Por que as pessoas acham que o Nazismo é de esquerda?

Posted on 19/09/2018. Filed under: Filosofia, Finanças, Política | Tags:, , , , , , , , , |

Está de volta a polêmica!

Tudo o que eu GOSTARIA de escrever sobre o tema já escrevi, no artigo a seguir. Mas talvez tenha que ser um pouco mais direto e didático para ser entendido.

Nem De Esquerda, Nem De Direta. Somos Coletivistas Ou Individualistas.

Agradeço aos pouco mais de 2.500 leitores do artigo (postado em agosto), para esses, com certeza, esse artigo “complementar” não será necessário.

Aos costumes!

Essa visão NÃO é coisa de brasileiro maluco!

Não amigo do facebook, a embaixada alemã está atrasada e equivocada, essa discussão não é coisa de brasileiro iletrado. Muito pelo contrário.

Essa visão é bastante debatida nos Estados Unidos, bem antes da explosão das mídias sociais.

Em 2009 foi lançado o livro “Liberal Fascism: The Secret History of the American Left, From Mussolini to the Politics of Change”, de Jonah Goldberg, que se tornou Best-Seller e até hoje é referência para a direita norte-americana.

Em 2017 foi lançado outro Best-Seller, agora de Dinesh D’Souza “The Big Lie: Exposing the Nazi Roots of the American Left”, com o mesmo propósito e com o mesmo sucesso.

Os livros estão facilmente acessíveis a todos através das mais variadas plataformas de venda de livros digitais. Vale a leitura. Ah… é claro que não há tradução para o português. Conteúdo proibido!

Não precisaremos ir tão longe como os autores, que conseguiram demonstrar a incrível proximidade das práticas esquerda norte-americana (lá chamada de liberals) com as ideias do nazi-fascismo.

Podemos analisar com base no que sabemos sobre o tema. Não é pouco, e é perfeitamente suficiente.

A pergunta deveria ser outra: Por que o nazismo seria considerado um movimento de direita?

Para ser um movimento de direita, precisaríamos identificar com clareza valores de direita no nazismo.

Existem?

Antes de prosseguir, um parêntese óbvio: Estou falando das ideias atuais de direita, ética religiosa ocidental, liberalismo econômico e individualismo, pois são inequivocamente contribuições da direita para nosso sistema civilizatório. O capitalismo liberal e as éticas religiosas não são doutrinas de esquerda, nunca foram. E ambas são atacadíssimas pela esquerda moderna.

Outro ponto é que não estou discutindo o que é “melhor”, direita ou esquerda, apenas tentando ver onde o nazismo e sua prática se encaixam.

Do ponto de vista econômico

Do ponto de vista econômico chega a ser cômico tratar o nazismo como movimento ideológico de direita. Até o esquerdista mais experiente teria dificuldade de associar, por exemplo, liberalismo austríaco e o Consenso de Washington com o nazismo.

Em economia, a direita está associada à liberdade econômica, redução do tamanho do Estado, defesa do livre mercado, privatizações, afrouxamento de regulação trabalhista etc.

São princípios CLARAMENTE contrários aos pregados por Hitler, que estimulava a concentração de poder nas mãos do Estado, regulamentação para atender os interesses do governo/partido (do grande Reich), dependência estatal, fechamento comercial, defesa do “trabalhador alemão”, aumento dos gastos públicos (com a expansão do Reich) entre vários outros pontos.

Creio que nem o mais irracional defensor das ideias de esquerda vai conseguir associar a política econômica do Hitler com o liberalismo austríaco ou o consenso de Washington.

Não vou perder muito tempo aqui, pois é razoavelmente óbvio que o nazismo e o liberalismo econômico são práticas profundamente antagônicas.

As pessoas, no campo econômico, tendem a ver o nazismo como um movimento de esquerda porque as pautas econômicas são similares, se não forem idênticas.

