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O pior BC do mundo II

Posted on 17/11/2009. Filed under: Finanças, Política |

O Banco Central do Brasil, o câmbio livre e o nosso Lehman Brothers

 

Da introdução do Real-URV em 1994, até o presente (outubro de 2009), pode-se dizer que o Brasil experimentou 3 momentos de desequilíbrio nas forças que determinam a taxa de câmbio.

Em janeiro de 1999, com a implosão do regime de bandas cambiais, ocorreu a primeira maxidesvalorização do Real, com conseqüências sérias, algumas ruins e outras boas, para a economia brasileira.

Durante a eleição presidencial de 2002 houve severa restrição de crédito para as empresas brasileiras, culminando com outra maxidesvalorização, menos aguda, entre abril e outubro de 2002.

Entre julho e dezembro de 2008, principalmente motivada pelo pânico que se instalou nos mercados naquele ano, houve a terceira maxidesvalorização do Real.

Há semelhanças e diferenças entre os 3 períodos. Há erros e acertos em todos os momentos, porém são poucos os textos, ao alcance dos não-economistas, comparando as máxis. O presente artigo vai buscar preencher uma pequena parte desse grande lacuna.

É uma discussão fundamental, pois o Brasil volta e meia fraqueja e permite que idéias voluntariosas, heterodoxas e “salvadoras” retardem nosso desenvolvimento. Basta ter em mente os planos econômicos milagrosos da década de 1980, que duravam até a eleição seguinte. Às vezes nem isso…

 

O regime de bandas cambiais, as eleições de 1998, Francisco Lopes e o STJ

Após a criação do Real-URV, em 1994, o Brasil passou por um período de pouca turbulência no câmbio, que perdurou até o início de 1999. E terminou mal.

Os brasileiros adultos naquele período devem lembrar que era possível comprar dólar a menos de R$ 1,00. Em janeiro de 1995 US$ 1 dólar valia R$ 0,84, coisa impressionante para a época. E mais incrível, o dólar paralelo chegava a custar ainda menos.

As justificativas para a adoção do modelo de câmbio controlado e barato foram muitas. O Brasil precisava controlar a inflação e manter o câmbio barato permitia comprar bens do exterior por preço menor. O Brasil precisava modernizar seu parque industrial, no que o câmbio barato também ajudou.

Ocorre que as bandas são controladas pelo governo, mas a economia mundial não é.

Os anos de 1997 e 1998 foram desastrosos para a economia mundial. Em 1997 as economias dos chamados Tigres Asiáticos sofreram uma enorme fuga de capitais, culminando em elevação sem precedentes nas taxas de juros, severa desvalorização das moedas locais e queda no PIB. Em maio de 1997 caíram as economias da Tailândia, Indonésia, Malásia e das Filipinas. Em outubro a crise contaminou Hong Kong, Taiwan, Coréia do Sul e Cingapura.

O Brasil sofreu um pouco com essa crise, teve que elevar os juros para conter a saída de capital, mas logo a situação se acalmou e as reservas cambiais cresceram e atingiram US$ 73 bi em abril de 1998.

O ano de 1998 foi bem mais severo com o país. Como a crise Asiática derrubou o valor das commodities, o governo Russo, país altamente dependente da exportação de commodities, decidiu pela moratória de sua dívida de curto prazo, arrasando os mercados internacionais. As reservas brasileiras secaram. Foram de US$ 73 bilhões em abril de 2008 para US$ 35 bilhões em janeiro de 1999. Talvez alguns leitores lembrem, no auge do ataque contra o Real chegava a sair US$ 1 bilhão em apenas um dia.

As eleições e o regime de bandas

O regime de bandas começou a ratear e falhar ainda em 1997. O Brasil teve que subir juros a patamares insustentáveis para segurar essa política.

O ex-presidente Cardoso, em suas memórias, disse que a equipe econômica “tinha medo” do que poderia acontecer se o regime cambial fosse modificado. A decisão, então, foi postergada até o limite do poder do Banco Central, o que ocorreu no início de 1999.

No Brasil sempre há especulações políticas. O Dólar barato, chamado na galhofa de “bolsa-Miami”, ajudaria Cardoso na tentativa de reeleição, por isso foi mantido, mesmo sendo considerado pelo mercado como non sense econômico. Se a decisão foi política, é algo irrelevante para a análise econômica pretendida neste artigo. Deixemos aos analistas políticos.

