Finanças

Como evitar a Síndrome do Otário na Bolsa? Balanceamento de carteira (1995 a junho de 2020).

Posted on 08/10/2020. Filed under: Finanças |

Série dividida em 2 vídeos sobre balanceamento de carteira.

Vídeo 01 – Como fazer o balanceamento de carteira.

Vídeo 02 – Gráficos e Tópicos Avançados
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Ferramentas para Seleção de Ações: o Envelope de Preço/Lucro (Banestes BEES3)

Posted on 01/10/2020. Filed under: Finanças |

Nesta série de 2 vídeos, mostramos o coração do Método INI (Stock Selection Guide – SSG): O histórico de máximas e mínimas da relação preço/lucro.

Parte 1: O que é o Preço/Lucro, o que significa seu histórico, qual sua relação com o estado da economia e com as taxas de juros, e o que é o “Envelope de P/L”.

Parte 2: Como construir o “Envelope de P/L” com ferramentas gratuitas na Internet.

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Como Transformar Lixo em Ouro? A história do CDO e do CDS

Posted on 12/09/2020. Filed under: Finanças, Matemática | Tags:, , , , , , , , |

O vídeo a seguir é para corrigir uma percepção errada que as pessoas tiveram assistindo ao filme “The Big Short” (A Grande Aposta).

O filme sugeriu, corretamente, que os bancos juntavam hipotecas podres em fundos (SIV) e vendiam como se fossem investimentos AAA (risco quase zero).

É verdade, fizeram isso, mas isso não é fraude, ao contrário, é genial.

A fraude veio de outro lugar (falta de transparência dos bancos e ganância excessiva dos operadores, corretores, proprietários etc.). CDO e CDS são dois instrumentos avançadíssimos em finanças.

Em 2008 cheguei a criticar o CDS, mas depois entendi que ele é um seguro “fake”, cujo único objetivo é dar preço para o risco de crédito.

Divirtam-se!

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Investimento Consciente em Ações – Os 5 princípios do INI.

Posted on 26/08/2020. Filed under: Filosofia, Finanças, Matemática |

Prezados,

Tivemos 900.000 pessoas entrando na bolsa durante essa pandemia. Resolvi resumir em 4 pequenos vídeos os princípios do investidor consciente em Bolsa de Valores.

São princípios trazidos para o Brasil pelo saudoso Instituto Nacional de Investidores, que operou de 2003 a 2012 e atingiu mais de 70.000 investidores ao redor do Brasil.

Os dados são baseados na revisão do meu livro “O Mercado de Ações em 25 Episódios” (em promoção na Amazon). Divirtam-se!

Primeiro Princípio: Investir regularmente pequenas quantias.

 

Segundo Princípio: Reinvestir ganhos e dividendos durante o período de acumulação

 

Terceiro Princípio: Comprar empresas de crescimento (growth stocks) a múltiplos razoáveis

 

Quarto Princípio: Diversificação e Quinto Princípio: Procurar empresas com elevados padrões de governança corporativa.

 

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O Grande Reset. Por que a cada crise econômica surgem essa ideias de “mudar o mundo”?

Posted on 09/08/2020. Filed under: Finanças |

Caros leitores.

Vamos a mais um “fim do capitalismo”. Deve ser o trigésimo desde que foi previsto em 1850.

Dessa vez a nova reformulação do capitalismo é chamada de “O Grande Reset”.

Querem “aproveitar” o caos econômico gerado pela pandemia para forçar mais ingerência de organismos multilaterais (ONU, OMS, FMI etc.) nos países e nas pessoas.

Essas ideias não são novas, na verdade voltam com força a cada crise econômica mundial. Assim com vêm, vão embora.

Há coisas gravíssimas para nos preocuparmos, mas certamente não é com um grande governo mundial que resolveremos problemas globais.

Neste vídeo relembro as origens dessa ideia de aldeia global, que remonta ao início da revolução industrial e aos diagnósticos (errados) de Marx sobre o futuro do capitalismo. Não há surpresa, isso sempre volta.

Ps. Sempre vem alguém me mandar “ler O Capital”. Bom, O Capital é um livro inútil para entender a filosofia de Marx. O Capital é a aplicação de ideias erradas sobre sociologia, psicologia e filosofia aplicadas em economia.

Para entender Marx tem que ler A Ideologia Alemã. Nesse livro tem tudo, O Capital só vai servir para propagar ideias econômicas erradas, baseadas em princípios e pressupostos errados, revelados em A Ideologia Alemã.

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Renda Mínima Universal é possível no Brasil?

Posted on 07/08/2020. Filed under: Finanças |

Caros leitores,

Será que o Brasil tem cacife para bancar uma renda mínima universal, ou, como querem governadores e prefeitos, manter o auxílio emergencial para sempre?

Primeiro, vale colocar, que distribuir a arrecadação de impostos diretamente para as pessoas NÃO é uma ideia “comunista”, é imposto negativo, bem liberal até. “Comunismo” pressupõe que o estado substitua o discernimento das pessoas, portanto ele, discricionariamente, oferece o serviço ou produto que ele entende melhor para a população. Entregar $$$ e deixar as pessoas decidirem, é prestigiar o discernimento do indivíduo.

