Archive for novembro \19\UTC 2013

Livros com 50% de desconto na Saraiva

Posted on 19/11/2013. Filed under: Finanças |

Olá leitores,

Aos amigos que ainda não leram meus livros “O Mercado de Ações em 25 Episódios” e “Quanto Custa Ficar Rico?”, mas gostariam de ler (ou presentear)… vai aí uma ótima oportunidade.

A Saraiva está oferecendo os livros da Campus Elsevier com 50% de desconto!!!

E os livros digitais, ainda mais barato!!!

Quanto Custa Ficar Rico – Digital – R$ 9,90!!!

Quanto Custa Ficar Rico – Impresso – R$ 26,90!!!

O Mercado de Ações em 25 Episódios – Impresso – R$ 33,50

Bom, infelizmente a edição digital do 25 Episódios não está barata… mas segue o link:

O Mercado de Ações em 25 Episódios – Digital – R$ 55,81

Atualização de 22/11/2013…

Amigos, durou pouco a promoção…

O único que continua barato é o Quanto Custa Ficar Rico em ebook… R$ 9,90.

 

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O Brasil está riquíssimo!!! Viva a Bolha Imobiliária!!!

Posted on 12/11/2013. Filed under: Finanças, Política |

Amigos… é triste, mas é verdade.

Minha mulher lembrou há alguns dias uma frase que falei há quase 10 anos. Eu disse “no dia que o Brasil der certo, a gente não vai conseguir comprar mais nada por aqui”.

Eu estava pensando, inocentemente à época, em água de côco a 5 reais na praia, carne a 40 reais o quilo, sucos naturais a 10 reais o copo, cerveja a 5 reais a latinha na praia, aluguel de cadeira e guarda-sol a 20 pratas.

Mas nem de longe eu imaginava um disparate tão grande no preço dos imóveis no Brasil.

E não é só Rio e São Paulo!

Caminhando até o trabalho eu vejo: Oportunidade! Casa com vista para a Baía de Guanabara, 70 m2, R$ 380.000 (US$ 165.000)!!!

Achou caro?

“Casa” com vista para a Baía de Guanabara, não faz sentido, né? Well, é claro que essa casa é na favela. Literalmente.

Recentemente ofereceram uma “oportunidade” na cruzada São Sebastião (Leblon), um conjugado de 30 m2 a R$ 400.000 (US$ 174.000). Também é uma comunidade (favela horizontal para os antigos).

Há também opções de quarto/sala de 50 m2 ou menos entre R$ 480.000 e R$ 650.000 (US$ 210.000 a US$ 280.000).

E tem também, na mesma imobiliária, um superxexelento no Flamengo, de 130 m2, velho como o rascunho da bíblia, por, pasmem, R$ 1.500.000 (US$ 655.000).

O que entristece REALMENTE não é nem o absurdo do preço, pois, bem ou mal, tem um monte de gente se endividando pra comprar.

O triste mesmo é que a realidade de países muito mais ricos e mais desenvolvidos seja tão mais acessível, mesmo para nós pobres brasileiros.

Duvida?

A lista a seguir está filtrada, ou seja, eu li o anúncio e não há nenhuma pegadinha.

É MUITO triste…

“Baratos”…

Com até US$ 200.000 (R$ 460.000) é possível comprar “espetáculos” como esses na zona sul do Rio:

Esse maravilhoso cacareco de 27 m2 em Botafogo por US$ 156.000

Esse esplêndido 2 qts na comunidade Santo Amaro por  US$ 160.000

Esse amplo qto/sala de 32 m2 em Botafogo por US$ 200.000

Um espaçoso 30 m2 na rua santo Amaro por US$ 175.000

 

Ou, se for para cidades em países mais “pobres”, poderia comprar:

Canadá – Toronto – 3 qts – 120 m2, novo e moderno – US$ 169.000

Canadá – Toronto – 2 quartos – Perto do Metrô – 99 m2 – US$ 130.000

USA – San Francisco – 2 qts – 72 m2 – US$ 185.000

USA – Orlando – Casa 2 qts – 125 m2 – US$ 99.500

Croácia – Paraíso – Casa com vista para o mar 70 m2 – US$ 165.000

 

Um pouco menos “Baratos”…

Que é isso!!! Vamos subir esse nível!!!

