Archive for outubro \31\UTC 2011

No Blog do INI: Análises BB-BI dos resultados do 3T11 para Brade sco, Vale, CSN, OI, Santander e mais 11 empresas

Posted on 31/10/2011. Filed under: Finanças |

Caros leitores,

O INI já iniciou a divulgação dos relatórios sobre os resultados do 3T11 para as maiores empresas brasileiras. Vejam nos links a seguir:

Resultados do Terceiro Trimestre de 2011

3T11 – Bradesco

3T11 – BR Foods

3T11 – Comgas

3T11 – CSN

3T11 – Daycoval

3T11 – Fibria

3T11 – Localiza

3T11 – Natura

3T11 – OI

3T11 – Redecard

3T11 – Renner

3T11 – Romi

3T11 – Santander

3T11 – Suzano

3T11 – Vale

3T11 – WEG

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Bancos x Governos – Erros e Acertos

Posted on 19/10/2011. Filed under: Finanças |

Por conta do meu último post (Dívida Grega: Erros que parecem acertos…), recebi alguns comentários duros, porém honestos e corretos.

Acredito ter dado a impressão de que sou “contra governos” e “pró-bancos”. Não era essa a intenção e procuro corrigir com alguns outros dados e insights.

Agradeço aos leitores e comentaristas pelo estímulo à pesquisa e ao contraditório!

É só pragmatismo.

O que quis dizer é que a derrocada do sistema financeiro é um custo que ninguém quer pagar. Melhor, ninguém PODE pagar. Antes disso ocorrer, os países vão apertar severamente os cintos e “socializar” o prejuízo. Até o último vintém.

Colocado dessa forma pode parecer algo perverso, algo arquitetado pelo pior capitalismo, mas é, antes de tudo, o caminho menos doloroso, menos difícil.

O colapso do sistema bancário é a forma mais rápida e mais “descontrolada” de empobrecimento de que se tem notícia. É muito mais rápido do que decretar moratória de dívida soberana, cortar gastos do governo pela metade ou retornar ao Marxismo-Stalinista.

É isso mesmo. Nem um governo stalinista conseguiria destruir tão rapidamente a economia de um povo, de um país. Bom, mas é melhor não apostar nisso, pois os Stalinistas sempre surpreendem… rs

A pirâmide (esquema Ponzi)

Calma, pode deixar a carteira em paz… Maddoff está preso!

Se quiserem ter uma idéia do desastre que seria uma corrida aos bancos, pensem em um esquema de pirâmide GIGANTE, com, vamos dizer, 80% da população da Europa.

O que iria acontecer se TODOS pedissem para receber o dinheiro imediatamente?

Bom, seria a forma mais rápida de construir uma sociedade comunista. As poupanças e a expectativa de poupança seriam dizimadas, pois elas só existem pela confiança que temos no sistema bancário. Mesmo o pessoal que tem dinheiro guardado no colchão não ficaria bem, pois o dinheiro, rapidamente, passaria a não ter valor. Voltaríamos ao escambo, no caso da confiança sucumbir.

Nenhum governo sequer cogita essa hipótese.

O caso Islândia

O Islândia nos dá um belo exemplo do caso acima. Nunca em toda a história do capitalismo bancos foram tão irresponsáveis como os Islandeses. Conseguiram atingir uma dívida privada de 12 vezes o PIB do país. Captaram depósitos em Euro, alavancaram-se em euro, mesmo não sendo essa a moeda do país.

O governo Islandês nacionalizou todos os bancos envolvidos e entregou para a população TODA a dívida. Coisa de US$ 350 mil a US$ 400 mil por habitante! (Há muitos posts sobre o assunto no blog. Vale a leitura. É uma viagem no tempo.)

Por quê? Ora, porque a outra opção seria exterminar o sistema financeiro local, deixando os bancos quebrarem e destruírem toda a poupança dos islandeses, todos os meios de pagamento e outros desdobramentos. Seria como chutar o tabuleiro do jogo “Monopólio” e jogar todas as pecinhas e notinhas ao vento. Teria que começar tudo de novo.

Quando o governo nacionalizou os bancos, a confiança de que as poupanças e depósitos seriam protegidos voltou. A confiança é tudo.