Mas esse não é o nosso problema.

Você sabia que, se distribuíssemos toda a arrecadação de impostos, das 3 esferas, entre todos os brasileiros daria cerca de 950 reais por mês para cada um? E que se fizéssemos isso, não haveria mais nenhum serviço público e mais nenhuma aposentadoria paga?

Pois é. Na Dinamarca essa distribuição daria cerca de 12.000 reais por mês por habitante.

Mesmo no Chile, teríamos cerca de 1.300 reais por mês, mas com uma ENORME diferença: a carga tributária deles é de 21%, a nossa de 35%.

Falo desse e de outros temas, como impostos sobre dividendos, redução dos abatimentos no Imposto de Renda, imposto sobre fortunas etc., no vídeo a seguir:

 

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Por que os ateus sempre vencem os debates com os apologistas?

Posted on 05/08/2020. Filed under: Finanças |

Prezados leitores,

É claro que um ateu não consegue provar que Deus não existe para uma pessoa que acredita de fato nisso. Assim como o contrário também não acontece.

Mas por que temos a impressão de que os ateus estão mais bem preparados para o debate racional, mesmo quando enfrentam pessoas eloquentes como Jordan Peterson e Willian Lane Craig?

São dois pontos:

1- Os ateus forçam o jogo no campo do empiricismo e da lógica formal, campos onde só se pode provar Deus através de um debate causal e local, o que é incompatível com o conceito de entidade onipotente, onisciente e onipresente.

2- Quando os apologistas tentam trazer o Deus não causal e não local para o debate, são acusados de “inventar” outro Deus e são forçados a voltar ao campo do empiricismo e da lógica formal, que são instrumentos intelectuais interessantes para trabalhar conceitos parciais e reducionistas, jamais para trabalhar conceitos amplos.

Debato essas e outras questões no Livro: Tudo é Impossível, Portanto Deus Existe: Uma história da razão, da ciência e de Deus.

Versão Kindle: https://www.amazon.com.br/dp/B083VW3LB9

Versão impressa (USA, EU e Japão, entrega no Brasil): https://www.amazon.com/dp/1650847890

Impresso no Brasil (estoque limitado): https://produto.mercadolivre.com.br/MLB-1451924969-tudo-e-impossivel-portanto-deus-existe-paulo-portinho-_JM?quantity=1#position=1&type=item&tracking_id=9968e18d-bb11-42bb-a29a-52c1b3363615

 

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Devemos fazer poupança para os filhos? Prós, contras e os principais cuidados.

Posted on 22/07/2020. Filed under: Administração, Finanças |

Caros leitores,

Pode parecer uma coisa óbvia que é bom fazer poupança para os filhos, mas há muitos cuidados importantes e alguns perigos.

1. Essa poupança não deve comprometer a capacidade financeira dos pais para formarem sua própria poupança de longo prazo.

2. Tem que decidir se a poupança será para pagar algo específico no futuro (faculdade, intercâmbio), ou será integralmente entregue ao filho na maioridade.

3. Tem que associar poupança com educação financeira em mercados de risco desde cedo, para evitar que os recursos atrapalhem mais do que ajudem no processo de ensinar os filhos a lidar com dinheiro.

 

 

Quanto Custa Ficar Rico?

 

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O Paradoxo da Onipotência de Deus: São Tomás de Aquino e a Conjectura do Multiverso.

Posted on 01/07/2020. Filed under: Finanças |

Prezados leitores,

Para os que curtem física quântica, teísmo e ateísmo, Richard Dawkins, Filosofia da Ciência, Yuval Harari (Sapiens), Karl Popper e o debate sobre a existência de Deus, um pouco do debate que promovo no meu livro “Tudo é Impossível, Portanto Deus Existe”.

O problema do Paradoxo clássico da Onipotência não está na submissão que Deus deve prestar à lógica formal, nem na fragilidade do idioma de que Wittgenstein falou, mas na própria história da racionalidade e da ciência.

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O Novo Normal na Economia. O “Estado Forte” vai nos tirar do buraco econômico?

Posted on 05/06/2020. Filed under: Finanças |

Prezados leitores,

Muito se fala que essa pandemia vai reforçar o papel do Estado como guia da economia.

Que teremos um New Deal para recuperar a economia.

Apesar de parecer uma ideia promissora, é uma non-starter. Deve acontecer justamente o contrário.

Só há uma forma de salvar a economia. E não é o Estado que vai resolver.

 

Para quem quiser saber mais sobre filosofia da ciência, segue o link do meu livro na Amazon: https://www.amazon.com.br/dp/B083VW3LB9

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Pandemia, Comunismo, OMS, Ciência e o insight de Slavoj Zizek, teórico cultural marxista.