Entre US$ 200.000 e US$ 300.000 (R$ 460.000 e R$ 690.000) temos acesso aos seguintes “maravilhosos” imóveis:

Fantástico quarto e sala, 36 m2, caindo aos pedaços por US$ 233.000

Xexelentíssimo quarto e sala de 40 m2 em Botafogo por US$ 255.000

Gigantesco quarto e sala de 34 m2 no Flamengo por US$ 285.000

Deslumbrante qt e sala com vista para o nada 40 m2 por US$ 300.000

 

Ou… em países paupérrimos como USA, Canadá, Holanda etc.

Long Island – 45 min de trem de Manhattan – 75 m2 2 qts – US$ 265.000

New Jersey – Pecan Lane – 4 qts 204 m2 – US$ 269.900

Atlanta – Mansão – 3 qts – 260 m2 – US$ 284.900

Canadá – Vancouver – 3 qts – novíssimo – US$ 258.888

Holanda – Amsterdam – 2 qts 64 m2 – US$ 292.000

Portugal – Lisboa – 2 qts – Novíssimo – 80 m2 – US$ 221.000

Espanha – Barcelona coast – Lindo apto 126 m2 – US$ 260.000

Croácia – Apartamento de frente para a riviera – 130 m2 – US$ 275.000

 

Os médios…

Entre US$ 300.000 e US$ 400.000 (R$ 690.000 a R$ 920.000), já dá para tentar um 3 quartos velhinho na região menos cara da zona sul (glória/catete). Será?

Apto de 1 quarto, péssima planta, na rua Pedro Américo por US$ 347.000

Até que enfim um bonitinho (pequeninho) 70m2 por US$ 370.000

Bonito, novo, mas… 55 m2. Quase ótimo! Por US$ 390.000

2 qts, sem vaga, no Flamengo 70 m2 – US$ 400.000

 

Mas em outros países pobres… coitados!

USA – Miami – Kendall – 4 qts – 260 m2 – US$ 395.000

USA – Florida – Key Biscaine – 5 qts – 350 m2 – US$ 345.000

Bélgica – Bruxelas – 2 qts – 96 m2 – novo – US$ 367.000

Espanha – Triplex novíssimo em Barcelona coast – 130 m2 – US$ 338.000

Espanha – Casa em Ibiza – 166 m2 – 3 qts – US$ 350.000

Bélgica – Bruxelas – 3 qts – lindíssimo com varanda – US$ 383.000

 

Melhorezinhos (quem sabe uma garagem!)

E de US$ 400.000 a US$ 500.000 (R$ 920.000 a R$ 1.150.000) rola papa fina?

Well, talvez a gente consiga uns pequenos com varanda e garagem. Vejamos.

2 qts, pequeno (70m2), ah… mas com suíte e vaga! Por US$ 500.000

Um grandão (145 m2) sem vaga e com um planta bisonha por US$ 435.000

Um gigante (160 m2) destruído, sem vaga e com planta horrorosa por US$ 480.000

Que tal esses nos países pobres:

Bélgica – No coração de Bruxelas – 105 m2 – US$ 429.000

Nova Iorque – Queens Village – 4 qts – US$ 449.000

Holanda – Amsterdam – 4 qts – 108 m2 – US$ 505.000

Portugal – Lisboa – 4 qts – reformadíssimo – 190 m2 – US$ 453.000

 

Agora vou achar um bom!

Ufa… tá fácil não. Mas US$ 550.000 temos esse de 87 m2 2 qtos.

Ou esse de 7 quartos em Toronto:

Canadá – Toronto – 7 quartos – Pode virar 2 aptos – US$ 574.000

 

Por US$ 640.000 há coisas boas por aqui, evidente que não em Ipanema, Leblon e Lagoa, mas no Flamengo tem um excelente:

Paissandu 3 qts, salão com 80 m2, apto de 140 m2.

 

Já em Chicago… é só umas 10 vezes mais rica… tem essa vista:

Chicago – Alto luxo – 160 m2 – vista incrível – US$ 625.000

 

E Ipanema? E Leblon?

Bom, aí vamos ter que subir muito o “sarrafo”, pois por 200.000 acho que nem casinha de cachorro.

Vamos lá para US$ 700.000 (R$ 1.610.000)

Ah! Um 3 quartos com vaga 120m2 (e vista bisonha) por US$ 690.000!

