Archive for julho \29\UTC 2011

No Blog do INI: Análises BB-BI dos resultados do 2T11 para Bradesco, Cielo, Comgas, Daycoval, Fibria, Lo caliza, M Dias Branco, Natura, Redecard, Romi, Santander, Vale, Weg

Posted on 29/07/2011. Filed under: Finanças |

Caros leitores,

Já estão disponíveis no blog do INI as análises da área de research do Banco do Brasil para os resultados do segundo trimestre de 2011 das seguintes empresas:

2T11 – Bradesco

2T11 – Cielo

2T11 – Comgas

2T11 – Daycoval

2T11 – Fibria

2T11 – Localiza

2T11 – M Dias Branco

2T11 – Natura

2T11 – Redecard

2T11 – Romi

2T11 – Santander

2T11 – Vale

2T11 – Weg

4t11 – São Martinho

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Corrigindo outros equívocos: Dollar Cost Averaging x Lump Sum Investing

Posted on 14/07/2011. Filed under: Finanças |

Investir regularmente (Dollar Cost Averaging – DCA) ou de uma só vez (Lump Sum Investing – LSI)

Sempre que posto algum artigo, sempre fundamentado e transparente, pois divulgo a origem dos dados, a metodologia e todas as contas, surgem comentários em blogs e fóruns, alguns bem depreciativos.

A divergência, quando educada e fundamentada, é o que me faz refletir e crescer. E fazer contas.

Aos defensores do investimento em bolsa de uma só vez (LSI) e aos detratores do investimento regular, cabe pontuar as diferenças psicológicas e pedagógicas entre os métodos. Depois volto com as contas e divulgo a planilha com os resultados.

Quais as vantagens que o DCA apresenta em relação ao LSI?

Bolsa não se aprende por teoria, apenas na prática

O iniciante, ao optar por colocar um dinheiro relevante na bolsa de uma só vez, queima muitas etapas necessárias à sua formação como investidor.

Aprender sobre os mecanismos da bolsa e das operações mais simples, tê-los dominados, leva de 3 a 6 meses.

Aprender sobre os ativos em que investe (empresas), ter intimidade com eles, com os números, é coisa para 1 a 2 anos.

Isso sem falar em sofisticações e derivativos etc.

Ao utilizar o DCA ele terá o tempo necessário, sem expor um capital relevante.

Vantagem didática e pedagógica para o DCA.

Leva tempo para descobrir seu perfil

Essa é outra revelação que leva tempo e requer experiência. Qual o seu perfil como investidor? Como pode colocar todo o dinheiro (ou muito) de uma só vez se nem sabe quais serão suas reações às peculiaridades da renda variável?

Mais uma vantagem do DCA, dar-lhe tempo para se descobrir.

Síndrome da perna-trocada

Diz-se em bolsa que o investidor “trocou as pernas” quando compra na alta e vende na baixa. Pois é essa a experiência da esmagadora maioria dos investidores iniciantes que utilizam o LSI (colocam um dinheiro relevante de uma só vez).

E não é culpa do LSI, mas da própria formação psicológica dos indivíduos. O sentimento natural é querer muito entrar na bolsa quando esta está em alta e querer muito vender quando desaba.

Seu amigo ganhou dinheiro, um vizinho ganhou dinheiro, seu cunhado ganhou dinheiro. É nessa hora que todos pensam em entrar. Isso é facilmente verificável pela quantidade de novos investidores entre 2006 e 2008. Mais que dobrou o número de investidores na bolsa.

Quando desaba, todos querem sair e lamentam não ter saído antes. De 2008 até hoje, julho de 2011, a bolsa tem, praticamente, a mesma quantidade de investidores.

Até o investidor conseguir modificar esses valores e essa percepção, ou seja, sentir vontade de entrar quando cai e não quando sobe, lá se vão alguns anos de experiência e, principalmente, de mudança cultural, de valores.

Experiência e cultura que 300.000 novos investidores não tinham quando colocaram dinheiro relevante na bolsa entre 2006 e 2008.

Vantagem psicológica para o DCA!

Formar patrimônio X Gerir patrimônio

Bem, esse último item já separa de forma irreversível as técnicas LSI e DCA.

DCA é adequado para quem quer formar patrimônio ao longo dos anos. Aquela pessoa que não tem recursos relevantes, mas quer, aos poucos, construir patrimônio e ter uma renda para compor sua aposentadoria.