Posted on 01/06/2020. Filed under: Ateísmo, Filosofia, Finanças, Humor, Política | Tags:, , , , , |

Prezados leitores,

Zizek lançou um livro sobre a Pandemia, pois vê alguns caminhos para a reinvenção do comunismo.

É gente, apesar de algumas pessoas acreditarem que o comunismo não existe mais, Zizek é respeitadíssimo, muito lido e seu livro, lançado pela Boitempo (apresentada nas palavras de um de seus autores assim: “a Boitempo, sem estar linkada a um partido, ela faz o papel que o Gramsci queria: da hegemonia cultural”), já está bombando e dando o que falar!

Como a Pandemia vai ajudar a reinventar o comunismo? Como vai organizar o mundo em um só diapasão, como vai reforçar os valores coletivistas, como vai ajudar na construção da hegemonia cultura e do pensamento único?

Veja no vídeo!

 

Ps. Tenho dificuldade para entender por que esses teóricos Marxistas falam tanto de comunismo, se o comunismo não existe… rsrsrs

Para quem quiser saber mais sobre filosofia da ciência, segue o link do meu livro na Amazon: https://www.amazon.com.br/dp/B083VW3LB9

 

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Paulo Guedes não é o ministro da economia. É o discurso econômico vitorioso nas urnas.

Posted on 15/05/2020. Filed under: Finanças |

Falo no vídeo da importância de tentarmos blindar o ministro Paulo Guedes de todas as confusões entre governo, congresso e STF.

A luta política pode continuar, mas, diante dos riscos incríveis para o futuro do país, se perdermos o discurso econômico, vitorioso nas urnas e da confiança dos agentes econômicos, podemos ir à bancarrota de uma forma inédita.

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Não teremos inflação? Por que Monica de Bolle (com todo o respeito) está errada?

Posted on 13/05/2020. Filed under: Finanças |

Prezados,

Comento o vídeo da economista Monica de Bolle em que ela sugere que não teremos inflação e nem grandes problemas com impressão de dinheiro e com câmbio apreciado.

As ideias dela começam ao minuto 33:55, mas pode ver o vídeo inteiro, dá uma boa noção do relacionamento do BACEN com os bancos. https://www.youtube.com/watch?v=peiokiuoCpo

 

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Vídeo de Paulo Guedes: “Me ouçam enquanto é tempo”. Não podemos perder a curva de juros.

Posted on 11/05/2020. Filed under: Finanças |

Prezados leitores,

Em 2 dias (23 e 24 de abril) os juros futuros explodiram no Brasil, fruto da tensão política.

Nesse vídeo alerto que não podemos perder a curva de juros e que precisamos ouvir as vozes que tentam nos convencer a continuar respeitando contratos.

Devemos ouvir o Paulo Guedes. Enquanto é tempo.

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A principal falha da filosofia econômica marxista. Economia não é estoque, economia é fluxo.

Posted on 10/05/2020. Filed under: Finanças |

Prezados leitores,

A origem da dicotomia entre marxistas e economistas liberais não está na interpretação do funcionamento econômico.

Um interpreta a economia com um “problema a ser resolvido”, um objetivo a ser atingido, mas economia é fluxo. Sempre foi.

Um pouco do que escrevi no meu livro de filosofia da ciência “Tudo é Impossível, Portanto Deus Existe”.

https://www.amazon.com.br/dp/B083VW3LB9

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20/04/2020 – O dia em que o Petróleo caiu abaixo de ZERO e foi vendido por até 40 dólares negativos!

Posted on 09/05/2020. Filed under: Finanças |

Prezados,

O que significa vender algo por preço negativo?

Por que as pessoas venderam petróleo a US$ 40 negativos?

Pode acontecer de novo? Outros mercados podem ser impactados?

COVID19 e a sensação de que o longo prazo está comprometido.

No vídeo a seguir:

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COVID19, Karl Popper, Karl Marx e a delimitação científica.

Posted on 13/04/2020. Filed under: Finanças |

Caros leitores,

Como saber se uma proposta é, de fato, científica?

Neste vídeo falo brevemente da teoria da delimitação científica de Karl Popper e discuto se há evidências de que estamos mesmo seguindo a ciência nesse enfrentamento da Pandemia de COVID19.

Divirtam-se!

 

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E se o Banco Central (DE FATO) emprestasse dinheiro pra nós? Agora falando sério.

Posted on 12/04/2020. Filed under: Administração, Finanças, Política | Tags:, , |

Prezados,

No vídeo em que brinquei sugerindo que o BACEN poderia emprestar dinheiro para as pessoas físicas, muita gente levou a sério.

Pois bem, o vídeo era uma brincadeira, pois não fiz uma avaliação mínima sobre a viabilidade, mas dado o interesse que chegou até mim, e as dúvidas, pretendo esclarecer alguns pontos.

A ideia, para quem não viu o vídeo, seria simples. Assim como o BACEN está agora autorizado a emprestar diretamente para empresas, poderia emprestar para pessoas físicas quitarem seu brutal endividamento.

