Archive for novembro \29\UTC 2010

Fugindo um pouco do assunto – Salvando o Brasileirão

Posted on 29/11/2010. Filed under: Futebol |

Nobres leitores,

Aos que acompanham o blog por conta dos comentários sobre a bolsa, sobre as empresas que estão em nosso clube etc., peço licença para tratar de outro assunto:

– Salvar o Campeonato Brasileiro de Futebol!

A introdução do sistema de pontos corridos, em minha opinião, foi uma grande vitória da organização e da lógica contra aquela baderna que era o campeonato dos “Cartolas”. Cento e tantos clubes. Ninguém respeitava uma queda para segunda divisão. Uma zorra.

Mas os últimos campeonatos trouxeram algumas coincidências que, também em minha opinião, desmoralizam um pouco o sistema.

Ninguém entrega jogo, mas é evidente que enfrentar um clube que está disputando o título, quando você não está disputando NADA e, pior, quando sua vitória pode ajudar seu principal rival… seu interesse na vitória fica bem prejudicado.

Não dá para acreditar que esse sistema tenha equilíbrio.

Rivalidades regionais

Grêmio x Inter, Bahia x Vitória, Fla x Bota ou Vasco, Corínthians x Palmeiras etc., são considerados, por muitos torcedores, mais importantes do que qualquer clássico nacional. Cansei de ouvir Eurico Miranda falando que prefere ganhar do Flamengo do que ganhar o campeonato.

Essa lógica não existe em países europeus. Ou é menos relevante, muito menos.

Tenho uma sugestão “exploratória”

Chamo a sugestão de exploratória, pois não tenho o modelo fechado, mas só um caminho que pode ser útil aos organizadores da tabela do brasileirão.

O melhor dos mundos seria, por exemplo, que na última rodada tivéssemos, Corínthians x Flu, ou Flu x Cruzeiro. Até tivemos a sorte de ter dois confrontos entre interessados diretos (Grêmio x Botafogo, pela libertadores, Atlético-GO x Vitória, contra o rebaixamento).

Como fazer isso, sem bagunçar o campeonato?

Computação serve para isso

Minha sugestão é simples, mas a implementação vai precisar de muita transparência. E isso, em termos de futebol brasileiro, pode ser bem complexo.

Parte 1)

A tabela do primeiro turno seria montada exatamente da mesma forma que hoje.

Parte 2)

A tabela do segundo turno seria organizada por um software a cada cinco rodadas. Digo um software, pois os critérios devem ser claros e objetivos. Se deixar na mão de cartola, vira jogo político.

Alguns objetivos da programação:

– Aumentar o número de confrontos diretos entre interessados NA PARTE FINAL do campeonato. Tanto para título quanto para rebaixamento.

– Evitar confronto entre clubes interessados e desinteressados NA PARTE FINAL do campeonato.

– Minimizar a dependência entre rivais regionais.

– Fazer funcionar todos os outros parâmetros relevantes, tais como: alternância entre jogos em casa e fora, outros campeonatos, distância de viagens etc.

Aos céticos

Há muitos motivos para achar que “não daria certo”, mas minha experiência com programação e análise de sistemas indica que os computadores servem para isso mesmo.

Servem para tratar problemas e cálculos complexos com critérios objetivos e considerando todas as condições de contorno.

Em princípio não vejo muito dificuldade para criar um software para calcular as 5 primeiras rodadas do segundo turno, depois as próximas 5 e daí por diante.

Aos amigos programadores

Vocês poderiam usar um pouco do seu (ultra-escasso) tempo para formular um software de teste. Como sugestão de “teste” ou “piloto”, seria interessante rodar o software nos últimos campeonatos para ver que “segundo turno” ele iria indicar.

Talvez vejamos muitas “finais” que nunca ocorreram sendo sugeridas pelo software. Talvez o último jogo do ano passado fosse Flamengo e Inter.

Nada contra o tricolor

O campeonato desse ano será decidido por um Goiás rebaixado e com time reserva, e por um Guarani rebaixado e desmoralizado.

Que minha mulher não me leia, mas estou torcendo para tricolette das laranjeiras. Se o último jogo fosse Corínthians e Flu, acho que o tricolico iria rodar, mas seria muito mais interessante para o futebol.

Isso é jogo para R$ 4-6 milhões de renda (dependendo da atuação dos cambistas…). Se o Maracanã estivesse na jogada, teríamos mais de 100.000. Não é brincadeira.

That´s it! Voltemos à bolsa…

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Leituras para o final de semana e relatos da praça de guerra, Rio de Janeiro 26 de novembro de 2010

Posted on 25/11/2010. Filed under: Finanças |

Nobres leitores,

Fiquei uma semana em viagem e ainda não consegui enviar atualizações sobre os múltiplos da Petrobras, da Ecodiesel, da Forja Taurus e da Porto Seguro, mas na próxima semana coloco em dia.

Já adianto que, pelo que li até agora, não há motivo para apreensão com os resultados das companhias que estão em nosso portfólio (Petrobras não está, mas é impossível não falar dela).

Rio 2.000 graus

Para os leitores de outros estados (e países), já adianto que o que estão vendo na TV é a mais pura verdade. Não é invenção da mídia ou propaganda do “GTA Cidade Maravilhosa”.