Para esse perfil, que é o perfil da maioria da população brasileira (excluindo devedores contumazes), não existe a opção do LSI. Não existe investir de uma só vez R$ 10.000, R$ 20.000, R$ 100.000. Existe apenas R$ 200, R$ 300, R$ 50 por mês.

Para quem tem dinheiro, a decisão é de gestão e não de formação. Mas mesmo essa pessoa vai precisar pagar todos aqueles “pedágios” de experiência, caso seja iniciante em bolsa de valores.

Fazendo contas sobre LSI e DCA

Partindo da premissa que a bolsa, no longo prazo, tende a subir, o LSI seria melhor do que o DCA, ou seja, colocar todo o dinheiro de uma só vez seria mais lucrativo do que dividir os aportes.

Os sites alegam que isso ocorre em 2/3 dos períodos. Ou seja, em 2/3 dos meses o LSI ganharia e em 1/3 o DCA ganharia.

Fiz as contas e essa realidade também se verificou no Brasil de janeiro de 1998 a junho de 2011. Não dá exatamente 1/3, a divisão é 41% (66 períodos em 162 possíveis) com ganho para o DCA e 59% onde o LSI teria melhor retorno.

Ver resultados completos AQUI.

Sem considerar as vantagens psicológicas e didáticas aos iniciantes, há uma consideração estatística que neutraliza essa vantagem que o LSI levaria sobre o DCA.

A mais simples de todas: RISCO.

O Risco é uma medida baseada na volatilidade de uma variável.

E a regra mais simples das finanças é que a relação entre risco X retorno é diretamente proporcional. Quanto maior o risco, maior deverá ser o retorno.

Ao assumir um comportamento de maior risco, é razoável esperar um retorno maior, mas também há possibilidade de perdas maiores.

Veja o gráfico da rentabilidade do DCA e do LSI ao longo dos 162 meses:

Não há qualquer dúvida de que o risco do LSI é muitíssimo superior ao do DCA.

E a pergunta que resta é: O maior risco, compensa o maior retorno?

A matemática e a estatística podem modelar isso e responder, para um determinado conjunto de dados, se o retorno compensa o risco.

Mas o ponto do artigo não é esse. E, acredito, já deve ter ficado claro o suficiente até aqui.

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Ibovespa x Renda Fixa – Corrigindo injustiças

Posted on 12/07/2011. Filed under: Finanças |

As tradicionais comparações entre o Ibovespa e a Renda Fixa têm um erro metodológico sério

Sempre que a bolsa (leia-se Índice Bovespa) passa por maus bocados, surgem as comparações depreciativas com a renda fixa brasileira.

Este breve estudo pretende demonstrar que as comparações entre o Ibovespa e a Renda Fixa são inadequadas e imprecisas, transmitindo uma visão distorcida do investimento em bolsa.

Ressalve-se aqui que os profissionais que fazem essa comparação não tem qualquer culpa nem dolo por utilizar uma metodologia imprecisa.

É a própria falta de conhecimento da dinâmica do mercado de ações que leva ao erro metodológico.

Metodologia do estudo

O estudo compara investimentos em bolsa (RV) e renda fixa (RF) entre janeiro de 1998 e junho de 2011.

Para equilibrar os números são simulados dois fundos, um atrelado ao Ibovespa e outro à Selic mensal. Não serão considerados custos e impostos, pois em fundos de longo prazo, pela regras de hoje, as alíquotas seriam iguais. Não há taxas de administração para quaisquer dos fundos.

A planilha com os dados completos está aqui: RFxRV2012.

Primeiro e principal erro: Método de Acumulação de Patrimônio

Os estudos que aparecem na mídia, demonstrando que o investimento em RF foi melhor que o investimento em RV nos últimos anos cometem um pecado metodológico sutil, mas decisivo para viciar os resultados.

Por “viciar” os resultados entenda-se que a metodologia utilizada tende, na maioria das vezes, a beneficiar a RF. É como se, ao jogar um dado, o resultado fosse 90% das vezes um número par, por exemplo.

As comparações sempre levam em consideração um investimento único, feito no início do período, tanto para RF quanto para RV.

Esse método é correto para RF, mas errado para RV.