Os bancos centrais do mundo inteiro regulam a oferta de moeda. Desde 2008 os BCs pelo mundo têm tentado capitalizar o sistema financeiro para que os bancos repassem esse crédito para investimentos. Sem sucesso. Destruiu a rentabilidade dos bancos, aumentou a alavancagem e nada de gerar grande crescimento econômico. Um fracasso que está cobrando seu preço agora, nessa crise do COVID19.

E esse insucesso é porque as pessoas não tomam o crédito. Nem as empresas. É dinheiro demais e projeto de menos.

No Brasil temos, hoje, o mesmo problema, com uma “pitada de sal tupiniquim”. O dinheiro liberado às centenas de bilhões pelo BACEN está “empoçado” nos bancos. E os motivos são óbvios. Tomar crédito em banco, no Brasil, é mortal. O banco se capitaliza a 3,75%, ou perto disso, e repassa a 20%, 30%, 300%.

Outro problema é que os bancos estão negando 60% do crédito. E não estão errados, há previsão de quebra de até 80% de restaurantes, por exemplo, se o lockdown durar 2 meses. Vão emprestar para quem vai morrer em 2 meses?

Bom, não está funcionando dar liquidez aos bancos para emprestar. E não vai funcionar.

  1. Isso não é imprimir dinheiro

Acho que a primeira dúvida que todos têm é se isso não seria “imprimir dinheiro”. Precisamos esclarecer o que é imprimir dinheiro.

O BACEN regula a oferta monetária aos trilhões. Uma pequena mudança nos compulsórios ou em regras prudenciais dos bancos pode liberar ou retirar de circulação centenas de bilhões de reais.

Isso NÃO é imprimir dinheiro. Isso é regular a oferta de moeda e buscar meta de juros.

As pessoas estão CERTAS ao dizer que isso, por si, não gera inflação, pois é como o processo de acelerar ou frear um carro. Se queremos manter o carro a 80 por hora, vamos ter que frear numa ladeira íngreme, e acelerar fortemente numa subida.

Imprimir dinheiro é uma coisinha específica: Usar o BACEN para financiar diretamente os gastos do governo. É emitir títulos e o BACEN usar sua liberdade para ampliar a base monetária para comprar os títulos no MERCADO PRIMÁRIO.

Isso é “imprimir dinheiro” como?

Simples. O BACEN trabalha no mercado SECUNDÁRIO de títulos públicos. Portanto ele não atua dando liquidez ao caixa do governo central diretamente, mas apenas regulando a oferta de dinheiro e títulos

E para isso tem um “colchão de liquidez” colossal, há pouco tempo era coisa de quase R$ 1 trilhão.

Essas ações no mercado secundário é que permitem a regulação da taxa de juros e da base monetária.

Mas esses títulos foram originalmente emitidos para terceiros no mercado primário, o BACEN só regula seu fluxo de demanda e oferta no mercado secundário (dívida já tomada e assumida por terceiros). Há uma forma do governo capitalizar o BACEN diretamente, para evitar que este fique sem títulos para regular o mercado, mas isso também não é financiar o Tesouro, pois o BACEN não paga ao governo pela emissão de títulos, apenas é capitalizado com eles.

Imprimir dinheiro é o BACEN aumentar, por exemplo, a base monetária em 500 bilhões e usar essa liquidez para comprar títulos DIRETAMENTE do Tesouro, dando grana para o governo gastar.

Isso é proibido pela CF e por todo o arcabouço que nos tirou da hiperinflação. Se voltar, a inflação começará em 10%, depois 20% e não há limite. Estou certo disso, pois é a história do Brasil, a história da Argentina, do Zimbábue, da Venezuela etc.

Claro que o leitor pode acreditar que os políticos vão mudar as leis e a constituição federal para imprimir dinheiro “só essa vez”. Eu não me permito essa ingenuidade.

  1. Isso não é a proposta do Ciro. Banco Comercial não tem condição de regular oferta monetária.

Ciro queria usar o Banco do Brasil para quitar as dívidas do pessoal do SPC. O BACEN cria moeda, ele existe justamente para regular liquidez do sistema. E faz isso às centenas de bilhões regularmente.

Bancos comerciais não tem essa “bala na agulha”. Suas disponibilidades não fariam cócegas no sistema monetário. BB e caixa, juntos, não têm R$ 30 bilhões de disponibilidades, e comprometida com seus correntistas. O resto do balanço é ativo comprometido com passivo. Não dá para “usar”.

Basta olhar para o passado recente pós-crise de 2008 para ver que bancos não conseguem nem mesmo dar vazão à liquidez que os bancos centrais injetaram nos Quantitative Easing.

Um banco comercial não pode ser voluntarioso na concessão de crédito, pois quebra. E rápido, com uma inadimplência grande. Além disso vive de spread, tem custos elevados e alta inadimplência. E limitações para cobrança.

No caso específico de usar o BB, tem que combinar com os acionistas privados, pois é companhia aberta. Provavelmente, na assembleia, isso seria rejeitado e, provavelmente, o controlador não poderia votar, por ter interesse particular no caso.