Praça de guerra!

Estou com viagem marcada para SP, para o congresso INI, e confesso, fico com receio de fazer qualquer travessia pela cidade no dia de hoje. Até uma inocente viagem Botafogo-Centro.

O que estamos vendo hoje começou a acontecer após o primeiro turno das eleições. Um mundo de arrastões, depois ataques com coquetel Molotov a carros estacionados, agora confronto direto.

Nesse meio tempo 2 amigos de infância assaltados com enorme violência e um tiroteio na Paulino Fernandes, exatamente 30 minutos depois que passei com minha filha, voltando da creche.

Um horror.

País desenvolvido

Cheguei de Paris há 2 dias e, infelizmente, ainda estamos distantes da realidade de um país de desenvolvido.

Mesmo com todos os problemas que a Europa tem enfrentado, a percepção de segurança da população é muito maior do que a que temos aqui no RJ.

No último domingo fui participar de uma noite de Jam Sessions no Edwards Pub, na região de Pigalle. Depois de quase uma hora de João Bosco e Chico Buarque, o pessoal resolveu encerrar a apresentação perto de meia-noite.

Uma menina que havia se apresentado, de pouco mais de 1,50, pegou seu violão Gibson, colocou no case e foi pegar um trem para a periferia de Paris, distante 1,5 hora do centro. Uma menina sozinha, de trem, indo para a periferia, com um violão de 1.500 euros… Acho que ela não mora em Senador Camará ou na Vila Cruzeiro…

Chegaremos lá?

O pior é que já estivemos lá, nessa paz e tranqüilidade. Cansei de ir à pé de Ipanema ao Baixo Gávea, quatro da manhã, durante o início da década de noventa.

O Brasil está crescendo, mas falta amadurecer…

Voltando aos importantes artigos da semana

Há dois artigos FUNDAMENTAIS para quem quer investir corretamente em bolsa.

O primeiro trata do Método dos Aportes Dobrados, que mostra mais uma técnica para evitar fazer bobagens como vender na baixa e comprar na alta. Acreditem, é o que a maioria faz.

O Método dos Aportes Dobrados Técnicas para gestão de aportes em carteira própria e em fundos de Ações

O segundo é importante para quem faz gestão de carteira segundo o modelo proposto no livro “O Mercado de Ações em 25 Episódios”. Ele ensina como calcular os percentuais para carteiras com balanceamento diferente dos tradicionais 50%-50%.

Balanceamento de carteira Como fazer para valores diferentes de 50% 50%?

Lambança no Panamericano

O desastre do Panamericano recebeu tratamento em 3 posts. Depois achei impossível entender o que estava REALMENTE acontecendo e desisti. Mas vale a leitura, ao menos como relato histórico de um tremendo (e perigoso) rombo.

Quebra do Panamericano Quais os impactos?

Panamericano Nota Incompreensível ou não?

Panamericano Desdobramentos e dúvidas

Resultados das companhias que temos em carteira

Eletropaulo ELPL Resultados 3T10

AES Tietê GETI Resultado 3T10

Equatorial EQTL Resultados 3T10

Diversos…

No site do INI: Análises do BB para BRFoods, CCR, Copasa, Gol, Grendene, Heringer, Iochpe Maxion, JBS, Julio Simões, Marfrig, Minerva, MMX, OGX, Rossi, Sabesp, Tam e Tecnisa

Comentários sobre o livro Quanto Custa Ficar Rico?

Divirtam-se (e rezemos pelo RJ).

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Balanceamento de carteira – Como fazer para valores diferentes de 50% – 50%?

Posted on 25/11/2010. Filed under: Finanças |

Um artigo de muito sucesso do informativo INI, que posteriormente virou um capítulo do livro “O Mercado de Ações em 25 Episódios“, tratava do balanceamento de carteira como forma de evitar cometer erros básicos no mercado de ações.

O estudo, que compreendeu um intervalo de mais de 11 anos de investimento, propunha uma carteira de 50% em renda fixa (RF) e 50% em renda variável (RV).

Ao longo dos meses o investidor deveria ajustar sua carteira cada vez que a diferença entre os montantes (RF e RV) ultrapassasse 5%, 10%, 20%, 30% ou 40%.

É bem simples, se ele iniciasse com R$ 50.000 em RF e R$ 50.000 em RV deveria ajustar sua carteira caso, por hipótese, atingisse R$ 50.000 em RF e R$ 65.000 em RV (no caso de 30% de diferença). Venderia R$ 7.500 em ações e colocaria em RF, voltando ao patamar de 50%-50% (R$ 57.500 em RF e R$ 57.500 em RV).

A diferença de rentabilidade entre a gestão passiva (sem fazer balanceamento) e a ativa foi muito grande. Para quem fez balanceamento a cada 30%, o patrimônio foi 24% superior.

E como fazer para patamares diferentes de 50%-50%?

O livro não apresenta estudos para outras distribuições de portfólio, mas indica que o balanceamento poderia ser feito com outros patamares, ajustados às necessidades dos investidores com os mais diversos perfis e idades.