Não há qualquer dúvida de que migrar uma grande quantidade de dinheiro de uma só vez para RF seja uma atitude prudente ou correta, mas colocar todo o dinheiro em bolsa de uma só vez é jogo, é aposta.

Resumindo: a metodologia de estudo tradicional compara uma atitude de investimento INDICADA para a renda fixa e CONTRA-INDICADA para a bolsa.

O leitor deve estar imaginando se isso é tão grave assim. É gravíssimo.

Pois imagine que o estudo fosse feito com atitudes de investimento INDICADAS para ambos os casos.

No estudo que gerou esse artigo, simulou-se a compra regular de R$ 1.000 em cotas de um fundo de índice (RV) e mais R$ 1.000 em cotas de um fundo atrelado à SELIC (RF), ao longo de 162 meses.

Entre janeiro de 1998 e junho de 2011, os resultados:

  • R$ 163.000 investidos em cada fundo (contando aporte inicial período ZERO)
  • R$ 522.304 no fundo atrelado ao Ibovespa (RV)
  • R$ 485.744 no fundo atrelado à SELIC

Mas não é isso que demonstra com clareza o viés negativo que acaba quase sempre deixando a renda variável em situação desfavorável nas comparações.

A demonstração do viés metodológico

Na metodologia utilizada tradicionalmente, que aqui se quer demonstrar que tem viés amplamente favorável à RF, simula-se um único aporte no início do período, tanto para RF quanto para RV.

Usando essa metodologia, nos 162 meses do estudo, em quantos a RF estaria em vantagem em relação à renda variável?

O patrimônio em renda fixa estaria maior em 143 meses, contra apenas 13 meses, nos quais a renda variável estaria com patrimônio maior.

Mas na metodologia correta, que compara bolsa e renda fixa utilizando uma modalidade de investimento adequada para ambas, o resultado seria AMPLAMENTE diferente.

Usando a metodologia livre de tendências, nos 162 meses do estudo, em quantos a RF estaria em vantagem em relação à renda variável?

O patrimônio em renda fixa estaria maior em 72 meses, contra 90 meses, nos quais a renda variável estaria com patrimônio maior.

Creio que esse cálculo simples demonstra com rigor matemático o enorme viés favorável à renda fixa que a metodologia utilizada pela maioria dos meios de comunicação e de pesquisa carrega.

Além disso, a divulgação acaba estimulando a idéia errônea de que bolsa é “hora certa“. Na simulação que acumula patrimônio ao longo do tempo os resultados da bolsa teriam sido melhores na maioria dos períodos. E o investidor não precisou procurar a hora certa de entrar ou de sair, apenas seguir a regra básica número do investidor consciente: investir regularmente.

Por fim…

Ressalve-se que esse estudo nada diz sobre o futuro e nem tem por objetivo dizer qual foi ou será o melhor investimento, muito menos quer demonstrar que bolsa é melhor do que renda fixa.

Seu objetivo é simplesmente demonstrar que o método utilizado pelos principais meios de comunicação e de pesquisa é inadequado para indicar qual teria sido o melhor investimento nesses últimos anos.

Isso porque utiliza uma sistemática de investimento correta para a renda fixa e inadequada para a bolsa.

Aliás, totalmente equivocada. Hora certa para entrar ou para sair nada tem a ver com o buy-and-hold (atitude própria da RF) ou do Dollar Cost Averaging (método do custo médio).

A demonstração deixou claro que, em situações equânimes, em que os investimentos regulares mitigam a “chance” de escolher pontos especialmente ruins ou bons para a bolsa, a bolsa apresentou-se, na maioria das vezes melhor do que a renda fixa.

Ah… e com uma renda fixa, às vezes, superior a 40% ao ano (alguns meses de 1999).

Por fim, dois gráficos para demonstrar a diferença entre investir regularmente (comparação de patrimônios) e investir de uma só vez (comparação de cotas):

Método tradicional (adequado para RF e inadequado para RV)

Método de aportes regulares (adequado tanto para RF quanto para RV)

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O que aconteceu com as ações das Forjas Taurus no dia 07/07/2011? FJTA4 e FJTA3

Posted on 08/07/2011. Filed under: Finanças |

Os acionistas das Forjas Taurus (FJTA3 e FJTA4) dormiram no dia 06/07 com suas ações PN a R$ 3,39 e acordaram no dia 07/07 com suas ações a R$ 2,65.