  1. BACEN não é banco comercial

Se alguém inadimplir com o Itaú, poderá passar a vida inteira sem se relacionar com o Itaú. Mas não poderá passar a vida inteira sem se relacionar com o governo.

As formas de “cobrança” de um empréstimo do BACEN para CPFs são, potencialmente, infinitas, dado que todo CPF se relaciona com o governo diariamente através do seu consumo e da receita federal.

Basta uma lei para garantir o pagamento através das rendas declaradas do devedor. Basta estar no mercado formal de trabalho, basta declarar IR, enfim, ele vai pagar.

  1. Prejuízo do BACEN não é prejuízo de Banco comercial

O BACEN consegue absorver prejuízos gigantes, os bancos comerciais já quebram com um prejuízo razoavelmente pequeno. Um prejuízo de R$ 20 bi para o Banco do Brasil iria gerar uma enorme necessidade de capitalização, para recuperar a capacidade de emprestar (regras prudenciais). O banco, ou quebra, ou fica muito menor.

Isso não existe para o BACEN. O prejuízo dele é de fluxo, não compromete seu patrimônio e ele não está sujeito às mesmas regras prudenciais de bancos comerciais.

  1. A brincadeira do vídeo NÃO falou de emprestar dinheiro para as pessoas gastarem, mas para aliviar o endividamento e seus efeitos.

A ideia não era capitalizar as pessoas para gastarem, mas para trocarem suas dívidas caras, por dívidas baratas.

Trocar um consignado a 20% ao ano por um empréstimo a 3,75% permitiria conceder uma carência de até 6 meses e ainda voltar com uma prestação menor.

Por exemplo, R$ 50.000 para pagar em 60 meses, a 20% ao ano + IOF, taxas bancárias, taxa de administração, tarifa de abertura de crédito etc., geraria uma prestação próxima a R$ 1.350 por mês.

Tomando no BACEN com juros de 3,75% e sem parte dos custos acima (BACEN não é instituição comercial), seria possível dar 6 meses de carência (o principal iria para R$ 50.928) e a prestação, quando voltasse, seria de R$ 930.

Em conta de padaria, seria um alívio de quase R$ 25.000 no período inteiro do empréstimo.

Se pegarmos dívidas mais caras, como para comprar carro, CDC etc., o alívio é ainda maior.

  1. Problema número 1: excesso de liquidez?

Vamos considerar que o BACEN se prepare para absorver 500 bilhões da carteira livre de crédito a pessoas físicas. É muito, mas menos de 10% do crédito ampliado a empresas e pessoas físicas. É muito, provavelmente não seria necessário tanto, a carteira de consignados total é de pouco mais de R$ 140 bi.

Isso funcionaria como uma “brincadeira” de ciranda no próprio sistema financeiro. Esses 500 bi voltariam às carteiras dos originadores do crédito (bancos), pois os empréstimos seriam quitados. Isso viraria “liquidez”, provavelmente indesejada, pois os bancos não teriam para quem emprestar imediatamente.

A liquidez pode ser enxugada pelo próprio BACEN, ou seja, o dinheiro acabaria voltando para o Banco Central, podendo ser liberado no futuro em um momento de economia aquecida.

Em resumo, o BACEN emprestaria, e o dinheiro voltaria para o próprio BACEN. Não há motivo para alarde nesse movimento. É como funciona o jogo.

  1. Problema número 2: A queda nos “negócios bancários”

Preferi escrever negócios bancários do que lucro dos bancos.

Haveria, obviamente, um enxugamento nas carteiras de crédito de onde os bancos tiram spreads expressivos. Mas não é nada substantivo e não há a menor possibilidade de quebrar bancos, pois, ao contrário, eles aumentariam sua liquidez com a quitação antecipada de empréstimos.

O que vai acontecer é uma queda no lucro. As carteiras de crédito direcionado e outros não será afetada, e grande parte do “negócio bancário” estaria preservado.

Mas, obviamente, teríamos uma redução razoável no lucro dos bancos. E duradoura, pelo menos de 3 a 5 anos, enquanto durar a recessão (ou depressão).

O que poderia acontecer, após essa crise MONUMENTAL que estamos contratando, e que ainda é desconhecida, seria o próprio BACEN vender essa carteira para os bancos comerciais.

Como o BACEN não tem estrutura de banco comercial, provavelmente a operacionalização dessa troca de dívidas seria feita através dos próprios bancos comerciais, aquela “queda na prestação” e a carência nós perceberíamos mantendo nosso empréstimo no próprio banco de origem, que ganharia apenas pela operacionalização (a tal taxa de administração), mas perderia o spread.

Uma carteira de R$ 500 bi a 3,75% poderia ser vendida por R$ 370 bi para que os bancos ganhassem os mesmos 20% ao ano.

O BACEN perderia R$ 130 bi, o que, repito, não é de forma alguma grave para o sistema financeiro.