Francisco Lopes e o “nome do monstro”

Acreditava-se que Gustavo Franco era o “patrocinador intelectual” da política de bandas cambiais. Ao tornarem-se insustentáveis foi demitido assumindo Francisco Lopes. Esse último criou uma expressão bombástica, a “banda diagonal endógena”, talvez na esperança de que o mercado não entendesse o que isso significava, forçando-se a não cutucar o novo modelo brasileiro.

O palavrão durou 48 horas. O Real saiu de R$ 1,21, em 12/1/2009, para R$ 2,16, em seu pior momento, no dia 03/03/1999, 78% de alta.

Ao deixar o câmbio livre o Brasil racionalizou uma parte bem desequilibrada de sua economia, até então. A forte desvalorização do Real permitiu um incremento na competitividade das exportadoras brasileiras. Esse foi um ponto positivo, em meio a tantos negativos.

Banco Marka, Fonte Cindam e um juiz do STJ

Todos os agentes econômicos, do tubarão à sardinha, davam como favas contadas o fim do regime controlado do câmbio. Um estagiário de economia do Banerj poderia acertar, com facilidade, o mês em que viria a queda. Mas sempre tem alguém para acreditar no governo, ou tentar ganhar apostando no azarão, ou com supostas informações “privilegiadas”. Quem sabe?

Dois que apostaram e quebraram, foram os Bancos Marka e Fonte Cindam, o primeiro do famoso banqueiro Salvatore Cacciola, que hoje cumpre pena em regime fechado no Rio de Janeiro.

Mas não foram somente eles que acreditaram no regime de bandas cambias e no dólar barato. No Brasil, à época, era muito comum tomar empréstimos com correção baseada no câmbio.

Quem comprou carros, por exemplo, com leasing atrelado ao dólar, viu suas prestações dispararem de uma hora para outra. Enquanto o dólar flutuava pouco, era uma grande esperteza, mas quando as apostas viraram, os consumidores correram para o judiciário brasileiro. E ganharam!

O STJ julgou procedente o pedido de revisão dos contratos atrelados ao câmbio, sob o pressuposto de “imprevisibilidade”, “ônus excessivo”, “fato superveniente, imprevisto e indesejado pelos contratantes”.

Assim como a constituição de 1988 acabou com a pobreza com uma só canetada, o judiciário brasileiro resolver acabar com o risco.

Como dizem nossos patrícios portugueses, coisas de Vera Cruz.

 

As eleições de 2002, a nova máxi e a festa da bolsa

É importante o leitor ter em mente uma característica da volatilidade. Ela gera mais volatilidade. Há sempre muitos operadores de curto prazo e é nesses momentos que eles ganham muito e perdem muito. As forças especulativas crescem demais com essas oportunidades.

Passado aquele momento inicial, que elevou o câmbio a R$ 2,16 no início de 1999, o câmbio se estabilizou perto de R$ 1,70, subindo gradualmente e sem sustos até o início de 2001.

Aliás, o ano de 2001 também foi daqueles para o Brasil e para o mundo. Além do default (expressão glamorosa para expressar calote) argentino, que simplesmente arrasou o comércio do Brasil com aquele país, houve o trágico 11 de setembro. Para culminar, em 2001 ainda houve o início do racionamento de energia no país. O famoso “Apagão”.

A economia estava em frangalhos no início do ano eleitoral de 2002 e ainda havia a possibilidade de mudança nas diretrizes de política econômica.

Outra regrinha importante: dinheiro só entra em lugares de onde pode sair.

Como o Brasil tinha reservas pequenas, os credores internacionais das empresas brasileiras reiteradamente não “rolavam” as dívidas em dólar. Era preciso pagar, o que gerou uma pressão de compra de dólares muito grande, fazendo com que a divisa norte-americana voasse. Não faltou analista prevendo o dólar a R$ 6,00 em 2003, assim como não faltava analista prevendo o Ibovespa em 100.000 pontos em 2008.

Em 10/04/2002 o dólar estava em R$ 2,27. Em 22/10/2002, pouco antes do segundo turno das eleições, a verdinha foi a R$ 3,95 na cotação de fechamento. De novo, mais de 70% de elevação.

Quem estava na nave Brasil naquela época sentiu medo, muito medo.  

 

A possível ruptura na política econômica

Os anos seguintes demonstraram que não houve ruptura severa com a política econômica de Cardoso. O tripé formado por juros altos, metas de inflação e superávit primário funcionou até o início de 2009. Os juros estão mais baixos, mas o superávit também ficou menor. Uma coisa compensará a outra? Muito cedo para dizer.