Muitos investidores entraram em contato perguntando quais seriam os percentuais de ajuste para, por exemplo, 30% em RF e 70% em RV.

E isso deixou evidente que a conta é muito mais complexa do que parece, quando o caso fica fora dos 50%-50%.

A tabela de ajustes de balanceamento de carteira.

O cálculo dos ajustes é um pouco complexo, mas uma tabela ao final trará os resultados para os que quiserem ir direto às indicações de ajuste para suas próprias carteiras.

Só serão propostos ajustes de 20%, 30 e 40% de diferença entre as carteiras de RF e RV, pois o estudo mostrou que fazer ajustes em patamares baixos (5% ou 10% de diferença) é menos eficiente e muito mais caro.

Caso 1: 50% RF – 50% RV – Ajustes a cada 30% de diferença

Esse caso é bem simples, pois as carteiras iniciais em RF e RV são iguais.

O uso de uma ferramenta de iteração (atingir meta) no Excel nos mostra que a carteira deveria ser ajustada aos patamares iniciais (50% – 50%) toda vez que, do portfólio total, uma parte representar 56,53% do total e a outra, consequentemente, 43,47%.

É claro que 56,53% divididos por 43,47% vai dar precisamente 1,3, ou seja, 30% de diferença entre os montantes.

Caso 2: 30% RF – 70% RV – Ajustes a cada 30% de diferença

Nesse caso a situação requer algum trabalho matemático para o cálculo do “ponto de ajuste” do portfólio.

Primeiro será necessário calcular a diferença percentual entre a carteira de RF e a carteira de RV.

A carteira de RF deve ser, após o balanceamento, SEMPRE 57,14% menor que a de RV.

Agora, basta ajustar a carteira quando esses 57,14% forem 30% menores ou 30% maiores do que o objetivo inicial (30% em RV e 70% em RF).

A tabela de ajustes

Poupando o leitor das complicações matemáticas, segue uma tabela com os principais ajustes para cada distribuição de portfólio.

tabela

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Comentários sobre o livro Quanto Custa Ficar Rico?

Posted on 24/11/2010. Filed under: Finanças |

O tradicional blog “Clube do Pai Rico” postou um generoso comentário sobre o livro “Quanto Custa Ficar Rico?”.

Para quem quiser ler, segue o link:

http://www.clubedopairico.com.br/livros-quanto-custa-ficar-rico/6455

 

A leitura é interessante, pois mostra a visão de alguém que milita há anos pela educação financeira no país e teve em mãos, praticamente toda a literatura disponível sobre o assunto.

Fico feliz com uma crítica positiva de uma fonte tão fidedigna e independente.

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No site do INI: Análises do BB para BRFoods, CCR, Copasa, Gol, Grendene, Heringer, Iochpe Maxion, JBS, Julio Simões, Marfrig, Minerva, MMX, OGX, Rossi, Sabesp, Tam e Tecnisa

Posted on 24/11/2010. Filed under: Finanças |

Acabam de ser publicadas as seguintes análises do BB-Banco de Investimento sobre resultados do 3T10 e reinício de cobertura da Iochpe-Maxion.

Resultados 3T10

3T10 – BRFoods

3T10 – CCR

3T10 – Copasa

3T10 – Gol

3T10 – Grendene

3T10 – Heringer

3T10 -JBS

3T10 – Julio Simões

3T10 – Marfrig

3T10 – Minerva

3T10 – MMX

3T10 – OGX

3T10 – Rossi

3T10 – Sabesp

3T10 – Tam

3T10 – Tecnisa

Início de Cobertura

IC – Iochpe-Maxion

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Equatorial EQTL – Resultados 3T10

Posted on 12/11/2010. Filed under: Finanças |

A Equatorial foi uma das empresas responsáveis pelo bom desempenho de nosso clube até o presente (algo como 11% acima do Ibovespa).

A cisão que nos deu ações da Redentor foi uma bela jogada dos controladores, pois venderam a participação que tinham na light com prêmio de 50% sobre o valor de mercado. E estenderam o ganho aos minoritários. O que é natural, pois todas as ações da EQTL são ordinárias (ON).

O desempenho, daqui por diante, será referente somente à CEMAR e a 25% da GERAMAR.

Não houve evolução significativa nos lucros, mas as questões operacionais apresentaram melhorias evidentes. Veja no release de resultados aqui.

Os números da EQTL são de difícil avaliação, pois houve, em apenas 4 anos, uma reestruturação societária, com a inclusão da Light, a transformação das UNIT EQTL11 em ON EQTL3 e, mais recentemente, a cisão que retirou a light do conglomerado.

Outro ponto está impactando negativamente o lucro acumulado, hoje em pouco mais de R$ 155 milhões. É que o resultado do quarto trimestre de 2009 traz uma forte queda no lucro, decorrente de adesão ao REFIS.

Sem esse efeito não recorrente o lucro da EQTL poderia estar acima de R$ 210 milhões, o que indicaria um múltiplo P/L de 6, bem abaixo do que está calculado hoje, de pouco mais de 8.

A seguir a planilha referente aos resultados da EQTL:

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AES Tietê GETI – Resultado 3T10

Posted on 12/11/2010. Filed under: Finanças |

O resultado da AES Tietê apresentou estabilidade em relação ao trimestre anterior. Melhoria pequena na receita, que acabou não elevando o lucro e o fluxo de caixa porque as despesas subiram um pouco mais.

