Archive for março \31\UTC 2008

Petrobras. Mais um poço…

Posted on 31/03/2008. Filed under: Finanças, Humor, Política |

 

Bem que o Severino falou: “Eu quero aquela diretoria que fura poço!”
 
Não é que a Petrobras achou mais um poço!
 
Pois é, parece que é tão grande e tão fundo que até o tinhoso vai receber royalties…
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Moral Hazard

Posted on 18/03/2008. Filed under: Finanças, Humor |

 
E agora, José?
 
A expressão “Moral Hazard” é utilizada para descrever o risco de que atitudes voltadas para salvar instituições financeiras irresponsáveis, possam encorajar outras instituições a agir tambem de forma irresponsável.
 
E faz todo o sentido preocuparmo-nos com o Moral Hazard. Se o FED vai fazer de tudo para não deixar as instituições financeiras quebrarem, mesmo que tenham sido irresponsáveis e incompetentes, com a desculpa de que “não podem permitir uma crise de confiança”, os executivos podem se tornar menos cautelosos. Há uma rede de segurança embaixo do fio.
 
Infelizmente o FED está meio perdido no tiroteio. E talvez não tenha mesmo saída.
 
Algumas do FED:
 
  • Reduziu juros do interbancário durante o final de semana, 3 dias antes de uma reunião oficial. Quer evidência maior de desespero?
  • Permitiu que os títulos hipotecários fossem dados como garantia para que os bancos pegassem dinheiro no overnight (US$ 200 bi de linha de crédito). Ou seja, dinheiro na mão com garantias mais do que duvidosas.
  • Forçou a tomada hostil do Bear Stearns por um preço arbitrário (os minoritários não foram consultados) e ainda ofereceu US$ 30bi para o JP Morgan lidar com ativos “menos líquidos”. Para entender “ativos menos líquidos” pense em ser o feliz proprietário de um Fiat 147, ou de um Lada Samara.
Hoje, o FED reduziu os juros para 2,25%. Isso deve fazer com que as aplicações dos americanos, em fundos de curto prazo, caia para algo como 1,3% ao ano. Isso torna uma grande bobagem vender ações para comprar títulos públicos, pois as empresas estão pagando mais de 2% ao ano de dividendos, nos EUA.
 
Na época do Proer também existia o Moral Hazard, o risco de que os banqueiros tomassem medidas imprevidentes, por não correrem o risco de quebrar, dado que o BC os salvaria ao menor sinal de “contágio” e de “crise sistêmica”. Por aqui não houve grandes transtornos, vamos esperar o fim da história por lá.
 
Agora, é certo que, em nome da estabilidade dos mercados, um monte de executivos imprudentes, irresponsáveis e gananciosos estão sendo “salvos” de seu justo inferno. É uma situação injusta, mas ninguém vai querer cortar na própria pele para “dar uma lição neles”.
 
Quem será o primeiro a dizer: “Deixe o citi quebrar, eles merecem”?
 
Eu não. Não sou louco, nem suicida…
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BEAR STEARNS candlestick technical analysis – BOA !

Posted on 18/03/2008. Filed under: Finanças, Humor |

Para os que gostam de análise técnica, cliquem animação abaixo…

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Erro crasso. O FED não sabe o que foi o PROER.

Posted on 17/03/2008. Filed under: Finanças |

Já li umas bobagens nos blogs e sites de economia comparando a operação do FED ao nosso finado PROER.
 
Em bom inglês: bullshit. Não há relação.
 
Para quem não lembra, vale recordar (afinal, a gente esquece como foi difícil se livrar da inflação).
 
Não sei se vocês sabem, mas o Brasil não é um país somente de freiras ursulinas, há também gente desonesta e torpe.
 
Nos bancos e nos governos, também, pasmem senhores!
 
Na época da inflação era absurdamente fácil fazer um balanço “fechar”, tanto no que diz respeito a bancos, quanto aos governos.
 
O fato do dinheiro perder 30% de seu valor a cada mês fazia com que os pobres (sem proteção bancária) pagassem o que chamávamos de imposto inflacionário, ou seja, o dinheiro em seu poder era corroído pela inflação e autorizava o governo e os bancos a emitir mais e mais moeda.
 
Era um ciclo vicioso onde os desprovidos de proteção bancária (aqueles fundos de investimento com rendimento diário) perdiam sempre e os governos e os banqueiros fartavam-se de ganhar dinheiro, principalmente através de balanços maquiados.
 