Por quê?

Mesmo para quem vem acompanhando os últimos acontecimentos, o fator de ajuste pode ter causado alguma surpresa, ainda mais porque as ações PN subiram 20% em um só dia (07/07) indicando que muitos investidores talvez não tenham compreendido a operação.

Então vamos explicá-la!

Obs. Sugiro fortemente a leitura desse post até o fim. É um caso talvez inédito na bolsa.

A origem do ajuste

Há algumas semanas a Companhia publicou uma operação de reestruturação onde, simplificando a história, o acionista controlador seria diluído (perdendo a posição majoritária nas ON) e em contrapartida a Taurus iria incorporar a Polimetal, empresa com passivo significativo.

Como a operação foi aprovada EXCLUSIVAMENTE por detentores de ações PN, entende-se que a maioria dos minoritários concordou com os termos.

Mas, naturalmente, as ações da companhia sofreram bastante caindo de algo como R$ 5,00 para R$ 3,30. Mesmo com as perspectivas de melhoria na governança (Nível 2 e 100% de Tag Along nas PN) e possibilidade de dinamizar a gestão, a incorporação do pesado passivo falou mais alto.

Esse valor inclusive (R$ 3,30) foi oferecido a todos os acionistas que não concordassem com a operação (direito de recesso). Pelo fato relevante divulgado ontem pela empresa, aproximadamente 7% das ações serão reembolsadas (10.000.000 de ações).

O ajuste

Tenham em mente o seguinte: a ação PN estava valendo R$ 3,39 e a ON R$ 3,70, no fechamento do dia 06/07, antes do ajuste.

O valor de mercado da Companhia era de: 47.019.192 de ON x R$ 3,70 + 94.038.384 x R$ 3,39 = R$ 492,8 milhões.

Pois bem, as operações são complexas, vejam (não é preciso entender):

QTD TX Tipo QTD TX TIPO QTD QTD Final
1000 0,0838 ONA 83,81 1,9667 FJTA3 164,84 227,63
0,3755 ONB 375,54 1,9331 FJTA4 725,96 1.002,52
459,35 0,0336 FJTA3 12,62 17,43
903,42 1.247,58

Sem contar as aproximações, quem tivesse 1.000 ações PN da FJTA terminaria com 1.002,52 PN + 227,63 ON.

Na realidade há uma aproximação para cima, pois o acionista majoritário (amplamente diluído) vai ceder sem ônus ações para cobrir as frações das posições de todos os outros acionistas.

Segundo o fato relevante de hoje, que sairá nos jornais na segunda, 11/07 (AQUI), o acionista terminará com 1.004 PN e 246 ON, totalizando 1.250 ações.

Isso posto, em tese o acionista teria uma pequena perda técnica, próxima a 0,5% (provavelmente derivada de algum ajuste que não consegui detectar). Vejam:

TIPO QTD 06/07 QTD 07/07 Cot 06/07 R$ Cot 07/07 R$
FJTA3 246,00 3,70 2,90 713,40
FJTA4 1.000,00 1.004,00 3,39 3.390,00 2,65 2.660,60
Total 1.000,00 1.250,00 Total 3.390,00 Total 3.374,00

Primeira pergunta, so far…

Quando os acionistas verão essas ações? Hoje ainda constam as ações atuais na custódia, segundo o fato relevante os acionistas verão o resultado da reestruturação em 12/07, terça-feira.

Segunda pergunta…

Se não houve perda, por que a ação subiu tanto no dia 07/07 (20% na PN e quase 10% na ON)?

Bom, ao contrário do que imaginou a maioria dos investidores, o ajuste foi “sem perdas”, foi técnico, como manda a regra da bolsa.

O que significa que, na contabilidade de um clube de investimentos por exemplo, aqueles 20% entrariam como ganho na cota, pois foi isso mesmo que aconteceu.

Essa pergunta não tem resposta técnica. Subiu porque compraram bastante.

Ou será que tem justificativa técnica e matemática?

Terceira pergunta?

Qual o novo valor de mercado da empresa?

A FJTA vai ficar com 47.137.539 ações ON e 94.275.078 ações PN, totalizando 141,41 milhões de ações, quase a mesma quantidade inicial (talvez essa diferença explique em parte aquela pequena perda calculada anteriormente).