Na verdade, R$ 130 bi de custos para aliviar 50 milhões de famílias e/ou indivíduos não é nada. Peanuts. Além de não ser “gasto público”, mas uma redução na carteira do BACEN.

Nada disso é trânsito de dinheiro no caixa do governo. É só controle de liquidez.

Os bancos centrais do mundo inteiro têm aumentado suas carteiras fazendo exatamente isso, mas comprando essas carteiras podres de crédito diretamente dos bancos, e também títulos de empresas.

É praticamente a mesma coisa, mas não gera qualquer alívio para o tomador de crédito na ponta.

Em países desenvolvidos esse alívio não seria tão grande, pois os juros já são extremamente baixos, mas no Brasil, chegam a 20%, 30%, 50% até 350% ao ano.

Com juros de 3,75% na SELIC é até difícil explicar a existência de linhas de crédito a 15% ao mês. AO MÊS.

Talvez esse “tranco” do BACEN funcione até como um gatilho para que os spreads caiam na marra.

  1. Questões ideológicas.

As pessoas refratárias ao proposto, normalmente baseiam-se no conceito de Moral Hazard (risco moral) ou no princípio de que as pessoas não devem ser “salvas” pelo governo.

Compreendo e acho que estão certas.

Mas, infelizmente, esse “salvamento” pelo governo acontece diariamente nas operações corriqueiras do próprio BACEN. Sempre que há um evento de liquidez, um default, o banco acaba absorvendo algum prejuízo para manter o sistema funcionando.

O BACEN foi autorizado a comprar títulos de empresas pequenas. Empresas para quem os bancos não vão emprestar, pois o risco de colapsarem é gigante, se a economia permanecer mais algumas semanas fechada.

A operação de salvar empresas pequenas é MUITO MAIS arriscada e com muito mais moral hazard do que emprestar para pessoas físicas.

De que adianta uma promissória de uma empresa que pode falir em dois meses? O BACEN não tem instrumentos para recuperar esse crédito. E só vai recuperar parte disso.

Uma pessoa física, salvo em caso de falecimento precoce, permanecerá oferecendo seus fluxos de caixa para quitar o empréstimo.

Enfim, só não fazemos isso por questões de princípios mesmo.

Não gosto da ideia em tempos normais, mas em tempos em que o próprio governo determinou o fechamento de empresas e contratou o desemprego de uns 15 a 20 milhões de brasileiros (a mais do que já tínhamos), é algo a considerar.

PS. Este é apenas um artigo exploratório, dado que algumas pessoas levaram a sério o vídeo que fiz sugerindo, em tom de brincadeira, que o BACEN emprestasse dinheiro para nós. Não pretende ser uma proposta de nada, apenas ideias sobre um debate incipiente e inédito no Brasil.

 

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E se o Banco Central emprestasse dinheiro pra nós?

Posted on 11/04/2020. Filed under: Finanças |

Caros leitores,

 

Em tom de brincadeira, discuto a possibilidade de o Banco Central, em vez de capitalizar os bancos para suportar a inadimplência crescente, capitalize as pessoas para evitar que deixem de pagar suas dívidas.

Só entre aposentados há 30 milhões de pessoas com salário comprometido com consignados. Por que não trocar a dívida de 20% ao ano deles por uma dívida com o BACEN de 3,75% ao ano?

Bom, isso tudo é proibido e provavelmente seria rechaçado pelo sistema bancário, mas uma brincadeira para descontrair não faz mal algum nesses tempos tensos de COVID19.

Divirtam-se. E sonhem… rsrsrs

 

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Imprimir dinheiro? Henrique Meirelles está ERRADO!

Posted on 09/04/2020. Filed under: Administração, Filosofia, Finanças, Humor, Política | Tags:, , |

O ex-ministro Henrique Meirelles está errado ao pedir para imprimir dinheiro, ainda aos 35 minutos do primeiro tempo da crise.

É fácil demonstrar isso, e o farei neste artigo.

Entendo o lado dos governadores. Eles foram voluntaristas alardeando que deveríamos fechar a economia para salvarmos as pessoas. Quando temos medo de morrer, o protocolo do medo é a resposta evolutiva básica.

Contudo confesso-me um pouco decepcionado com gestores públicos que não conseguiram ver questões óbvias de segunda ordem. Entendo o Zema seguir o desespero (justificável) e fechar MG, mas é um pouco naive achar que isso não acabaria com o dinheiro para pagar os servidores já no mês seguinte. Foi o que aconteceu. É o que está acontecendo. I see dead budgets everywhere!

Essa crise nos entregou dois problemas graves de início (além das questões médicas): impedimos as pessoas de produzirem, asfixiando a geração de impostos, e as convencemos de que os contratos não deveriam ser cumpridos, matando de vez as arrecadações (por meses, talvez anos).

Vejo com um certo ar quixotesco na luta do presidente do BACEN para tentar fazer as pessoas acreditarem que devem honrar contratos. Depois desse clima de “guerra dos mundos”, em que cada governador assumiu a postura de presidente dos EUA em Independence Day e partiu voluntarioso para destruir o inimigo alienígena, creio que é uma luta inglória. Too little, too late.

