Archive for novembro \23\UTC 2017

O STF, Michel Temer, o Mercado e o único objetivo REAL do governo.

Posted on 23/11/2017. Filed under: Finanças, Política | Tags:, , , , , |

Hoje, dia 23/11/2017 o STF quase nos livrou da incrível excrescência do Foro Privilegiado, irrestrito e atemporal, para quase 55.000 autoridades públicas.

Por melhores que tenham sido os motivos para a criação da prerrogativa de Foro, o que ocorre hoje é uma vergonha. Qualquer crime, agressão a mulher, estupro, assassinato, roubo qualificado, latrocínio, participação em milícias, enfim, qualquer um, tendo sido cometido antes ou durante o mandato, dá prerrogativa de Foro às autoridades envolvidas.

Creio ser meio óbvio que o motivo da criação desse instituto não era entulhar tribunais superiores com estelionatários, traficantes, assassinos e estupradores comuns, com mandato. Mas é como funciona, como ficou evidente nos votos dos ministros.

Mas não salvou, conforme já havia sido antecipado na imprensa

Os meios de comunicação já haviam antecipado que algum ministro “alinhado aos foreiros” iria pedir vistas e, na prática, empurrar com a barriga, sem prazo, a decisão que já tem maioria.

A decisão que seria tomada hoje é ALVISSAREIRA. Só haverá foro para crimes cometidos durante o mandato e relacionados ao mesmo. Se for parlamentar e matar ou estuprar, primeira instância. Se estava respondendo na primeira instância ANTES de se eleger, continuará lá.

É o pesadelo dos políticos que buscam a eleição, desesperadamente, para evitar o julgamento pelo juiz natural. E o motivo é óbvio.

Relacionamento e indicação.

Enquanto em tribunais superiores há, por óbvio, um sistema de influências e de relacionamento entre os indicados e os políticos, às vezes não republicano, muito dificilmente um juiz natural fará parte da rede de influência do político-réu.

E é isso que não querem os parlamentares.

A justificativa de Toffoli foi meio ridícula, pois ele teve 177 dias desde a liberação do voto do relator e mais 56 dias para ler o voto parcialmente divergente do min. Alexandre de Moraes. Creio que tempo mais que suficiente para ao menos saber do que se trata a questão de ordem e o voto dos ministros. Ele afirmou que ainda “não estava clara” a questão.

Como não há o que fazer para evitar a sabujice, fazem o que querem sem qualquer accountability.

Temer e o paradoxo do “bom presidente forçado”.

Para entender a política brasileira não é preciso modelos sofisticados de pensamento. É tudo meio óbvio.

Os interesses são claros. As corporações, em todos os poderes (executivo, legislativo e judiciário) e em todos os níveis (federal, estadual e municipal) tem objetivo único de manter seu sistema de poder.

Quando um governante não privatiza, não é por ideologia de esquerda, mas por manutenção e/ou ampliação de seu poder de barganha, que o ajuda na perpetuação de seu sistema de poder.

Quando aparece uma inovação como o Uber ou o Netflix, as leis não são apenas relacionadas ao pagamento de impostos, mas ao controle dos empreendimentos. É preciso alvará, é preciso registro, é preciso carimbo, é preciso conteúdo específico, é preciso pedir benção ao Estado, é preciso dar ao governo a possibilidade de criar reservas de mercado para seus apoiadores, à custa da receita das empresas.

Quando o governo quer investimentos expressivos em infra-estrutura, ele cria regras que impossibilitam o agente privado de operar com lucro a juros de mercado. Daí ele acena com financiamento subsidiado público. Não há nada MENOS capitalista do que o capitalismo brasileiro.

Isso tudo dá poder de indicar QUEM VENCE no mercado brasileiro (lembram dos Campeões Nacionais?). E a máquina NÃO abre mão de poder e de legislar no sentido de controlar, e controlar significa também ter o poder de não controlar. A clássica criação de dificuldades para vender facilidades. Muitas vezes de forma não republicana.