Ao preço de hoje (PN R$ 3,07 e ON R$ 3,10), o valor de mercado da FJTA estaria em R$ 435,55 milhões, 11,5% menor do que em 06/07.

Onde está a mágica?

O leitor deve estar perguntando: Não faz sentido, se o ajuste não trouxe perdas, como é que, mesmo subindo em relação ao ajuste do dia 07/07 (de R$ 2,65 para R$ 3,07 e de R$ 2,90 para R$ 3,10) o valor de mercado da companhia está 11,5% menor.

Simples. Como a FJTA incorporou um ativo endividado, os acionistas majoritários tiveram que pagar com sua própria participação na empresa. A diluição deles foi “transferida” para os outros acionistas.

No popular, a FJTA assumiu um prejuízo dos majoritários, que pagaram com perda/transferência de ações.

Isso fez com que os outros acionistas ganhassem MESMO com a queda de 11,5% no preço de mercado da empresa.

Mas isso tudo não era sabido?

Sim, ninguém no mercado tinha dúvida que a reestruturação sairia, tanto é verdade que as ações apanharam bastante.

O leitor não está enganado, realmente há uma “descontinuidade” nessa história. Se o valor de mercado de R$ 492 milhões, em 06/07, respondia pela percepção do mercado naquele dia, o que mudou para que a empresa passasse a valer R$ 435 milhões?

Só existe uma resposta: MERCADO.

Creio que isso prova categoricamente que o mercado não é racional, principalmente no curto prazo. Apesar de ser óbvio que os eventos do dia 07/07 não poderiam reduzir o preço das ações em 11,5%, ninguém tem coragem de colocar uma ordem de compra de R$ 3,39 para a PN ou R$ 3,70 para ON.

Ainda mais com uma empresa com tão pouca liquidez.

Resumindo…

Well… são fatos, provavelmente, inéditos na bolsa. O valor de mercado cai 11,5%, mas a riqueza do acionista não-controlador sobe!!!!

O coelho dessa cartola é a incorporação da Polimetal, uma empresa deficitária por quem a Taurus hoje responde. Por isso a transferência de ações entre os controladores e os outros acionistas.

O futuro???

Ora… Só Deus Sabe!!!

Mas ao preço de hoje (08/07 às 14:00), pode-se afirmar categoricamente, o minoritário não diluído está com um ganho de 12,68%.

Como fiz essa conta?

Não digo. Fica como “dever de casa” do investidor consciente.

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Como bater o mercado sem nem mesmo tentar? Dollar Cost Averaging.

Posted on 06/07/2011. Filed under: Finanças |

O título do post refere-se ao novo artigo de Mark Hulbert, um respeitado jornalista responsável pelo site MarketWatch e por colunas no NY Times, Barron´s e no jornal da American Association of Individual Investors.

No artigo ele relembra uma distinção importante sobre o conceito de Buy and Hold e de Dollar Cost Averaging.

O Buy and Hold puro e simples, normalmente indica compra de grandes volumes em um só ponto da curva.

O Dollar Cost Averaging, que também é uma forma de Buy and Hold, implica em comprar ações regularmente (todo mês, por exemplo) com a mesma quantidade de dinheiro.

O Primeiro Princípio do Método INI é exatamente a estratégia de Dollar Cost Averaging descrita por Mark Hulbert em seu artigo.

Leia o original em inglês clicando AQUI.

O que Hulbert mostra no artigo é que, ao comprar ações regularmente e com a mesma quantidade de dinheiro (por hipótese US$ 1.000 todo mês) o investidor vai OBRIGATORIAMENTE comprar mais ações quando a cotação estiver em baixa e menos ações quando estiver em alta. Com isso, em tese, o custo médio dele ficaria mais baixo, pois haveria uma maior quantidade de ações compradas a preços menores. Uma média ponderada pura e simples.

Mostra também que a estratégia só perderá para o Buy and Hold puro se o mercado mantiver tendência de alta com poucas oscilações ao longo dos anos.

Para os seguidores do Método INI essa técnica não é novidade, aliás é o requisito inicial e mínimo para formar patrimônio de longo prazo. É a regra número 1.

