O Método dos Aportes Dobrados – Técnicas para gestão de aportes em carteira própria e em fundos de Ações

Posted on 11/11/2010. Filed under: Finanças |

Gestão de carteira, segundo o livro “O Mercado de Ações em 25 Episódios

No livro acima citado há um “episódio” que estuda os efeitos da gestão de carteira pessoal, dividindo o portfolio em 50% de títulos de renda fixa e 50% em ações (índice).

Pelo método, o investidor deveria ajustar a carteira para os percentuais iniciais toda vez que houvesse uma discrepância entre os montantes de 5%, 10%, 20%, 30% ou 40%.

Ficou evidente que uma gestão ativa ofereceu resultados melhores (com base nos últimos 11 anos) do que uma gestão passiva.

Muitos investidores seguem esse modelo, alguns com outros blends entre renda fixa e renda variável, tais como 20%-80%, 30%-70% e assim por diante.

Mas e como cuidar dos aportes regulares (mensais, semanais, bimestrais etc.)?

Alguns investidores perguntam se há alguma estratégia OBJETIVA para distribuir seus aportes mensais em fundos ou em carteira própria.

Antes de prosseguir, vale um parênteses sobre o que seria uma estratégia de verdade e uma pseudo-estratégia.

Quando o investidor diz que faz aportes regulares, e quando a bolsa cai ele aumenta o valor dos aportes, não está definindo uma estratégia, pois faltam parâmetros objetivos para que ela possa ser testada.

Falta definir a periodicidade, os valores, o incremento no aporte, enfim, não é uma estratégia OBJETIVA o suficiente para virar um estudo.

A seguir será testada uma estratégia objetiva que pode ajudar os que querem fazer aportes regulares, mas não querem perder boas oportunidades geradas pela oscilação natural da bolsa.

O Método dos Aportes Dobrados

É um método simples, que consiste em dobrar o aporte do mês anterior, caso a bolsa (ou a ação, ou a cota do fundo) esteja em queda. Naturalmente reduzir à metade caso esteja em alta.

Para o estudo, consideram-se os seguintes parâmetros:

  • Período: de Janeiro de 1998 a Outubro de 2010 (154 meses)
  • Caso 1: Aporte mínimo de R$ 100,00 e máximo de R$ 800,00
  • Caso 2: Aporte mínimo de R$ 100,00 e máximo de R$ 3.200,00
  • Caso 3: Aporte mínimo de R$ 100,00 e máximo de R$ 12.800,00

Vai ser simulada a compra do Ibovespa ao final de cada mês do estudo. O aporte inicial será de R$ 100,00. Os aportes subseqüentes serão dobrados, caso o índice caia ao final do mês seguinte, ou reduzidos à metade, caso a bolsa suba (respeitando os limites expostos acima).

Para efeito de comparação, será feita a mesma simulação só que com o valor médio dos aportes (sem dobrar ou reduzir à metade). Dessa forma a comparação fica precisa, pois o volume total aportado nos 154 meses será idêntico.

Veja na tabela a seguir o exemplo para o primeiro ano.

Em janeiro de 1998 R$ 100,00 comprariam 0,0103 do Índice, que estava em 9.720 pontos. Nos meses seguintes não houve alteração do aporte, pois a bolsa subiu.

Na primeira queda, em abril de 1998, o aporte foi dobrado para R$ 200,00. O aporte foi dobrado para R$ 400,00 em maio e para R$ 800,00 em junho, pois a bolsa continuava em queda.

Já em julho a bolsa apresentou alta novamente, portanto o aporte foi reduzido à metade. É importante lembrar que devem ser respeitados os limites dos casos propostos no estudo (R$ 100 a R$ 800 no caso 1, R$ 100 a R$ 3.200 no caso 2 e R$ 100 a R$ 12.800 no caso 3).

Resultados

Em todos os casos foi melhor utilizar o Método dos Aportes Dobrados do que aportar valores idênticos, ao menos para o período estudado.