Tinha uma lava-jato no meio do caminho, no meio do caminho tinha uma lava-jato

Goste-se ou não, por evidente a lava-jato abalou a estrutura desse sistema retroalimentado de perpetuação de poder.

Alguns amigos defendem Temer, chego a ouvir que é o melhor presidente da história brasileira (é isso mesmo, ouvi isso), por entender que as aprovações, ou tentativas de aprovação, de grandes reformas do Estado Brasileiro estão saindo no governo Temer. E duas reformas importantes realmente saíram, a trabalhista (que provavelmente vai ser destroçada pelas emendas parlamentares) e o teto de gastos (que é boa, mas não deveria livrar legislativo e judiciário).

E ainda há outras na fila, como a da previdência.

E aqui o paradoxo me choca, profundamente, pois a situação é tão óbvia e tão dantesca que deveríamos estar escandalizados.

Temer tem 2 chances de se livrar da cadeia.

A primeira chance é tornar-se uma eminência parda, uma força política inequívoca, o homem que pegou o Brasil quebrado e entregou uma economia pujante.

A outra chance é manter foro privilegiado através de alguma emenda constitucional que garanta isso a ex-presidentes, ou eleger comparsas para pegar um ministério.

Essa segunda chance, ao que parece, está sendo orquestrada no congresso, o que salvaria inclusive Lula e Dilma. Faz sentido que isso ocorra, pois há uma maioria de 2/3 de investigados, ou quase isso.

Mas a primeira chance é que me intriga.

Os amigos que apoiam Temer, certamente não o fazem por coadunarem-se com as práticas criminosas do presidente, nem por sua relação com a lata do lixo da política. Eles apoiam porque entendem que ele conseguiu reformas revolucionárias em pouco tempo, o que é bastante difícil aqui no Brasil. Ele destruiu o movimento sindical “fake”, aquele que existe apenas porque “existe o dinheiro, tem que gastar”, mas não representa ninguém. Isso é revolucionário no país.

Ainda há uma ampla agenda de redução dessas amarras estatais, com privatizações de grandes sistemas de “poder” na Eletronorte, Furnas, Itaipu etc. Adicionalmente, a redução do nefasto papel destruidor de valor e concentrador de renda do BNDES, abrindo espaço para um mercado de dívida privada pujante e um mercado de capitais funcional (por aqui isso não existe).

Alvíssaras, alvíssaras!!! Só que não…

O que fica claro de tudo isso é que, não só Temer, mas TODOS os políticos, sabem EXATAMENTE o que fazer para o país decolar, para a economia se livrar das amarras e crescer como gente normal. Normal aqui refiro-me a Peru, Chile e Colômbia, nada fancy, mas apenas países menos amarrados, que tem juros baixos, baixíssimo imposto sobre o consumo, aliança com países vitoriosos, repúdio ao bolivarianismo e outras facilidades à população.

Então temos uma grande maldição, eterna maldição, que ora está explicitada por Temer e sua desesperada tentativa de se livrar da cadeia, através da virtude econômica.

Somos, e aqui não me refiro apenas ao “zé povinho”, mas ao empresariado também, marionetes à espera dos movimentos que o governo nos permitirá fazer, no tempo em que ele quiser, o quanto quiser e até quando deixar.

Foi assim com as reservas de informática. Era assim com a proibição de importação de instrumentos musicais. É assim com tudo. Por isso confundimos riqueza da nação com tamanho do orçamento público.

Recuso-me a aplaudir

Não posso me conformar com o sistema títere-titereiro. Não posso achar normal que os políticos soltem as amarras da economia de acordo com a conveniência de um pequeno grupo de novos senhores do engenho, dosando a ração de comida e liberdade de seus escravos e de sua criadagem, aqueles que existem apenas para servi-los.