Infelizmente, por conta da euforia de 2004-2007 a maioria das pessoas colocou um grande volume de dinheiro na bolsa em curto espaço de tempo. É possível que muitas ainda estejam na bolsa, mas um pouco infelizes com a demora na recuperação das perdas.

Metaforicamente…

Quem usa o método INI se assemelha a um piloto de trator competindo num rally. O trator vai andar sempre, muitas vezes mais devagar que os outros. Muitos carros vão quebrar, por excesso de audácia ou por imperícia, mas o trator vai continuar devagar e sempre. E se as condições de tempo e terreno piorarem muito a ponto de fazer todos os outros carros pararem o trator vai continuar andando, na mesma velocidade.

Ao final, o objetivo será atingido pelo trator, provavelmente não chegará em primeiro lugar, mas não terá quebrado no meio do caminho.

Aliás, essa metáfora serve também para demonstrar a principal fragilidade do Método Dollar Cost averaging… é muito monótono. Como diz Hulbert no artigo, utilizar o método é tão excitante quanto observar a grama crescer…

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Sugestão de Filme: Idiocracy

Posted on 06/07/2011. Filed under: Finanças |

Caros leitores…

O filme Idiocracy é uma comédia ASSUSTADORA sobre o futuro da humanidade.

Leia a sinopse abaixo, volto depois:

De Mike Judge, um dos irreverentes cérebros criativos responsáveis por Beavis e Butt-Head, O Rei do Pedaço e Como Enlouquecer Seu Chefe, esta divertida comédia fará você pensar duas vezes sobre o futuro da raça humana.

Conheça Joe Bowers (Luke Wilson). Ele não é de modo algum o cara mais brilhante do pedaço. Mas quando uma experiência governamental com hibernação cai no esquecimento, Bowers acorda no ano 2505 e encontra uma sociedade tão emburrecida pelo comercialismo de massa e pela alienante programação de TV que ele acaba sendo o cara mais inteligente do planeta!

Agora, cabe a um cara prá lá de mediano colocar a evolução da raça humana de volta nos trilhos! Escrito com sarcasmo incisivo e piadas visuais hilárias, Idiocracy vai fazer você gargalhar ruidosamente, quer você seja um gênio ou um não!

Voltando…

O que me levou a indicar o filme, que é um tremendo besteirol algumas vezes bem engraçado, foi a onda de “relativização” do certo e errado, com livros oficiais ensinando “nós vai” e “2+2=7”.

O mundo criado por Mike Judge é um lugar onde nenhum ser humano consegue se expressar com a mínima erudição nem fazer contas triviais. E o impacto dessa incapacidade é um mundo que não funciona, mas não funciona MESMO. As imagens são bem engraçadas e as atitudes dos habitantes inacreditáveis.

Apesar de ser ficção, assusta um pouco, pois eu não conseguiria afirmar categoricamente que a humanidade está evoluindo, no sentido de compreender e agir adequadamente em situações cada vez mais complexas.

A lembrança que tenho é de um currículo de 2° grau mais amplo há uns 20 anos.

Hoje o governo já fala abertamente de ensinar português e matemática em um “ciclo básico” dos cursos universitários.

De minha parte continuo corrigindo o que vejo de errado e sendo MUITO GRATO aos que me corrigem.

Domínio corporativo.

Uma outra crítica bem contundente do filme trata do crescente domínio que as grandes corporações tem e buscam ter sobre a vida dos indivíduos.

Não parece, mas se pensarmos um pouco há muitas atitudes que outrora eram normais e que hoje, por força de lobby, de cartórios e de ações judiciais, nos foram proibidas ou dificultadas.

Gravar um CD para a namorada (pirataria)… cantar parabéns pra você (o domínio não é público, é da Dysney)… colocar música em festa (tem que pagar o ECAD)…

E tantas outras arbitrariedades que concessionárias públicas fazem conosco todos os dias. Quem tem NET TV sabe do que falo.

Ah… e o controle quase direto das verbas públicas por conta de empreiteiras e construtoras.

E o “politicamente correto” que persegue até o seu pensamento.

E por aí vai.

É uma crítica muito engraçada, mas bem séria.

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Investidores em debandada. Visão de curto prazo?

Posted on 04/07/2011. Filed under: Finanças |

Renda fixa e imóveis na mira

O Jornal O Globo de 3 de julho trouxe uma reportagem mostrando um movimento fortíssimo de saída de investidores individuais da bolsa.

