Finanças

Mitos da Privatização – Fugindo das Armadilhas Ideológicas

Posted on 07/04/2021. Filed under: Finanças |

Prezados leitores,

Segue uma série com 2 vídeos sobre os principais mitos da Privatização no Brasil.

As pessoas podem ser contra ou a favor da privatização, mas o debate precisa afastar os motivos não-racionais e ideológicos, sob risco de ficarmos ainda mais presos em um pseudo-capitalismo tupiniquim.

Os mitos são:

Vídeo 1:

Mito #1: Vendemos mesmo as Riquezas Nacionais?

Mito #2: Qual é a verdadeira riqueza que uma empresa gera para o povo e o Estado brasileiros?

Vídeo 2:

Mito #3: As estatais foram vendidas a preço de banana?

Mito #4: A questão estratégica. O que é e o que não é razoável.

Divirtam-se!

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Em homenagem a Raymundo Magliano, o visionário.

Posted on 11/01/2021. Filed under: Finanças |

Hoje nos deixou Raymundo Magliano, presidente da Bovespa que promoveu a mais importante revolução da história do mercado de capitais brasileiro.

Olhando o sucesso da bolsa hoje, pode-se ter a falsa impressão de que sempre foi assim, mas não é verdade. Antes de Magliano, a bolsa era um clube com poucos operadores e com acesso limitado e impensável para pequenos investidores.

Se hoje consideramos fundamental que a bolsa seja destino para os pequenos investidores, com seus 100 reais por mês, devemos a ele. Todo o trabalho que desenvolvemos no Instituto Nacional de Investidores, deve-se à obra desse gentleman, desse visionário.

A ação da Bovespa pela popularização do investimento em ações preparou o caminho para as corretoras, os professores, os educadores financeiros e outros profissionais de varejo que hoje tornam o caminho do pequeno investidor muito mais confortável para investir em ações.

E nos deixou cedo demais. Espero que o mercado de ações não economize em render homenagens a Magliano.

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Amortização de Financiamento Imobiliário. Reduzir a Prestação ou Reduzir o Prazo?

Posted on 07/12/2020. Filed under: Finanças |

Prezados leitores,

Publiquei um vídeo sobre Amortização Extraordinária de Financiamento Imobiliário sugerindo, de forma ponderada e gentil, que é melhor reduzir o valor da prestação do que reduzir o prazo.

Algumas pessoas, nas diversas mídias em que publiquei, duvidaram dessa afirmação, acreditando que é melhor reduzir o prazo.

Entendo elas. Realmente quando estamos diante de 2 opções, por exemplo, reduzir a prestação em 10% (de 4.000 reais para 3.600 reais) ou reduzir o prazo em 30% (de 30 anos para 21 anos), dá a impressão de que é muito melhor reduzir o prazo.

Faço um mea culpa, pois eu fiz minha argumentação sem apresentar os números.

Agora refaço a argumentação com base nos números e, creio, ficará claríssimo que é preferível amortizar reduzindo o valor da prestação do que reduzindo o prazo.

Nosso exemplo:

Partiremos de um financiamento imobiliário de 360.000 reais, para ser pago em 360 meses, no sistema SAC (amortização constante), com juros de 0,8% ao mês.

O plano é quitar o financiamento em 5 anos. Isso significa, obviamente, que teremos que trazer “dinheiro novo” para fazer amortizações extraordinárias. Não considerei custos extras (seguros e taxa do banco), pois ambas as estratégias terminarão em 5 anos.

Vou comparar 2 estratégias: (i) amortizar reduzindo prestações; e (ii) amortizar reduzindo o prazo de financiamento.

O que é melhor? Veja a planilha para o primeiro ano:

O cálculo das prestações funciona assim:

  • Calculamos a amortização mensal: 360.000 em 360 meses, 1.000 reais por mês (o saldo devedor cai 1.000 reais por mês).
  • Calculamos 0,8% de juros sobre o saldo devedor. No primeiro mês pagaríamos 2.880 de juros (0,008 x 360.000). O montante de juros vai caindo, pois o saldo devedor vai caindo.
  • A prestação inicial é de 3.880 reais, e é decrescente, pois o saldo devedor sempre diminui (considerando que a TR seja zero, como tem sido).
  • No mês 12, a prestação será (desconsiderando os custos extras) de 3.784 reais.

1ª Amortização – Ano 1.