Caso 1: Aporte mínimo R$ 100,00 e aporte Máximo R$ 800,00

  • Total aportado: R$ 41.800
  • Média dos aportes: R$ 271,43
  • Patrimônio total ao final de 154 meses: R$ 174.945 – Usando o Método
  • Patrimônio total ao final de 154 meses: R$ 156.294 – Sem usar o Método
  • Quem usou o método obteve um patrimônio 11,93% maior.
  • Rentabilidade anual com o método: 11,80%
  • Rentabilidade anual sem o método: 10,82%

Caso 2: Aporte mínimo R$ 100,00 e aporte Máximo R$ 3.200,00

  • Total aportado: R$ 86.200
  • Média dos aportes: R$ 559,74
  • Patrimônio total ao final de 154 meses: R$ 399.157 – Usando o Método
  • Patrimônio total ao final de 154 meses: R$ 322.309 – Sem usar o Método
  • Quem usou o método obteve um patrimônio 23,84% maior.
  • Rentabilidade anual com o método: 12,69%
  • Rentabilidade anual sem o método: 10,82%

Caso 3: Aporte mínimo R$ 100,00 e aporte Máximo R$ 12.800,00

  • Total aportado: R$ 202.900
  • Média dos aportes: R$ 1.317,53
  • Patrimônio total ao final de 154 meses: R$ 1.093.578 – Usando o Método
  • Patrimônio total ao final de 154 meses: R$ 758.660 – Sem usar o Método
  • Quem usou o método obteve um patrimônio 44,15% maior.
  • Rentabilidade anual com o método: 14,03%
  • Rentabilidade anual sem o método: 10,82%

Considerações sobre os resultados

É natural que os valores máximos e mínimos sejam estabelecidos pela capacidade financeira do investidor, mas é bem claro que o método funcionou em todos os casos, e quanto maior a disponibilidade financeira para dobrar o aporte, mais dilatada ficou a diferença entre usar e não usar o método.

As rentabilidades anuais podem parecer pequenas, mas é importante lembrar o seguinte:

  • O índice não é um indicador de qualidade dos ativos, mas de seu volume de negociação. Houve inúmeras empresas e fundos, nesse mesmo período, com resultados muitíssimo superiores aos do índice.

O Método funciona mesmo para variações aleatórias

Como último teste, foi feita uma simulação considerando valores aleatórios entre 5.000 e 73.000 no período de janeiro de 1998 e outubro de 2010.

Mesmo assim quem tivesse utilizado o método, teria alcançado um resultado 30% superior.

A fonte dos dados está na planilha que pode ser baixada aqui.

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44 Respostas to “O Método dos Aportes Dobrados – Técnicas para gestão de aportes em carteira própria e em fundos de Ações”

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Com 20 ativos em carteira, é mais fácil seguir o método MAM (método de alocação mínima). Encontro dificuldade para usar o MAD. Alguma sugestão ?

Realmente a prática do MAD com muitos ativos fica mais complexa, pois não é só identificar que a bolsa caiu muito em relação à RF, ou vice-versa.
Nessa caso, dentro da própria carteira de ações, pode haver papéis mais interessantes para receber o aporte.
Eu tenho outro livro que trata disso, selecionar as ações que estariam mais baratas, sob critérios que o próprio investidor calcula. Está no “Investimentos para não especuladores”, da Editora Saraiva.
Mas concordo que, para muitos ativos, não é uma alocação trivial.
Funcionaria melhor se tivéssemos um ETF de RF e outro bom de IBOV.

Exato, imaginei um mix dos 2 métodos, mas com isso, acaba deixando de ser um “método”.
Uma dúvida, a saraiva não vende a versão eletronica do livro ?

Achei o livro eletronico e consegui compra-lo, instalei o reader da saraiva mas ele nao funcionou para mim. Após um tempo pesquisando consegui finalmente colocar o livro no meu kindle será minha leitura para o fim de semana. Valeu pela dica.

