significativa no poderio econômico do planeta. Alguns países europeus são muito pequenos e podem, realmente, quebrar se houver qualquer investida contra sua moeda. Ainda, seus mercados internos são inexpressivos, em relação ao seu PIB.
 
O trio Brasil, China e Índia tem muito mercado interno para abastacer o que deve lhes garantir alguma proteção contra a recessão mundial. Alguma, mas os impactos serão grandes.
 
Nossa crise de hoje foi gerada por ganância e incompetência generalizada no mundo capitalista. Todos sabem que uma espiral de valorização de ativos tem fim, mas ninguém quis parar.
 
É uma crise muito importante.
 
Deverá trazer de volta à humildade os economistas e os bancos centrais.
 
Ver que, enquanto os EUA baixavam os juros para conter uma recessão iminente, a Europa e a Inglaterra subiam fartamente os juros para fugir da inflação, foi terrível.
 
Isso aprofundou o abismo entre as moedas e jogou o dólar a valores irrisórios. Hoje a Europa deve encarar uma recessão muitíssimo pior que a dos EUA. Genial, não é?
 
Lembro que não faz muito tempo, poucos meses, o BC Europeu subiu as taxas, com aquela empáfia: temos que controlar a inflação! Daí, hoje, correm para consertar o estrago.
 
O Brasil tem grandes chances de sair mais protagonista do que entrou. Basta acabar com o prosáico discurso político, esquerdóide, e mostrar competência e seriedade para enfrentar nosso naco da crise.
 
Criada, em grande parte, pelo nosso BC que por uma incompetência sem precedentes deixou o dólar subir 50%, MESMO tendo reserva suficientes para evitar uma variação tão rápida.
 
Eu penso que o BC não tenha condições de segurar o dólar para sempre, mas certamente se essa elevação de 50% ocorresse em 6 ou 8 meses, seria muito mais fácil para as companhias desmontarem sua exposição ao dólar.
 
O dólar a R$ 2,50, que seria uma bênção para nosso país exportador, é hoje uma ameaça às companhias brasileiras.
 
A mudança do mundo deverá ser mais sentida no mercado de altíssimo luxo, pois os bônus bilionários serão reduzidos. Até considerados imorais, por conta da palhaçada em que se transformou o sistema financeiro mundial.
 
Agora, o Zezinho, o Xei Ping Xuan e o Maharitsva Kashivamuvi vão continuar comprando seu cimento Holcim e seu vergalhão GG50 para fazer um puxadinho.
 
A China deve iniciar um grande desenvolvimento na área da agricultura, permitindo a propriedade privada e a mecanização no campo. Isso é grande.
 
Segurem-se. Para quem está começando agora na bolsa, acho que nunca houve uma oportunidade tão evidente de ficar rico. Ah, mas não será amanhã.
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Apertem os cintos!!!

Posted on 23/10/2008. Filed under: Finanças, Humor |

Há um sem número de pequenas bolhas estourando em países com que, antes, ninguém se preocupava.
 
As “bolas da vez” são:
  • Ucrânia
  • Romênia
  • Bulgária
  • Hungria
Se juntar esses 3 últimos e a Islândia não dá o PIB de Belo Horizonte, mas já estão fazendo estrago.
 
Aqui no Brasil, o governo troca os pés pelas mãos e traz desconfiança a um setor sólido de nossa economia, o setor bancário.
 
O que vão pensar quando o governo dá carta branca para os bancos estatais comprarem outros bancos? Claro, estão quebrados!
 
Pela primeira vez precisamos de governo e, até agora, a atuação tem sido muito mais política do que prática.
 
A crise chegou? Chegou fortíssima, aliás, mais forte de que em todos os outros emergentes. Nossa moeda é a campeã em desvalorização.
 
O banco central, por puro vacilo, deixou o dólar chegar a um ponto que quebrará pequenas empresas que apostaram A FAVOR do real. Aí, permitiu que hedge funds atuassem no Brasil, justamente para derrubar o Real e ganhar em cima dessas empresas.
 
Se tivesse agido com o dólar a R$ 1,90, que já era uma desvalorização grande, superior a 20%, talvez estivesse com US$ 180 bi de reservas e teria evitado esse ataque especulativo de agora.
 
Vamos nessa, continuando nos aportes regulares. Hoje é dia de colher mais um lote de Usiminas.
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A Argentina e o pôquer

Posted on 21/10/2008. Filed under: Finanças, Humor, Política |

Mais uma vez a Argentina. Mais uma vez um Kirschner.
Não sei se sabem, mas há um comércio internacional gigante para apostas esportivas. Os ingleses, por exemplo, apostam em qualquer coisa. Da bocha ao badminton.
Pois Wall Street também criou sua casa de apostas. Hoje, qualquer dívida do mundo, ATÉ a dívida Argentina, está “segurada” por CDS (credit default swap).
A Argentina, evidentemente, não tem nada com isso. Quem resolveu dizer La garantía soy jo! foi o UBS ou o JP Morgan.
É aquela velha (novíssima) história. Quem tinha títulos da dívida Argentina (acreditem, há loucos e o maior detentor é o Hugo Chávez) era abordado por bancos que diziam: Honro os títulos caso a Argentina decrete moratória ou não pague por eles. Para cada US$ 10 milhões de dólares, cobro US$ 244 mil por ano para garantir os títulos! Isso em preços de setembro de 2006. Era uma boa, já que esses títulos chegavam a pagar mais de 10% de retorno.
Mas hoje, esse seguro já está em US$ 3,2 milhões/ano…, ou seja, 32% do preço!!!!
Pois a Argentina já está se preparando para o calote novamente. Danada! Com a meteórica queda nos preços das commodities, há completa escassez de dinheiro no país vizinho. Os hermanos não conseguem vender seus títulos de dívida, pois não há crédito e ninguém quer ser credor da Argentina.
Como os fundos de pensão PRIVADOS são grandes detentores desses títulos de dívida, Mrs. Kirschner resolveu estatizar esses fundos. Não há muitos detalhes, mas a percepção dos investidores é a pior possível. 9 entre 10 analistas julgam que isso é um indicador de default iminente. O analista que não acha isso é argentino, brasileiro, boliviano, equatoriano ou venezuelano.
Argentina quebrar, tudo bem. É normal, acontece de 10 em 10 anos. Mas agora, com esse sistema de apostas criado por Wall Street, se a Argentina quebrar, tem um monte de gente dizendo que vai honrar os compromissos do país vizinho. Ganharam um pixulé para garantir esses títulos, e agora vão ter que desembolsar bilhões para os compradores desses seguros.
É evidente que isso não vai aliviar a Argentina em nada. Se alguém honrar os compromissos dos portenhos, vai cobrar depois, por anos, os prejuízos.
Não é sensacional isso. Antes, a Argentina quebrava e somente os credores diretos é que pagavam o pato, renogociando dívidas etc. Agora, com esse “brilhante” sistema de CDS, a caca argentina está espalhado pelos quatro cantos do mundo. Sabe-se lá com quem está o mico preto, ou o Maradona branco…
Vejam:
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FEBEAPÁ MMCCCIIIX

Posted on 20/10/2008. Filed under: Humor, Música, Política |

Meu Deus.
 
