O fim do capitalismo? Tem gente se esforçando para isso, e não são marxistas.

Posted on 02/04/2018. Filed under: Finanças, Matemática, Política | Tags:, , |

Nesse breve vídeo falo daquela que é, provavelmente, a maior e mais perigosa disfunção da história do capitalismo moderno.

A atuação dos bancos centrais está colocando em risco todo o sistema capitalista, distorcendo as relações de risco e retorno e comprometendo a poupança das gerações futuras.

Os 3 elementos.

O capitalismo precisa de 3 elementos básicos para existir. Na verdade, na presença desses 3 elementos ele surge naturalmente. Sempre foi assim, e sempre será.

Precisa de respeito ao contrato de proteção à propriedade privada, precisa de respeito ao contrato de proteção à livre iniciativa e, mais importante, precisa de escassez.

É isso mesmo, sem escassez, não há capitalismo. Não há por que nos organizarmos para produzir se todos têm o que precisam, a qualquer tempo e a qualquer hora.

Como os marxistas querem acabar com o capitalismo?

Não é o tema desse vídeo, mas os marxistas seguem uma profecia do fim do capitalismo, onde haverá uma sociedade em que todos trabalham o que podem, e recebem o que precisam. Se eu posso 10 vezes mais e preciso 10 vezes menos, minha recompensa será 100 vezes menor que o meu trabalho. E o homem da profecia marxista estará feliz com isso.

Como esse homem não existe, os sistemas baseados na filosofia marxista entendem que precisam mudar a humanidade. Como querem algo anti-natural, acaba-se por praticar atrocidades nas populações sob regimes marxistas. Mudar o homem na marra, essa é a solução para acabar com a escassez. Se ninguém quer nada, não há escassez, portanto não há capitalismo. Simples (e sangrento) assim.

Se fosse uma religião eu poderia entender, mas como sistema político-social-econômico, acaba se tornando altamente opressivo.

Já o capitalismo busca acabar com a escassez produzindo mais, melhor e mais barato. Demora, mas um celular já custou 50.000 dólares e hoje está nos bolsos de moçambicanos e senegaleses paupérrimos.

Os bancos centrais acabaram com a escassez de capital. E isso é PÉSSIMO para o capitalismo.

Veja no vídeo abaixo.

 

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A Juíza e a meritocracia. Uma verdade dolorosa.

Posted on 14/09/2016. Filed under: Filosofia, Finanças, Política | Tags:, , , , , , , , |

Viralizou o post de uma mulher que passou num concurso para juíza, onde ela atribuía grande parte do seu sucesso ao fato de ser branca, ter família estruturada, ter estudado em bons colégios etc., e estava triste por que o governo não garantia essas oportunidades a todos.

O post viralizou, pois muitos leitores viam nele um reconhecimento de que a meritocracia não funciona, que seria uma farsa ou uma estratégia das elites para se manter no poder.

Pois o que está por trás desse movimento, fortíssimo, anti-meritocracia, é outra coisa.

Um sistema em que você é recompensado por seu esforço é desejado por todos. Não há um só desses contrários à meritocracia que não espera ser recompensado por fazer mais e melhor.

O ponto não é o pobre, não é a justiça social, não é a luta de classes. O ponto também não é a meritocracia.

O ponto é o mérito em si. É o sistema que avalia o mérito. São os valores que a sociedade considera meritórios.

Quem avalia o mérito em uma sociedade capitalista é o mercado. E os valores do mercado são bem claros: produtividade, empreendedorismo, respeito aos contratos, respeito à propriedade privada, respeito às leis etc.

A vitória do indivíduo nessa sociedade EXIGE respeito a esses cânones. Não há garantias de sucesso, de igualdade ou de facilidade, mas é extremamente improvável ser reconhecido por seu mérito sem seguir esses valores no livre mercado.

Em uma sociedade autocrática, o mérito é avaliado pelo grupo que está no poder. E é tão somente a subserviência ao projeto de poder implementado por esse grupo que trará a recompensa.