Que tal essa casa em Bruxelas (sede da União Europeia):

Bélgica – Bruxelas – Casa Espetacular Art Nouveau – US$ 700.000

Ou esse pequenino 333 m2, 6 quartos reformadíssimo e luxuoso em Lisboa:

Portugal – Lisboa – 6 qts – luxo – 330 m2 – US$ 715.000

 

Chega! E com US$ 1.250.000 (R$ 2.875.000) Ipanema ganha?

Sim, é um bom apê na Prudente de Morais. 180 m2, 1 vaga por US$ 1.250.000

Mas que tal um prédio com 14 aptos em Chicago?

Chicago – Prédio com 14 apartamentos – 850 m2 – US$ 1.250.000

 

Agora vamos longe! US$ 1.900.000 (R$ 4.370.000)

Bom, o mais fantástico é fazer o filtro “acima de 3 milhões” em Ipanema e Leblon e ver que há, pasmem, 2.028 anúncios!!! Mais do que todos os outros no filtro “menos de 3 milhões”. Surreal!

Mas aí tem coisa fina, ô se tem!

6 quartos com 535 m2 no Leblon. Que beleza! Por US$ 1.890.000

Mas acho que esse castelo em Toronto dá uma “pequena porrada” na nossa residência no Leblon…

Canadá Toronto – 5 suítes – Castelo – 8.000 m2 de terreno – US$ 1.898.000

 

Senhores, sentemos e choremos!

É surreal!!!!

E olha que a gente nem pode dizer que o Brasil deu certo…

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Crossroads 1986 – O Duelo Final. Homenagem aos guitarristas “behind-the-scenes”. Post sobre música.

Posted on 06/11/2013. Filed under: Música |

Amigos… alguns poucos sabem, mas atuei como guitarrista e band leader aqui no Rio por quase 20 anos.

Para quem não conhece (ou quer rever…), vai aí um registro bem raro da minha banda DuCarvalho (a original), com meus irmãos Bruno e Marquinhos:

DuCarvalho Medley Santana – Soul Sacrifice/Black Magic Woman

A Encruzilhada – 1986

Um dos filmes que mais marcaram os guitarristas mundo afora foi o clássico Crossroads (A encruzilhada – 1986), em que Ralph Macchio interpreta um aluno de violão clássico apaixonado por blues que vai atrás da “música perdida” de Robert Johnson.

O filme é obrigatório para qualquer guitarrista, de qualquer idade e tendência. Mas esse post quer reparar uma injustiça não intencional do filme.

À época, internet era coisa de supernerd em superuniversidades (se tanto…). Pesquisa era algo caríssimo e dificílimo de fazer.

O “duelo final” de Ralph Macchio contra Steve Vai, literalmente o guitarrista do capeta, elevou Vai ao nível de superguitarrista (que sempre foi), mesmo tendo sido derrotado no final.

Mas o que poucos sabem, é que outros 3 guitarristas foram absolutamente fundamentais para imortalizar aquele duelo entre o estilo “fast-and-furious” de Steve Vai e o bom e tradicional Blues, com um gran finale clássico. Arrisco a dizer que foram até mais importantes do que o próprio Vai.

Para quem quiser (re)ver:

O Duelo Final – Crossroads 1986

Era praticamente impossível descobrir, à época, os detalhes daquele duelo, quem tocou o Blues, quem tocou o clássico etc..

Mas com as facilidades de hoje isso está a poucos cliques de distância.

Sabendo os detalhes, vale prestar reverência a esses músicos que povoaram o imaginário de nós guitarristas e nunca tiveram o devido reconhecimento.

Arlen Roth

Esse ficou de fora mesmo, pois nem apareceu nos créditos devido a alguma briga com o estúdio.

Mas fez o mais difícil dos trabalhos: Foi coach de Macchio e garantiu que, mesmo sem ser responsável pelo som, a “mímica” do ator ficasse perfeita. Bem, exceto pela interpretação final, mas seria mesmo impossível fazer mímica de Paganini.

Ry Cooder

Esse é o cara dos slides, em minha opinião o melhor do mundo nessa técnica, ao lado de Derek Trucks e do meu amigo Big Gilson.  Esse é quem conseguiu criar linhas simples de blues que conseguiram “combater” a supercomplexa técnica de Vai.