Vera Cruz continua aprontando das suas…
 
O show do Inglês Paul Weller no TIM Festival foi cancelado porque seu pianista anglo-brasileiro não conseguiu visto de trabalho, para vir ao Brasil.
 
É notável!
 
O cara é brasileiro, mas não tem passaporte brasileiro porque mora em Londres desde os 2 anos de idade.
 
Quer vir ao Brasil tocar, mas não pode, pois o consulado não concede vistos de trabalho a brasileiros.
 
Ora, se ele fosse inglês poderia vir ao Brasil trabalhar, mas como também é brasileiro, não pode!?!?!?!?
 
Kkkkkkkkkk!!!!
 
O Pindorama é demais!
 
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A “marolinha” em Vera Cruz…

Posted on 17/10/2008. Filed under: Finanças, Política |

É…
 
A marolinha de Lula continua molhando o chão do Pindorama…
 
Já há 3 resultados relevantes, além do prejuízo de R$ 760 mi da Sadia:
 
Klabin:
Prejuízo líquido de R$ 253 milhões no terceiro trimestre de 2008. No terceiro trimestre do ano passado, teve lucro de R$ 178 milhões.
Votorantin Celulose e Papel:
Prejuízo líquido de R$ 586 milhões no 3T08. Ainda: queda na receita, queda no volume vendido, queda na geração de caixa, queda no preço internacional da celulose. Tudo isso impactando uma das mais importantes exportadoras do Brasil, junto com a Aracruz, na área de pulp and paper.
Aracruz:

Prejuízo líquido de R$ 1,6 bilhão no terceiro trimestre de 2008. No terceiro trimestre do ano passado, teve lucro de R$ 261 milhões. Esse resultado, provavelmente, levará a Aracruz a ter prejuízos acumulados para os próximos 21 meses, até conseguir zerar os efeitos dos distúrbios causados pela inesperada maxi-desvalorização do Real.
 
Todas são exportadoras e todas contribuíram decisivamente para a formação das enormes reservas de US$ 200 bi que iriam “garantir” a blindagem do país.
 
Tolinhas…
 
Aí, por algum motivo inexplicável, os integrantes do BC comem a maçã da bruxa má e dormem por longos 2 meses. Foram dormir com o dólar a R$ 1,55 e acordaram com ele a R$ 2,53. Já era tarde. Todos os anões estavam feridos.
 
Será que eles deixaram o dólar se desvalorizar por preguiça? Por ideologia? Por inépcia?
 
Meu Deus, essa não-atuação do BC vai entrar para a história.
 
Sei que alguns de vocês devem estar concordando com a vertente divulgada por Lula e seus microministros de que só perderam as empresas que especularam com o câmbio.
 
Em parte é verdade.
 
Porém, não estamos recebendo diariamente doses de ufanismo afirmando que o Brasil está blindado, nossas reservas são mais do que suficientes para conter um ataque especulativo contra a moeda?
 
Que o BC está preocupado com a inflação e sabe que o dólar alto impacta os preços fortemente?
 
Não era essa a propaganda?
 
Na época de Gustavo Franco, a propagada era: Não vamos mexer nas bandas cambiais. Não vamos deixar o câmbio flutuar livremente. Só que, naquela época, ninguém acreditou, só duas bestas quadradas, os bancos Marka e Fonte Cindam, acreditaram no governo e apostaram A FAVOR do Real.
 
Deu no que deu. Os custos foram baixos, pois apenas 2 bancos pequenos caíram no conto do: Confie no governo!
 
Só o prejuízo da Aracruz, R$ 1,95 bi, é 12 vezes superior ao prejuízo do BC na época do episódio Marka/Fonte Cindam. Ah, mas o prejuízo do BC é nosso prejuízo!
 
(Obs: O prejuízo do caso Marka/Fonte Cindam NÃO FOI de US$ 1,5 bi. Esse foi o valor vendido para liquidar os bancos, o prejuízo deve ser calculado pela diferença entre as cotações oficiais e as cotações especiais usadas para liquidar os bancos. E, acreditem, eram diferenças de menos de R$ 0,05 por dólar. Procurem no google.)
 
É mesmo? Quantos empregos foram perdidos em 1999, por conta do episódio relatado? Quanto serão perdidos com prejuízo, até agora, da ordem de R$ 5,5 bilhões (apenas com 4 empresas).
 
O governo brasileiro, como sempre, me enchendo de orgulho!
 
Meu Deus!

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Paulinho e Emerson no Bar Raiz

Posted on 14/10/2008. Filed under: Música |

Galera,
 
Vou tocar nesta sexta com meu amigo Emerson.
Quem puder aparecer será muitíssimo bem vindo!
Vejam detalhes abaixo:
 

Caros amigos e ouvintes da boa música:
Nessa sexta dia 17/10 às 21:30hs, Paulo Portinho e Emerson Ribeiro (a dupla ‘Paulinho e Emerson’ conhecidos por bares como Zeppelin e Queen’s Legs Pub) estarão apresentando pérolas da música brasileira e do repertório internacional no restaurante e bar ‘Raiz.’
 
O restaurante fica na rua Olegário Maciel 231(esquina com Gal. Guedes de Fontoura), Barra da Tijuca.
Couvert: R$ 8,00.
Tels: 24040818 e 24940459.
 
Poderão ouvir com requinte: Chico Buarque, Noel Rosa, Charles Aznavour, Elton John, Luiz Melodia, Cartola, Credence Clearwater Revival, Queen, Beatles, Tom Jobim, Beto Guedes, Eric Clapton, Eduardo Dussek, João Bosco, Cat Stevens, Simon and Garfunkel, entre outros.
 