Boa tarde,

Boa tarde Portinho,
Gostaria que respondesse se possível minha dúvida!:

É possível ganhar R$ 100,00 por dia investindo em fundo de ações, tesouro direito e fundo imobiliário? Com aportes Mensais de R$ 400,00 onde o lucro seja constante mesmo com as taxas de administração e corretagem.

Olá, há 2 pontos.
Um é acumular patrimônio suficiente para que ele renda OS R$ 100 por dia. Isso leva tempo e você teria que ter uns R$ 600.000 para poder receber R$ 3.000 livres de inflação.
Outro ponto é utilizar a bolsa como trabalho, fazendo trades, comprando e vendendo, especulando etc.
Também é possível. É possível ganhar milhões até, mas é necessário ser profissional e ter um certo talento para o risco.
São coisas diferentes.

Olá,Portinho!

Sou iniciante em investimentos e pretendo seguir seus ensinamentos.Achei excelente este método mas fiquei com uma dúvida em relação aos casos 2 e 3.O aporte para alcançar ao máximo,respectivamente R$3.200,00 e 12.800,00 deveria sofrer queda durante muitos meses seguidos? pois do contrário com quedas e subidas o valor estará sempre subindo e descendo sem atingir esses valores.Não consegui entender isso,ao fazer aporte entre R$100,00 e R$3.200,00,não seria possível em 1998 atingir o aporte máximo.Ou eu deveria partir de um valor mínimo maior,por exemplo,R$400,00 no caso 2 para que consiga,algumas vezes fazer o aporte máximo?

Desde já agradeço a atenção dispensada.

Respeitosamente,

Alex Calvet.

Oi Alex,
O importante do método é a disciplina:
– De investir sempre
– De compreender que é melhor comprar o ativo mais barato
A regra do MAD é para dar um tratamento matemático, objetivo, que não deixe o investidor mudar de estratégia de acordo com o momento.
Começar aos 400 ou aos 100 não deverá fazer muita diferença.
Abraço e seja bem vindo ao blog!

Muito obrigado pela resposta,Portinho!

Se for possível,gostaria de tirar apenas mais uma dúvida quanto ao MAD. Para que eu possa usá-lo,o ideal é que eu compre ações sempre de uma mesma empresa para que eu não me “perca”nas variações?Ou é possível fazer cada mês com ações de empresas diferentes?

Mais uma vez agradeço,

Um abraço,

Alex Calvet.

Olá, desculpe a demora, é que estou em viagem.
O mais importante do MAD é a disciplina de poupar.
Vc pode comprar um ativo por vez, ou até um ETF.

Portinho,

Tudo bom?

Gostaria de tirar uma dúvida.
Vi que o resultado final é o valor final do investimento pelo valor total das aplicações. Não seria mais apropriado usar a XTIR? Eu usei a XTIR e o resultado foi bem expressivo positivamente.

Grato,
Sir Income

Oi Sir,
Tem toda razão. Para saber a taxa de retorno tem que usar a XTIR ou a TIR, pois os períodos são equivalentes.
A diferença é bem expressiva, retorno muitíssimo mais alto.
Não vou mudar o post, pois os resultados com a XTIR só reforçariam a validade do MAD nos últimos 12 anos. O retorno seria ainda maior.
Mas deixo registrado aqui no comentário que a forma matemática correta para avaliar o retorno dos fluxos de caixa é mesmo a XTIR.
Mais adiante atualizo o post e calculo pela XTIR.
abraço e obrigado pelo comentário,
Portinho

Portinho,

Obrigado pela resposta.

Fiquei impressionado com o retorno. Por isso queria ter certeza que estaria correto usar XTIR.

Abraços,
Sir Income

É isso mesmo.
O cálculo ponto a ponto é imperfeito, mas indica qual método seria melhor. Na próxima vou usar o XTIR.
abraço!