Apenas a primeira amortização será igual, pois a partir dela as prestações serão diferentes, pois uma estratégia terá redução de prazo, outra de prestação.

Restam 348.000 reais a quitar de saldo devedor. Queremos quitar em 5 anos, portanto considerarei pagar 1/5 (20%) desse saldo devedor = 69.600 reais. Após a amortização, o saldo cairá para 278.400 reais.

Cálculo da nova prestação reduzida:

  • O prazo não muda, portanto, seguiremos com 348 meses para o fim do financiamento.
  • O novo saldo devedor é R$ 278.400, para quitar em 348 meses, o que dá uma nova amortização constante mensal de 278.400 / 348 = R$ 800 por mês.
  • Os juros continuam em 0,8%, porém incidirão sobre R$ 278.400, o que daria R$ 2.227
  • A nova prestação será de R$ 3.027, 20% menor (800 + 2.227).
  • O prazo permanece em 348 meses.

Cálculo do novo prazo de financiamento reduzido:

  • A prestação não muda, portanto, seguiremos pagando, de início, R$ 3.784 (aproximadamente).
  • O novo saldo devedor é R$ 278.400, e vamos disponibilizar R$ 3.784 de início para pagar esse saldo devedor.
  • Os juros continuam em 0,8%, que incidirão sobre R$ 278.400, o que daria R$ 2.227
  • Como a prestação não muda, mas o montante de juros caiu, quanto sobra para amortização constante (o sistema continua SAC)?
  • R$ 3.874 – R$ 2.227 = 1.557. Na planilha, com arredondamentos, deu R$ 1.555.
  • Em quantos meses conseguimos pagar R$ 278.400, amortizando R$ 1.555 por mês?
  • Em 179 meses = 14 anos e 11 meses.

O que você prefere?

Reduzir a prestação de R$ 3.784 para R$ 3.027 para quitar em um prazo de 29 anos, ou

Manter a prestação em R$ 3.784 para quitar em um prazo de 14 anos e 11 meses?

Não é difícil entender por que as pessoas preferem reduzir o prazo.

Dá mesmo a impressão de que é muito melhor reduzir o prazo de pagamento em 50% do que reduzir a prestação em 20%.

Porém… a sensibilidade “correta” em finanças indica que o que acontece mês que vem é mais relevante do que o que acontece em 15 anos. Veremos.

Vamos continuar com as amortizações para ver o efeito.

2ª Amortização – Ano 2.

Desse ponto em diante as amortizações serão diferentes, pois os saldos devedores serão diferentes.

Fluxo amortizado com prestação reduzida:

  • Ao final de 24 meses, o saldo devedor será de R$ 269.600.
  • A prestação do mês 24 foi de R$ 2.957
  • Restam 28 anos (336 meses)

Fluxo amortizado com prazo reduzido:

  • Ao final de 24 meses, o saldo devedor será de R$ R$ 261.292.
  • A prestação do mês 24 foi de R$ 3.646
  • Restam 13 anos e 11 meses (167 meses)

Nós temos agora que calcular as amortizações extraordinárias, que serão diferentes, pois os saldos devedores são diferentes. Como queremos quitar ao final de 5 anos (60 meses), faremos uma amortização de ¼ (25%) do saldo devedor em ambos os fluxos:

  • No fluxo com prestação reduzida amortizaremos R$ 67.400, restando R$ 202.200.
  • No fluxo com prazo reduzido amortizaremos R$ 65.323, restando R$ 195.969.

Cálculo da nova prestação reduzida:

  • O prazo não muda, portanto, seguiremos com 336 meses para o fim do financiamento.
  • O novo saldo devedor é R$ 202.200, para quitar em 336 meses, o que dá uma nova amortização constante mensal de 202.200 / 336 = R$ 601 por mês (aproximadamente).
  • Os juros continuam em 0,8%, porém incidirão sobre R$ 202.200, o que daria R$ 1.618
  • A nova prestação será de R$ 2.219, 25% menor (1.618 + 601).
  • O prazo permanece em 336 meses.