Não há NADA de liberal em Temer. Ele está apresentando um receituário óbvio, que nunca foi aplicado porque nós, os selvagens, não “merecemos” a liberdade de empreendimento e o fluxo livre de capitais que o mundo já experimenta há pelo menos 50 anos.

E o está fazendo para livrar-se da cadeia e do “juiz natural”.

Durmamos com um barulho desses.

Para salvar a economia e promover o crescimento, Temer aplica um receituário que todos sempre souberam, todos pregaram e todos escreveram. De gente sofisticada, a gente simples. De Alexandre Schwartzman a Miriam Leitão. Do micro-empreendedor individual ao industrial. Mas o faz pelo motivo errado.

Poderia ser ingênuo e aplaudi-lo por tentar fazer tantas coisas demandadas há séculos por quem deseja investir no Brasil, mas eu não posso fechar os olhos para o óbvio.

O Status Quo é o que é porque sabe se manter como Status Quo. As movimentações são, como se vê, no sentido de voltar tudo como antes.

E aqui a união é plena, de todas as matizes, de PT a PSDB, direita, esquerda e centro.

Aliás, agora que surgiram efetivamente opções efetivamente de direita e/ou de mercado, é que ficou claro que vivemos uma ilusão de polarização direita-esquerda no país.

Em 2018 Alckmin será um candidato de esquerda. Sempre foi, só não víamos com clareza, pois o Status Quo é eficiente em criar estratégias diversionistas para nós, os selvagens, brigarmos com o que vemos, enquanto a boiada da corrupção e do compadrio entra inteira por outras portas.

Fernando Henrique nos enganou quando disse que o embate PT-PSDB era pela “chave do cofre”. Mentira, o cofre continuou aberto a todos.

Temer e 2018

Não haverá recuperação econômica que livre Temer do que ele é. Ele é o que é. É o que vimos e ouvimos que ele é. É o que suas alianças mostram que ele é. É o que os encontros secretos com Toffoli, Gilmar e Aécio mostram que ele é.

E não há crescimento de 3% em 2018 que fará as pessoas esquecerem isso.

Seu movimento será, cada vez mais, no sentido de livrar-se do juiz natural de formas heterodoxas. Ou conseguindo imunidade no congresso, ou destruindo cabalmente a lava-jato, ou costurando algum candidato pró-Status Quo que possa vencer as eleições de 2018.

E nesse caso entendo que o único candidato que se ajusta ao interesse de Temer é Lula. É ingênuo quem pensa que Lula e Temer estão em barcos diferentes, seguindo caminhos diferentes. É ingênuo e tem problemas de memória, pois Temer está lá por causa de Lula. Era vice do PT. Esteve (e está) na mesma canoa furada, ambos tirando a água e tentando remendar o furo.

Lula seria o único que poderia aglutinar todas as forças políticas encrencadas com a polícia em torno de algum projeto nacional pró-corrupção, anti-lava-jato.

O vencedor em 2018 será alguém que se mostrar disposto a explodir o Status Quo. Alguém sem compadrios nos tribunais superiores, e que não deve favor ao coronelado histórico brasileiro.

Se essa pessoa não existir, viveremos outra ilusão, outro mise-em-scène démodé. Mais um jogo para divertir-nos, os selvagens, enquanto passa a caravana da vagabundagem.

Como sói acontecer há 517 anos.

Anúncios
Ler Post Completo | Make a Comment ( 16 so far )

Música: Versão Modernizada de “Ready to Take a Chance Again” de Barry Manilow

Posted on 11/11/2017. Filed under: Música | Tags:, |

Amigos,

Fizemos uma versão modernizada de um clássico do Barry Manilow, espero que curtam!

Ler Post Completo | Make a Comment ( None so far )

Balanceamento de carteira 1995 a 2017, o que aconteceu?