Caro Paulo Portinho, sou leitor do seu blog, sou associado do INI, seu livro dos 25 capítulos sobre a bolsa é de cabeçeira, mas na hora de balancear a carteira, não consigo me prender aos métodos que voce apresenta.

assim, desde dezembro passado peguei 170000,00 em ITUB4 , v endi tudo e dividi por 12, peguei o resultado (14166,00), escolhi doze ações e comprei, procurando lotes redondos como 1000, 1200, etc.

confesso que tive sorte de principiante pois algumas das ações que comprei vem subindo desde dezembro. mas estou tentando além de aprender esse método de balanceamento de carteiras, analisar os fundamentos das empresas.

então, nesse exemplo q vc deu, já que estou 100% na bolsa e as oscilações não me assustam, como deveria aplicar agora aportes regulares? na minha atual condição financeira, a partir deste mes poderei fazer aportes mensais de 1000,00. pegaria uma ação por mês ? duas talvez ?
obrigado.
josé manoel.

Oi José,
Desculpe a demora, mas foram tempos corridos por aqui.
Bom, primeiro você precisa deixar esses recursos em um bom fundo de renda fixa, ou um CDB de primeira linha. Não pode deixar o dinheiro parado, pois o balanceamento só funciona se a renda fixa for decentemente remunerada.
Você, na verdade, está buscando duas estratégias diferentes.
A primeira é reduzir o risco da RV fazendo aportes regulares (14.000). O balanceamento você só poderá começar a fazer após ter definida a estrutura entre RFxRV que deseja.
Se é 50%-50%, 60%-40%, 70%-30% ou 80%-20%.
Em posts anteriores eu ensinei a fazer o ajuste para valores diferentes de 50%-50%. Está aqui para leitura.
Você só deverá começar o balanceamento quando já tiver os patamares definidos e os montantes aplicados.
Supondo que o valor seja R$ 170 mil, uma divisão 60%RV 40%RF seria R$ 102 mil RV e R$ 68 mil RF.
Quanto aos 1.000 por mês, aporte em renda fixa, deixe que faça parte do montante que você está usando para aplicar em ações. Assim que chegar ao patamar definido RVxRF, comece o processo de balanceamento.
[]
Portinho

Boa noite portinho, você poderia nos dar um exemplo prático usando toda a metodologia posta em seus livros e artigos, no caso do arnaldo explicado no livro ficou muito limitado faltando a diversificação e balanceamento de carteira 50-50 e nos mostrasse como funcionaria tudo isso com uma pessoa começando do zero e com 500,00 reais todo mês ou o valor que achar mais prático, como seria este trajeto, corretagem e ted também são custos que fazem uma diferença no valor final e por isso acredito que fazer aportes 100 reais seria totalmente inviável.

Caro Adriano,
Cada artigo aborda um conceito específico sobre o investimento em ações. Seja o investimento regular, seja a diversificação de carteira, aportes crescentes, balanceamento de carteira, redução do estoque de imposto e muitos outros temas que abordei em meus artigos e livros.
Humildemente eu diria que não há, no mercado brasileiro, um conjunto tão amplo de técnicas simples e úteis, ao alcance de pequenos investidores, quanto as que coloquei no livro 25 episódios.
Agora… o uso que cada um vai fazer dessas técnicas não está no ambiente dos livros nem dos artigos, mas no nível do planejamento financeiro pessoal.
Cada pessoa, com cada realidade, vai precisar encarar o mercado de ações de forma diferente. Não há como fazer uma “artigão” juntando tudo ao longo de, sei lá, 15 anos. É impraticável.
Há pessoas que conseguem fazer isso de forma autônoma, juntar vários temas e fazer uma boa gestão financeira pessoal, há outras que precisarão de apoio de algum planejador financeiro, mas as técnicas serão as mesmas, com poucas variações.
Quanto ao aporte de R$ 100,00, muito provavelmente terá que ser feito num fundo de ações ou clube. Escrevi sobre isso aqui no blog.
Já 500 reais por mês é bem fácil. Faço aportes via boleto bancário em minha corretora. Super simples e custando apenas R$ 1,45 por operação. Há corretoras que operam com 5 bancos diferentes para que os clientes façam transferência em vez de DOC ou TED.
Em suma, os livros e os artigos trazem muitos ingredientes e explicam como funcionam, mas para misturar tudo e fazer crescer esse “bolo” é algo a ser definido caso a caso.