A única diferença, ou a principal, é que Hitler não expropriou todas as propriedades privadas e não estatizou toda a economia como na URSS e na China. Não era tão burro.

Ainda assim era defensor de um Estado indutor da economia, do empresariado de joelhos e dependente, da expansão fiscal, controle de câmbio, juros e capitais etc.

Nada muito diferente dos regimes que, atualmente, se intitulam de esquerda, como em Cuba, Coreia do Norte, Venezuela e outros mais light como o Brasil Lulista/Dilmista, a Argentina Kirschnerista e outros da aliança bolivariana.

Nesse aspecto econômico, beira a loucura comparar o nazismo à direita.

Do ponto de vista do direito

A direita prega a predominância do direito individual sobre o coletivo. Entende que só podemos ser iguais perante a lei, nenhum outro tipo de igualdade é possível.

A esquerda prega a predominância do direito da coletividade, entende que devemos ser iguais sob TODOS os aspectos, não sendo suficiente o arcabouço legal de buscar a igualdade perante a lei.

As pautas da direita são, obviamente, a redução do poder do Estado sobre o indivíduo e sua família.

As pautas da esquerda são o contrário, pelo aumento do poder do Estado, submetendo o indivíduo e sua família ao interesse do coletivo, do “bem comum”, da visão iluminada da burocracia estatal.

Nessa questão do direito, com quem o nazismo se parece?

Certamente não é com a direita. É óbvio que o direito individual, MESMO do cidadão alemão, era inferior ao direito coletivo associado aos interesses do Reich (que eram os interesses do partido principalmente).

A proximidade com regimes de esquerda, heavy ou light, é evidente.

Nesse ponto também não é necessário me estender, pois é bastante óbvio que um defensor dos direitos individuais e da preponderância do indivíduo sobre o coletivo NÃO é nem nazista, nem é de esquerda.

Você pode até discordar da doutrina do individualismo, mas NUNCA vai poder associá-la ao nazismo ou à esquerda.

Nesse aspecto, inequivocamente, o nazismo não era de direita.

Já a ideia de um Estado forte impondo os objetivos do governo (partido) aos indivíduos, à base de legislação crescentemente sufocante e, principalmente, de propaganda adesista, está bem presente em várias experiências de esquerda (auto intituladas de esquerda).

Aliás, o regime de direito do Reich era muito mais parecido com o da URSS do que com o dos EUA.

Até os movimentos pelos direitos civis, direitos de minorias, dos negros etc., só são possíveis dentro de uma sociedade minimamente legalista, com respeito à individualidade, à personalidade jurídica e à propriedade privada. Em sociedades totalitárias ou teocracias, não há protestos por direitos civis, por mais simples que sejam, ou são violentamente abafados.

Do ponto de vista moral

É nesse ponto que a esquerda pretende associar o nazismo à direita.

Vamos ver.

Os esquerdistas acreditam-se imbuídos de princípios morais superiores. Acreditam lutar por uma sociedade mais igual e mais inclusiva.

Entendem que um bom regime de proteção aos direitos individuais NÃO será capaz ou suficiente para promover essa sociedade ideal, portanto o Estado deve agir para promover essa inclusão e esse ideal de igualdade.

Direitistas não entendem que todos devem ser iguais, nem que devem ter a mesma coisa. Buscam idealmente um regime de direito único para todos, as pessoas atingem seus objetivos de acordo com suas facilidades e dificuldades, nesse regime de direito.

Um esquerdista diante de um sujeito que não gosta de gays ou de transexuais entende que essa pessoa deve mudar para se adequar a uma sociedade idealizada, um direitista não se importa com o gosto de terceiros, desde que respeitados os direitos individuais (de ambos, na verdade).

Esquerdistas têm soluções comportamentais a indicar, exigir e patrulhar, no caminho de uma sociedade “mais justa, igualitária e inclusiva”. Direitistas não tem solução comportamental alguma para exigir de terceiros, apenas o respeito à lei, ao direito individual e à propriedade.