Posted on 09/11/2017. Filed under: Administração, Finanças, Matemática |

Um dos estudos mais badalados que publiquei no livro O Mercado de Ações em 25 Episódios foi o que tratava do balanceamento de carteira de investimentos, como forma de aproveitar o melhor dos mundos da renda fixa e da renda variável.

Tratava-se de iniciar uma carteira com 50% em renda variável e 50% em renda fixa. Quando a diferença entre os montantes atingisse 30%, por exemplo, deveríamos retirar recursos de onde houve valorização e colocar onde houve desvalorização.

Por exemplo, se a bolsa disparasse e atingisse 65.000, enquanto a renda fixa permanecesse em 50.000, deveríamos vender 7.500 em ações e aplicar em renda fixa. Teríamos ao final, 57.500 em cada tipo de investimento na carteira balanceada.

Essa é uma técnica para evitar os sentimentos irracionais do investidor que, por natureza, se assusta quando a bolsa desaba e pensa em vender, assim como ao ver a bolsa disparar fica lamentando não ter colocado mais dinheiro, e desanda a colocar mais. Além de permitir que, num momento de baixa expressiva da bolsa, haja recursos em renda fixa para aproveitar a queda.

As principais lições

As principais lições do estudo são três. A primeira é que NÃO adianta fazer ajustes com oscilações pequenas, tipo 5% ou 10% de diferença. Tanto pela complexidade, quanto pelo custo de fazer centenas de operações, e também pelo simples fato de que fazer o ajuste com patamares maiores 20%, 30% ou 40% dá resultados melhores.

A segunda é que os resultados, se tomadas em prazo curto (5 a 8 anos), dependerão MUITO do início da renda variável. Se começarmos com a bolsa muito barata, teria sido melhor investir tudo em bolsa, assim como se tivermos começado com a bolsa muito alta (cara), teria sido melhor investir em renda fixa apenas (colocar os R$ 100.000 em renda fixa e não balancear). Mas quando vamos para horizontes maiores, esse “início” faz menos diferença.

Por fim a lição principal é que, ao seguir o método, seremos racionais sempre e, no longo prazo, isso fez uma diferença enorme, tanto em aumento de retorno quanto de redução de risco.

Aos leitores recomendo a leitura dos artigos originais, estão no blog e no livro. Aqui vamos apenas atualizar os resultados para um horizonte de quase 23 anos.

Resultados para o período de quase 23 anos.

Para um horizonte longo fica bem evidente não apenas os bons resultados do método, mas principalmente a redução dos riscos.

Peguemos o ano de 1995, o primeiro da análise (antes de 1995 não havia moeda no Brasil, de forma que o estudo ficaria excessivamente complexo e sem sentido).

O Ibovespa do início do ano estava em 4.319 pontos. Se colocássemos R$ 50.000 em renda fixa e R$ 50.000 em renda variável no início de janeiro de 1995 e fizéssemos o balanceamento de carteira cada vez que o montante de uma aplicação ultrapassasse 30%, teríamos o seguinte:

  • Teríamos feito 19 operações de balanceamento.
  • Se os R$ 100.000 tivessem sido investidos em Renda Variável apenas, teriam se tornado R$ 1.720.000.
  • Se os R$ 100.000 tivessem sido investidos em Renda Fixa apenas, teriam se tornado R$ 1.816.000.
  • Se os R$ 100.000 tivessem sido investidos metade em Renda Fixa e metade em Renda Variável fazendo o balanceamento, teriam se tornado R$ 2.487.000. 37% a mais do que investindo apenas em renda fixa e 45% a mais do que investindo apenas em renda variável.
  • Nos últimos 60 meses (de setembro de 2017 para trás), o valor investindo na carteira balanceada seria MAIOR do que o valor investindo em apenas um tipo de ativo em 100% dos meses.

Essas conclusões ficam claras no gráfico:

Perceba que a carteira balanceada, na maioria das vezes, esteve acima do investimento individual nos ativos.

Os piores anos para o balanceamento.