Porém, em 2002, possivelmente por força das eleições, os candidatos, principalmente o de oposição, não aceitavam detalhar suas políticas econômicas. Atiraram no que viram (votos) e acertaram no que não viram (base para crescimento econômico).

Um famoso cantor brasileiro utilizava a técnica do “ouvido arrasado” para criar um primeiro impacto positivo em suas platéias. Ele colocava uma música ambiente insuportável antes dos shows. Coisas de zumbido de abelha misturado com chuveiro pingando. Não dava outra, o que vinha depois era sempre ótimo, até Macarena.

Aquele bagunça cambial criou um clima de terra arrasada na economia brasileira. Com empréstimo-ponte de US$ 30 bilhões com o FMI e tudo o que uma terra arrasada merece.

Porém, o dólar valorizado serviu de alavanca para a impressionante escalada das exportações brasileiras. De uma hora para outra, os produtos brasileiros ficaram 40% mais baratos para os clientes no exterior. Os balanços das exportadoras, de 2002 a 2007 demonstram com clareza esse impacto.

 

O Banco Central impotente

Durante esses anos o Brasil tinha uma elevada dívida externa, baixas reservas internacionais e déficits nas operações em moeda estrangeira, ou seja, não agregava atributos para enfrentar qualquer turbulência mais séria no câmbio.

Ao menor sinal de instabilidade no mundo emergente, voavam os dólares daqui. Filosofia de “último a sair, apague a luz” ou “farinha pouca, meu pirão primeiro”. Quem tinha dinheiro aqui queria sair o quanto antes, pois sabia que o governo não teria como honrar uma saída maciça de dólares.

Isso aconteceu com a Argentina ao final da paridade com o dólar e, recentemente, com a Islândia, nesse caso por falta de Euros.

O Banco Central não tinha saída ortodoxa. Não havia qualquer opção, daquelas escritas em livros-texto de economia, a aplicar. Só juros altos, empréstimos-ponte e a conversa tranqüilizadora.

Quem reclamava, provavelmente queria alguma coisa voluntariosa, talvez uma moratória. Aliás, a única opção heterodoxa plausível era essa. Havia gente pedindo para baixar os juros. Seria como estancar um furo no casco do navio, dando-lhe um tiro de canhão. A realidade é muito diferente dos sonhos voluntariosos e “roxos”. Collor que o diga.

 

O Brasil Forte!

Seis anos mais tarde, em meados de 2008, o Brasil ostentava uma posição bem diferente. A dívida externa não existia, o Brasil era credor líquido em moeda estrangeira, as reservas atingiam US$ 209 bilhões e o fluxo de dólares era positivo.

A diferença, em termos bem simples, é que antes o dólar era um bem escasso no país. Não havia reservas suficientes para bancar os compromissos externos, em caso de retiradas maciças. Em meados de 2008 a situação era diversa, o dólar era abundante. Aliás, em todo o mundo.

Os EUA cultivaram déficits gêmeos por alguns anos, cujo financiamento inundou o planeta com dólares.

A diferença em termos de conjuntura mundial, também era grande. A incrível falta de dólar da década de 1990 e início dos anos 2000, que levaram à lona os tigres asiáticos, a Rússia, a Argentina, o México e o Brasil, sem falar nos países de menor expressão econômica, transformou-se em uma abundância nunca vista.

Há trilhões de dólares nas mãos de governos estrangeiros. Ninguém quer isso tudo, mas não pode vender, sob o risco de desvalorizar suas próprias reservas.

 

O discurso do Banco Central

Com respaldo em números tão bons, o Banco Central cansou de dizer que o Brasil não corria riscos de ataque à sua moeda. Dizia que o BC tinha instrumentos para evitar esse tipo de ação especulativa. E estava correto. Tinha mesmo.

Além desse discurso, havia outro, levemente incongruente com o primeiro. O BC dizia que o dólar não tinha teto nem piso, ou seja, flutuaria livremente. São afirmações que só conseguem coexistir em épocas de calmaria, pois num ataque especulativo o dólar iria testar cotações muito altas ou muito baixas, e o BC teria que agir. Afinal é para isso que o Brasil tem reservas, para dar liquidez a quem quiser sair.

Câmbio flutuante flutua. Mas livrar o Brasil de flutuações que prejudiquem a economia é função do BC. E em 2008, de um BC forte e armado até os dentes.

 

Aracruz e os derivativos de crédito e câmbio

Todos sabem, a esta altura, o que aconteceu com a Aracruz, Sadia, VCP e outras centenas de empresas brasileiras por conta da última máxi do Real.