O lucro da GETI não tem elementos não-recorrentes relevantes, como no caso da ELPL.

O link para o release pode ser acessado aqui.

A seguir a planilha de acompanhamento da GETI:

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Eletropaulo ELPL – Resultados 3T10

Posted on 12/11/2010. Filed under: Finanças |

Link para o relatório original, clique aqui.

O relatório da Eletropaulo mostra o tradicional equilíbrio dessas empresas de energia elétrica. Dívida controlada, crescimento baixo das receitas, porém consistente, esforços para melhoria de serviços e redução de custos, elevada distribuição de dividendos, acompanhamento de perto das questões de regulação etc.

Mas há alguns eventos em 2008, 2009 e 2010 não recorrentes que podem distorcer o múltiplo P/L da Eletropaulo, hoje em 3,5, patamar muito baixo para a média do setor.

Esses fatores envolvem antecipação de novos contratos e adesão ao refis. O lucro de 2009, sem os eventos não recorrentes, seria da ordem de 800 milhões de reais.

Com um valor de mercado de R$ 5 bilhões, o P/L estaria próximo a 6,25, ainda baixo para o setor, porém mais próximo de seus pares.

Para ver a evolução dos números da ELPL, leia a tabela a seguir:

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Panamericano – Desdobramentos e dúvidas

Posted on 12/11/2010. Filed under: Finanças |

O caso Panamericano está 60% explicado. Talvez os outros 40% não serão explicados jamais…

Bom, aos acionistas do banco e aos que querem “especular” com ações do Panamericano, vale ler alguns comentários sobre o que está claro e, principalmente, sobre o que não está claro.

Fundo Garantidor de Crédito (FGC) emprestando para quem não é associado…

Essa foi a primeira coisa incrível relacionada ao caso. O FGC emprestou dinheiro a um grupo controlador que, até onde sei, não é associado ao Fundo.

É uma situação atípica. Na ordem natural, o FGC deveria garantir a solvência do banco e não do grupo controlador.

Infelizmente a leitura que se faz do negócio não é boa. Supondo que REALMENTE a decisão tenha sido técnica, tudo nos leva a crer que o FGC viu um severo risco sistêmico no episódio. Caso contrário, não faria qualquer sentido optar por algo diferente do padrão (intervenção do BC e/ou liquidação). O Panamericano não é “TBTF” (too big to fail).

Fica a dúvida, será que há outros bancos pequenos na mesma situação? Todos venderam amplamente suas carteiras de crédito durante a crise. Com anuência e apoio do BC.

Há muitas informações inconsistentes

1. Não há dinheiro público envolvido…

Está certa a colocação, mas a responsabilidade do episódio é do BC. Integralmente. Sem a aprovação do BC nada disso poderia (ou deveria) sair. Não dá para fugir. É coisa de governo, pois envolve todo o sistema financeiro nacional.

2. O Grupo Silvio Santos pode vender sua parte no banco para pagar o FGC!!!!

Essa informação é non sense. O banco valia, antes da fraude, quase R$ 2 bi. A parte de Silvio Santos pouco passava de R$ 1bi (incluindo todas as empresas). Como é que essa venda poderia pagar os R$ 2,5 bi do FGC? Ainda mais agora que o banco vale R$ 1,2 bi.

É uma informação muito estranha.

3. As fraudes com carteiras de crédito podem prejudicar outros bancos

No máximo é uma meia verdade. Se o BPNM vendeu as carteiras e não deu baixa, até onde consigo ver, isso só impactaria o balanço da própria instituição. Se as carteiras fossem vendidas duplamente, quanto tempo levaria para o comprador descobrir que o fluxo de caixa esperado pelos recebíveis não estava vindo?

É, no mínimo, difícil de acreditar que as entidades prejudicadas, inclusive as administradoras de cartões de crédito, não tenham percebido que o dinheiro não estava vindo…

No caso do não-repasse dos pagamentos feitos aos cartões de crédito é impossível que não tenha alertado os credores finais a tempo.

O mais estranho dos problemas

A informação mais difícil de entender é a que diz que ninguém será prejudicado, só o controlador. Nem os credores, nem a Caixa e nem os outros acionistas.

Já tratei disso em post anterior. A informação mais atualizada dá conta de que o FGC emprestou R$ 2,5 bi ao grupo controlador e NÃO AO BANCO.

Só que esse dinheiro TEM QUE ENTRAR no banco com alguma contrapartida contábil.

Se for empréstimo, o banco e os acionistas perdem. Se for aporte de capital, os acionistas perdem pela diluição.

A única forma desse dinheiro entrar e não prejudicar ninguém seria como PAGAMENTO dos empréstimos falsos ou ressarcimento dos prejuízos causados pelas fraudes.

Por que o controlador arcaria com todos os prejuízos?

Segundo Silvio Santos é para manter a boa imagem que o grupo tem no mercado. Vejam essa entrevista bizarra à folha de São Paulo.

O princípio contábil da entidade

Por esse princípio, a pessoa jurídica do Panamericano é totalmente distinta da pessoa jurídica do Grupo Controlador.