Cálculo do novo prazo de financiamento reduzido:

  • A prestação não muda, portanto, seguiremos pagando, no mês 25, R$ 3.631 (aproximadamente a prestação que teríamos se não houvesse a amortização).
  • O novo saldo devedor é R$ 195.969, e vamos disponibilizar R$ 3.631 de início para pagar esse saldo devedor.
  • Os juros continuam em 0,8%, que incidirão sobre R$ 195.969, o que daria R$ 1.568
  • Como a prestação não muda, mas o montante de juros caiu, quanto sobra para amortização constante (o sistema continua SAC)?
  • R$ 3.631 – R$ 1.568 = 2.063.
  • Em quantos meses conseguimos pagar R$ 195.969, amortizando R$ 2.063 por mês?
  • Em 95 meses = 8 anos e 11 meses.

PARA TUDO!!!!!!!!

Neste momento o leitor deve estar certo de que é muito melhor reduzir o prazo do que reduzir a prestação e que eu estou errado…

Em 2 amortizações com valores próximos (R$ 137.000 para reduzir prestação e R$ 134.923 para reduzir prazo) a prestação cairia de 3.880 para 2.219 (43% menor), mas o prazo remanescente seria de 95 meses e não de 336 (71% menor).

Aí entra o “feeling” do financista. Dinheiro agora é melhor do que depois. Pagar menos agora é melhor que pagar menos depois. Tudo isso ponderado pela taxa de juros.

A grande vantagem de reduzir a prestação é fazer caírem os custos mensais HOJE e não daqui a 15 anos. E isso, numa lógica financeira e de fluxo de caixa descontado, fala muito alto. Veremos.

Resultados finais

Não vou demonstrar o efeito de todas as amortizações até quitar o saldo devedor em 5 anos. Está na planilha, para quem quiser acompanhar os detalhes. Vamos diretamente aos resultados finais.

A comparação que farei agora é quanto ao pagamento total de juros, de amortizações normais (mensais) e de amortizações extraordinárias.

A pessoa que defende a redução de prazo, se já estava certa de sua posição, agora vai parecer ter certeza… mais uma vez vai achar que estou errado.

Os totais pagos são muito próximos, diferença de apenas 524 reais. Porém esses totais ocorrem de formas muito diferentes.

Quem opta pela prestação reduzida precisa de 325.933 reais em amortizações extraordinárias, enquanto quem opta pelo prazo reduzido precisa apenas de 248.340 reais em amortizações extraordinárias. Uma diferença de 77.594 reais.

Porém, quem opta pela prestação reduzida gasta muito menos com amortizações normais mensais (36.073 reais contra 120.720).

Quem opta por reduzir a prestação acaba pagando 7.578 reais de juros a mais.

O que fica “oculto” nessas contas é que quem opta por reduzir a prestação, acaba pagando menos em prazos mais próximos, e quem opta por reduzir o prazo, acaba pagando menos em prazos mais distantes. Essa questão deve ficar clara adiante, quando olharmos para o fluxo de caixa de ambas as estratégias.

Perceba que, no primeiro ano, não há diferença (115.544). No segundo ano o fluxo nominal de quem reduziu a prestação é menor. Enquanto aquele que optou pela redução de prazo tem um desembolso de 109.892, quem optou pela redução da prestação tem um desembolso de 103.304 (já contando a nova amortização ao final do ano 2).

E essa realidade permanece no ano 3 e no ano 4, e apenas se reverte no ano 5.

Ou seja, quem optou por reduzir a prestação gastou MENOS nos anos 2, 3 e 4, enquanto que quem optou por reduzir o prazo pagou menos apenas no ano 5.

Quem optou por reduzir a prestação economizou R$ 6.588 no ano 2, R$ 8.729 no ano 3 e R$ 3.740 no ano 4. Pagará a mais R$ 19.580 no ano 5 (pois precisa fazer uma amortização extraordinária mais alta para quitar).

Pensando em termos nominais, a diferença é irrelevante (524 reais), mas em termos REAIS, ou seja, descontando pela taxa de juros apropriada, ficará evidente que escolher a redução da prestação é o correto a fazer.

Se descontarmos pela taxa do financiamento, 0,8%, o benefício HOJE, seria de R$ 4.812. Em outras palavras, você economizou, em termos reais, 4.812 ao optar por amortizar reduzindo a prestação e não o prazo.

A taxa de financiamento imobiliário costuma ser a melhor da economia, o financiamento para outras compras costuma ser ainda mais alto. Portanto, se essa economia feita for utilizada para evitar outros financiamentos mais caros, com taxa, por exemplo, de 1,2% ao ano (compra de carro, CDC, financiamento bancário etc.), a economia HOJE saltaria para 6.194.