Esquerdistas entendem que grupos outrora hegemônicos (brancos da sociedade patriarcal) deverão pagar dívidas históricas pelos atos de outros homens brancos, ocorridos há várias gerações. Esse direito, enquanto regra da lei, não existe e nem faria sentido, pois nem dívidas pecuniárias conseguimos transmitir aos herdeiros (só ao espólio), que dirá dívidas morais.

Para direitistas esse argumentação não faz sentido.

Esquerdistas entendem que APENAS minorias historicamente excluídas ou perseguidas teriam o direito natural à reação e ao revide. Por isso entendem que há lógica de justiça no roubo, na invasão de terras, na imposição cultural dos valores dessas minorias etc. Por isso também são extremamente agressivos com os outrora hegemônicos que revidam.

O “branco patriarcal” não pode enfrentar qualquer elemento revolucionário (cultural, econômico, legal etc.), não tem esse direito, pois foi “opressor por toda a história”.

Por isso que não há meio termo, ou se é adepto e engajado na causa, ou se é homofóbico, transfóbico, misógino, fascista etc.

Em resumo, esquerdistas querem nos mudar no sentido do que eles entendem que será melhor para o mundo (inclusive para nós).

Direitistas don´t give a shit para o que você pensa ou para como você age, desde que o direito de ambos seja preservado.

Olhando para os regimes nazista e comunista, do ponto de vista da agenda de mudança da sociedade, não me parecem muito distintos.

Entendo que ambos acreditavam estar fazendo “o bem para o povo”, um bem medido, calculado e avaliado por uma burocracia estatal MUITO mais rica do que os trabalhadores comuns. Para os trabalhadores alemães e para os apoiadores do regime soviético, o objetivo buscado pelo Estado, propagandeado pelo Estado, era uma sociedade igualitária, justa, com emprego para todos e prosperidade.

Para os inimigos do Estado (antes judeus, ucranianos, czaristas, liberais etc., hoje brancos da sociedade patriarcal hegemônica), existe a perseguição, a expulsão e o genocídio.

Perseguição e exclusão de indivíduos com pensamentos morais conservadores e capitalistas é algo absolutamente evidente em nossa sociedade, algo profundamente agressivo.

Argumentos non sense

Tem alguns textos até bem escritos tentando provar as “diferenças” entre o nazismo e o comunismo.

Estão cheios de barbaridades lógicas.

Querem provar que, como Hitler odiava Stálin e tentou invadir a Rússia, o nazismo era de direita.

Isso só prova que os interesses imperialistas do Reich não poupariam o território soviético. Assim como os soviéticos não poupariam a Polônia, depois a Tchecoslováquia, Hungria etc.

Está em curso uma cooperação entre as Coreias do Norte e do Sul, se prosperar, significa que estarão no mesmo espectro político-ideológico? É claro que não.

Considerar isso “prova” de que o nazismo é de direita é puro non sense. O fato de ser inimigo de alguém não nos torna o pleno oposto desse alguém, aliás, via de regra, tem os mesmos defeitos.

Outro argumento comum é dizer que os campos de concentração de ambos eram diferentes, pois Hitler buscava o extermínio de uma raça e os soviéticos tinham interesses econômicos nos gulags e portanto escravizavam os inimigos do regime (os enviados para os gulags).

Fica parecendo que ser de direita é levar as pessoas para campos de concentração para serem mortas, e ser de esquerda é levar para trabalharem em condições sub-humanas de escravidão até morrer. É claro que isso não faz sentido.

Enquanto vocês tentam achar o que seria “melhor”, volto a repetir que sob um regime de direito individual, com respeito à propriedade privada e à liberdade de associação, crença etc., nenhum dos dois fenômenos poderia ocorrer.