Naturalmente os contratos não foram mostrados, não dá para conhecer em detalhes o que houve com as empresas, mas a idéia básica era que os bancos ofereciam crédito às exportadoras com um derivativo de câmbio atrelado. Algumas empresas utilizaram esse instrumento de forma alavancada, numa eventual disparada do câmbio poderiam quebrar. E muitas quebraram.

Alguém ganhou, sem dúvida, com essa disparada do dólar.

Os bancos estrangeiros envolvidos na operação da Aracruz (os mais conhecidos) eram: Merrill Lynch, JP Morgan, Citi, Goldman Sachs, Deutsche, BNP Paribas, ING e Barclays. Alguns deles estiveram próximos da bancarrota em 2008.

Não há uma estimativa completa sobre as perdas impostas pela súbita desvalorização do Real às empresas que tinham empréstimos atrelados ao dólar, alavancados ou não. Mas só nas principais empresas com ações na bolsa, seria conservador falar em algo superior a R$ 40 bilhões.

E isso é perda mesmo. Dinheiro rasgado, jogado no lixo. No lixo, não, no bolso de quem ganhou na outra ponta do derivativo.

 

A terceira máxi

Todas as operações contratadas ocorreram depois de 6 anos de queda ininterrupta do dólar. Em 2008, até o meio do ano, a força das contas externas do país e o bom clima na economia mundial, até então, fizeram o dólar atingir R$ 1,5581 em 01/08/2008. Em 05/12/2008 a moeda americana chegou a R$ 2,4996 na cotação de fechamento. Totalizando 61% de alta em pouco mais de 4 meses.

A ação do BC foi dar liquidez com poucas vendas de dólar à vista e muita venda de SWAPS cambiais, sob o pretexto de que isso iria proteger as reservas internacionais. E realmente protegeu. As reservas praticamente não caíram, pois os SWAPS tinham garantia de recompra no futuro próximo.

14 entre 10 economistas diziam que o BC só seguraria o dólar com vendas de moeda à vista. Ele não o fez, a prova disso é que as reservas foram pouco afetadas e o dólar subiu 61% em 4 meses.

Era um ataque especulativo? Foram os bancos estrangeiros, comprados em dólar e credores das empresas brasileiras, que forçaram essa escalada? Ninguém sabe e nem vai saber, até porque nada se fez de ilegal. As empresas brasileiras que se alavancaram com dólar barato também queriam ganhar na especulação.

O que foi mesmo que o BC fez?

 

A justificativa moral e o nosso Lehman Brothers

O Federal Reserve decidiu não ajudar o Lehman Brothers, que veio a quebrar e a desencadear o pânico nos mercados a partir de 15 de setembro de 2008.

A justificativa moral do Fed era simples: quem foi irresponsável deve quebrar!

Essa moralidade não durou mais que um piscar de olhos. Ao ver o caos instalado todos os dedos do mundo apontaram em uma só direção: Federal Reserve e sua infeliz decisão de deixar um banco com US$ 500 bilhões de papagaios pendurados em outros bancos, quebrar.

Depois disso, uma enxurrada de dinheiro dos contribuintes dos países desenvolvidos foi canalizada para salvar o sistema financeiro. Será que se o Lehman tivesse sido salvo, as turbulências teriam sido menores? Será que o volume de recursos injetados teria sido menor? Não vai se saber nunca.

O Banco Central brasileiro, ao permitir, repleto de armas para impedir, que o dólar tivesse outra máxi também apresentou justificativas morais, alardeando a irresponsabilidade dos administradores financeiros de centenas de empresas brasileiras, ao apostar no mercado futuro de câmbio.

Foi uma decisão válida do BC, não atuar de forma decisiva para conter a volatilidade do dólar e deixar os especuladores irresponsáveis quebrarem? Moralmente é uma beleza, não há dúvida. Assim como no caso do Lehman.

 

Os custos da operação que o BC NÃO fez

Não dá calcular precisamente uma ação que não aconteceu, mas as estimativas, à época, de quantos dólares seriam necessários para segurar o apetite dos compradores nunca passaram de US$ 50 bilhões.

Se ocorresse, o Brasil terminaria o período com US$ 159 bilhões em reservas, ainda com dívida líquida negativa (credor em dólar) e com fluxo positivo na balança comercial.

O custo moral (moral hazard) seria alto. Ajudar os especuladores das empresas brasileiras.