Aguardamos vcs por lá.

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Jeannie é um gênio!

Posted on 14/10/2008. Filed under: Finanças, Humor, Política |

O caso Petrobras x Petrosal está animado.
 
As maiores batatadas são ditas, em nome do “povo brasileiro”, para salvar a “educação nesse país”.
 
Lula, minha Jeannie, acaba de descobrir a pólvora. Todas as soluções virão do pré-sal, a educação será de primeiro mundo por causa do pré-sal.
 
E eu que achava que tinham descoberto petróleo, mas pelo jeito deve ter uma reserva gigante de professores qualificados no pré-sal…
 
Bom, um dos problemas de não estudar é se surpreender e se animar com coisas que, qualquer um que tenha lido sobre a história de países produtores de petróleo sabe que nada têm de animadoras ou promissoras.
 
Ao contrário, são uma bela armadilha.
 
Aliás, quem tem a humildade de “não-saber”, costuma ter o hábito de “estudar” aquilo que não domina, para não ficar dizendo obviedades que já se mostraram imprecisas ou estúpidas dentro do processo histórico.
 
Da Série “E se…”:
 
1. O pedágio de Belzebu.
 
No filme “Sangue Negro”, Daniel Day Lewis faz o papel de um magnata do Petróleo. Ele descobre petróleo em uma região dos EUA e compra todas as terras em volta, menos as de uma fazenda central. O dono, por motivos pessoais, não quis vender.
 
Anos mais tarde, quando esse mesmo dono morreu, seu filho foi correndo vender as terras para Day Lewis.
 
O protagonista afirmou: “Meu filho, tudo isso aqui é um campo único de petróleo, eu suguei de todas as outras fazendas, acabando com o óleo daqui, inclusive com o seu. Faça bom proveito de sua fazenda!
 
Se, como se especula (ouvi isso de gente influente), o campo pode se estender até a África, como será que Lula vai respeitar os contratos da Petrobras e de outras, e evitar que suguem dos campos interligados?
 
Vai ter que fazer um pacto com o Tinhoso e criar um pedágio lá no pré-sal. Bom, isso tudo é especulação, pois ninguém sabe, ainda, como tirar o petróleo de lá (dos campos mais profundos, superiores a 7Km).
 
2. A história se repete
 
Ler faz bem!
 
Na última crise do petróleo da década de 70 os países produtores descobriram ter dado um tiro no pé, pois sua falta de articulação mergulhou o mundo numa corrida de redução do consumo.
 
Resultado: O petróleo esteve em queda por 20 anos, só retornando a patamares semelhantes à época anterior ao segundo choque do petróle, nos últimos meses.
 
Petróleo a US$ 60,00, daqui a 2 anos, é possível?
 
Sim, absolutamente sim. Possível é.
 
Bom o pré-sal, nesse caso, pode se revelar o pós-mico. E vamos fazer o quê com a Petrosal?
 
Respostas desaforados, favor enviar para edison.lobao@senado.gov.br.
 
3. A falácia do “Petróleo é nosso”
 
Ai, ai… dá até sono, mas cumpro meu dever de não ouvir idiotices calado.
 
Amigos, sabe quanto Angra dos Reis recebeu só de royalties do petróleo, em 2007? R$ 6,5 bi. Há 10 anos, quase não recebia nada.
 
Pergunto: Angra dos Reis, por acaso, parece a Suécia? Tem o mesmo IDH da Noruega? É rica como a Dinamarca?
 
Melhor: Angra dos Reis é um “modelo de salvação” para educação no país? Para a saúde do país? Para a segurança do país?
 
Bom, nem todos os que estão nesse mail list conhecem Angra, mas devo dizer: Angra dos Reis é, hoje, uma ilhota de mansões cercado por favelas paupérrimas e violentas por todos os lados.
 
Sorte que os favelados ainda não conseguem construir favelas no mar. O dia que descobrirem uma “palafita pré-sal” a vista da Vieira Souto vai ficar igualzinha à de São Conrado…
 
Aliás, não é só Angra, o RJ todo está cercado de favelas, pobreza e violência por todos os lados. Que pena, que pena mesmo, pois vivo aqui e adoro viver aqui.
 
O governo arrecada uma verdadeira fortuna da Petrobras. O RJ tem recebido valores astronômicos de royalties nos últimos anos e só tem piorado. E não é pouco, tem piorado muito e a olhos vistos.
 
Se não quiserem esse exemplo para se sentirem convencidos de que o Petróleo NÃO é nosso MESMO, então fiquem com outros:
 
Venezuela, Bolívia, México, Equador, Nigéria, Arábia Saudita, Irã etc. Todos esses países oferecem severas restrições para o investimento privado, recebem fortunas provenientes do petróleo e são um lixo de IDH.
 
Piores do que as favelas brasileiras (exceto Arábia Saudita, que não conta porque o Sultão tem metade das mulheres do país e isso, em si, já é o máximo da miséria humana).
 
Bom, minha verdadeira visão a respeito disso é bem mais ácida, mas esse nosso blog não é adequado para destilar essas versões. Deixemos na fala mansa e leve…
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O fim de um país – Islândia

Posted on 14/10/2008. Filed under: Finanças, Política |

 
A Islândia está em apuros. Severos apuros.
 
Lembro de ter encontrado 4 Islandeses (10% da população) há alguns meses e era incrível como se vangloriavam do sistema financeiro do país. Era tão sofisticado que garantia a uma ilha minúscula a condição de melhor país do mundo para se viver.
 
Naturalmente não teria esse posto se Ipanema fosse um país…
 
A situação atual é bem assustadora.
 
Na eleição de 1998, Leonel Brizola dizia que olhava para nossas reservas internacionais de 40 bilhões de dólares e pensava nas criancinhas…
 
Ele indicava que iria usar as reservas internacionais, caso eleito, para investir em educação. Se fizesse isso, o câmbio iria para o infinito, pois haveria uma corrida alucinada para retirar os dólares daqui.
 
Nosso comércio internacional iria a ZERO, ou retrocederia aos tempos pré-FMI, a era do escambo. Troca aí uma saca de café por um barril de petróleo…
 
Esses populistas sempre fizeram muito mal ao país e, ainda hoje, encontram espaço para vomitar suas bravatas eleitoreiras. Por sorte, a economia tem ficado longe dessas atitudes heterodoxas.
 