Não há como “transferir” a fraude de um CNPJ para outro.

Agora, a forma contábil para que os R$ 2,5 bi saim de um CNPJ (GSS) e entrem em outro (BPNM), pelo jeito, também é confidencial…

Mas não por muito tempo, só até o próximo balanço trimestral, no máximo.

Os acionistas atuais.

Não dá para saber o que acontecerá com as ações, pois as informações mais importantes são confidenciais. Mas que tenham em mente uma coisa: estão correndo risco imponderável, risco de falta de informação confiável.

O risco é da mesma natureza do que os acionistas correram com a Sadia e com a Aracruz. A primeira notícia da Sadia dizia que o rombo era de R$ 700 milhões. Bom, só sei que o passivo da Sadia saiu de R$ 5 bilhões para R$ 13 bilhões em pouco mais de 3 meses. O rombo era um pouquinho maior…

O valor patrimonial do BPNM, em 2009, era de R$ 5,38, superior à cotação de agora.

Se o dinheiro entrar no balanço sem contrapartidas no patrimônio líquido e sem diluição, pode ser que o banco volte a ser uma boa opção, naturalmente com outra direção e outro foco.

Por fim…

Não há conclusão possível, com tão poucas informações.

Eu só lamento que um episódio tão importante fique cercado de tantas inconsistências.

A inconsistência maior é quanto à opção por capitalizar o grupo controlador, em vez de deixar o BC intervir no banco e, eventualmente, liquidá-lo.

Fica difícil aceitar que o BPNM seja tão importante assim para causar risco sistêmico.

Talvez eles saibam de coisas que nós não sabemos. Se é assim, temos que torcer para que tenham sido sábios, pois uma crise bancária seria o pior dos mundos para esse novo panorama econômico positivo que acreditamos para os próximos anos.

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O Método dos Aportes Dobrados – Técnicas para gestão de aportes em carteira própria e em fundos de Ações

Posted on 11/11/2010. Filed under: Finanças |

Gestão de carteira, segundo o livro “O Mercado de Ações em 25 Episódios

No livro acima citado há um “episódio” que estuda os efeitos da gestão de carteira pessoal, dividindo o portfolio em 50% de títulos de renda fixa e 50% em ações (índice).

Pelo método, o investidor deveria ajustar a carteira para os percentuais iniciais toda vez que houvesse uma discrepância entre os montantes de 5%, 10%, 20%, 30% ou 40%.

Ficou evidente que uma gestão ativa ofereceu resultados melhores (com base nos últimos 11 anos) do que uma gestão passiva.

Muitos investidores seguem esse modelo, alguns com outros blends entre renda fixa e renda variável, tais como 20%-80%, 30%-70% e assim por diante.

Mas e como cuidar dos aportes regulares (mensais, semanais, bimestrais etc.)?

Alguns investidores perguntam se há alguma estratégia OBJETIVA para distribuir seus aportes mensais em fundos ou em carteira própria.

Antes de prosseguir, vale um parênteses sobre o que seria uma estratégia de verdade e uma pseudo-estratégia.

Quando o investidor diz que faz aportes regulares, e quando a bolsa cai ele aumenta o valor dos aportes, não está definindo uma estratégia, pois faltam parâmetros objetivos para que ela possa ser testada.

Falta definir a periodicidade, os valores, o incremento no aporte, enfim, não é uma estratégia OBJETIVA o suficiente para virar um estudo.

A seguir será testada uma estratégia objetiva que pode ajudar os que querem fazer aportes regulares, mas não querem perder boas oportunidades geradas pela oscilação natural da bolsa.

O Método dos Aportes Dobrados

É um método simples, que consiste em dobrar o aporte do mês anterior, caso a bolsa (ou a ação, ou a cota do fundo) esteja em queda. Naturalmente reduzir à metade caso esteja em alta.

Para o estudo, consideram-se os seguintes parâmetros:

  • Período: de Janeiro de 1998 a Outubro de 2010 (154 meses)
  • Caso 1: Aporte mínimo de R$ 100,00 e máximo de R$ 800,00
  • Caso 2: Aporte mínimo de R$ 100,00 e máximo de R$ 3.200,00
  • Caso 3: Aporte mínimo de R$ 100,00 e máximo de R$ 12.800,00

Vai ser simulada a compra do Ibovespa ao final de cada mês do estudo. O aporte inicial será de R$ 100,00. Os aportes subseqüentes serão dobrados, caso o índice caia ao final do mês seguinte, ou reduzidos à metade, caso a bolsa suba (respeitando os limites expostos acima).

Para efeito de comparação, será feita a mesma simulação só que com o valor médio dos aportes (sem dobrar ou reduzir à metade). Dessa forma a comparação fica precisa, pois o volume total aportado nos 154 meses será idêntico.

Veja na tabela a seguir o exemplo para o primeiro ano.

Em janeiro de 1998 R$ 100,00 comprariam 0,0103 do Índice, que estava em 9.720 pontos. Nos meses seguintes não houve alteração do aporte, pois a bolsa subiu.