Conclusão

Não há justificativa financeira ou até de planejamento patrimonial e/ou orçamentário para escolher reduzir o prazo em vez de escolher reduzir a prestação.

As pessoas têm uma visão de que conseguem quitar “mais rápido” se reduzirem o prazo, mas essa visão não tem respaldo nos cálculos. Se ela quitou o saldo devedor, é porque fez amortizações extraordinárias suficientes para pagar esse saldo devedor. Tanto faz se reduziu prestações ou o prazo.

Se escolher reduzir prazo, fará amortizações mensais muito altas e amortizações extraordinárias menores, se escolher reduzir a prestação fará amortizações mensais baixas e amortizações extraordinárias mais altas.

A decisão, porém, é de foro íntimo, e para alguns ter uma dívida muito longa é mais angustiante do que a prestação atual mais alta.

Mas, do ponto de vista financeiro, seu gasto será menor se reduzir a prestação.

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Como evitar a Síndrome do Otário na Bolsa? Balanceamento de carteira (1995 a junho de 2020).

Posted on 08/10/2020. Filed under: Finanças |

Série dividida em 2 vídeos sobre balanceamento de carteira.

Vídeo 01 – Como fazer o balanceamento de carteira.

Vídeo 02 – Gráficos e Tópicos Avançados
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Ferramentas para Seleção de Ações: o Envelope de Preço/Lucro (Banestes BEES3)

Posted on 01/10/2020. Filed under: Finanças |

Nesta série de 2 vídeos, mostramos o coração do Método INI (Stock Selection Guide – SSG): O histórico de máximas e mínimas da relação preço/lucro.

Parte 1: O que é o Preço/Lucro, o que significa seu histórico, qual sua relação com o estado da economia e com as taxas de juros, e o que é o “Envelope de P/L”.

Parte 2: Como construir o “Envelope de P/L” com ferramentas gratuitas na Internet.

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Como Transformar Lixo em Ouro? A história do CDO e do CDS

Posted on 12/09/2020. Filed under: Finanças, Matemática | Tags:, , , , , , , , |

O vídeo a seguir é para corrigir uma percepção errada que as pessoas tiveram assistindo ao filme “The Big Short” (A Grande Aposta).

O filme sugeriu, corretamente, que os bancos juntavam hipotecas podres em fundos (SIV) e vendiam como se fossem investimentos AAA (risco quase zero).

É verdade, fizeram isso, mas isso não é fraude, ao contrário, é genial.

A fraude veio de outro lugar (falta de transparência dos bancos e ganância excessiva dos operadores, corretores, proprietários etc.). CDO e CDS são dois instrumentos avançadíssimos em finanças.

Em 2008 cheguei a criticar o CDS, mas depois entendi que ele é um seguro “fake”, cujo único objetivo é dar preço para o risco de crédito.

Divirtam-se!

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Investimento Consciente em Ações – Os 5 princípios do INI.

Posted on 26/08/2020. Filed under: Filosofia, Finanças, Matemática |

Prezados,

Tivemos 900.000 pessoas entrando na bolsa durante essa pandemia. Resolvi resumir em 4 pequenos vídeos os princípios do investidor consciente em Bolsa de Valores.

São princípios trazidos para o Brasil pelo saudoso Instituto Nacional de Investidores, que operou de 2003 a 2012 e atingiu mais de 70.000 investidores ao redor do Brasil.

Os dados são baseados na revisão do meu livro “O Mercado de Ações em 25 Episódios” (em promoção na Amazon). Divirtam-se!

Primeiro Princípio: Investir regularmente pequenas quantias.

 

Segundo Princípio: Reinvestir ganhos e dividendos durante o período de acumulação

 

Terceiro Princípio: Comprar empresas de crescimento (growth stocks) a múltiplos razoáveis

 

Quarto Princípio: Diversificação e Quinto Princípio: Procurar empresas com elevados padrões de governança corporativa.

 

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O Grande Reset. Por que a cada crise econômica surgem essa ideias de “mudar o mundo”?

Posted on 09/08/2020. Filed under: Finanças |

Caros leitores.

Vamos a mais um “fim do capitalismo”. Deve ser o trigésimo desde que foi previsto em 1850.

Dessa vez a nova reformulação do capitalismo é chamada de “O Grande Reset”.

Querem “aproveitar” o caos econômico gerado pela pandemia para forçar mais ingerência de organismos multilaterais (ONU, OMS, FMI etc.) nos países e nas pessoas.