Leia AQUI.

Isso, em parte, deve ser explicado pelo aumento da taxa de juros da renda fixa e pode explicar, também em parte, a continuidade da elevação dos preços dos imóveis.

É simples. R$ 3,7 bilhões saíram da bolsa, é razoável esperar que migraram para alternativas de investimento. As mais comuns são: Renda fixa e Imóveis.

Visão de curto prazo?

A maioria das pessoas, na vida e na bolsa, pensa de forma imediatista, vê algumas árvores à frente, mas perde a capacidade de ver a floresta como um todo.

Isso é normal, faz parte da nossa natureza. Não há do que se envergonhar, somos todos assim.

Num momento em que a bolsa está de lado (ou em queda) há 3 anos e os imóveis em alta forte há, pelo menos, 3 anos, só há uma visão vencedora: Bolsa é ruim imóvel é bom!

Lembrar que os imóveis foram os piores investimentos do país entre 1994 e 2006-2007? Nem pensar? Lembrar que a bolsa subiu 800% em dólar entre 2003 e 2008? Sai daqui!

O longo prazo existe, apesar de pouca gente acreditar.

Falar que bolsa é para longo prazo, normalmente faz parte de um discurso vazio de alguém que quer justificar o mau momento do mercado ou que não entende do que está falando.

Pouca gente entende isso de verdade.

Pouca gente entende que, ao comprar regularmente ações de companhias em que acredita e confia, o investidor dilui o “risco bolsa” e fica com o risco da empresa. Se a empresa crescer, há grande chance de seu patrimônio crescer significativamente.

Ainda mais se utilizar o Método INI ou algum outro método fundamentalista (filtros de graham e outras técnicas de value investing) para evitar selecionar empresas com múltiplos muito altos.

Longo prazo? Que tal 200 anos em 4 minutos

Calma, não é análise técnica!

É só um estatístico sueco contando a história do desenvolvimento dos países nos últimos 200 anos, num pequeno vídeo de 4 minutos.

Veja AQUI.

O objetivo do blog, ao postar o vídeo, é mostrar DE NOVO a floresta e não só 3 ou 4 árvores.

Todos os dias alguém escreve algum post em algum fórum ou blog para denegrir a imagem dos pobres investidores de longo prazo. São tratados como tolos, pseudo-investidores e, algumas vezes, como burros mesmo.

E sempre com inúmeros argumentos que refutam o buy-and-hold, o longo prazo e outras técnicas e conceitos de poupança em ações.

Mal sabem eles que grande parte da previdência privada (com gestão pessoal ou terceirizada) em países desenvolvidos depende das companhias listadas em bolsa de valores.

De fundos de pensão a pequenas carteiras de clubes de investimento, é assim que a maioria das pessoas no mundo desenvolvido cuida de seu complemento de aposentadoria.

É um fato evidente, não há qualquer dúvida disso, basta ver o percentual de investimentos da indústria mundial de fundos em ativos de renda variável. Chega a 80% em países como o Japão e a 50% nos EUA.

Nem precisa ir longe, a PREVI chegou a ter mais de 65% de seus ativos em renda variável. Isso significa que a aposentadoria de milhares de funcionários do Banco do Brasil, atuais e futuros, dependia E MUITO do “longo prazo”. Aliás, investir conforme o método INI (de forma passiva) é o que fazem esse funcionários ao comprar mensalmente umas poucas cotas do seu fundo de pensão.

Mas não, isso não serve. Só servem aquelas 3 ou 4 árvores que estamos vendo hoje.

Voltando ao vídeo, nos 200 anos que o professor Hans Rosling ilustra no vídeo acima, o desenvolvimento econômico e social do mundo fica evidente. Também suas disparidades, é verdade.

Sei que o passado não garante o futuro, mas por que refutar as evidências do passado?

Não é o que fazem ao denegrir os poupadores que passam 20-30 anos comprando ações?

Quanto ao futuro, o professor é otimista. Até mais que eu. Vamos torcer para que esteja certo!

Aos muitos amigos grafistas, por favor peguem leve, poupem esse pobre blogueiro. Esse post (assim como todos os outros) não busca depreciar técnicas de curto prazo. É apenas a defesa de um comportamento simples, histórico e bem sucedido há 200 anos.