Foi uma catástrofe. Foi uma vergonha. Mas foi inevitável.

É só pragmatismo.

As dívidas soberanas são um problema dos governos, pois só eles podem resolvê-lo

Os governos europeus estão agindo para forçar a desalavancagem dos bancos. Veja aqui. Por outro lado pediram aos bancos para comprar títulos de países quebrados. Agora querem que os bancos se recapitalizam. Mas também querem que assumam prejuízos com esses títulos.

São coisas contraditórias.

Não faz sentido querer que os bancos reduzam sua alavancagem e exigir, ao mesmo tempo, que participem dos programas de socorro a países endividados. Não faz sentido pedir aos bancos para assumir prejuízos e dizer que vão disponibilizar 2 trilhões de euros para proteger o sistema, além de oferecer outros 200 bilhões para recapitalização.

São coisas que rumam para lados opostos, sendo exigidas ao mesmo tempo.

Dívida soberana se resolve de forma bem simples. Rumar em direção ao superávit ou ao déficit controlável. Reduzir a dívida a níveis aceitáveis. Aliás, o FMI sabia bem esses números, deve ter jogado fora…

E isso só se resolve com elevado prejuízo político. Quanto mais tempo passar, mais elevado é.

O pragmatismo… de novo

Em resumo, quis ser prático e objetivo.

A corrida por bônus e por elevação dos lucros trimestrais deve ter levado os dirigentes a operarem fora, completamente fora, das regras de segurança e saúde do sistema financeiro. Ninguém viu, ou ninguém se importou com isso. Por “ninguém” entenda-se: TODOS. Nem governos, nem órgãos de fiscalização e nem indivíduos. Talvez Noriel Roubini tenha visto.

Buffett falou, durante a crise de 2008, que “só quando a maré baixa é que sabemos quem estava nadando pelado”. E o sistema financeiro parecia a terra da Macunaíma. Todo mundo nu!

O sistema financeiro tem regras bem feitas e responsáveis. Se os bancos não as seguem, há que regular, há que criar instrumentos de controle externo. Os governos são eleitos para criar essa proteção às economias populares.

Os governos tem um papel importante a desempenhar. Mas é preciso pragmatismo. É preciso fazer o que tem que ser feito. É preciso seguir a máxima dos operadores de bolsa: “O primeiro prejuízo é o menor”.

Assumam os prejuízos políticos o quanto antes. Caso contrário, a Grécia não será o único país a ter greves infindáveis e confrontos violentos nas ruas.

Não há muita opção. Os bancos não vão resolver e já farão um enorme favor se não quebrarem.

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Dívida Grega: Erros que parecem acertos…

Posted on 17/10/2011. Filed under: Finanças |

Caros leitores,

Acabo de voltar de uma viagem a Moçambique para visitar uma mina de carvão da VALE.

É bom ter contato com a “vida real” da economia, com a perspectiva de desenvolvimento econômico, social e humano que um trabalho competente e bem feito pode trazer.

Nada a ver com CDS, CDO, SIV etc…

A viagem rendeu muitas conversas com analistas experientes, do Brasil e do Exterior, e alguns insights.

Enquanto estive fora a bolsa se recuperou bastante, batendo mais de 55.000 pontos. Nesta segunda feira, primeiro dia útil aqui no Pindorama, já está desabando 2,5%…

Mas fiquem tranquilos, eu não sou o culpado. Se fosse, vocês já estariam comprando minha passagem só de ida para Maputo…

E eu iria!!!

Escrevo esse post para abrir o debate sobre um componente perigoso dessa “nova” crise.

O porta-voz da comissão de finanças do parlamento alemão acaba de dizer que “os bancos precisam aceitar as perdas com títulos gregos de forma voluntária”.

Leiam aqui.

Well, well, well…. Não há nada mais sem sentido do que essa afirmação.

Há uma idéia FALSA de que os bancos deveriam pagar pelo efeito devastador que sua alavancagem exagerada causou ao mundo em 2007-2008, pois os executivos ganharam, e continuam ganhando, rios de dinheiro.

A idéia é falsa porque BANQUEIRO não é BANCO.

Enquanto as potências européias, perdidas como crianças de 8 anos em MBA´s de contabilidade, confundirem essas coisas, não vai funcionar.