Na primeira queda, em abril de 1998, o aporte foi dobrado para R$ 200,00. O aporte foi dobrado para R$ 400,00 em maio e para R$ 800,00 em junho, pois a bolsa continuava em queda.

Já em julho a bolsa apresentou alta novamente, portanto o aporte foi reduzido à metade. É importante lembrar que devem ser respeitados os limites dos casos propostos no estudo (R$ 100 a R$ 800 no caso 1, R$ 100 a R$ 3.200 no caso 2 e R$ 100 a R$ 12.800 no caso 3).

Resultados

Em todos os casos foi melhor utilizar o Método dos Aportes Dobrados do que aportar valores idênticos, ao menos para o período estudado.

Caso 1: Aporte mínimo R$ 100,00 e aporte Máximo R$ 800,00

  • Total aportado: R$ 41.800
  • Média dos aportes: R$ 271,43
  • Patrimônio total ao final de 154 meses: R$ 174.945 – Usando o Método
  • Patrimônio total ao final de 154 meses: R$ 156.294 – Sem usar o Método
  • Quem usou o método obteve um patrimônio 11,93% maior.
  • Rentabilidade anual com o método: 11,80%
  • Rentabilidade anual sem o método: 10,82%

Caso 2: Aporte mínimo R$ 100,00 e aporte Máximo R$ 3.200,00

  • Total aportado: R$ 86.200
  • Média dos aportes: R$ 559,74
  • Patrimônio total ao final de 154 meses: R$ 399.157 – Usando o Método
  • Patrimônio total ao final de 154 meses: R$ 322.309 – Sem usar o Método
  • Quem usou o método obteve um patrimônio 23,84% maior.
  • Rentabilidade anual com o método: 12,69%
  • Rentabilidade anual sem o método: 10,82%

Caso 3: Aporte mínimo R$ 100,00 e aporte Máximo R$ 12.800,00

  • Total aportado: R$ 202.900
  • Média dos aportes: R$ 1.317,53
  • Patrimônio total ao final de 154 meses: R$ 1.093.578 – Usando o Método
  • Patrimônio total ao final de 154 meses: R$ 758.660 – Sem usar o Método
  • Quem usou o método obteve um patrimônio 44,15% maior.
  • Rentabilidade anual com o método: 14,03%
  • Rentabilidade anual sem o método: 10,82%

Considerações sobre os resultados

É natural que os valores máximos e mínimos sejam estabelecidos pela capacidade financeira do investidor, mas é bem claro que o método funcionou em todos os casos, e quanto maior a disponibilidade financeira para dobrar o aporte, mais dilatada ficou a diferença entre usar e não usar o método.

As rentabilidades anuais podem parecer pequenas, mas é importante lembrar o seguinte:

  • O índice não é um indicador de qualidade dos ativos, mas de seu volume de negociação. Houve inúmeras empresas e fundos, nesse mesmo período, com resultados muitíssimo superiores aos do índice.

O Método funciona mesmo para variações aleatórias

Como último teste, foi feita uma simulação considerando valores aleatórios entre 5.000 e 73.000 no período de janeiro de 1998 e outubro de 2010.

Mesmo assim quem tivesse utilizado o método, teria alcançado um resultado 30% superior.

A fonte dos dados está na planilha que pode ser baixada aqui.

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Panamericano – Nota Incompreensível… ou não?

Posted on 10/11/2010. Filed under: Finanças |

Nobres leitores,

A direção do Panamericano acaba de soltar uma nota esquisitíssima.

Vejam a íntegra aqui.

Segundo o banco, o aporte de R$ 2,5 bilhões não gerará encargo nenhum. Também não gerará diluição e nem haverá aumento de capital.

Olha, qualquer um sabe que a entrada de dinheiro em uma empresa tem contrapartidas contábeis.

Ou vem através de empréstimo, que não é o caso, pois quem pediu o dinheiro foi o controlador. Ou vem através de aporte de capital, o que seria feito com a emissão de novas ações, com conseqüente diluição dos acionistas atuais.

Como a nota AFIRMA que não haverá essas contrapartidas listadas. Eu só consigo ver uma forma desse dinheiro entrar:

– Como pagamento direito para cobrir um empréstimo feito em benefício do próprio controlador.

É o único jeito desse aporte ter tratamento contábil que não prejudique o acionista.

Só há um furo nesse história. Não sou profundo conhecedor das regras do FGC, mas pelo que entendo, seu dinheiro só poderia ser levantado por uma instituição financeira em risco de solvência.

Não vejo sentido em permitir que o controlador de um banco pegue dinheiro do Fundo Garantidor de Crédito.

Essa história precisa ser melhor explicada, mas com essa nova informação já não é tão claro que o minoritário será prejudicado.

Se o aporte for um “pagamento” feito pelo controlador, entrará como receita ou equivalente.

Enquanto isso, esperamos os desdobramentos…

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Quebra do Panamericano – Quais os impactos?

Posted on 10/11/2010. Filed under: Finanças |

Senhores, muita atenção!

A notícia de fraude no banco de Sílvio Santos pode parecer inofensiva, mas requer muita diligência por parte das autoridades e muita atenção por parte dos investidores.

O grupo controlador requereu um empréstimo de R$ 2,5 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito, para conseguir o valor o Sílvio Santos, segundo boatos, deixou todo o seu patrimônio em garantia.