Há outros frágeis argumentos tentando diferenciar, nas minúcias, socialismo de nacional-socialismo, o problema é que NENHUM DOS DOIS É DE DIRETA.

Em resumo, elencar as diferenças entre nazismo e comunismo não os posiciona entre direita e esquerda. São apenas diferentes efeitos da mesma causa: COLETIVISMO hegeliano e platônico.

E a maldade?

A maioria dos esquerdistas faz uma confusão confortável entre análise racional e tautologia.

Uma análise racional mínima mostraria a incrível dificuldade de associar as práticas do nazismo com QUALQUER bandeira assumidamente de direita. E não só pautas de hoje, os austríacos já combatiam Marx no século XIX.

Mas, ao associar a direita ao “mal”, qualquer que seja ele, acabam até tentando transformar o marxismo-stalinista (o pior de todos) em um movimento de direita. Já li, acreditem, esforços de esquerdistas para mostrar que a Venezuela é um regime de direita. É incrível, mas esse nível de descaramento existe.

Isso é tautológico, não é análise, é adesão intelectual a posteriori. Vejo algo mal, associo à direita. Não importa de onde vem.

Associam a direita ao passado escravocrata das nações europeias. Na verdade os conceitos de esquerda e direita nem existiam à época, mas hoje, em pleno século XXI há regimes escravocratas de esquerda. Admiradíssimos pela esquerda brasileira.

O regime cubano envia milhares de médicos a vários países e vende o trabalho dos mesmos, ficando com 90% do retorno e deixando um salário de fome para que vivam nos países compradores. As famílias ficam em Cuba, para garantir que não haja deserção.

Se ouvissem essa história sem indicar o nome do país, os esquerdistas associariam à escravidão (pois é mesmo), se falarmos o país, tudo muda, em nome da revolução social vale tudo.

E em regimes dos quais não se pode sair, sob pena de ser assassinado, mesmo após passar a fronteira. O nome disso é cárcere, cativeiro, prisão. É assim na Coreia do Norte, foi assim na maioria dos regimes socialistas revolucionários.

O conservadorismo europeu e dos EUA mudou, os diretos civis entraram na pauta, muitos vezes após violentos embates, mas entraram e prevaleceram, dentro do arcabouço legal. Enquanto os sistemas de direito privado e de garantia à propriedade garantem o sufrágio universal nas eleições, os cidadãos de países dominados pela esquerda, quando há eleições, são obrigados a “escolher” membros de um partido único.

Infelizmente os regimes de esquerda não mudaram. Ou foram destruídos, ou continuam com as mesmas práticas, plenamente associáveis ao marxismo-stalinista ou ao nazismo, ao socialismo soviético ou ao nacional-socialismo alemão.

Por fim…

Existe misoginia, homofobia, racismo, maldade etc., é claro que existe.

São sentimentos que considero desprezíveis e acredito SINCERAMENTE que quem os tem carregará um fardo insuportável ao longo de sua vida. Não há nada mais insuportável do que a arrogante sensação de superioridade. Esmaga e escraviza.

Mas para um direitista, bastaria que esses sentimentos patéticos não gerassem cerceamento de direito aos gays, mulheres ou grupos étnicos.

E se gerassem, que fossem punidos com rigor. O mesmo rigor que garante os direitos individuais de quem não está em minorias protegidas.

Não é por que existe gente má no mundo que são de direita. É gente má e só. Tem também aos montes na esquerda. A começar pelas cúpulas dos partidos totalitários bolivarianos ou comunistas.

Maldade não tem ideologia.

 

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O fim do capitalismo? Tem gente se esforçando para isso, e não são marxistas.

Posted on 02/04/2018. Filed under: Finanças, Matemática, Política | Tags:, , |

Nesse breve vídeo falo daquela que é, provavelmente, a maior e mais perigosa disfunção da história do capitalismo moderno.