Essas ideias não são novas, na verdade voltam com força a cada crise econômica mundial. Assim com vêm, vão embora.

Há coisas gravíssimas para nos preocuparmos, mas certamente não é com um grande governo mundial que resolveremos problemas globais.

Neste vídeo relembro as origens dessa ideia de aldeia global, que remonta ao início da revolução industrial e aos diagnósticos (errados) de Marx sobre o futuro do capitalismo. Não há surpresa, isso sempre volta.

Ps. Sempre vem alguém me mandar “ler O Capital”. Bom, O Capital é um livro inútil para entender a filosofia de Marx. O Capital é a aplicação de ideias erradas sobre sociologia, psicologia e filosofia aplicadas em economia.

Para entender Marx tem que ler A Ideologia Alemã. Nesse livro tem tudo, O Capital só vai servir para propagar ideias econômicas erradas, baseadas em princípios e pressupostos errados, revelados em A Ideologia Alemã.

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Renda Mínima Universal é possível no Brasil?

Posted on 07/08/2020. Filed under: Finanças |

Caros leitores,

Será que o Brasil tem cacife para bancar uma renda mínima universal, ou, como querem governadores e prefeitos, manter o auxílio emergencial para sempre?

Primeiro, vale colocar, que distribuir a arrecadação de impostos diretamente para as pessoas NÃO é uma ideia “comunista”, é imposto negativo, bem liberal até. “Comunismo” pressupõe que o estado substitua o discernimento das pessoas, portanto ele, discricionariamente, oferece o serviço ou produto que ele entende melhor para a população. Entregar $$$ e deixar as pessoas decidirem, é prestigiar o discernimento do indivíduo.

Mas esse não é o nosso problema.

Você sabia que, se distribuíssemos toda a arrecadação de impostos, das 3 esferas, entre todos os brasileiros daria cerca de 950 reais por mês para cada um? E que se fizéssemos isso, não haveria mais nenhum serviço público e mais nenhuma aposentadoria paga?

Pois é. Na Dinamarca essa distribuição daria cerca de 12.000 reais por mês por habitante.

Mesmo no Chile, teríamos cerca de 1.300 reais por mês, mas com uma ENORME diferença: a carga tributária deles é de 21%, a nossa de 35%.

Falo desse e de outros temas, como impostos sobre dividendos, redução dos abatimentos no Imposto de Renda, imposto sobre fortunas etc., no vídeo a seguir:

 

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Por que os ateus sempre vencem os debates com os apologistas?

Posted on 05/08/2020. Filed under: Finanças |

Prezados leitores,

É claro que um ateu não consegue provar que Deus não existe para uma pessoa que acredita de fato nisso. Assim como o contrário também não acontece.

Mas por que temos a impressão de que os ateus estão mais bem preparados para o debate racional, mesmo quando enfrentam pessoas eloquentes como Jordan Peterson e Willian Lane Craig?

São dois pontos:

1- Os ateus forçam o jogo no campo do empiricismo e da lógica formal, campos onde só se pode provar Deus através de um debate causal e local, o que é incompatível com o conceito de entidade onipotente, onisciente e onipresente.

2- Quando os apologistas tentam trazer o Deus não causal e não local para o debate, são acusados de “inventar” outro Deus e são forçados a voltar ao campo do empiricismo e da lógica formal, que são instrumentos intelectuais interessantes para trabalhar conceitos parciais e reducionistas, jamais para trabalhar conceitos amplos.

Debato essas e outras questões no Livro: Tudo é Impossível, Portanto Deus Existe: Uma história da razão, da ciência e de Deus.

Versão Kindle: https://www.amazon.com.br/dp/B083VW3LB9

Versão impressa (USA, EU e Japão, entrega no Brasil): https://www.amazon.com/dp/1650847890

Impresso no Brasil (estoque limitado): https://produto.mercadolivre.com.br/MLB-1451924969-tudo-e-impossivel-portanto-deus-existe-paulo-portinho-_JM?quantity=1#position=1&type=item&tracking_id=9968e18d-bb11-42bb-a29a-52c1b3363615

 

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Devemos fazer poupança para os filhos? Prós, contras e os principais cuidados.

Posted on 22/07/2020. Filed under: Administração, Finanças |

Caros leitores,

Pode parecer uma coisa óbvia que é bom fazer poupança para os filhos, mas há muitos cuidados importantes e alguns perigos.