Esse fundo tem juros interessantes para quem pega empréstimo e o prazo também é ótimo, 10 anos com 3 de carência, mas assusta que um banco mínimo tenha requerido quase 10% do saldo do FGC.

Para mais informações, leia aqui.

As implicações políticas

Há muitas inconsistências no processo, como a compra de 49% do banco pela CAIXA, com aprovação RECENTE do Banco Central. O fato de o grupo controlador preferir um empréstimo gigante a uma intervenção do BC pode mostrar confiança numa recuperação, ou medo de que o BC desarme a bomba e deixe o controlador na lona.

Não me sinto à vontade para tratar desses temas políticos, pois há poucos dados e muitas ilações. Não dá para trabalhar com um mínimo de ciência.

Quais os riscos?

Para o sistema financeiro são baixos, caso a fraude esteja confinada a um único banco. Outros bancos já foram incorporados durante a crise, como o BV, talvez o Panamericano estivesse “nadando pelado” sozinho.

Se houver problemas nos créditos consignados e de veículos em outros bancos pequenos, é possível que o BC tenha que intervir e promover a incorporação desses bancos por outros maiores. Mas isso é especulação, não dá para saber.

Por que os outros bancos pequenos desabam?

Medo. Medo de que haja mais bancos “nadando pelados”. Se a maré baixar…

Nós temos um banco pequeno na carteira, o Banestes. Os investidores estão batendo firme no BEES hoje, porém eu tenho dificuldade para associar o Banestes com o Panamericano.

O Banestes é um banco público, com um fluxo de caixa que lhe permite pagar 6% a.a. sobre seu patrimônio líquido a título de dividendos mensais (o que dá perto de 0,4% ao mês ao nosso clube).

Pode ser que haja algum esqueleto invisível, mas não consigo ver relação entre esses pequenos bancos que oferecem crédito para tudo e para todos e o Banestes. De qualquer forma, nosso risco está limitado a 6% da carteira.

Por que compram o Panamericano?

Isso eu não entendo. O banco já movimentou, até agora (13:00h), 100 milhões de reais e tem gente comprando a R$ 5,00 (fechou ontem em R$ 6,77).

Gente, um banco que tem patrimônio líquido de R$ 1,3 bi, valor de mercado de R$ 1,2 bi (preço de hoje), carteira de R$ 12 bi e pede R$ 2,5 bi só para fazer frente a fraudes contábeis, me desculpem, mas quebrou.

Para manter a proporção, seria como se o Itaú pedisse R$ 100 bilhões para o FGC (que só tem R$ 25 bi).

Não entendo por que compram. Se eu fosse acionista do banco ficaria felicíssimo com esses compradores que me dão a oportunidade de sair de um ativo com APENAS 30% de perda.

Os caminhos de saída para o Panamericano são:

– Resolver sua vida com o aporte;
– Ser incorporado pela caixa;
– Receber intervenção do BC.

Em qualquer um dos casos, não vejo como o minoritário possa se beneficiar num prazo mínimo de 3 a 5 anos.

Ou eles acham que o controlador vai aportar R$ 2,5 bi, dando todos os seus bens em garantia, para livrar a cara do minoritário?

Por enquanto estou perdido, sem entender o motivo de haver tantos compradores.

Vamos esperar os desdobramentos para ver se há algo que não estamos vendo.

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Wall Street 2 e Leituras para o fim de semana 05/11 a 07/11

Posted on 04/11/2010. Filed under: Finanças |

Antes de passar a lista dos posts para o final de semana, um comentário sobre o filme Wall Street 2, com Michael Douglas no papel do inesquecível Gordon Gekko.

Bom, o filme é bom para quem conhece os jargões de mercado (em inglês, pois a tradução não é de profissionais de bolsa), mas será meio sem sentido para quem não entende.

Coisas como CDS, margem, alavancagem entre outras estão presentes em muitas piadinhas do filme.

Bom, mas quero aproveitar o filme para recuperar um post/email importante que escrevi em 2008. Gekko considera os CDS (credit default swaps) como WMD (armas de destruição em massa).

Concordo integralmente com ele. Alguns dizem que os CDS são uma ótimo idéia, mal fiscalizada. Eu discordo. Acho uma péssima idéia e, thanks God, o governo americano vem desmontando essa bomba de USS 60 trilhões.

Para os que gostam do assunto, recomendo os posts a seguir:

Vou falar uma besteira econômica – de 10/10/2008

A Argentina e o pôquer – de 21/10/2008

Tratam de um tema espinhoso, mas são bem engraçados.

Durante os últimos dias coloquei alguns posts interessantes que estão na lista a seguir.

Leitura para o final de semana:

Itaú Unibanco Resultados 3T10

EZTEC Resultados 3T10

Usiminas Resultados 3T10

Bradesco Resultados 3T10

Vale Resultados 3T10 Guia para Leitura do Release

Ecodiesel Atualizações 26/10/2010

Revista Canadense sobre o Método INI

26/10 Novas Análises do BB no site do INI

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Itaú Unibanco – Resultados 3T10

Posted on 04/11/2010. Filed under: Finanças |

O Itaú não faz parte diretamente da carteira de nosso clube, mas é responsável por mais de 70% do resultado da Itaúsa, que está no clube desde sua fundação.