Pois, bem a Islândia está nessa situação.
 
Não há reservas e o que tinham no exterior foi congelado pelos outros países, pois a Islândia mandou um mega-calote nos correntistas estrangeiros de seus bancos.
 
Ontem, houve a tradicional corrida aos supermercados. Eles compraram tudo para fazer estoque, dado que a moeda deles vale menos a cada dia e NÃO HÁ moeda estrangeira para fazer novas importações. C
 
omo o país não produz nada além de peixe e derivativos financeiros, teme-se que o sashimi seja o prato único nos próximos anos…
 
O comércio internacional simplesmente acabou. Para obter crédito em moeda estrangeira, os juros são altíssimos e a taxa de câmbio é proibitiva. Vejam:
 
 
Para piorar, a maior parte dos empréstimos tomados pelos cidadãos islandeses é denominado em moeda estrangeira, pois nesse ano os juros haviam subido a 15,5% por lá, enquanto em libras e euros ainda se mantinham em 5% a 6% ao ano. As prestações estão subindo 30%, 40%. E sem qualquer previsão de queda.
 
 
E, como se já não bastasse tudo isso, a bolsa da Islândia reabriu hoje, depois de 3 dias de pregão suspenso. O que aconteceu? Ora, os três bancos quebrados que foram nacionalizados representavam 76% do índice OMX Iceland 15. Como essas ações viraram pó, a bolsa caiu 77%! Não é incrível?
 
 
Pois bem, isso é o efeito da alavancagem financeira.
 
O peso do sistema financeiro do país, das dívidas do sistema financeiro, esmagaram a economia da Islândia. Quando houve restrição de crédito, e os bancos não conseguiram rolar suas dívidas, o castelinho de cartas ruiu.
 
Agora o FMI está sendo ressucitado na Islândia, na Ucrânia, na Hungria e em outros países que estão com risco de colapso no sistema bancário.
 
No caso da Islândia não há muito o que fazer. O país vai ter que entregar qualquer resquício de soberania nacional e aceitar imposições duríssimas dos organismos internacionais.
 
Provavelmente vão ter que adotar o Euro, vão assumir dívidas impagáveis com o FMI ou com países da comunidade Européia, vão ter que seguir a cartilhazinha do consenso de Washington, de Bretton Woods e todas aquelas regrinhas do FMI para o funcionamento azeitado da economia. Ou é isso ou é decretar moratória ou default da dívida, que agora não é mais dos bancos, mas do país, dado que foram nacionalizados.
 
Nas duas situações o país empobrecerá vertiginosamente. Os Islandeses já perderam 60% de sua riqueza, com a desvalorização do câmbio e mais outro tanto inimaginável com o derretimento de sua bolsa. Além de terem, cada um, uma dívida de 300.000 dólares com o mundo, por força da alavancagem de seu sistema financeiro.
 
Sabe o que acho interessante nisso tudo?
 
É que deveria servir para os “nacionalistas” brasileiros, esses “patriotas”, reverem seus conceitos ideológicos arcáicos e errôneos.
 
Eles que sempre praguejaram contra o FMI, contra os países ricos, contra Bretton Woods, contra o Proer, contra a autonomia do Banco Central etc., alegando que havia um posicionamento ideológico da “direita” querendo derrotar a “esquerda”, “ricos” contra “pobres”, essas coisas.
 
Pois deveriam dar a leitura correta agora.
 
O FMI e os consensos da economia mundial seguem, ou buscam seguir, o caminho da ciência e não da ideologia. Por isso mesmo, modificam-se para incorporar o pensamento científico que melhor se ajusta à realidade. Quem fez essas regras estava pouco se lixando para política, a preocupação era propor um sistema econômico funcional. Essas regras mudam, esses pensamentos mudam, como a ciência muda, pois se não mudasse não seria ciência, seria ideologia ou fé.
 
O que estamos vendo agora é o FMI fazendo tudo o que sempre fez com países paupérrimos, impondo todas as condições duras para manutenção dos empréstimos, no país com o melhor IDH do mundo e com a quarta renda per capita do planeta.
 
E agora, será que o FMI é um instrumento de dominação ou de estabilização monetária?
 
Só para lembrar, a própria Inglaterra se submeteu ao FMI, para evitar o derretimento de sua moeda. Será que o FMI vai atuar como instrumento de dominação dos países ricos sobre a “paupérrima” Islândia? Sorte da Islândia que não há qualquer vestígio desses populistas no país. Eles não se criam com uma população altamente educada e instruída.
 
Ainda, nós somos um país onde o custo do ajuste dos bancos foi de 2,5% do PIB, no PROER. Não houve corrida a saques, não houve correntistas perdendo tudo, não houve pânico e nem crise sistêmica. 
 
À época, o PROER foi chamado de roubo, de assalto e de coisas muito piores por nossos políticos “progressistas” e “comprometidos com o povo”.
 
O mesmo povo que teve suas poupanças salvas pelo PROER, com o menor custo de saneamento do sistema bancário de toda a história.
 
Hoje vemos países liberando US$ 2,4 trilhões, um PIB da França, para salvar o sistema bancário. E ainda não se sabe se dará certo. Alguns países poderão, como no caso da Islândia, enfrentar colapso financeiro.
 
Coisa que, no Brasil, ainda não vimos. Chegamos perto durante as estúpidas moratórias de Sarney e JK.
 
No Brasil, os idealizadores do PROER estão todos respondendo pesados processos na justiça. Provavelmente perderão, apesar das evidências da correção do plano. Nosso judiciário está impregnado de ideologias e conta com pouquíssimos magistrados capazes de compreender o prefácio de um livro de economia.
 
Bom, ao menos demos a sorte de Brizola ter perdido a eleição!
 
Fico imaginando em que criancinhas ele estava pensando…
 
That’s all folks!
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GM vai quebrar???

Posted on 10/10/2008. Filed under: Finanças, Humor, Política |

Tá todo mundo doido.
 
Já estão dizendo que a GM vai quebrar. Well… Várias outras montadoras já quebraram e o que ocorreu?
 
Ora, foram compradas por outras.
 
Ou vocês acham que, se a GM quebrar, a Toyota e a Honda não vão nadar de braçada?
Ou o americano vai andar à pé?
 