Portinho,
Gostei demais do seu método! Vou aplicá-lo.
Mas fiquei meio intrigado. Porque exatamente dobrar o aporte?
Ou pq não seria triplicar ou colocar um pouco mais… Ou seja. Essa questão de dobrar, vc vez avaliação com outras quantidades de aportes? Dobrar foi o “ponto ótimo” ?

Abs!

Olá,
O MAD é apenas um disciplinador “turbinado”. Isso porque o aporte regular já é a forma mais indicada (e testada durante séculos) para formar patrimônio em qualquer modalidade de aplicação e, principalmente, em renda variável. Os americanos chamam de Dollar Cost Averaging (ver outros posts sobre o assunto).
Turbinado porque ele potencializa o “cost averaging”, comprando AINDA MAIS quando se está em baixa.
Não trabalhei para achar o ponto ótimo, pois sempre seria algo relativo ao passado, nada diria para o futuro (ou muito pouco).
Em outros posts mostrei que nem todos os perfis de evolução de cota daria resultados superiores com o uso do MAD (principalmente fundos alavancados e/ou com muitos outliers, pontos fora da curva).
A principal mensagem do post é a da disciplina.
Eu rodei o SOLVER, ferramenta de cálculo numéro do Excel para ver o multiplicador que daria a maior diferença entre o MAD e o aporte regular. A resposta foi 1,6245. Esse multiplicador daria a maior diferença entre aportes irregulares e regulares.
Abraço!

Ok!Interessante! Obrigado pela resposta, Portinho! abs!

Muito interessante esse artigo, parabéns!
Abs

Muito obrigado.

[…] que quando escrevi o artigo sobre o Método dos Aportes Dobrados recebi alguns contrapontos interessantes e frutíferos. Alguns perfis de fundos e de evolução de […]

[…] a divulgação do artigo sobre o MAD (Método dos Aportes Dobrados), muitos amigos, gestores de fundos, agentes autônomos e investidores começaram a testar o método […]

[…] a divulgação do artigo sobre o MAD (Método dos Aportes Dobrados), muitos amigos, gestores de fundos, agentes autônomos e investidores começaram a testar o método […]

Bom dia,

Você poderia disponibilizar as empresas que investiu nos respectivos anos?

Obrigado

Oi Ricardo,
Nos anos do estudo utilizei como base o Ibovespa. Hoje existem fundos que buscam espelhar a rentabilidade do índice (BOVA11). Já seria possível, com custos baixos, utilizar o MAD para investir no índice.
Quanto ao estudo que fiz com o fundo da Geração Futuro, não sei quais ativos eles usaram nesses últimos anos. Sei que eles ainda têm Randon, Taurus, Petrobras, Vale, Banco do Brasil e outras (está no site deles).
Eu usei a compra da cota. Quando entramos no fundo, compramos uma cota que representa uma parcela de toda a carteira.
Abraço!
Portinho

Muito legal o método, vou utilizar o mesmo, porém gostaria de uma sugestão para algum fundo ou ação que acompanhasse o desempenho do Ibovespa, pois li uma matéria na revista Info Money deste mês, que são pouquíssimos os fundos de ações que possuem desempenho suparior ao Ibovespa, isto é verdade??? E se eu fosse comprar com os R$ 100 reais ( aporte mínimo para o MAD ), alguma ação que fosse semelhante ao desempenho do Ibovespa, o custo de corretagem não seria muito alto para um aporte de apenas R$ 100,00 reais, prejudicando a rentabilidade. Enfim, gostaria de uma sugestão de onde aplicar o MAD , o qual achei nota 10 !!! Abraço e meus parabéns pelo seu trabalho.