O Itaú está com múltiplos bem próximos dos encontrados para o Bradesco, pois seu lucro cresceu bastante com a incorporação do Unibanco.

Veja na tabela abaixo e no link para o Arquivo PDF com a Análise do BB, diretamente do site do INI.

3T10ITAU.pdf

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EZTEC – Resultados 3T10

Posted on 04/11/2010. Filed under: Finanças |

A EZTEC entrou na carteira de nosso clube há alguns meses e foi uma das ações de melhor rentabilidade no portfolio, perdendo somente para Marcopolo e Equatorial.

Os motivos que levaram a EZTEC à carteira do Stratocaster foram:

  • Estar situada em um mercado em forte expansão.
  • Menor P/L entre as construtoras/incorporadoras do mercado. À época menos de 7, hoje menos de 9.
  • Endividamento mais baixo, próximo a 20% do ativo.
  • Endividamento líquido negativo, ou seja, é credora e não devedora.
  • À época, o VPA estava quase no mesmo patamar do preço da ação. P/VPA < que 1.

Pois a leitura do release de resultados mostra que os itens acima não mudaram, exceto a valorização expressiva da ação que fez com que seu preço se distancia-se do VPA (patrimônio líquido).

Ver o release aqui.

Riscos para a companhia:

Queda na oferta de crédito.

Não é visível ainda, mas os bancos precisarão de funding para continuar a emprestar a juros atraentes, ou dependerão da manutenção dos subsídios do governo federal.

Hoje é possível conseguir empréstimos de 4,5% ao ano a 9% ao ano, bem menores do que a taxa de juros da economia.

Se o volume de depósitos em poupança e no FGTS continuarem crescendo, é possível que o funding esteja garantido, mas se não ocorrer, a única saída estrutural é a redução de juros. Um banco não pode tomar a 10,25% e emprestar a 9%. Enquanto o dinheiro vier da poupança, do FGTS ou de subsídios governamentais, ok, mas se isso for reduzido pode afetar as vendas da empresa.

Redução no próprio déficit habitacional e concorrência

Como será possível ver na tabela a seguir, não tem sido fácil para a EZTEC manter o crescimento das receitas como nos anos anteriores. O crescimento no acumulado de 12 meses está em menos de 20%.

A concorrência é grande, principalmente na região onde a EZTEC opera.

Em resumo…

Não houve mudança significativa nos números da empresa e as expectativas estão se verificando na prática.

Continua com P/L e P/VPA mais baixo que o de seus pares, além de apresentar alavancagem baixa.

Veja tabela a seguir:

 

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  • Disclaimer

    Este blog é um ambiente privado para expor opiniões, estudos, reflexões e comentários sobre assuntos ligados a finanças, bolsa de valores, economia, política, música, humor e outros temas.

    Seus objetivos são educacionais ou recreativos, não configurando sob nenhuma hipótese recomendação de investimento.

    O investidor consciente deve tomar decisões com base em suas próprias crenças e premissas. Tudo que lê ou ouve pode ser levado em consideração, mas a decisão de investimento é sempre pessoal. Tanto na escolha de ações para carteira própria, quanto na escolha de gestores profissionais para terceirização da gestão.

    O Autor espera que os temas educacionais do blog possam ajudar no desenvolvimento e no entendimento das nuances do mercado de ações, mas reitera que a responsabilidade pela decisão de investimento é sempre do próprio investidor.

    Sejam bem vindos!

  • Paulo Portinho

    PAULO PORTINHO, engenheiro com mestrado em administração de empresas pela PUC-Rio, é autor do Manual Técnico sobre o Método INI de Investimento em Ações, do livro "O Mercado de Ações em 25 Episódios" e do livro "Quanto Custa Ficar Rico?", os dois últimos pela editora Campus Elsevier.

    Paulo atuou como professor na Pós-graduação de Gestão Social da Universidade Castelo Branco e na Pós-graduação oferecida pela ANBIMA de Capacitação para o Mercado Financeiro.

    Atuou como professor da área de finanças e marketing na Universidade Castelo Branco e no curso de formação de agentes autônomos do SINDICOR.

    Como executivo do Instituto Nacional de Investidores - INI (www.ini.org.br) entre 2003 e 2012, ministrou mais de 500 palestras e cursos sobre o mercado de ações, sendo responsável pelo desenvolvimento do curso sobre o Método INI de Investimento em Ações, conteúdo que havia chegado a mais de 15.000 investidores em todo o país, até o ano de 2012.

    Representou o INI nas reuniões conjuntas de conselho da Federação Mundial de Investidores (www.wfic.org) e da Euroshareholders (www.euroshareholders.org), organizações que congregam quase 1 milhão de investidores em 22 países.

    Atuou como articulista do Informativo do INI, do Blog do INI, da revista Razão de Investir, da revista Investmais, do Jornal Corporativo e do site acionista.com.br. Foi fonte regular para assuntos de educação financeira de veículos como Conta Corrente (Globo News), Infomoney, Programa Sem Censura, Folha de São Paulo, Jornal O Globo, entre outros.

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