Espetacular. A simplicidade do feeling do blues de poucas notas contra a superpotência técnica e cênica de Steve Vai. Cara, quanto significado tinha (e tem!) aquilo para os guitarristas…

Para conhecer esse gênio do Slide, vai uma sensacional versão de Jesus on the Mainline, com um coro inacreditável (presta atenção no baixo):

Ry Cooder – Jesus on the Mainline

Willian (Bill) Kanengiser

Bom, a mensagem do filme, ao menos para guitarristas, é que, em algum ponto, a supertécnica e incrível presença cênica de Steve Vai iriam vencer o Blues de Cooder/Macchio. Massacre certo!

Ocorre que o personagem de Macchio tinha formação em violão clássico e, quando já estava tudo perdido para o Blues, lançou uma adaptação de Paganini para dar o golpe final em Vai e evitar que sua alma fosse levada pelo tinhoso.

Aqui vale registrar dois reconhecimentos:

Um para Bill Kanengiser, pela adaptação e execução de Paganini, mesmo em guitarra elétrica distorcida (que não é seu instrumento).

Veja a linda interpretação de Bill:

Willian Kanengiser Sample

E o segundo reconhecimento, para a evidentemente superior complexidade harmônica e melódica da música clássica. É inegável.

A sorte de Vai é que ele não teve que enfrentar um violinista como Shlomo Mintz interpretando o Paganini original (Caprice N° 5).

Seria um massacre em 30 segundos.

Duvidam? Vejam lá:

Paganini: Caprice No. 5 (Shlomo Mintz)

Por fim… a mudança nos tempos.

É isso amigos. Para se ter noção de como eram os tempos pré-internet, eu passei bons anos acreditando que Steve Vai tinha interpretado as duas linhas de guitarra. Não era possível saber for sure sem investir recursos significativos de tempo e grana. Iria procurar onde?

Pois em pouco mais de 40 minutos, praticamente toda a história se revela neste ano de 2013.

E vamos ler o Post antes que Roberto Carlos consiga proibir biografias… não sei se isso que escrevi se enquadraria…

rsrsrs

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  • Disclaimer

    Este blog é um ambiente privado para expor opiniões, estudos, reflexões e comentários sobre assuntos ligados a finanças, bolsa de valores, economia, política, música, humor e outros temas.

    Seus objetivos são educacionais ou recreativos, não configurando sob nenhuma hipótese recomendação de investimento.

    O investidor consciente deve tomar decisões com base em suas próprias crenças e premissas. Tudo que lê ou ouve pode ser levado em consideração, mas a decisão de investimento é sempre pessoal. Tanto na escolha de ações para carteira própria, quanto na escolha de gestores profissionais para terceirização da gestão.

    O Autor espera que os temas educacionais do blog possam ajudar no desenvolvimento e no entendimento das nuances do mercado de ações, mas reitera que a responsabilidade pela decisão de investimento é sempre do próprio investidor.

    Sejam bem vindos!

  • Paulo Portinho

    PAULO PORTINHO, engenheiro com mestrado em administração de empresas pela PUC-Rio, é autor do Manual Técnico sobre o Método INI de Investimento em Ações, do livro "O Mercado de Ações em 25 Episódios" e do livro "Quanto Custa Ficar Rico?", os dois últimos pela editora Campus Elsevier.

    Paulo atuou como professor na Pós-graduação de Gestão Social da Universidade Castelo Branco e na Pós-graduação oferecida pela ANBIMA de Capacitação para o Mercado Financeiro.

    Atuou como professor da área de finanças e marketing na Universidade Castelo Branco e no curso de formação de agentes autônomos do SINDICOR.

    Como executivo do Instituto Nacional de Investidores - INI (www.ini.org.br) entre 2003 e 2012, ministrou mais de 500 palestras e cursos sobre o mercado de ações, sendo responsável pelo desenvolvimento do curso sobre o Método INI de Investimento em Ações, conteúdo que havia chegado a mais de 15.000 investidores em todo o país, até o ano de 2012.

    Representou o INI nas reuniões conjuntas de conselho da Federação Mundial de Investidores (www.wfic.org) e da Euroshareholders (www.euroshareholders.org), organizações que congregam quase 1 milhão de investidores em 22 países.

    Atuou como articulista do Informativo do INI, do Blog do INI, da revista Razão de Investir, da revista Investmais, do Jornal Corporativo e do site acionista.com.br. Foi fonte regular para assuntos de educação financeira de veículos como Conta Corrente (Globo News), Infomoney, Programa Sem Censura, Folha de São Paulo, Jornal O Globo, entre outros.

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