Nina, nina, não. É oportunidade para a ampliação dos conglomerados.
 
Vejam o que está ocorrendo com os bancos nos EUA. Estão ficando gigantes, comprando a preço de banana seus concorrentes.
 
Se não quebrarem, vão ver seus lucros crescerem como nunca no médio prazo.
 
É evidente que as empresas brasileiras não podem e não devem tentar comprar essas massas semi-falidas. Os EUA são grandes demais. Se o Citi espirrar em cima do Bradesco o bradesco acaba esmigalhado. O Citi tem 20 vezes mais ativos que o Bradesco, apesar do valor de mercado ser quase o mesmo…
 
E vamos andando porque o Lula nos tranquilizou.
 
Deve estar encontrando muito com o Gabeira… Ouvindo um Bob Marley…
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Grandes bestas do universo

Posted on 10/10/2008. Filed under: Finanças, Humor, Política |

Primeiro lugar: “WC” Bush.
 
Chamou o mundo inteiro para sua fala de 11:15 e disse, NADA.
 
Seria mais producente soltar um traque.
 
Segundo lugar: Mr. da Silva (Lula)

Perdeu completamente o juízo. Faço questão que leiam:
 
Lula: brasileiro deve se preparar para comprar o que sonha no Natal

Por: Flávia Furlan Nunes
10/10/08 – 11h40
InfoMoney

SÃO PAULO – Convencido de que os efeitos da crise financeira internacional no Brasil são pequenos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta sexta-feira (10), que o brasileiro poderá comprar tudo o que sonha para o Natal.

“Precisamos nos preparar para a gente comprar tudo o que a gente sonha comprar no Natal. E torcer para o Ano Novo ser infinitamente melhor”, afirmou o presidente, de acordo com a Agência Brasil, durante entrevista a agências de notícia, no Palácio do Planalto.

Crise é dos ricos
Lula ainda disse que o País deve ser o que menos sofrerá com a crise econômica surgida nos Estados Unidos, uma vez que esta não é uma crise dos pobres. “O calo é no pé dos ricos”, disse.

De acordo com o presidente, há 50 anos esses países ricos se diziam infalíveis. Porém, quando se permite a vulnerabilidade nas operações financeiras, o risco é de todos.

O presidente defende um novo padrão do sistema financeiro mundial, com mais regulação. “Não se pode permitir alguém financiar o que não tem”.

Reunião
Para discutir a situação internacional, Lula pretende convocar uma reunião do Mercosul (Mercado Comum do Sul), sem data definida ainda, a qual deve ser decidida com o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim. “Acho que tem que fazer uma reunião”, defentou o presidente.

 

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Magnatas russos…

Posted on 10/10/2008. Filed under: Finanças, Humor |

É amigos…
 
Aqueles “camaradas” da KGB que “herdaram” os recursos naturais da Rússia estão perdendo um trocadinho.
 
Desde o início da crise, a fortuna de Abramovich e mais 24 magnatas russos já caiu US$ 230 bilhões.
 
Coitado do Abramovich, vai acabar trocando o Chelsea pelo Vasco.
E pau-a-pau!!!

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Vou falar uma besteira econômica…

Posted on 10/10/2008. Filed under: Finanças |

Eu sempre tento escrever para vocês dentro do mainstream do pensamento econômico, mas vou pedir licença para um brainstorm.

Humildemente, eu quero sugerir uma solução para a crise.

Não, não, por favor tirem esse revólver da testa, não é nada disso…

É o seguinte, quem quiser passar desse ponto do texto, saiba que o que vou escrever é muito perigoso, é uma tremenda mudança no sistema financeiro mundial e não faço idéia do que aconteceria se isso fosse levado a cabo.

Por favor, tenham paciência comigo, é um artigo longo, mas pode MESMO acontecer…

Vamos lá.

Lembram do CDS (Credit Default Swap)?

É um instrumento financeiro criado por gênios de Wall Street que permitia aos bancos darem garantias sobre um determinado fluxo de pagamentos.

Era uma idéia boa, pois, imagine que o McDonalds fosse pegar um empréstimo no Morgan Stanley. O Morgan dava US$ 1 bi de dólares e receberia, por hipótese, 100 parcelas de US$ 12,2 milhões. O que ocorre é que no balanço desse banco, deve constar SEMPRE uma provisão de devedores duvidosos, pois nenhum empréstimo é 100% seguro.

O que o “amigo” Lehmann Bros fazia?

Bom, ele vendia ao Morgan um SEGURO (CDS) para esses recebimentos. Se o McDonalds não pagasse, ele honraria.

Para isso, cobrava 0,05% do total da dívida ao ano.

Para o Morgan era bom, pois poderia classificar esse empréstimo como 100% seguro e para o Lehmann também era bom, pois o McDonalds nunca iria deixar de pagar e ela ainda embolsa uma boa grana.

Isso se alastrou a ponto de haver, hoje, um valor segurado de US$ 52 trilhões de dólares!

E como algumas empresas quebraram, principalmente bancos e seguradoras, os COMPRADORES desses seguros estão cobrando de quem disse que iria pagar, de quem vendeu os CDS.

Seguros falsos…

Evidentemente esses CDS não são seguros de nada, são instrumentos meramente de aposta sobre a capacidade de pagamento de um ente financeiro.

Ou seja, o Lehmann vendeu o seguro ao Morgan, que pode ter repassado isso a terceiros. Na realidade, ninguém sabe quem tem o quê, pois o mercado não tem regulamentação. É totalmente livre.

Pode parecer uma bobagem, mas a crise, ao menos na minha modesta visão (é modesta mesmo), em grande parte está sendo gerada porque o mercado está querendo respeitar as regras do CDS, mesmo ele colapsando na frente de todos.

Acabo de ler na Bloomberg algo que assusta, pela aparente irracionalidade:

http://www.bloomberg.com/apps/news?pid=20601087&refer=home&sid=a7u7y24vbV38

US$ 128 bi pendurados na brocha…

Várias instituições haviam vendido seguros garantindo os pagamentos do Lehman Brothers. O Lehman quebrou, o que significa que não pagará nada, ou muito pouco.

O montante é de US$ 128 bi.