Oi Eduardo, sugiro que dê uma investigada nos ETF (www.ishares.com.br), eles se propõem a reproduzir, com custos baixos, o desempenho do índice.
Abraço,
Portinho

Como utilizar o Método dos Aportes Dobrados ao diversificar, ou seja, como aplicar o MAD mensalmente quando quero comprar de empresas diferentes(petrobras,vale, usinas, etc.)
Ex: o 1º mês vale, 2º mês petr4, 3º mês usinas etc. Ao dobrar qual preço devo basear? Ou devo dobrar no 4º mês o preço da vale comprada no 1º mês e continuamente, fazer a dobra ou dividir no 5º mês aporte agora da petr4 ?
Obrigado desde já.

Oi Marco,
O método não consegue discernir qual a empresa comprar em qual mês.
Lembro que em dezembro de 2008 a VALE estava cotada a R$ 25,00 e a Randon a R$ 9,80, já em março de 2009 a Vale estava em R$ 34 e a Randon a R$ 4,80.
Isso deixa claro que é necessário um método para selecionar em qual empresa fazer o aporte do mês.
Minha sugestão é usar o Stock Selection Guide (Método INI) para seleção de empresas de crescimento.
Ele tem 60 anos de uso nos EUA e mais de 40 anos de uso na Europa e Austrália.
É um método didático para formação de patrimônio de longo prazo.
Para conhecê-lo, basta entrar no site do INI http://www.ini.org.br, clicar em Download Center e baixar o guia oficial do INI.
É a tradução do Guia Oficial da NAIC (www.betterinvesting.org).
Abraço!

[…] O Método dos Aportes Dobrados Técnicas para gestão de aportes em carteira própria e em fundos de… […]

[…] editado por Paulo Portinho, autor do ótimo livro “Quanto Custa Ficar Rico?“, conheci o método dos aportes dobrados (MAD). De uma forma bem simples, ele funciona […]

Paulo,

Artigo excelente! Já li muita coisa sobre balanceamento da carteira em certos intervalos de tempo, mas tem muita pouca coisa sobre “balanceamento” de aportes.

Muito se fala sobre um balanceamento 50/50 entre RF e RV. Mas como seria isso com os aportes? Considerando que a pessoa tivesse R$ 1.000,00 para investir mensalmente, ela começaria investindo 500 em cada aplicação. Mas e os restantes?

Pensei em algo do tipo: 0/1000, 250/750, 500/500, 750/250, 1000/0, ou aumentando 100 sempre que caísse e diminuindo 100 sempre que subisse, até o limite dos R$ 1.000,00.

O que você acha?

Abraço!

Oi Rafael,
Agradeço o apoio.
Quanto à distribuição de aportes ele pode fazer sempre dentro do objetivo (50%-50%, 20%-80% e assim por diante).
No começo isso pode dar uma distorção, pois os aportes vão representar muito da carteira total (em 10 meses, por exemplo, o aporte corresponde a, teoricamente, 10% da carteira total).
Mas depois de uns 18-24 meses não faz mais muita diferença.
Com relação ao balanceamento de carteira, sugiro a leitura do capítulo do meu primeiro livro que trata do assunto.
Percebi que ajustes curtos, quando a diferença é menor que 30% são menos eficazes. Vale a leitura.

[…] O Método dos Aportes Dobrados Técnicas para gestão de aportes em carteira própria e em fundos de… […]

[…] O Método dos Aportes Dobrados Técnicas para gestão de aportes em carteira própria e em fundos de… […]

Portinho,

uma dúvida que surgiu quanto ao rebalanceamento dos ativos e não consegui entender muito bem ao ler teu livro.

Veja se meu entendimento está certo por favor.

Ao se adotar o blend 30% Tesouro Direto e 70% Ações, o ponto de ajuste da carteira para os percentuais iniciais toda vez que houvesse uma discrepância de 30% entre os montantes seriam quando atingidos os percentuais de 9% Tesouro e 91% Ações. Certo ou errado?

Agradeço a tua resposta.