É extremamente provável que o indivíduo “fiel”, verdadeiramente fiel, ao partido, ao tirano ou ao populista da vez, ganhe espaço na burocracia estatal.

E é isso que vimos nos últimos anos no Brasil, na Venezuela, na Argentina e historicamente na URSS, em Cuba e na Coréia do Norte (entre outros).

Quem indica o mérito é o grupo no poder. Quem recompensa por esse mérito é o grupo no poder.

É por isso que as mesmas pessoas que são “contra” a meritocracia, afirmando que ela é uma farsa e só serve às elites, também não enxergam a roubalheira do PT, a farsa de Lula, os crimes (não só os do impeachment) de Dilma, a destruição da economia etc.

Elas querem, realmente, a recompensa por sua servidão irracional e cega.

Perceba que não é a meritocracia em si que atacam, pois, assim que seu grupo chegou ao poder, eles se esforçaram pela recompensa. Seu esforço foi servir, cegamente, ao projeto.

Qualquer ser humano vive na perspectiva de retorno por seu esforço. Nos EUA ou na Coréia do Norte.

Nos EUA vence quem gera valor para muitos, ainda que apenas como pequena parte de um projeto vitorioso, de uma empresa lucrativa ou até de uma obra espiritual ou religiosa.

Os 2 bilhões de pessoas que usam windows reconhecem diariamente o mérito do Tio Bill. Outros bilhões reconhecem o mérito do Tio Zuckerberg, do Tio Jobs, do Tio Alexander Fleming etc.

Na Coréia do Norte vence quem serve a um interesse particular.

– Ah! Mas os governos têm que dar oportunidades iguais a todos!

Essa é mais uma farsa na história dos contrários à meritocracia. É evidente que em uma sociedade menos desigual, mais pessoas poderiam atingir o sucesso. Mas não é esse o ponto.

A desigualdade em países ricos e empreendedores, onde o mérito é avaliado pelo mercado, é grande. Mas a desigualdade em países autocráticos é ainda maior. É maior e PIOR!

O nível de acesso aos bens e ao consumo por gente pobre nos EUA é infinitamente superior ao nível de acesso dos cubanos ou venezuelanos de classe média ou até ricos. Uma médica cubana terá dificuldade para comprar absorvente íntimo, um industrial venezuelano não conseguirá comprar papel higiênico.

Mas o ditador e sua família, a cúpula da burocracia estatal e do partido, consomem sem restrições. Não ficam “ricos”, pois não é necessário, o Estado está a serviço de seus luxos e seus pecados.

Não se iluda brasileiro, com esse discurso fácil.

A luta dos contrários à meritocracia é outra, é para que um regime autocrático decida quem merece e quem não merece.

Não tem nada a ver com os pobres, nada a ver com justiça social, nada a ver com redução da desigualdade ou luta de classes.

É só interesse de se dar bem, bajulando o déspota da vez.

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Escola é mesmo lugar para ideologia? Cuidado com Leandro Karnal.

Posted on 13/09/2016. Filed under: Administração, Filosofia, Finanças, Política | Tags:, , , , , , , |

Escola é mesmo lugar de ideologia?

Karnal diz que é. E que sonha ver alunos debatendo Stuart Mill e Marx.

Há incontáveis evidências de que as ideias de John Stuart em economia influenciaram sistemas vitoriosos, empiricamente observáveis, duradouros, que enriquecem, que reduzem a escassez, que respeitam as liberdades individuais.

Quando Karnal pede para mantermos a “ideologia” na escola, é para que se discuta o marxismo que é, em essência, uma sucessão de fracassos econômicos e sociais, baseado num modelo de homem que não existe, no mesmo patamar de sistemas vitoriosos e com previsões verificáveis há centenas de anos (antes mesmo de Mill).

Ele quer nos fazer crer que acreditar em premissas liberais com 6.000 anos (isso mesmo 6.000) de resultados notáveis para reduzir a escassez, gerar riqueza e respeitar a livre iniciativa, o indivíduo e a propriedade privada (humanismo puro) é tão ideológico quanto acreditar num sistema fracassado, que não respeita liberdade alguma e que não tem qualquer verificação empírica ou lógica de sucesso ou mínima condição de funcionamento.