A atuação dos bancos centrais está colocando em risco todo o sistema capitalista, distorcendo as relações de risco e retorno e comprometendo a poupança das gerações futuras.

Os 3 elementos.

O capitalismo precisa de 3 elementos básicos para existir. Na verdade, na presença desses 3 elementos ele surge naturalmente. Sempre foi assim, e sempre será.

Precisa de respeito ao contrato de proteção à propriedade privada, precisa de respeito ao contrato de proteção à livre iniciativa e, mais importante, precisa de escassez.

É isso mesmo, sem escassez, não há capitalismo. Não há por que nos organizarmos para produzir se todos têm o que precisam, a qualquer tempo e a qualquer hora.

Como os marxistas querem acabar com o capitalismo?

Não é o tema desse vídeo, mas os marxistas seguem uma profecia do fim do capitalismo, onde haverá uma sociedade em que todos trabalham o que podem, e recebem o que precisam. Se eu posso 10 vezes mais e preciso 10 vezes menos, minha recompensa será 100 vezes menor que o meu trabalho. E o homem da profecia marxista estará feliz com isso.

Como esse homem não existe, os sistemas baseados na filosofia marxista entendem que precisam mudar a humanidade. Como querem algo anti-natural, acaba-se por praticar atrocidades nas populações sob regimes marxistas. Mudar o homem na marra, essa é a solução para acabar com a escassez. Se ninguém quer nada, não há escassez, portanto não há capitalismo. Simples (e sangrento) assim.

Se fosse uma religião eu poderia entender, mas como sistema político-social-econômico, acaba se tornando altamente opressivo.

Já o capitalismo busca acabar com a escassez produzindo mais, melhor e mais barato. Demora, mas um celular já custou 50.000 dólares e hoje está nos bolsos de moçambicanos e senegaleses paupérrimos.

Os bancos centrais acabaram com a escassez de capital. E isso é PÉSSIMO para o capitalismo.

Veja no vídeo abaixo.

 

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A Juíza e a meritocracia. Uma verdade dolorosa.

Posted on 14/09/2016. Filed under: Filosofia, Finanças, Política | Tags:, , , , , , , , |

Viralizou o post de uma mulher que passou num concurso para juíza, onde ela atribuía grande parte do seu sucesso ao fato de ser branca, ter família estruturada, ter estudado em bons colégios etc., e estava triste por que o governo não garantia essas oportunidades a todos.

O post viralizou, pois muitos leitores viam nele um reconhecimento de que a meritocracia não funciona, que seria uma farsa ou uma estratégia das elites para se manter no poder.

Pois o que está por trás desse movimento, fortíssimo, anti-meritocracia, é outra coisa.

Um sistema em que você é recompensado por seu esforço é desejado por todos. Não há um só desses contrários à meritocracia que não espera ser recompensado por fazer mais e melhor.

O ponto não é o pobre, não é a justiça social, não é a luta de classes. O ponto também não é a meritocracia.

O ponto é o mérito em si. É o sistema que avalia o mérito. São os valores que a sociedade considera meritórios.

Quem avalia o mérito em uma sociedade capitalista é o mercado. E os valores do mercado são bem claros: produtividade, empreendedorismo, respeito aos contratos, respeito à propriedade privada, respeito às leis etc.

A vitória do indivíduo nessa sociedade EXIGE respeito a esses cânones. Não há garantias de sucesso, de igualdade ou de facilidade, mas é extremamente improvável ser reconhecido por seu mérito sem seguir esses valores no livre mercado.

Em uma sociedade autocrática, o mérito é avaliado pelo grupo que está no poder. E é tão somente a subserviência ao projeto de poder implementado por esse grupo que trará a recompensa.

É extremamente provável que o indivíduo “fiel”, verdadeiramente fiel, ao partido, ao tirano ou ao populista da vez, ganhe espaço na burocracia estatal.

E é isso que vimos nos últimos anos no Brasil, na Venezuela, na Argentina e historicamente na URSS, em Cuba e na Coréia do Norte (entre outros).