É importante colocar que estamos terminando o início dos aportes no ano de 2009, para que tenhamos um horizonte superior a 8 anos de investimento. Como já dito, no curto prazo, a dependência do “momento” é muito grande e distorce a prática de balanceamento, que deve ser pensada como gestão de longo prazo.

Nos 15 anos analisados (anos base de 1995 a 2009, de início do investimento), o método do balanceamento teria sido PIOR que investir tudo em Renda Variável apenas para quem começou no ano de 2003. O que faz sentido, pois viemos de uma dúvida econômica grande com a eleição e a bolsa tinha caído bastante. Como teríamos comprado “barato”, o investimento em Renda Variável teria vencido. Apenas para quem começou a investir nesse ano. Veja o Gráfico:

De qualquer maneira é muito evidente a redução da volatilidade (e do risco) para quem investiu na carteira balanceado.

Interessante também notar que a diferença não foi tão grande, de R$ 659 mil para R$ 625 mil (da RV para a balanceada). Mas em relação à renda fixa a diferença foi enorme. De R$ 625 mil para R$ 422 mil em RF.

De 2003 para hoje seriam quase 15 anos completos, perceba que, no início, como compramos a bolsa muito “barato”, o investimento em RV ganha quase sempre, pois os prazos são curtos. Já a partir dos últimos 5 anos, há bem mais equilíbrio entre a RV e o balanceamento. Na verdade, foram 40 meses em que a RV estaria na frente e 20 meses em que a balanceada estaria na frente. Pelo histórico da análise, não será surpreendente se nos próximos 60 meses essa lógica se inverter e a balanceada passar a ganhar na maioria dos meses.

a Renda Fixa (RF) teria vencido em 3 oportunidades, para quem iniciou seus investimentos em 2006, 2007 e 2008. Também faz sentido, pois foram os anos de recorde da bolsa, ou seja, compramos caro. Agora é que estamos batendo os patamares atingidos em 2008 e 2009.

No ano de 2008 a diferença foi a pior em favor da RF, com R$ 225 mil contra R$ 179 mil da balanceada e pífios R$ 116 mil da renda variável (pois 2008 se iniciou a 63 mil pontos o Ibovespa).

Vejamos o gráfico:

Mais uma vez se percebe redução da volatilidade e da eventual perda de arriscar investir apenas em bolsa, tendo comprado em um início tão ruim.

Em resumo

Nos 15 anos de início dos investimentos (inícios em 1995 a 2009), a carteira balanceada teria VENCIDO em 11, a carteira de renda variável em apenas 1 ano de início (2003) e a carteira de RF em 3 anos de início (2006, 2007 e 2008). Sendo que, em todos esses anos, houve atipicidades, como mínimas históricas ou máximas históricas.

Se considerarmos um horizonte mínimo de 15 anos, significa que teríamos que contar apenas que começou a investir de 2002 para trás. Nesse caso, o balanceamento teria vencido em TODOS os casos, com ampla vantagem na quantidade de meses em que esteve à frente das outras opções (considerando apenas os últimos 5 anos).

Por que funciona?

Na verdade, não há qualquer mistério no ocorrido, apenas reflete uma conduta racional, com parâmetros quantitativos claros. É extremamente provável que uma ação objetiva (balancear a cada 30% de diferença) que vai garantir comprar bolsa quando estiver barata (relativamente, não absolutamente) e vender bolsa quando estiver cara, traga melhores resultados no longo prazo do que tentar acertar.

Não é, entretanto, garantia de sucesso futuro. Como vimos, para períodos menores, houve momentos em que o balanceamento perdeu.

Parece uma panaceia, uma grande estratégia, que deveria ser seguida por todos. Parece mesmo, mas não é seguida por todos e provavelmente não será. E é fácil explicar.

Em quase 23 anos, de 1995 a 2017, o investidor teria feito APENAS 19 operações em 273 meses. Não há emoção.