Se uma escola privada quiser fazer do Marxismo um Totem, problema de quem paga. Em escola pública acho temerário. Já há poucos recursos para instrumentalizar os meninos com o mínimo de capacidade interpretativa, se perdermos tempo com ilusões inverificáveis, tiraremos desse garoto a chance de conseguir, realmente, a compreender o que lê.

Talvez seja esse o objetivo de Leandro Karnal. Para acreditar em Marx é conveniente confundir milhão com bilhão.

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O capitalismo é a única forma de organização sócio-econômica que respeita a natureza humana

Posted on 04/08/2016. Filed under: Finanças, Política | Tags:, , , , |

O título é polêmico, mas a ideia vai ficar bem clara no vídeo abaixo.

Nós precisamos aproveitar esse momento de profunda crise sócio-econòmica e política para levar o Brasil ao rumo da riqueza.

Mas para fazer isso temos que encarar nossos fantasmas e exorcizá-los. O primeiro fantasma é o horror ao capitalismo.

No vídeo proponho a ideia de que não há outra forma de organização sócio-econômica que respeite mais a natureza humana do que o sistema capitalista.

Convido vocês a virarmos essa página de atraso na história do Brasil.

Vamos ver o mundo como ele é e não como a gente acha que ele deveria ser.

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  • Disclaimer

    Este blog é um ambiente privado para expor opiniões, estudos, reflexões e comentários sobre assuntos ligados a finanças, bolsa de valores, economia, política, música, humor e outros temas.

    Seus objetivos são educacionais ou recreativos, não configurando sob nenhuma hipótese recomendação de investimento.

    O investidor consciente deve tomar decisões com base em suas próprias crenças e premissas. Tudo que lê ou ouve pode ser levado em consideração, mas a decisão de investimento é sempre pessoal. Tanto na escolha de ações para carteira própria, quanto na escolha de gestores profissionais para terceirização da gestão.

    O Autor espera que os temas educacionais do blog possam ajudar no desenvolvimento e no entendimento das nuances do mercado de ações, mas reitera que a responsabilidade pela decisão de investimento é sempre do próprio investidor.

    Sejam bem vindos!

  • Paulo Portinho

    PAULO PORTINHO, engenheiro com mestrado em administração de empresas pela PUC-Rio, é autor do Manual Técnico sobre o Método INI de Investimento em Ações, do livro "O Mercado de Ações em 25 Episódios" e do livro "Quanto Custa Ficar Rico?", os dois últimos pela editora Campus Elsevier.

    Paulo atuou como professor na Pós-graduação de Gestão Social da Universidade Castelo Branco e na Pós-graduação oferecida pela ANBIMA de Capacitação para o Mercado Financeiro.

    Atuou como professor da área de finanças e marketing na Universidade Castelo Branco e no curso de formação de agentes autônomos do SINDICOR.

    Como executivo do Instituto Nacional de Investidores - INI (www.ini.org.br) entre 2003 e 2012, ministrou mais de 500 palestras e cursos sobre o mercado de ações, sendo responsável pelo desenvolvimento do curso sobre o Método INI de Investimento em Ações, conteúdo que havia chegado a mais de 15.000 investidores em todo o país, até o ano de 2012.

    Representou o INI nas reuniões conjuntas de conselho da Federação Mundial de Investidores (www.wfic.org) e da Euroshareholders (www.euroshareholders.org), organizações que congregam quase 1 milhão de investidores em 22 países.

    Atuou como articulista do Informativo do INI, do Blog do INI, da revista Razão de Investir, da revista Investmais, do Jornal Corporativo e do site acionista.com.br. Foi fonte regular para assuntos de educação financeira de veículos como Conta Corrente (Globo News), Infomoney, Programa Sem Censura, Folha de São Paulo, Jornal O Globo, entre outros.

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