Quem indica o mérito é o grupo no poder. Quem recompensa por esse mérito é o grupo no poder.

É por isso que as mesmas pessoas que são “contra” a meritocracia, afirmando que ela é uma farsa e só serve às elites, também não enxergam a roubalheira do PT, a farsa de Lula, os crimes (não só os do impeachment) de Dilma, a destruição da economia etc.

Elas querem, realmente, a recompensa por sua servidão irracional e cega.

Perceba que não é a meritocracia em si que atacam, pois, assim que seu grupo chegou ao poder, eles se esforçaram pela recompensa. Seu esforço foi servir, cegamente, ao projeto.

Qualquer ser humano vive na perspectiva de retorno por seu esforço. Nos EUA ou na Coréia do Norte.

Nos EUA vence quem gera valor para muitos, ainda que apenas como pequena parte de um projeto vitorioso, de uma empresa lucrativa ou até de uma obra espiritual ou religiosa.

Os 2 bilhões de pessoas que usam windows reconhecem diariamente o mérito do Tio Bill. Outros bilhões reconhecem o mérito do Tio Zuckerberg, do Tio Jobs, do Tio Alexander Fleming etc.

Na Coréia do Norte vence quem serve a um interesse particular.

– Ah! Mas os governos têm que dar oportunidades iguais a todos!

Essa é mais uma farsa na história dos contrários à meritocracia. É evidente que em uma sociedade menos desigual, mais pessoas poderiam atingir o sucesso. Mas não é esse o ponto.

A desigualdade em países ricos e empreendedores, onde o mérito é avaliado pelo mercado, é grande. Mas a desigualdade em países autocráticos é ainda maior. É maior e PIOR!

O nível de acesso aos bens e ao consumo por gente pobre nos EUA é infinitamente superior ao nível de acesso dos cubanos ou venezuelanos de classe média ou até ricos. Uma médica cubana terá dificuldade para comprar absorvente íntimo, um industrial venezuelano não conseguirá comprar papel higiênico.

Mas o ditador e sua família, a cúpula da burocracia estatal e do partido, consomem sem restrições. Não ficam “ricos”, pois não é necessário, o Estado está a serviço de seus luxos e seus pecados.

Não se iluda brasileiro, com esse discurso fácil.

A luta dos contrários à meritocracia é outra, é para que um regime autocrático decida quem merece e quem não merece.

Não tem nada a ver com os pobres, nada a ver com justiça social, nada a ver com redução da desigualdade ou luta de classes.

É só interesse de se dar bem, bajulando o déspota da vez.

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Escola é mesmo lugar para ideologia? Cuidado com Leandro Karnal.

Posted on 13/09/2016. Filed under: Administração, Filosofia, Finanças, Política | Tags:, , , , , , , |

Escola é mesmo lugar de ideologia?

Karnal diz que é. E que sonha ver alunos debatendo Stuart Mill e Marx.

Há incontáveis evidências de que as ideias de John Stuart em economia influenciaram sistemas vitoriosos, empiricamente observáveis, duradouros, que enriquecem, que reduzem a escassez, que respeitam as liberdades individuais.

Quando Karnal pede para mantermos a “ideologia” na escola, é para que se discuta o marxismo que é, em essência, uma sucessão de fracassos econômicos e sociais, baseado num modelo de homem que não existe, no mesmo patamar de sistemas vitoriosos e com previsões verificáveis há centenas de anos (antes mesmo de Mill).

Ele quer nos fazer crer que acreditar em premissas liberais com 6.000 anos (isso mesmo 6.000) de resultados notáveis para reduzir a escassez, gerar riqueza e respeitar a livre iniciativa, o indivíduo e a propriedade privada (humanismo puro) é tão ideológico quanto acreditar num sistema fracassado, que não respeita liberdade alguma e que não tem qualquer verificação empírica ou lógica de sucesso ou mínima condição de funcionamento.