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É hora de entrar na bolsa? Entrevista para o programa Falando em Dinheiro na Rádio Estadão

Posted on 04/07/2011. Filed under: Finanças |

Entrevista que concedi à jornalista Andrea Assef, do programa “Falando em Dinheiro” na Rádio Estadão.

Tento explicar o modelo de investimento do INI para os investidores que já estão na bolsa e para os que querem entrar, ou estão em dúvida sobre fazê-lo.

Para ouvir a íntegra, clique AQUI.

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Novo Banco de Dados INI – TIB

Posted on 01/07/2011. Filed under: Finanças |

Caros leitores,

O INI acaba de relançar a TIB, o primeiro banco de dados sobre companhias brasileiras, confiável e completo, voltado exclusivamente para o investidor individual, a preços quase simbólicos.

Quando o INI iniciou suas atividades pré-operacionais, em 2002, não havia qualquer possibilidade de conseguir os dados necessários ao uso do Método INI, exceto pagando muito caro em softwares como economática, CMA, bloomberg etc.

Para contornar essa empecilho, o INI em parceria com a Valoriza e a IMF Editora lançou a TIB – Tabela de Informações Básicas que serviu durante anos como base de dados para o Método INI.

A Valoriza saiu do mercado em 31/03/2011 e o INI fez um contrato com a Comdinheiro.com.br para fornecer os dados da substituta da TIB.

O resultado (ainda em versão beta), pode ser acessado AQUI.

Ainda há muitos pontos a acertar, principalmente por conta da mudança de padrão contábil de BRGAAP para IFRS, o que desconcertou vários bancos de dados, inclusive os pagos e caros.

Divirtam-se e, caso tenham observações a fazer, críticas ou sugestões podem ir direto para a área de comentários do blog do INI, clicando AQUI.

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  • Disclaimer

    Este blog é um ambiente privado para expor opiniões, estudos, reflexões e comentários sobre assuntos ligados a finanças, bolsa de valores, economia, política, música, humor e outros temas.

    Seus objetivos são educacionais ou recreativos, não configurando sob nenhuma hipótese recomendação de investimento.

    O investidor consciente deve tomar decisões com base em suas próprias crenças e premissas. Tudo que lê ou ouve pode ser levado em consideração, mas a decisão de investimento é sempre pessoal. Tanto na escolha de ações para carteira própria, quanto na escolha de gestores profissionais para terceirização da gestão.

    O Autor espera que os temas educacionais do blog possam ajudar no desenvolvimento e no entendimento das nuances do mercado de ações, mas reitera que a responsabilidade pela decisão de investimento é sempre do próprio investidor.

    Sejam bem vindos!

  • Paulo Portinho

    PAULO PORTINHO, engenheiro com mestrado em administração de empresas pela PUC-Rio, é autor do Manual Técnico sobre o Método INI de Investimento em Ações, do livro "O Mercado de Ações em 25 Episódios" e do livro "Quanto Custa Ficar Rico?", os dois últimos pela editora Campus Elsevier.

    Paulo atuou como professor na Pós-graduação de Gestão Social da Universidade Castelo Branco e na Pós-graduação oferecida pela ANBIMA de Capacitação para o Mercado Financeiro.

    Atuou como professor da área de finanças e marketing na Universidade Castelo Branco e no curso de formação de agentes autônomos do SINDICOR.

    Como executivo do Instituto Nacional de Investidores - INI (www.ini.org.br) entre 2003 e 2012, ministrou mais de 500 palestras e cursos sobre o mercado de ações, sendo responsável pelo desenvolvimento do curso sobre o Método INI de Investimento em Ações, conteúdo que havia chegado a mais de 15.000 investidores em todo o país, até o ano de 2012.

    Representou o INI nas reuniões conjuntas de conselho da Federação Mundial de Investidores (www.wfic.org) e da Euroshareholders (www.euroshareholders.org), organizações que congregam quase 1 milhão de investidores em 22 países.

    Atuou como articulista do Informativo do INI, do Blog do INI, da revista Razão de Investir, da revista Investmais, do Jornal Corporativo e do site acionista.com.br. Foi fonte regular para assuntos de educação financeira de veículos como Conta Corrente (Globo News), Infomoney, Programa Sem Censura, Folha de São Paulo, Jornal O Globo, entre outros.

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