Resumindo: na época da inflação era fácil “rolar” os problemas financeiros dos bancos e dos governos.
 

Pois quando a inflação acabou, já em 1995, os balanços “tortos” começaram a aparecer os bancos e governos mais despreparados revelaram que não se conseguia ver à época da inflação, que já vinham quebrados há tempos!!!
 
A inflação estava impregnada no modo de vida o brasileiro, dos governos e das empresas e seu fim, apesar de importantíssimo, também foi bem traumático.
 
O governo federal através da resolução 2208 do CMN e das circulares 2636/95, 2672/96, 2681/96 e 2748/97 do BACEN, instituiu o PROER com objetivo de evitar que os bancos quebrassem e os poupadores e correntistas ficassem a ver navios (navios carregando suas economias para bem longe).
 
O FGC (fundo garantidor de crédito), criado para esse fim, recebia dinheiro DOS PRÓPRIOS BANCOS e não do contribuinte como no caso do FED.
 
O PROER foi dinheiro de banco usado para salvar bancos (e não banqueiros, como muitos alardeavam) e não dinheiro público.
 
No caso americano é uma vergonha. É grana de título do tesouro, é o governo trocando lixo (títulos de hipoteca) por ouro (títulos da dívida pública americana), tudo para salvar os bancos.
 
É o governo abrindo linha de crédito, com dinheiro público, para bancos que não conseguem comprar um papel higiênico.
 
Não nego que é necessário fazer isso, mas é errado comparar essa atuação (atabalhoada, imprevidente e anacrônica) com o PROER.
 
Quem entende um pouco de economia e não traz matizes político-partidárias reconhece o que é ponto pacífico em todo o mundo. O PROER foi o mecanismo de proteção ao sistema financeiro mais barato já utilizado por um país.
 
Sem um centavo de dinheiro público e tendo custado algo como 2,4% do PIB, o Brasil conseguiu passar de uma iminente crise sistêmica bancária, para uma transição bem menos traumática do que tiveram nossos irmãos sulamericanos e primos asiáticos.
 
Estima-se que alguns países da América Latina tenham gastado mais de 15% do PIB para sanear o sistema bancário.
 
O Banco Central americano já injetou quase US$ 1 tri, equivalente a uns 7% do PIB e a brincadeira ainda está só começando.
 
Crise sistêmica existe, não é balela, vejam a pouso atabalhoado da Águia.
 
Vejam mais em:
 
Senhores, conhecimento é o que importa!

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Lehman na fila… (1)

Posted on 17/03/2008. Filed under: Finanças, Humor |

E a fila parece que quer andar…
 
Com queda de 17% hoje e mais de 52% em 2008, parece que o mercado está apostando que o Lehman será o próximo da fila.
 

Quem dormiu sexta-feira com ações do Bear Stearns a US$ 26,00, acordou na segunda com as meninas a US$ 4,00. Que barra pesada!
 
A situação só não está tão violenta hoje, porque o FED deve baixar os juros amanhã (juro básico da economia, não a taxa de redesconto, que caiu no domingo).
 
É evidente que o FED tem limites para salvar bancos. Certamente algum deles vai falir, não irá ser resgatado. Espero que seja um banco pequeno, a histeria seria menor…

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Bear Sterns e Mel Brooks

Posted on 17/03/2008. Filed under: Finanças, Humor |

Lembram que falei que o Bear Stearns estava em queda de 53% na sexta? Pois bem, ontem seu controle foi comprado por US$ 2,00 a ação (90% de desconto sobre o preço de sexta-feira, que já era 80% menor do que há um ano).
 
Ainda, o FED teve que garantir uma linha de crédito de US$ 30bi para que o JP Morgan comprasse o mico.
 
Como havia dito na semana passada, os bancos americanos estão com seus balanços absurdamente deteriorados, já estão quebrados, porém ainda não falidos (espécie de extrema-unção dada por um contador).
 
O Bear Stearns, é evidente, quebrou, mas o mercado financeiro internacional vai buscar evitar ao máximo que se decrete a falência de um banco, com medo (justíssimo, aliás) de que haja uma corrida aos saques e um desequilíbrio ainda maior no sistema financeiro.
 
Uma corrida aos saques seria, provavelmente, um baque de 2 a 4 anos na economia americana. Provavelmente ela retrocederia a níveis de 2005 ou 2004, e precisaria de uma boa engenharia financeira para se reerguer.
 