A Federação foi a primeira a decidir por quebrar os contratos mais básicos que são os direitos fundamentais e ir e vir, de trabalhar, de busca de felicidade, de decidir seu caminho etc. Isso, em termos institucionais, é uma espécie de suicídio federativo. É o estado negando a si mesmo seu papel e, simultaneamente, tirando de si os meios próprios para cumprir esse papel. É um estado moderno decidindo sua própria morte.

Não estou indo contra os governadores ou prefeitos, o protocolo do medo é muito forte e estamos todos com medo dos ETs. Mas nosso papel de cidadão é ter medo mesmo, estou em casa preocupadíssimo, pois já me convenceram que sair às ruas é uma roleta russa. Uma arma com 1.000 cavidades e uma bala. Mas o papel dos governantes é garantir que nossa sociedade contratual continue de pé, para que os sobreviventes do ataque do vírus possam voltar para suas vidas ao fim dessa loucura.

 

O fim da sociedade contratual.

Quando os Vice-Reis engomados decidiram romper o contrato social mais básico, por um medo justificável, não deixaram aos habitantes de Vera Cruz outra alternativa senão romperem eles mesmos os seus contratos pessoais. E isso ainda está sendo ampliado, com waivers generalizados para toda a sorte de dívidas, de cartões de crédito a hipotecas, de contas de luz a impostos.

Contratamos o fim do estado brasileiro para breve. Mas ele ainda não acabou, ainda tem jogo. Ainda estamos aos 35 do primeiro tempo, pois a queda de arrecadação dos entes federativos ainda não chegou ao fundo do poço, chegará em maio.

Como já dito, Pindorama deveria ser o último a desonrar contratos, mas, infelizmente, por motivo de força maior, já descumpriu vários pontos do contrato social e de nossa constituição. Por força do vírus maldito estamos vivendo cenas que nem em Estado de Sítio o governo brasileiro teria autonomia para performar.

Temos prefeituras dando mata-leão em vendedores ambulantes, guardas municipais expulsando banhistas no tapa das praias. Coisa que nem um Estado Marcial faria. E são prefeitos fazendo, não militares brucutus, a SS ou o exército vermelho de Stalin.

E tudo isso com amplo apoio da mídia e de grande parte da população. Eu entendo. Acho estranho, mas entendo.

Contudo, se desonrarmos os últimos bastiões contratuais da república, aí ela acaba mesmo. Estaremos entregando o jogo ainda no primeiro tempo. E a federação acaba. Isso não é uma hipérbole, repito: ISSO NÃO É UMA HIPÉRBOLE.

 

Meirelles propõe a impressão de dinheiro. Por que isso é o descumprimento último de contratos?

Simples. Por que, parafraseando o avô do presidente do BACEN, não existe uma pequena inflação, da mesma forma que não existe uma pequena gravidez. E adiciono: não existe imprimir dinheiro “só essa vez”.

As pessoas estão preocupadas com a geração de inflação, mas isso é o menor dos problemas. A inflação vai chegar depois do estrago. O problema principal é destruir o sistema de financiamento da dívida pública, e do próprio Estado Brasileiro.

Pensemos.

É razoável que as pessoas entendam que imprimir “pouco dinheiro” não gere desequilíbrio generalizado no sistema monetário (poder de compra em circulação). Um pequeno falsário não aumenta a inflação em sua pequena cidade.

Mas se o objetivo é imprimir “pouco dinheiro”, por que não usar os meios tradicionais de emissão de dívida? Se o sistema está disfuncional para levantar 50-100 bilhões de reais, já estamos quebrados e não sabemos. Lamento, mas, se isso é verdade, quebramos.

Agora, se o objetivo é imprimir 500 bilhões, 1 trilhão ou mais, por que alguém, em algum tempo no futuro, voltaria a emprestar dinheiro para Pindorama? Não é a Nhá Margareth “dos olhinho azul” e o Nhô Wilhelm que financiam a dívida pública. Estrangeiros são peanuts nesse mercado. Quem financia a dívida pública é a crença no futuro do Brasil que os próprios brasileiros têm. Os empresários, pequenos poupadores e TODOS os aposentados, de hoje e, principalmente, do futuro.

Lamento queridos, mas há uma verdade inexorável no mercado financeiro: ele vive o futuro no presente. O nome disso é valor presente líquido.

Não vão esperar a inflação, não vão esperar o fim da Pandemia, não vão esperar o Thanos, vão mandar os juros nas alturas, pois o risco de termos “impressão de dinheiro” para cobrirmos buracos menores (e certos de acontecer no futuro) é enorme. Risco futuro impacta preços presentes. Isso é aula 000001, tatibitati, massinha ZERO do curso de finanças.

Não haverá título a salvo, nem de inflação (pois ele oscila com o cupom de juros e não com a inflação que é adicionada a posteriori). Para os queridos que acham que títulos pós-fixados estariam livres, peço que voltem às crises do final do governo FHC para ver que a “meta da SELIC” não valia mais nada. O governo tinha que pagar mais, mesmo em pós-fixados (aqueles ágios e deságios de hoje, pequeninos, eram enormes em 2002).