1. Essa poupança não deve comprometer a capacidade financeira dos pais para formarem sua própria poupança de longo prazo.

2. Tem que decidir se a poupança será para pagar algo específico no futuro (faculdade, intercâmbio), ou será integralmente entregue ao filho na maioridade.

3. Tem que associar poupança com educação financeira em mercados de risco desde cedo, para evitar que os recursos atrapalhem mais do que ajudem no processo de ensinar os filhos a lidar com dinheiro.

 

 

Quanto Custa Ficar Rico?

 

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O Paradoxo da Onipotência de Deus: São Tomás de Aquino e a Conjectura do Multiverso.

Posted on 01/07/2020. Filed under: Finanças |

Prezados leitores,

Para os que curtem física quântica, teísmo e ateísmo, Richard Dawkins, Filosofia da Ciência, Yuval Harari (Sapiens), Karl Popper e o debate sobre a existência de Deus, um pouco do debate que promovo no meu livro “Tudo é Impossível, Portanto Deus Existe”.

O problema do Paradoxo clássico da Onipotência não está na submissão que Deus deve prestar à lógica formal, nem na fragilidade do idioma de que Wittgenstein falou, mas na própria história da racionalidade e da ciência.

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O Novo Normal na Economia. O “Estado Forte” vai nos tirar do buraco econômico?

Posted on 05/06/2020. Filed under: Finanças |

Prezados leitores,

Muito se fala que essa pandemia vai reforçar o papel do Estado como guia da economia.

Que teremos um New Deal para recuperar a economia.

Apesar de parecer uma ideia promissora, é uma non-starter. Deve acontecer justamente o contrário.

Só há uma forma de salvar a economia. E não é o Estado que vai resolver.

 

Para quem quiser saber mais sobre filosofia da ciência, segue o link do meu livro na Amazon: https://www.amazon.com.br/dp/B083VW3LB9

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Pandemia, Comunismo, OMS, Ciência e o insight de Slavoj Zizek, teórico cultural marxista.

Posted on 01/06/2020. Filed under: Ateísmo, Filosofia, Finanças, Humor, Política | Tags:, , , , , |

Prezados leitores,

Zizek lançou um livro sobre a Pandemia, pois vê alguns caminhos para a reinvenção do comunismo.

É gente, apesar de algumas pessoas acreditarem que o comunismo não existe mais, Zizek é respeitadíssimo, muito lido e seu livro, lançado pela Boitempo (apresentada nas palavras de um de seus autores assim: “a Boitempo, sem estar linkada a um partido, ela faz o papel que o Gramsci queria: da hegemonia cultural”), já está bombando e dando o que falar!

Como a Pandemia vai ajudar a reinventar o comunismo? Como vai organizar o mundo em um só diapasão, como vai reforçar os valores coletivistas, como vai ajudar na construção da hegemonia cultura e do pensamento único?

Veja no vídeo!

 

Ps. Tenho dificuldade para entender por que esses teóricos Marxistas falam tanto de comunismo, se o comunismo não existe… rsrsrs

Para quem quiser saber mais sobre filosofia da ciência, segue o link do meu livro na Amazon: https://www.amazon.com.br/dp/B083VW3LB9

 

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Paulo Guedes não é o ministro da economia. É o discurso econômico vitorioso nas urnas.

Posted on 15/05/2020. Filed under: Finanças |

Falo no vídeo da importância de tentarmos blindar o ministro Paulo Guedes de todas as confusões entre governo, congresso e STF.

A luta política pode continuar, mas, diante dos riscos incríveis para o futuro do país, se perdermos o discurso econômico, vitorioso nas urnas e da confiança dos agentes econômicos, podemos ir à bancarrota de uma forma inédita.

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Não teremos inflação? Por que Monica de Bolle (com todo o respeito) está errada?

Posted on 13/05/2020. Filed under: Finanças |

Prezados,

Comento o vídeo da economista Monica de Bolle em que ela sugere que não teremos inflação e nem grandes problemas com impressão de dinheiro e com câmbio apreciado.

As ideias dela começam ao minuto 33:55, mas pode ver o vídeo inteiro, dá uma boa noção do relacionamento do BACEN com os bancos. https://www.youtube.com/watch?v=peiokiuoCpo

 

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Vídeo de Paulo Guedes: “Me ouçam enquanto é tempo”. Não podemos perder a curva de juros.