Já é mais do que evidente que essa é a maior crise que os EUA já enfrentaram, depois da segunda guerra. A grande vantagem para o resto do mundo, é que o império já não responde mais como locomotiva principal do crescimento mundial, porém seu declínio impactará fortemente as perspectivas de futuro para os países desenvolvidos e emergentes.
 
Lamento ver que talvez eu estivesse certo em meu medo de que os derivativos de crédito imobiliário fossem muito maiores do que as garantias. Leiam abaixo para entender meu medo.
 
Primavera para Hitler
 
É o título de um grande sucesso de Mel Brooks, no cinema e na Broadway. Bom a história é simples. Um produtor teatral corrupto encontra um gênio da contabilidade, até então honesto.
 
O produtor bola a seguinte jogada. Eles criariam um projeto para uma peça teatral de US$ 100 mil, e buscariam investidores. Só que, na realidade, captariam 10 vezes mais (US$ 1 mi). A jogada era vender, por exemplo, 100 títulos de US$ 10 mil, equivalentes a 10% dos direitos da peça cada um. É evidente que a conta não fecha, pois, teríamos uma peça com 1.000% dos direitos vendidos (100 X 10%).
 
O lance era fazer a peça ser um fracasso logo na estréia, por isso buscaram um texto de um ex-combatente alemão, que idolatrava Hitler. Se a peça fosse um fracasso, bastava eles dizerem aos investidores: não houve lucro. Ora, 100% vezes lucro ZERO, é o mesmo que 1.000% vezes lucro ZERO.
 
O final do filme eu não vou contar. Aviso que é hilário, ao contrário das minhas apreensões com o mercado americano.
 
É isso, tenho medo que uma casa de US$ 200 mil tenha se transformado em títulos que, somados, atingissem mais de US$ 2 milhões. Por mais que os entendidos em derivativos afirmem que essa matemática pode ser “lógica”, meus conhecimentos rudimentares do tempo de Pitágoras e Arquimedes não conseguem aceitar.
 
Não há muito o que fazer, a não ser esperar. O FED deve anunciar mais uma queda de juros amanhã, o que TALVEZ dê algum alívio aos mercados. Mas a crise não vai parar, não até que os derivativos podres tenham sumido dos balanços.
 
O problema é que ninguém sabe se será US$ 295 bi de dólares depois, ou US$ 2,95 tri de dólares depois.
 
Confesso que a atuação dos bancos americanos configuram o maior ataque contra o capitalismo desde a revolução russa.
 
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Os bancos americanos não vão quebrar!

Posted on 14/03/2008. Filed under: Finanças, Humor |

Vocês devem estar se perguntando como eu posso afirmar que os bancos americanos não vão quebrar, dada a histeria que toma conta dos mercados há meses.
 
É simples.
 
Os bancos não vão quebrar, porque já estão quebrados. Ainda não faliram, que é um termo contábil para definir melhor “quebrar”. Mas já não têm mais condições de operar de forma autônoma, sem ajuda de entidades federais e fundos soberanos (fundos que cuidam das gigantescas reservas internacionais dos países).
 
Prestem atenção: Se um banco não consegue honrar suas “chamadas de margem”, que é quando algum grande cliente pede para antecipar recebíveis, pode exemplo, o banco está totalmente desbalanceado, à beira do default.
 
E, infelizmente, os bancos e os fundos americanos estão a cada dia perdendo mais sua capacidade de atender ao chamado por antecipação de caixa e otras cositas más…
 
Nenhum banco, por maior e mais confiável, pode se dar ao luxo de registrar prejuízos de dezenas de bilhões de dólares a cada trimestre e sair impune.
 
Os derivativos de crédito são perigosos. Quando um sujeito pede dinheiro para comprar uma casa e o banco cede, tomando a mesma como garantia do empréstimo, temos um produto de crédito imobiliário comum.
 
Agora, quando o sujeito pega esses recebíveis (por hipótese, 300 prestações de US$ 1,000 corrigidas pela tx de juros americana) e transforma em dezenas de papéis de crédito e vende para um terceiro, que vende para um quarto, que vende para um décimo-sexto, que vem a ser um fundo lá da Eslovênia, aí nós temos os tais “derivativos”.
 
Ocorre que a garantia do imóvel só faz sentido para o credor inicial, pois é um banco com escritório na Califórnia e que pode tomar um imóvel na Califórnia. Faz sentido, tem valor e é tangível. Já o esloveno que tem 1/145 do imóvel californiano não tem o que fazer, só registrar o prejota.
 