As empresas que compraram esses seguros, naturalmente, querem receber sua grana. O que a autoridade responsável pela falência do Lehman faz:

  • Coloca a dívida do Lehman à venda. Por que? Porque alguma coisa, depois da liquidação dos ativos, vai sobrar para pagar as dívidas. Talvez, US$ 50 bi, US$ 60 bi. Ninguém sabe ao certo, é mais uma aposta.

Então eles fazem um leilão dessas dívidas.

A oferta, até o presente momento, está em 9,75 centavos de dólar para cada dólar da dívida. Ou seja, por uma dívida de 100 bi de dólares, as pessoas vão pagar 9,75 bi de dólares. Se, na hora do ratatá final, der para pagar, por exemplo, US$ 18 bi, o cara se deu bem na aposta. Se, depois de venderem tudo, não sobrar nada, o sujeito jogou US$ 9,75 bi no lixo.

Vejam:

http://www.creditfixings.com/information/affiliations/fixings/auctions/current/lehbro-res.shtml

Isso é bem comum. Os bancos, quando não conseguem mais cobrar suas dívidas, revendem essas dívidas para empresas especializadas em cobranças. Acho que vocês devem saber do que estou falando.

Pois bem, essa é a parte bonita da coisa.

Ocorre que, se a dívida for vendida por esse valor, significa que os “vendedores” do seguro (CDS), terão que pagar o resto, ou seja, 90,25 centavos para cada dólar devido pelo Lehman. Isso dá US$ 115 bi.

Quem precisa pagar?

Normalmente são bancos ou fundos. No caso dos bancos, eles vão ter que buscar dinheiro no mercado, com as autoridades monetárias etc., no caso dos fundos, não há o que fazer. Ou tem dinheiro em caixa, ou precisam torrar ativos para pagar.

Ocorre que, por conta dessa generalizada quebradeira, instituições sólidas estão sendo obrigadas a ajustar os preços desses “seguros” vendidos em seus balanços.

Os bancos, que poderiam estar emprestando dinheiro, estão vendo seus ativos serem reduzidos, contabilmente na maior parte das vezes, o que os impossibilita de emprestar mais.

Além disso, ninguém sabe quem está protegendo o quê. O banco A pensa: – E se eu emprestar dinheiro para o banco B e ele tiver vendido CDS para instituições em risco ou falidas?

Por isso não empresta.

O maluquice que quero colocar é:

Por que não exterminar o CDS?

É, simples como isso. Acabar com o sistema de “seguro” privado que está falhando nas duas pontas: não segura nada, e espalha o peso das falências para toda a parte ainda saudável do sistema. Acabar, nesse caso, significa declarar na segunda-feira que TODOS OS CDS devem ser apagados dos registros contábeis.

Por que é razoável aceitar que uma instituição venha a falir e que outras tenham que pagar?

O que vai acontecer é que o organismo financeiro vai ficar todo contaminado pela praga que fez um só banco falir.

Se eu tivesse conhecimentos superiores em biologia talvez pudesse escrever um belo artigo sobre a proliferação de um agente patológico.

É evidente que o que estou sugerindo teria conseqüências imprevisíveis.

Podendo até resolver a crise.

Haverá uma reunião do G7 e outra do G20 nesse final de semana. Não há fórum melhor do que esse para decidir algo dessa magnitude. Eles podem, mas sabem que é tatear no escuro.

Se acabassem com o CDS, os reais credores dos bancos é que ficariam com o pepino na mão. Provavelmente isso é MUITO mais pulverizado do que os “seguros” vendidos. Ou seja, haverá 100.000 entidades perdendo 10.000 dólares e não 10 perdendo perdendo 100 milhões de dólares.

É evidente que alguns fundos têm esses papéis em carteira, e representam grande parte de seu patrimônio. Mas é aí que reside a honestidade do sistema. Eles apostaram em derivativos, perderão tudo. Ponto final.

Em resumo, me parece que o CDS é um dos mais importantes vetores da disseminação da crise financeira. Ele conseguiu espalhar créditos podres para todos os bancos do mundo.

Como disso, é só um brainstorming.

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Novidades sobre a Islândia (2)

Posted on 09/10/2008. Filed under: Finanças, Humor |

Eu acho um absurdo que a “grande imprensa” tenha abandonado a Islândia. Não há qualquer notícia sobre o pequeno país europeu.
 
Mas eu, preocupado com os esquimós, mantenho vocês informados. Vai que começam a liquidar o país, de repente a gente compra um vilarejo por uns 30 cruzeiros!
 
Vamos às novidades (brincadeiras à parte, há grande chance do país quebrar como nunca outro país conseguiu):
 
  1. O governo estatizou todos os bancos nacionais.
  2. Todas as operações financeiras no país foram congeladas até dia 13/10.
  3. A dívida dos bancos nacionalizados é 12 vezes maior do que TODA A RIQUEZA do país.
  4. Eles seguraram o dinheiro de 420.000 cidadãos ingleses e holandeses, sendo que até a polícia de londres teve sua grana retida.
  5. Há um mês, a coroa islandesa era negociada à taxa de 122 para 1 Euro. Hoje, no mercado paralelo, pois o oficial nem existe mais, é necessário 340 coroas para comprar 1 euro. O poder de compra da população se deteriorou quase 3 vezes em um mês. E ainda não acabou. Lembra um certo país sul-americano com um presidente de costeletas espessas…
  6. Essa é triste… Os bancos se endividaram tanto no exterior que, HOJE, cada islandês deve o equivalente a US$ 276.622,00. E deve MESMO, pois os bancos agora pertencem ao Estado!
  7. As projeções mais otimistas dizem que a economia da Islândia deve cair 10% nos próximos meses e a inflação atingir 75%.
  8. Há dúvidas se o país poderá continuar a ser “país”. Há dúvidas se a soberania nacional vai resistir a um volume sem precedente de dívida externa. Só para comparar, seria como se o Brasil tivesse uma dívida externa de US$ 18 trilhões.
Bom, a situação é caótica e não há qualquer exagero no que escrevi. É isso mesmo, e isso é possível através da alavancagem excessiva.
 
A Islândia era um país com um sistema bancário altamente sofisticado.
 
Lembro que encontrei uns islandeses em Ljubljana (Eslovênia) há uns 4 meses e eles se vangloriavam da riqueza e do grau de sofisticação da indústria financeira do país.
 
Pensei em contar-lhes a fábula da minha mulher chegando num Jaguar XJ-12 2008/2009, mas vi que seria difícil a comunicação e deixei para lá.
 