Se uma escola privada quiser fazer do Marxismo um Totem, problema de quem paga. Em escola pública acho temerário. Já há poucos recursos para instrumentalizar os meninos com o mínimo de capacidade interpretativa, se perdermos tempo com ilusões inverificáveis, tiraremos desse garoto a chance de conseguir, realmente, a compreender o que lê.

Talvez seja esse o objetivo de Leandro Karnal. Para acreditar em Marx é conveniente confundir milhão com bilhão.

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O capitalismo é a única forma de organização sócio-econômica que respeita a natureza humana

Posted on 04/08/2016. Filed under: Finanças, Política | Tags:, , , , |

O título é polêmico, mas a ideia vai ficar bem clara no vídeo abaixo.

Nós precisamos aproveitar esse momento de profunda crise sócio-econòmica e política para levar o Brasil ao rumo da riqueza.

Mas para fazer isso temos que encarar nossos fantasmas e exorcizá-los. O primeiro fantasma é o horror ao capitalismo.

No vídeo proponho a ideia de que não há outra forma de organização sócio-econômica que respeite mais a natureza humana do que o sistema capitalista.

Convido vocês a virarmos essa página de atraso na história do Brasil.

Vamos ver o mundo como ele é e não como a gente acha que ele deveria ser.

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  • Disclaimer

    Este blog é um ambiente privado para expor opiniões, estudos, reflexões e comentários sobre assuntos ligados a finanças, bolsa de valores, economia, política, música, humor e outros temas.

    Seus objetivos são educacionais ou recreativos, não configurando sob nenhuma hipótese recomendação de investimento.

    O investidor consciente deve tomar decisões com base em suas próprias crenças e premissas. Tudo que lê ou ouve pode ser levado em consideração, mas a decisão de investimento é sempre pessoal. Tanto na escolha de ações para carteira própria, quanto na escolha de gestores profissionais para terceirização da gestão.

    O Autor espera que os temas educacionais do blog possam ajudar no desenvolvimento e no entendimento das nuances do mercado de ações, mas reitera que a responsabilidade pela decisão de investimento é sempre do próprio investidor.

    Sejam bem vindos!

  • Paulo Portinho

    PAULO PORTINHO, engenheiro com mestrado em administração de empresas pela PUC-Rio, é autor do Manual Técnico sobre o Método INI de Investimento em Ações, do livro "O Mercado de Ações em 25 Episódios" e do livro "Quanto Custa Ficar Rico?", os dois últimos pela editora Campus Elsevier.

    Paulo atuou como professor na Pós-graduação de Gestão Social da Universidade Castelo Branco e na Pós-graduação oferecida pela ANBIMA de Capacitação para o Mercado Financeiro.

    Atuou como professor da área de finanças e marketing na Universidade Castelo Branco e no curso de formação de agentes autônomos do SINDICOR.

    Como executivo do Instituto Nacional de Investidores - INI (www.ini.org.br) entre 2003 e 2012, ministrou mais de 500 palestras e cursos sobre o mercado de ações, sendo responsável pelo desenvolvimento do curso sobre o Método INI de Investimento em Ações, conteúdo que havia chegado a mais de 15.000 investidores em todo o país, até o ano de 2012.

    Representou o INI nas reuniões conjuntas de conselho da Federação Mundial de Investidores (www.wfic.org) e da Euroshareholders (www.euroshareholders.org), organizações que congregam quase 1 milhão de investidores em 22 países.

    Atuou como articulista do Informativo do INI, do Blog do INI, da revista Razão de Investir, da revista Investmais, do Jornal Corporativo e do site acionista.com.br. Foi fonte regular para assuntos de educação financeira de veículos como Conta Corrente (Globo News), Infomoney, Programa Sem Censura, Folha de São Paulo, Jornal O Globo, entre outros.

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