Cortar as remunerações multimilionárias, os bônus, aumentar a tributação sobre a renda etc., pode até criar problemas motivacionais, mas não impactam negativamente os balanços dos bancos (não diretamente, nem imediatamente).

Mas pedir à instituição que assuma perdas “voluntariamente” sobre um ativo que os bancos não comprariam se não fosse a exigência dos governos, é uma resposta típica de uma criança de 8 anos explicando o que é “Balanço Patrimonial” ou “Índice de Basiléia”.

Os bancos somos todos nós

Independente da ação dos executivos, por pior que seja ou por mais gananciosa que seja, os Bancos, em última análise, somos nós. É nosso dinheiro, nosso crédito, nosso investimento, nosso seguro, nossa aposentadoria etc.

A saúde dos bancos é fundamental para a manutenção dos sonhos e para a viabilidade da vida dos habitantes de países desenvolvidos e emergentes, da forma como nós conhecemos. Não é possível imaginar até onde iria o retrocesso econômico no caso de um colapso bancário.

Durante a crise de 2008, para evitar o “moral hazard”, Hank Paulson mirou em Dick Fuld, acertou no Lehmann Brothers e espalhou dezenas de bilhões de dólares em baixas contábeis para todo o mundo.

Dick Fuld merecia, mas quando o banco paga, todos aqueles que não mereciam pagam junto!

Bancos não têm a mesma estrutura contábil de Estados

Assumir uma perda de US$ 50 bilhões no balanço funciona para Estados, para Nações e até para empresas operacionais, mas é potencialmente destruidor para os bancos.

Os bancos trabalham alavancados, com um passivo 10, 15, 20 vezes maior que seu patrimônio. Qualquer ação abrupta de write-down (baixa contábil) pode deixar um banco insolvente, ao menos do ponto de vista dos índices de alavancagem recomendados.

Isso não vai longe

Jogar para a torcida e tentar trazer os bancos para “pagar a conta” junto com os Estados, é uma história de vida curta e fim dramático. Os bancos não têm condições de sustentar o Euro, não têm condições de financiar déficits fiscais monumentais. Nunca foi essa a função dos bancos. Isso é função dos governos.

Governos ruins e incompetentes levam a elevados déficits e tornam sua população mais pobre. No caso da zona do Euro, há um encadeamento de nações, ligadas pela moeda única. A solução natural do sistema é o empobrecimento da região. Mas nenhum alemão quer ficar menos rico para que a Grécia não exploda. Esse é o único caminho natural, mas a política vai evitá-lo até o fim, até o colapso.

Por fim… o erro

A prova maior de que a condução está errada é a declaração acima indicada. Ou existe técnica e rigor contábil para os balanços ou existe o “voluntarismo”.

Por que que os bancos deveriam provisionar uma perda de 50% nos títulos gregos voluntariamente, em vez dos atuais 21%? Por que isso não é feito com uma medida de risco amplamente aceita?

Por que 50% e não 60% ou 100%? Ou 32,4%? Que técnica contábil é essa? Lei de Bicks? Lei de Schultz?

Os países estão errando há mais de uma década. As soluções são paliativas, sempre tentando consertar os efeitos e não as causas.

Os ciclos econômicos são naturais e quando o sistema está indicando o empobrecimento de um povo, não adianta lutar contra isso adiando e chegada desse “empobrecimento”. É melhor aceitá-lo, entender suas origens e buscar sair de seus efeitos, ATACANDO AS CAUSAS. Dá para ministrar alguma morfina para reduzir os efeitos, mas não se pode deixar de lado o tratamento da doença em si.

No segundo Oil Shock os países desenvolvidos fizeram severa restrição ao crédito e passaram alguns anos de aperto. Depois foram quase 2 décadas de prosperidade. O Brasil expandiu o crédito e passou quase duas décadas sem crescer.

A natureza é clara. O organismo está doente. E os médicos são formados em Ciência política, não entendem lhufas de medicina, nem de economia.

E nesse caso não adianta chamar o Dr. (White) House!

Como ele diria: Everybody lies!