Só que desse custo o Brasil não fugiu. Aliás, ficou mais alto, pois se o BC vendesse dólares não perderia nada, só trocaria dinheiro A por dinheiro B. Mas qual foi o custo para o governo, direto e indireto, da operação de salvamento da Votorantim, Aracruz e Sadia?

 

O ano de 2009 e o perigo do câmbio controlado

O dólar voltou a cair fortemente, comprometendo o planejamento das empresas brasileiras e sua competitividade. Para segurar essa derrocada, o BC compra dólares. Já está com US$ 240 bi em reservas.

Seria ótimo, não fosse o fato de que o mundo discute, hoje, o que fazer com esse excesso de dólares nas economias. O BC vai chegar a quanto? US$ 300 bilhões?

Ressurgem as vozes clamando pela volta ao câmbio controlado. Curiosamente são as mesmas vozes que o criticavam em 1998.

São épocas diferentes. O BC em 1998 era raquítico, sem qualquer poder de reagir a ameaças externas. Hoje é poderoso, fortíssimo. Pode segurar qualquer evento especulativo racional contra o Real.

Só não age dessa forma. Ao menos, não a ponto de cumprir seu papel de “guardião da moeda”.

Intitular-se “guardião da moeda” sendo fraco e impotente, como em 1998, e afirmar que o dólar não tem piso nem teto, quando se é forte e poderoso, como em 2008, são duas atitudes aparentemente muito diferentes. Mas seus efeitos foram iguais: Maxidesvalorização do Real. Com todas as conseqüências perversas que isso possa ter.

 
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Entrevista CNN Internacional

Posted on 12/11/2009. Filed under: Finanças, Música |

 
Veja a reportagem conosco na CNN Internacional (com direito a Dire Straits)…
 
Ficou muito legal, muito Rock’n Roll!!!!
 
 
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Hugo Chávez, uma antologia…

Posted on 04/11/2009. Filed under: Humor, Política |

Hugo Chávez não me deixa mesmo trabalhar…
 
Sem grandes pesquisas na internet, relembro de alguns episódios cuja única justificativa racional seria uma incidência de sífilis neurológica no General.
 
Chávez resolveu mudar o fuso horário da Venezuela em 2008. A Venezuela está 4:30h atrás do fuso de Greenwich.
 
A justificativa não poderia ser mais brilhante: “Nossas criancinhas vão aproveitar mais a luz do sol”, “O metabolismo humano vai ser beneficiado” e coisas do gênero.
 
Naturalmente isso deve ter sido decidido num jogo de peteca no caribe venezuelano, entre Chávez e alguma autoridade científica da Venezuela, talvez um especialista em Che Guevara ou o autor do livro “Fidel, o Papa e a Democracia cubana”.
 
O ministro da ciência e tecnologia do Chávez, Hector Navarro, afirmou que “estudos científicos muito rigorosos determinaram que a atividade metabólica do ser humano está sincronizada com a luz do sol”.
 
Só não avisaram a ele que isso é sabido há 3.000 anos.
 
Talvez na Venezuela o teorema de Pitágoras seja tratado como grande descoberta científica bolivariana.
 
Só não entendo por quê 1/2 hora? Acho que ficaria mais anti-americano, mais bolivariano fazer um atraso de 32 minutos e 48 segundos.
 
Chávez diz que banhos de mais de 3 minutos são imperialistas!
 
Não foi bem isso…
 
Mas ele disse que toma banho em 3 minutos e fica cheirosinho.
 
A Venezuela tem escassez de bens de alta tecnologia, coisa que só os americanos e europeus sabem fazer: Papel Higiênico, Açucar, Arroz, Carne… coisas assim… ultra-sofisticadas.
 
Agora está com um problemaço de água. Pena que os Venezuelanos não possam tomar banho de gasolina. O litro custa o mesmo que um pão francês no Brasil.
 
Chávez manda os cientistas pararem com pesquisas “obscuras” e irem às favelas para se fazerem úteis!
 
Meses antes de fazer essa declaração, Chávez colocou um general como ministro da Ciência.
 
Tudo a ver, afinal ele precisa assinar um acordo com Irã para produção pacífica de energia nuclear.
 
Chávez parece mesmo pacífico. Aliás, fala com candura, parece até o Niemeyer daqui a uns 50 anos, quando completar seu terceiro bicentenário.
 
Pois é isso. Pesquisas bolivarianas já! Vamos estudar a revolução Russa e seus benefícios à agricultura ou o pensamento democrático de Stálin.
 