Oi Deutoron,

Não dá para ser assim, pois suas ações teriam que subir 476% para que seu portfolio atingisse essa nova distribuição.
Eu me enganei, achei que o cálculo fosse simples, mas não é. Vou tentar escrever um artigo sobre esse balanceamento em termos diferentes do 50%-50%.

No seu caso, a conta correta daria ajustes quando as seguintes situações ocorressem:
35,7% em RF e 64,3% em RV
OU
23,1% em RF e 76,9% em RV

[]
Paulo Portinho

Portinho,

já ouviste falar no método “Value Averaging” do Michael E. Edleson? Em caso positivo, o que achas? Estou começando a ler o livro dele de mesmo nome.

Oi Deutoron,
Não conheço o método, mas pelo nome deve ser algo próximo ao que o INI prega. Desculpe a demora em responder, mas estava fora e com acesso à internet bastante limitado.

voce fala que a rentabilidade pode ser melhorada se “colocarmos” os dividendos, mas lembro-lhe que o indice ibovespa usado na demonstração já tem os dividendos incorporados.
att

Oi Renato,
Agradeço a visita.
Para o índice você tem razão, o reinvestimento não faria muita diferença. Preciso testar para uma empresa isolada, pois o ajuste da bolsa é pontual e teórico, não sei se na prática, utilizando os dados sem ajuste e incorporando os dividendos faria diferença.
Os testes que fiz em Marcopolo, Vale, Petrobras e Gerdau davam uma boa diferença em 16 anos.
Mas para evitar dúvidas e até conseguir fazer os testes, retirei a afirmação. Ela não é necessária para justificar a metodologia.


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  • Disclaimer

    Este blog é um ambiente privado para expor opiniões, estudos, reflexões e comentários sobre assuntos ligados a finanças, bolsa de valores, economia, política, música, humor e outros temas.

    Seus objetivos são educacionais ou recreativos, não configurando sob nenhuma hipótese recomendação de investimento.

    O investidor consciente deve tomar decisões com base em suas próprias crenças e premissas. Tudo que lê ou ouve pode ser levado em consideração, mas a decisão de investimento é sempre pessoal. Tanto na escolha de ações para carteira própria, quanto na escolha de gestores profissionais para terceirização da gestão.

    O Autor espera que os temas educacionais do blog possam ajudar no desenvolvimento e no entendimento das nuances do mercado de ações, mas reitera que a responsabilidade pela decisão de investimento é sempre do próprio investidor.

    Sejam bem vindos!

  • Paulo Portinho

    PAULO PORTINHO, engenheiro com mestrado em administração de empresas pela PUC-Rio, é autor do Manual Técnico sobre o Método INI de Investimento em Ações, do livro "O Mercado de Ações em 25 Episódios" e do livro "Quanto Custa Ficar Rico?", os dois últimos pela editora Campus Elsevier.

    Paulo atuou como professor na Pós-graduação de Gestão Social da Universidade Castelo Branco e na Pós-graduação oferecida pela ANBIMA de Capacitação para o Mercado Financeiro.

    Atuou como professor da área de finanças e marketing na Universidade Castelo Branco e no curso de formação de agentes autônomos do SINDICOR.

    Como executivo do Instituto Nacional de Investidores - INI (www.ini.org.br) entre 2003 e 2012, ministrou mais de 500 palestras e cursos sobre o mercado de ações, sendo responsável pelo desenvolvimento do curso sobre o Método INI de Investimento em Ações, conteúdo que havia chegado a mais de 15.000 investidores em todo o país, até o ano de 2012.

    Representou o INI nas reuniões conjuntas de conselho da Federação Mundial de Investidores (www.wfic.org) e da Euroshareholders (www.euroshareholders.org), organizações que congregam quase 1 milhão de investidores em 22 países.

    Atuou como articulista do Informativo do INI, do Blog do INI, da revista Razão de Investir, da revista Investmais, do Jornal Corporativo e do site acionista.com.br. Foi fonte regular para assuntos de educação financeira de veículos como Conta Corrente (Globo News), Infomoney, Programa Sem Censura, Folha de São Paulo, Jornal O Globo, entre outros.

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