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Índices Preço/Lucro e Dividend Yield atualizados até 04/10/2011

Posted on 05/10/2011. Filed under: Finanças |

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No blog do INI: Notas Sobre a Crise na Europa – WFIC

Posted on 04/10/2011. Filed under: Finanças |

Acabo de postar no blog do INI dois documentos interessantes sobre a crise na Europa, do ponto de vista dos investidores e dos profissionais.

O conteúdo segue abaixo, divirtam-se:

O INI é membro ativo da Federação Mundial de Investidores, entidade que congrega Associações de Investidores de 22 países.

Por força dessa interação com as Associações, a maioria européias, recebe alguns artigos, notas e comentários elaborados por dirigentes e analistas dessas instituções.

A realidade dos “INI´s” dos países desenvolvidos é bem diferente da verificada no Brasil, pois já estão no mercado há 5 décadas ou mais. Há associações com 200 mil associados pagantes e com 300 bilhões de euros investidos! Por força dessa representatividade seus dirigentes frequentemente são chamados a participar de consultas sobre governança, reestruturação bancária etc.

Há 2 documentos (em inglês) que foram compartilhados pelo INI com a comunidade de investidores e profissionais de mercado do Brasil.

O primeiro são notas sobre a crise bancária que o Sr. Jean Pierre Paelinck, secretário geral da WFIC enviou por conta de sua participação no congresso da FECIF – Federação Européia de Consultores e Intermediários Financeiros.

Notas sobre o congresso da FECIF

O segundo documento é a resposta da Associação de Investidores do Reino Unido UKSA para a comissão européia de governança corporativa (COM 164) relatando a expectativa dos investidores e clubes de investimento quanto ao nível de governança das companhias em todo o mundo.

UK responds to EU on Corporate Governance

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  • Disclaimer

    Este blog é um ambiente privado para expor opiniões, estudos, reflexões e comentários sobre assuntos ligados a finanças, bolsa de valores, economia, política, música, humor e outros temas.

    Seus objetivos são educacionais ou recreativos, não configurando sob nenhuma hipótese recomendação de investimento.

    O investidor consciente deve tomar decisões com base em suas próprias crenças e premissas. Tudo que lê ou ouve pode ser levado em consideração, mas a decisão de investimento é sempre pessoal. Tanto na escolha de ações para carteira própria, quanto na escolha de gestores profissionais para terceirização da gestão.

    O Autor espera que os temas educacionais do blog possam ajudar no desenvolvimento e no entendimento das nuances do mercado de ações, mas reitera que a responsabilidade pela decisão de investimento é sempre do próprio investidor.

    Sejam bem vindos!

  • Paulo Portinho

    PAULO PORTINHO, engenheiro com mestrado em administração de empresas pela PUC-Rio, é autor do Manual Técnico sobre o Método INI de Investimento em Ações, do livro "O Mercado de Ações em 25 Episódios" e do livro "Quanto Custa Ficar Rico?", os dois últimos pela editora Campus Elsevier.

    Paulo atuou como professor na Pós-graduação de Gestão Social da Universidade Castelo Branco e na Pós-graduação oferecida pela ANBIMA de Capacitação para o Mercado Financeiro.

    Atuou como professor da área de finanças e marketing na Universidade Castelo Branco e no curso de formação de agentes autônomos do SINDICOR.

    Como executivo do Instituto Nacional de Investidores - INI (www.ini.org.br) entre 2003 e 2012, ministrou mais de 500 palestras e cursos sobre o mercado de ações, sendo responsável pelo desenvolvimento do curso sobre o Método INI de Investimento em Ações, conteúdo que havia chegado a mais de 15.000 investidores em todo o país, até o ano de 2012.

    Representou o INI nas reuniões conjuntas de conselho da Federação Mundial de Investidores (www.wfic.org) e da Euroshareholders (www.euroshareholders.org), organizações que congregam quase 1 milhão de investidores em 22 países.

    Atuou como articulista do Informativo do INI, do Blog do INI, da revista Razão de Investir, da revista Investmais, do Jornal Corporativo e do site acionista.com.br. Foi fonte regular para assuntos de educação financeira de veículos como Conta Corrente (Globo News), Infomoney, Programa Sem Censura, Folha de São Paulo, Jornal O Globo, entre outros.

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