Mas o pior de toda essa história NÃO É O RELATADO acima.
 
O pior é que a Fitch rebaixou a dívida do país do grau A- para BBB-, o primeiro nível de investment grade.
 
O mesmo do Brasil…
 
Essas agências de classificação de risco tem a mesma utilidade que Fernando e Odvan na zaga do Vasco.
 
O mundo precisa voltar à racionalidade. A começar por essa indústria falida de ratings.
 
Você colocaria seu dinheiro na Islândia? NÃO!!!!!!!!!! Mas o quê!!!!!!!!!! É investment grade, ô meu!!!!!!!!!!!!
 
Que vergonha…
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Achei um piorzinho…

Posted on 09/10/2008. Filed under: Finanças, Humor |

Caramba!!!
 
E eu que achava ser impossível achar algo pior do que a situação da Islândia e do que a zaga do Vasco…
 
Pois achei!
 
O Zimbábue.
 
Vejam:
 
  • A inflação de junho foi de 11,2 milhões por cento.
  • A inflação de julho foi de 231 milhões por cento.
  • O governo, para tentar conter a escalada da inflação, cortou 10 zeros da moeda.
  • E ainda assim precisou lançar a nota de 100 bilhões de dólares zimbabuanos.
Vejam:
 
 
Bom, se serve de consolo, a crise de crédito não chegou por lá.
 
Que horror…
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Novidades da Islândia (1)

Posted on 08/10/2008. Filed under: Finanças, Humor |

Lembram da Islândia?
 
Pois é…
 
Costumam dizer que uma tragédia só é tragédia mesmo depois que Sebastião Salgado chega para fotografar.
 
Pois no mundo econômico convencionou-se dizer que uma crise monetária só é grande mesmo quando chega o FMI.
 
Adivinhe quem está a caminho da Islândia?
 
Raimundo Nonato?
 
Não… São eles mesmos. Os homens da mala preta cheia de dólar. o FMI!
 
Vejam:
 
 
Os esquimós já mandaram avisar que não têm como honrar os depósitos de estrangeiros feitos em seus bancos. Mandaram um “lamento muito” para os correntistas ingleses e alemães.
 
Se nem o FMI conseguir consertar o país, o jeito vai ser apelar para Joel Santana, que já está meio estremecido com a África do Sul.
 
Se a situação não tiver mais conserto, é melhor apelarem para Renato Gaúcho, que já rebaixou o Fluminense, o Vasco e vai levar a Islândia para a companhia do Haití, do Burkina-faso e do Butão.
 
Tá rindo? Que feio…
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O dólar e Luis Nassif

Posted on 08/10/2008. Filed under: Finanças, Política |

Não sou fã do colunista que escreveu o artigo que vou postar, mas leio tudo e, nesse caso, penso que ele esteja certo. Não quanto ao catastrofismo, mas quanto ao mecanismo que levou o dólar aos patamares distorcidos atuais.
 
No artigo ele diz que há um sem número de empresas brasileiras alavancadas em dólar, ou seja, que têm que entregar dólares no futuro, a cotações baixas, E NÃO TÊM para entregar.
 
Talvez os vencimentos dos contratos de swap revelados pelo colunista tenham criado uma força compradora absurdamente alta nos últimos dias.
 
Ocorre que, se for verdade que temos um grande número de empresas nessa situação, seria prudente o BC fazer a conta do prejuízo e forçar MESMO o dólar para baixo. Dólar sem controle, no mercado futuro é prejuízo sem fim.
 
Sempre relembro Marka e Fonte Cindam. O BC vendeu dólares a preços defasados em centavos e já deu prejuízo (muito menor do que a imprensa afirmou), imagine se tivermos uma fila de empresas, bancos, cooperativas etc. na porta do BC pedindo um dólar amigo.
 
Lembro que a atuação do BC gerou processos contra seus dirigentes e até uma ordem de prisão contra o ex-presidente Francisco Lopes. Até hoje há processos pedindo que Pedro Malan, Francisco Lopes, Gustavo Franco devolvam bilhões aos cofres públicos. São processos sem fundamento, mas existem.
 
O BC buscou poderes extraordinários nos últimos dias PROVAVELMENTE para poder fazer valer essas atuações “no limite da responsabilidade”.
 
É claro que, se ele usar as reservas para manter o dólar em patamares mais confortáveis, não haverá prejuízos significativos.
 
Além de evitar que o BC de Lula faça, em escala muito maior, o que fez o BC de Chico Lopes, distribuia bilhões de dólares ao câmbio necessário para salvar as empresas. Seria uma vergonha… Uma tragicomédia.
 
Ao menos parece que eles estão bem cientes do que está ocorrendo.
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O pior BC do mundo e o Titanic

Posted on 08/10/2008. Filed under: Finanças, Política |

 
Não gosto de falar mal de governos, pois sei que as matizes políticas são variadas demais e, às vezes, apaixonadas.
 
Vou só dar um alerta sério.
 
Quando Lula diz que o Brasil QUEBROU durante o governo FHC, ele mente com fins de firmar sua imagem de anti-FHC.
 
É mentira por um motivo simples, um país só quebra quando entra em default. Ocorreu com o Brasil de Sarney, JK e outros, mas não com FHC.
 
O Brasil, por ter poucas reservas, precisou pedir dinheiro a juros baixíssimos ao FMI, para proteger o R$.
 
Os juros eram tão baixos que, quando Lula antecipou o pagamento ao FMI, os economistas foram unânimes em afirmar que era uma decisão irracional, do ponto de vista financeiro, pois trocava uma dívida cara (interna) por uma dívida barata (externa).
 
Mas o bônus político de ter o slogan Xô FMI de volta ao ideário, foi mais relevante.
 
Mesmo com todos os problemas econômicos vividos pelo país em 2001/2002, a elevação do dólar frente ao Real em 2002 foi de, aproximadamente 56% em 8 meses (R$ 2,25 para R$ 3,53).
 
Já estamos com elevação de 62% em 2 meses (R$ 1,55 para R$ 2,50).
 
O BC resolveu, em vez de vender dólar à vista, fazer um “empréstimo” de dólar.
 
Ou seja, o cara compra hoje por R$ 2,45, paga juros equivalentes a 8% ao ano e devolve em um mês o valor EM DÓLAR.
 