Hoje o caudilho diz:
 
Vá ao banheiro de lanterna!
 
Pois é. O cara que acordar no meio da noite para fazer um pipizinho (ou heavy duty) vai ter que ir de lanterna, pois não há energia nem para ir ao banheiro.
 
É claro que a culpa não é de Chávez! É dos ricos que têm ar-condicionado. É da classe média que toma muito banho. É dos shopping centers que têm luz na fachada.
 
O quêêêê????
 
Só porque a Venezuela é uma potência na área de energia, membro da Opep, ela não deveria ter apagão.
 
Só um imbecil neoliberal, conservador, republicano, obamista e vascaíno poderia dizer uma barbaridade dessas.
 
A culpa é da crasse duminanti.
 
Bom amigos, desculpem a intromissão para falar de subnitrato de pó de titica, mas esse cara, logo logo, vai trazer suas intervenções bolivarianas para o Mercosul.
 
Aliás, esse mesmo cara conta com centenas de milhares de milicianos civis, ao melhor estilo SS, para se proteger da invasão Ianque.
 
Se as coisas piorarem, não ficaria admirado se inventasse uma guerra com a Colômbia. No meio, as FARC, e a toda a produção de pó do planeta.
 
O que vai ter de gente aqui no RJ com crise de abstinência…
 
Aliás, inventar guerras e inimigos externos para apagar problemas internos é clássico. De Stálin a Bush, de Hitler a Sérgio Cabral.
 
Essa coisa de apagão é comum. A Califórnia, com o mesmo PIB do América do Sul e passa por isso todo ano. O Brasil teve problemas sérios em 2001.
 
A diferença é Chávez. Um irracional, iletrado, furibundo, fronteiriço e, pior, aspirante a comediante.
 
Vou mandar para o Chávez o telefone do Pedro Parente…
 
Quem sabe ainda dá tempo e os Venezuelanos possam voltar a tomar banho. Se não o cheiro vai ficar insuportável lá em Roraima…
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  • Disclaimer

    Este blog é um ambiente privado para expor opiniões, estudos, reflexões e comentários sobre assuntos ligados a finanças, bolsa de valores, economia, política, música, humor e outros temas.

    Seus objetivos são educacionais ou recreativos, não configurando sob nenhuma hipótese recomendação de investimento.

    O investidor consciente deve tomar decisões com base em suas próprias crenças e premissas. Tudo que lê ou ouve pode ser levado em consideração, mas a decisão de investimento é sempre pessoal. Tanto na escolha de ações para carteira própria, quanto na escolha de gestores profissionais para terceirização da gestão.

    O Autor espera que os temas educacionais do blog possam ajudar no desenvolvimento e no entendimento das nuances do mercado de ações, mas reitera que a responsabilidade pela decisão de investimento é sempre do próprio investidor.

    Sejam bem vindos!

  • Paulo Portinho

    PAULO PORTINHO, engenheiro com mestrado em administração de empresas pela PUC-Rio, é autor do Manual Técnico sobre o Método INI de Investimento em Ações, do livro "O Mercado de Ações em 25 Episódios" e do livro "Quanto Custa Ficar Rico?", os dois últimos pela editora Campus Elsevier.

    Paulo atuou como professor na Pós-graduação de Gestão Social da Universidade Castelo Branco e na Pós-graduação oferecida pela ANBIMA de Capacitação para o Mercado Financeiro.

    Atuou como professor da área de finanças e marketing na Universidade Castelo Branco e no curso de formação de agentes autônomos do SINDICOR.

    Como executivo do Instituto Nacional de Investidores - INI (www.ini.org.br) entre 2003 e 2012, ministrou mais de 500 palestras e cursos sobre o mercado de ações, sendo responsável pelo desenvolvimento do curso sobre o Método INI de Investimento em Ações, conteúdo que havia chegado a mais de 15.000 investidores em todo o país, até o ano de 2012.

    Representou o INI nas reuniões conjuntas de conselho da Federação Mundial de Investidores (www.wfic.org) e da Euroshareholders (www.euroshareholders.org), organizações que congregam quase 1 milhão de investidores em 22 países.

    Atuou como articulista do Informativo do INI, do Blog do INI, da revista Razão de Investir, da revista Investmais, do Jornal Corporativo e do site acionista.com.br. Foi fonte regular para assuntos de educação financeira de veículos como Conta Corrente (Globo News), Infomoney, Programa Sem Censura, Folha de São Paulo, Jornal O Globo, entre outros.

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