Pois bem, já chutamos o balde em quase tudo no pacto social. De certa forma capitulamos diante do virus, antes dele nos matar. Não estou criticando, entendo que o protocolo do medo seja forte demais para ser enfrentado, ninguém quer morrer. Estou em casa convencido a ter muito medo.

Se chutarmos o resto, não haverá Federação. Repito pela segunda vez: Isso não é uma hipérbole.

Faltam poucas coisas para serem destruídas aqui em Terra Brasilis, e estamos caminhando a passos largos para fazê-lo. O Plano Mansueto se tornou o embrião de uma bomba nuclear no orçamento federal, com todos os entes federativos se refestelando no cadáver do orçamento público. Todo mundo que estava nadando nu vai comprar roupa roubando de si mesmo, roubando seu próprio futuro.

Agora estamos querendo imprimir dinheiro, jogando no lixo a última racionalidade do período pós-inflacionário, que é a LRF e o sistema de financiamento do déficit público.

Não é possível destruir tudo e preservar tudo ao mesmo tempo. You can´t eat the cake and have it too. Se formos no caminho da heterodoxia isso não vai levar os mercados a dançar alegremente com essa irracionalidade. O mercado vai manter-se tentando reduzir seus prejuízos e, nesse caso, seria uma enorme corrida ao dólar, e não só por vias bancárias, uma fuga enorme dos títulos públicos, o que significa, na prática juros nas alturas.

 

Isso não seria uma previsão catastrofista, Portinho?

Respondo: para começar isso nem é uma previsão, é só uma lembrança. Tenho 47 anos, nada disso é novo. Me bancarizei em um país assim. Tive dinheiro confiscado, tive que lembrar o nome de 5 moedas em 10 anos, vi a minha mãe guardar notas de empréstimo compulsório, vi contas bancárias gerando correção de 1% por dia útil etc.

Para falar pela terceira vez de Roberto Campos, esse texto não é uma previsão é uma Lanterna na Popa.

 

Don´t do funny things.

Não é mais uma questão de salvar vidas e salvar a economia. Num cenário como esse, de total descumprimento de contratos, o Átila Iamarino vai parecer uma Pollyanna de previsões cadavéricas. Vão lembrar dele como aquele menino otimista. As vidas estão sendo destruídas pelo vírus, a economia, por nós. Voluntariamente e de forma anormalmente rápida.

Please: don´t do funny things.

 

Ps. Se você leu esse texto e o achou alarmista, quero me desculpar, pois tentei ser didático e não alarmista. Eu achei o texto até otimista, pois ainda podemos vencer sem esfacelar a federação. Podemos empobrecer com dignidade.

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  • Disclaimer

    Este blog é um ambiente privado para expor opiniões, estudos, reflexões e comentários sobre assuntos ligados a finanças, bolsa de valores, economia, política, música, humor e outros temas.

    Seus objetivos são educacionais ou recreativos, não configurando sob nenhuma hipótese recomendação de investimento.

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    O Autor espera que os temas educacionais do blog possam ajudar no desenvolvimento e no entendimento das nuances do mercado de ações, mas reitera que a responsabilidade pela decisão de investimento é sempre do próprio investidor.

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  • Paulo Portinho

    PAULO PORTINHO, engenheiro com mestrado em administração de empresas pela PUC-Rio, é autor do Manual Técnico sobre o Método INI de Investimento em Ações, do livro "O Mercado de Ações em 25 Episódios" e do livro "Quanto Custa Ficar Rico?", os dois últimos pela editora Campus Elsevier.

    Paulo atuou como professor na Pós-graduação de Gestão Social da Universidade Castelo Branco e na Pós-graduação oferecida pela ANBIMA de Capacitação para o Mercado Financeiro.

    Atuou como professor da área de finanças e marketing na Universidade Castelo Branco e no curso de formação de agentes autônomos do SINDICOR.

    Como executivo do Instituto Nacional de Investidores - INI (www.ini.org.br) entre 2003 e 2012, ministrou mais de 500 palestras e cursos sobre o mercado de ações, sendo responsável pelo desenvolvimento do curso sobre o Método INI de Investimento em Ações, conteúdo que havia chegado a mais de 15.000 investidores em todo o país, até o ano de 2012.

    Representou o INI nas reuniões conjuntas de conselho da Federação Mundial de Investidores (www.wfic.org) e da Euroshareholders (www.euroshareholders.org), organizações que congregam quase 1 milhão de investidores em 22 países.

    Atuou como articulista do Informativo do INI, do Blog do INI, da revista Razão de Investir, da revista Investmais, do Jornal Corporativo e do site acionista.com.br. Foi fonte regular para assuntos de educação financeira de veículos como Conta Corrente (Globo News), Infomoney, Programa Sem Censura, Folha de São Paulo, Jornal O Globo, entre outros.

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