Quem seria idiota de pegar isso? E se o dólar subir para R$ 2,80? O cara vai ter que comprar a R$ 2,80 para devolver ao governo?
 
A situação atual do dólar não tem paralelo em todo o governo FHC.
 
Nunca houve, em 2 meses, alta de 58%-60% como se vê agora. E não tínhamos “proteção” de US$ 200 bi. Mesmo em 2002, onde a crise de crédito foi avassaladora e as empresa brasileiras não conseguiam rolar qualquer dívida em dólar, não tivemos um momento tão absurdo.
 
O dólar, só em outubro, subiu 20%. E só tivemos, até agora, 6 dias úteis. Só há paralelo do caso atual durante a época da inflação.
 
Meu objetivo não é comparar governos, e sim afirmar que o governo atual precisa parar de se comportar como o comandante do Titanic, mandando a banda tocar durante o naufrágio.
 
No caso dos rumores de apagão que vivemos há 1 ano, o governo empurrou com a barriga até chover. E choveu, mas os reservatórios estavam em patamares menores do que em 2001, quando se decretou a racionalização de energia.
 
É bem verdade que a rede de termo-elétricas criadas a partir do apagão de 2001 trazia mais proteção ao sistema.
 
O que está acontecendo é patético.
 
Infelizmente precisamos de competência e força no governo, e só estamos vendo tergiversação.
 
É evidente que não estou falando de bolsa. Estou falando do país. Bolsa é reflexo das perspectivas do país. Para os que têm investimento em bolsa, se o câmbio se mantiver em R$ 2,50 para o próximo ano, vão se fartar de ganhar dinheiro, pois além da elevação das receitas em R$, ainda haverá repasse de todos os custos para a pobre população brasileira.
 
Ou vocês acham que a Sadia e a Gerdau vão baixar seus preços se seus custos subirem, em prol da revolução social nunca antes vista nesse país?
 
O governo tem demonstrado inépcia e o pior, parece não estar nem um pouco preocupado. Se o objetivo é acabar com o capitalismo, a dose está errada.
 
Assim, o capitalismo é que vai acabar com o governo.
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A queda dos juros não adiantou?

Posted on 08/10/2008. Filed under: Finanças |

 
Bom,
 
A queda abrupta dos juros, verificada em todas as partes do mundo (menos em Vera Cruz), não foi suficiente para acalmar os mercados?
 
Não, não foi. E sabe por que?
 
Porque os BCs deixaram a situação chegar ao limite, para então dar soluções sistêmicas óbvias. Enquanto os BCs continuarem a se comportar como burocracias a serviço da trivialidade vão continuar correndo atrás dos vazamentos, como o Mario Bros.
 
É patético ver que o BC europeu se reuniu há poucos dias e decidiu manter suas taxas de juros “porque a inflação ainda era um perigo”. Aí saem os dados da indústria na Europa e verifica-se uma queda inédita desde a criação do Euro. Será que eles não percebiam, há 10 dias, que a economia estava em risco? Quem contrata esses caras?
 
Bom, daí, com a faca no pescoço, cortam juros.
 
Amadorismo dá nisso. Ou você faz a coisa errada na hora certa, ou a coisa certa na hora errada.
 
Vocês devem estar pensando: Se eles são amadores, quem são os profissionais?
 
Bons profissionais costumam ser bem remunerados, muito bem remunerados e só participam de governos por diletantismo, como Armínio Fraga, por exemplo.
 
A burocracia faz com que sua visão fique condicionada, não permite ver o todo, só através de seus óculos de 22 graus.
 
Ao menos o nosso BC resolveu vender dólares no mercado à vista, pela primeira vez desde 2003. Acho que os exportadores chegaram no ouvido do careca e disseram: toda essa reserva foi feita com nossas vendas, nosso esforço, trate de agir para nos ajudar agora!
 
Veremos, veremos…
 
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  • Disclaimer

    Este blog é um ambiente privado para expor opiniões, estudos, reflexões e comentários sobre assuntos ligados a finanças, bolsa de valores, economia, política, música, humor e outros temas.

    Seus objetivos são educacionais ou recreativos, não configurando sob nenhuma hipótese recomendação de investimento.

    O investidor consciente deve tomar decisões com base em suas próprias crenças e premissas. Tudo que lê ou ouve pode ser levado em consideração, mas a decisão de investimento é sempre pessoal. Tanto na escolha de ações para carteira própria, quanto na escolha de gestores profissionais para terceirização da gestão.

    O Autor espera que os temas educacionais do blog possam ajudar no desenvolvimento e no entendimento das nuances do mercado de ações, mas reitera que a responsabilidade pela decisão de investimento é sempre do próprio investidor.

    Sejam bem vindos!

  • Paulo Portinho

    PAULO PORTINHO, engenheiro com mestrado em administração de empresas pela PUC-Rio, é autor do Manual Técnico sobre o Método INI de Investimento em Ações, do livro "O Mercado de Ações em 25 Episódios" e do livro "Quanto Custa Ficar Rico?", os dois últimos pela editora Campus Elsevier.

    Paulo atuou como professor na Pós-graduação de Gestão Social da Universidade Castelo Branco e na Pós-graduação oferecida pela ANBIMA de Capacitação para o Mercado Financeiro.

    Atuou como professor da área de finanças e marketing na Universidade Castelo Branco e no curso de formação de agentes autônomos do SINDICOR.

    Como executivo do Instituto Nacional de Investidores - INI (www.ini.org.br) entre 2003 e 2012, ministrou mais de 500 palestras e cursos sobre o mercado de ações, sendo responsável pelo desenvolvimento do curso sobre o Método INI de Investimento em Ações, conteúdo que havia chegado a mais de 15.000 investidores em todo o país, até o ano de 2012.

    Representou o INI nas reuniões conjuntas de conselho da Federação Mundial de Investidores (www.wfic.org) e da Euroshareholders (www.euroshareholders.org), organizações que congregam quase 1 milhão de investidores em 22 países.

    Atuou como articulista do Informativo do INI, do Blog do INI, da revista Razão de Investir, da revista Investmais, do Jornal Corporativo e do site acionista.com.br. Foi fonte regular para assuntos de educação financeira de veículos como Conta Corrente (Globo News), Infomoney, Programa Sem Censura, Folha de São Paulo, Jornal O Globo, entre outros.

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