Posted on 11/05/2020. Filed under: Finanças |

Prezados leitores,

Em 2 dias (23 e 24 de abril) os juros futuros explodiram no Brasil, fruto da tensão política.

Nesse vídeo alerto que não podemos perder a curva de juros e que precisamos ouvir as vozes que tentam nos convencer a continuar respeitando contratos.

Devemos ouvir o Paulo Guedes. Enquanto é tempo.

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A principal falha da filosofia econômica marxista. Economia não é estoque, economia é fluxo.

Posted on 10/05/2020. Filed under: Finanças |

Prezados leitores,

A origem da dicotomia entre marxistas e economistas liberais não está na interpretação do funcionamento econômico.

Um interpreta a economia com um “problema a ser resolvido”, um objetivo a ser atingido, mas economia é fluxo. Sempre foi.

Um pouco do que escrevi no meu livro de filosofia da ciência “Tudo é Impossível, Portanto Deus Existe”.

https://www.amazon.com.br/dp/B083VW3LB9

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20/04/2020 – O dia em que o Petróleo caiu abaixo de ZERO e foi vendido por até 40 dólares negativos!

Posted on 09/05/2020. Filed under: Finanças |

Prezados,

O que significa vender algo por preço negativo?

Por que as pessoas venderam petróleo a US$ 40 negativos?

Pode acontecer de novo? Outros mercados podem ser impactados?

COVID19 e a sensação de que o longo prazo está comprometido.

No vídeo a seguir:

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COVID19, Karl Popper, Karl Marx e a delimitação científica.

Posted on 13/04/2020. Filed under: Finanças |

Caros leitores,

Como saber se uma proposta é, de fato, científica?

Neste vídeo falo brevemente da teoria da delimitação científica de Karl Popper e discuto se há evidências de que estamos mesmo seguindo a ciência nesse enfrentamento da Pandemia de COVID19.

Divirtam-se!

 

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    Este blog é um ambiente privado para expor opiniões, estudos, reflexões e comentários sobre assuntos ligados a finanças, bolsa de valores, economia, política, música, humor e outros temas.

    Seus objetivos são educacionais ou recreativos, não configurando sob nenhuma hipótese recomendação de investimento.

    O investidor consciente deve tomar decisões com base em suas próprias crenças e premissas. Tudo que lê ou ouve pode ser levado em consideração, mas a decisão de investimento é sempre pessoal. Tanto na escolha de ações para carteira própria, quanto na escolha de gestores profissionais para terceirização da gestão.

    O Autor espera que os temas educacionais do blog possam ajudar no desenvolvimento e no entendimento das nuances do mercado de ações, mas reitera que a responsabilidade pela decisão de investimento é sempre do próprio investidor.

    Sejam bem vindos!

  • Paulo Portinho

    PAULO PORTINHO, engenheiro com mestrado em administração de empresas pela PUC-Rio, é autor do Manual Técnico sobre o Método INI de Investimento em Ações, do livro "O Mercado de Ações em 25 Episódios" e do livro "Quanto Custa Ficar Rico?", os dois últimos pela editora Campus Elsevier.

    Paulo atuou como professor na Pós-graduação de Gestão Social da Universidade Castelo Branco e na Pós-graduação oferecida pela ANBIMA de Capacitação para o Mercado Financeiro.

    Atuou como professor da área de finanças e marketing na Universidade Castelo Branco e no curso de formação de agentes autônomos do SINDICOR.

    Como executivo do Instituto Nacional de Investidores - INI (www.ini.org.br) entre 2003 e 2012, ministrou mais de 500 palestras e cursos sobre o mercado de ações, sendo responsável pelo desenvolvimento do curso sobre o Método INI de Investimento em Ações, conteúdo que havia chegado a mais de 15.000 investidores em todo o país, até o ano de 2012.

    Representou o INI nas reuniões conjuntas de conselho da Federação Mundial de Investidores (www.wfic.org) e da Euroshareholders (www.euroshareholders.org), organizações que congregam quase 1 milhão de investidores em 22 países.

    Atuou como articulista do Informativo do INI, do Blog do INI, da revista Razão de Investir, da revista Investmais, do Jornal Corporativo e do site acionista.com.br. Foi fonte regular para assuntos de educação financeira de veículos como Conta Corrente (Globo News), Infomoney, Programa Sem Censura, Folha de São Paulo, Jornal O Globo, entre outros.

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