Pois todos os dias vemos os bancos registrarem suas apreensões quanto a uma corrida generalizada por margens. Hoje é o Bear Sterns, que se não fosse o Fed, quebraria hoje mesmo.
 
O quadro é caótico e mostra a fragilidade dos instrumentos de controle internacionais sobre a ganância dos operadores. Warren Buffet já alerta há anos que esses derivativos são o ovo da serpente no sistema bancário. Ele não costuma errar.
 
O que pode segurar uma quebradeira geral?
 
Bom, antes de mais nada, não há qualquer evidência de contágio nos bancos brasileiros. Eles já ganham demais com taxas de 5% ao mês, não é necessário inventar produtos mirabilantes para ampliar seus lucros.
 
O deve segurar a quebradeira são os maiores interessados em evitar o caos. Os governos de países emergentes. A China não pode se dar ao luxo de ver os EUA comprometerem toda sua capacidade de financiamento de importações. Os bancos centrais asiáticos não podem aceitar que o dólar vire pó, pois têm mais US$ 2 trilhões em caixa. Assim como a Rússia e os países do Oriente Médio, entupidos de petrodólares.
 
Está na hora deles pagarem a conta, dando toda a margem (cash) necessária para que os bancões mantenham sua capacidade de cumprir suas funções básicas de banco. Ou seja, emprestar a quem quer dinheiro emprestado e remunerar quem quer poupar.
 
Grandes prejuízos aos fundos soberanos, aos países que guardam reservas em dólar?
 
Nem tanto. Eles não vão “dar” dinheiro aos bancos americanos. Eles vão comprar a preço de mingau de farinha láctea. Para termos uma idéia, hoje o Itaú vale US$ 60bi, e o UBS (maior banco europeu) vale US$ 59 bi.
 
O mundo estava indo por um caminho tão louco nesse negócio de derivativos, que logo iriam descobrir que o esôfago do elefante tem poderes de curar o câncer e em um mês teríamos mercado futuro de esôfago de elefante na bolsa de Chicago. Ah, e de rinoceronte também, pois é parecido com elefante…
 
That’s all folks!
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Alguém tem um trocado aí?

Posted on 14/03/2008. Filed under: Finanças, Humor |

Acho que a gente devia juntar uma grana no clube e comprar o Bear Stearns, um dos maiores grupos financeiros dos EUA.
 
É que a empresa está caindo SÓ HOJE, 53%. Não é assustador? Tá valendo quase uma Sadia (R$ 7,5 bi).
 
Depois de terem dito na segunda-feira que tudo estava bem, sem risco de crédito, hoje resolveram contar a verdade afirmando que a situação é dramática. Daí sai todo mundo pra tapar o buraco.
 
É senhores, é uma crise rara. O Bear vale 80% menos do que há um ano, o Citi vale 57% menos do que há um ano.
 
Acho que a gente devia vender umas guitarras, uns pianos e umas baterias e comprar um banco americano.
 
Estão rindo? É melhor não rirmos, a coisa ainda é nebulosa.
 
Eu ainda tenho medo que haja “derivativos de vento” no mercado, ou seja, títulos de crédito com garantia no “boliviano que trazia da Colômbia”, la garantía soy jo!
 
Fico me perguntando. Será que o Bin Laden planejou esse treco todo. Ele tem grande culpa, pois a política de Bush, da guerra contra o terror é responsável pela deterioração do dólar e da escalada do preço do petróleo.
 
Será que o cara sabia?
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O dólar e o petróleo – momentos de insanidade

Posted on 11/03/2008. Filed under: Finanças, Política |

O mundo está muito bagunçado. Petróleo a US$ 108 com expectativa FIRME de recessão nos EUA é um fenômeno intrigante.
 
Bom, falemos primeiro do dólar.
 
Lembram que sugeri que o fim do ciclo de valorização do R$ estaria perto do fim. O motivo, simples e cristalino, é que, já em 2008, havia a previsão de que o fluxo de dólares ficaria negativo em US$ 7,5 bi, o que forçaria uma (pequena) desvalorização do R$. O principal motivo seria uma queda no superávit da balança comercial de US$ 40 bi para US$ 30 bi.
 
Pois a coisa tá ficando mais clara, e mais feia! Estamos na TERCEIRA SEMANA seguida de déficit na balança comercial. O ritmo de crescimento das importações é recorde e, dado o preço ridículo do dólar, deve continuar crescendo velozmente.
 