Outro ponto é que, dificilmente alguém vai seguir os parâmetros de forma precisa (30%), muito provavelmente vai “achar” que a hora é outra e vender com diferenças menores. Seja por “intuição” ou por tédio mesmo.

E investidores profissionais, gestores de fundos, precisam se diferenciar, portanto se arriscam mais. Principalmente porque esse método é excepcional no longo prazo, mas nos primeiros anos é muito volátil e pode deixar os cotistas dos fundos ressabiados com a competência do gestor.

Mas para o pequeno investidor que quer evitar a “síndrome da troca de pernas”, que é comprar na alta e vender na baixa, ou que não quer ser uma mão Dinah da bolsa de valores para adivinhar o momento, o método é um guia anti-vacilo.

Não é panaceia, mas é racional e manterá o investidor na racionalidade básica do mercado que é, comprar na baixa e vender na alta. Comprar na “mais baixa” e vender na “mais alta”, não é racional é Lei de Bicks ou de Schultz. Popularmente, é chute.

Ps. Alerto que isso NADA tem a ver com análise gráfica, estamos falando de 19 operações em 273 meses e não de 273 operações em 19 segundos. São objetivos diferentes.

Baixar a planilha aqui.

 

Ler Post Completo | Make a Comment ( 14 so far )

  • Disclaimer

    Este blog é um ambiente privado para expor opiniões, estudos, reflexões e comentários sobre assuntos ligados a finanças, bolsa de valores, economia, política, música, humor e outros temas.

    Seus objetivos são educacionais ou recreativos, não configurando sob nenhuma hipótese recomendação de investimento.

    O investidor consciente deve tomar decisões com base em suas próprias crenças e premissas. Tudo que lê ou ouve pode ser levado em consideração, mas a decisão de investimento é sempre pessoal. Tanto na escolha de ações para carteira própria, quanto na escolha de gestores profissionais para terceirização da gestão.

    O Autor espera que os temas educacionais do blog possam ajudar no desenvolvimento e no entendimento das nuances do mercado de ações, mas reitera que a responsabilidade pela decisão de investimento é sempre do próprio investidor.

    Sejam bem vindos!

  • Paulo Portinho

    PAULO PORTINHO, engenheiro com mestrado em administração de empresas pela PUC-Rio, é autor do Manual Técnico sobre o Método INI de Investimento em Ações, do livro "O Mercado de Ações em 25 Episódios" e do livro "Quanto Custa Ficar Rico?", os dois últimos pela editora Campus Elsevier.

    Paulo atuou como professor na Pós-graduação de Gestão Social da Universidade Castelo Branco e na Pós-graduação oferecida pela ANBIMA de Capacitação para o Mercado Financeiro.

    Atuou como professor da área de finanças e marketing na Universidade Castelo Branco e no curso de formação de agentes autônomos do SINDICOR.

    Como executivo do Instituto Nacional de Investidores - INI (www.ini.org.br) entre 2003 e 2012, ministrou mais de 500 palestras e cursos sobre o mercado de ações, sendo responsável pelo desenvolvimento do curso sobre o Método INI de Investimento em Ações, conteúdo que havia chegado a mais de 15.000 investidores em todo o país, até o ano de 2012.

    Representou o INI nas reuniões conjuntas de conselho da Federação Mundial de Investidores (www.wfic.org) e da Euroshareholders (www.euroshareholders.org), organizações que congregam quase 1 milhão de investidores em 22 países.

    Atuou como articulista do Informativo do INI, do Blog do INI, da revista Razão de Investir, da revista Investmais, do Jornal Corporativo e do site acionista.com.br. Foi fonte regular para assuntos de educação financeira de veículos como Conta Corrente (Globo News), Infomoney, Programa Sem Censura, Folha de São Paulo, Jornal O Globo, entre outros.

Liked it here?
Why not try sites on the blogroll...