Já há (JP Morgan) previsões de que nosso superávit cairá par US$ 20bi em 2008, o que aprofundaria MUITO o déficit previsto, levando o dólar próximo de R$ 2,00 no final do ano. Previsão deles. Concordo com os fundamentos da análise, mas o dólar a R$ 2,00 seria bom demais para ser verdade.
 
Ontem, o dólar iria às alturas não fosse a intervenção do BC, vendendo dólares, para segurar a valorização da verdinha. Mostrando bem o foco no controle da inflação. Daí a gente começa a ver que as reservas são caras, mas oferecem proteção…
 
Bom, para nós, que estamos carregados de empresas exportadoras, seria fantástica uma recuperação do dólar a partir de agora e pelos próximos anos. Certamente, enquanto durar a crise de crédito, o BC americano vai continuar forçando o dólar para baixo. Assim que arrefecer, os juros devem subir, fazendo com que a verdinha volte a se recuperar.
 
Esse cenário só mudaria caso o dólar perdesse a condição de reserva de valor mundial, de moeda oficial do comércio internacional. Até o momento, não parece plausível que isso ocorra. Possível é, mas é bem improvável.
 
Agora o petróleo.
 
Senhores, vejam os sinais:
– a OPEP disse que não vai aumentar a produção porque não existe excesso de demanda.
– Quem está forçando o valor do petróleo são os fundos que operam mercado futuro.
– O preço da OPEP está 10% inferior ao negociado nas bolsa de futuros de Londres e USA.
– Os EUA estão em vias de encarar uma recessão grande, e são os maiores consumidores de petróleo.
 
Tem couro de jacaré, boca de jacaré, corpo de jacaré. Deve ser jacaré… Tá com pinta de bolha…
 
De qualquer maneira, seria excelente para a Petrobras que o mercado retomasse a racionalidade, pois nós somos importadores líquidos de petróleo, de forma que o balanço da Petrobras AINDA é afetado negativamente por um petróleo leve nas alturas, bem como derivados.
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  • Disclaimer

    Este blog é um ambiente privado para expor opiniões, estudos, reflexões e comentários sobre assuntos ligados a finanças, bolsa de valores, economia, política, música, humor e outros temas.

    Seus objetivos são educacionais ou recreativos, não configurando sob nenhuma hipótese recomendação de investimento.

    O investidor consciente deve tomar decisões com base em suas próprias crenças e premissas. Tudo que lê ou ouve pode ser levado em consideração, mas a decisão de investimento é sempre pessoal. Tanto na escolha de ações para carteira própria, quanto na escolha de gestores profissionais para terceirização da gestão.

    O Autor espera que os temas educacionais do blog possam ajudar no desenvolvimento e no entendimento das nuances do mercado de ações, mas reitera que a responsabilidade pela decisão de investimento é sempre do próprio investidor.

    Sejam bem vindos!

  • Paulo Portinho

    PAULO PORTINHO, engenheiro com mestrado em administração de empresas pela PUC-Rio, é autor do Manual Técnico sobre o Método INI de Investimento em Ações, do livro "O Mercado de Ações em 25 Episódios" e do livro "Quanto Custa Ficar Rico?", os dois últimos pela editora Campus Elsevier.

    Paulo atuou como professor na Pós-graduação de Gestão Social da Universidade Castelo Branco e na Pós-graduação oferecida pela ANBIMA de Capacitação para o Mercado Financeiro.

    Atuou como professor da área de finanças e marketing na Universidade Castelo Branco e no curso de formação de agentes autônomos do SINDICOR.

    Como executivo do Instituto Nacional de Investidores - INI (www.ini.org.br) entre 2003 e 2012, ministrou mais de 500 palestras e cursos sobre o mercado de ações, sendo responsável pelo desenvolvimento do curso sobre o Método INI de Investimento em Ações, conteúdo que havia chegado a mais de 15.000 investidores em todo o país, até o ano de 2012.

    Representou o INI nas reuniões conjuntas de conselho da Federação Mundial de Investidores (www.wfic.org) e da Euroshareholders (www.euroshareholders.org), organizações que congregam quase 1 milhão de investidores em 22 países.

    Atuou como articulista do Informativo do INI, do Blog do INI, da revista Razão de Investir, da revista Investmais, do Jornal Corporativo e do site acionista.com.br. Foi fonte regular para assuntos de educação financeira de veículos como Conta Corrente (Globo News), Infomoney, Programa Sem Censura, Folha de São Paulo, Jornal O Globo, entre outros.

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