Archive for julho \22\-03:00 2020

Devemos fazer poupança para os filhos? Prós, contras e os principais cuidados.

Posted on 22/07/2020. Filed under: Administração, Finanças |

Caros leitores,

Pode parecer uma coisa óbvia que é bom fazer poupança para os filhos, mas há muitos cuidados importantes e alguns perigos.

1. Essa poupança não deve comprometer a capacidade financeira dos pais para formarem sua própria poupança de longo prazo.

2. Tem que decidir se a poupança será para pagar algo específico no futuro (faculdade, intercâmbio), ou será integralmente entregue ao filho na maioridade.

3. Tem que associar poupança com educação financeira em mercados de risco desde cedo, para evitar que os recursos atrapalhem mais do que ajudem no processo de ensinar os filhos a lidar com dinheiro.

 

 

Quanto Custa Ficar Rico?

 

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Red Pill COVID 19: O isolamento vertical

Posted on 08/07/2020. Filed under: Administração, Filosofia, Matemática, Política | Tags:, , , , , , |

Essa Pandemia trouxe alguns dos piores “calls” da história recente da humanidade.

Gosto de pensar em um call como uma aposta comprada firme. É algo que eu compro e acho que vai dar certo.

Hoje vou falar de um dos mais bizarros, a condenação prévia do isolamento vertical.

Antes de apresentar o debate, vou direto aos números, simulando um hipotético isolamento vertical em SP.

A lógica do isolamento vertical é das mais triviais, tentar isolar de forma mais eficiente os mais vulneráveis. Fazemos até sem sentir. Com o filho mais vulnerável temos mais cuidado, com o idoso mais frágil, o mesmo.

No caso da COVID19, desde o início sabíamos que a mortalidade de idosos era desproporcionalmente mais alta do que em jovens. É até mais desproporcional do que para a gripe comum.

Em SP, com base nos dados de mortalidade da SEADE (https://www.seade.gov.br/coronavirus/), e na pirâmide etária do Brasil (dados mais recentes), a chance de uma pessoa acima de 60 anos ir a óbito é 17 VEZES maior do que para alguém mais novo que isso. Na Europa é ainda muito maior, pois 95% dos óbitos ocorreram com idosos acima de 60 anos.

Se o foco é reduzir o número de óbitos (e de hospitalizações), um grupo com mortalidade tão desproporcional deveria ser mais protegido. É um pouco incompreensível que esse debate tenha sido interditado. Adiante discuto os possíveis motivos (a ciência do Imperial College).

A matemática do isolamento vertical é muito óbvia. Se fizermos um isolamento horizontal para “achatar a curva” o vírus nos pega mais devagar, porém na mesma proporção em que nos “trancamos”.

Qualquer redução bem-sucedida na exposição do grupo com 17 vezes mais chance de óbito, reduz a mortalidade geral. Isso não é nem ciência epidemiológica, é matemática vetorial simples.

O índice de mortalidade geral, calculado pelo CDC americano, está em 0,25%. Só que esse número cru esconde uma matriz de mortalidade (vetor). Vai de 0,01% para determinados grupos até 5% em outros. Isso ficará claro nos números aproximados de SP.

Boa parte da mortalidade excessiva na Europa veio de óbitos em casas de repouso. Se tivessem sido bem-sucedidos em proteger esses idosos que não saem de casa, a COVID19 teria ceifado muito menos vidas. Isso está dando inquéritos por lá, e provavelmente vai ter em NY, que mandou idosos que estavam internados de volta aos asilos para liberar espaço nos hospitais.

Os números de SP.

Tomei como base os dados de mortalidade calculados pelo SEADE e a pirâmide etária brasileira (dados mais recentes).

Assumi algumas premissas:

– O vírus se tornaria endêmico e com mortalidade em linha com outros patógenos após termos 40% da população infectada. Não usei 60-70%, pois estima-se hoje que muita gente já seja imune ao COVID19. Talvez esses 40% estejam superdimensionados, pois temos uma redução muito grande na mortalidade em países já com 10% a 15% de população infectada.

– Adotei um deflator de 20 vezes para ajustar a mortalidade geral de SP, para se adequar à previsão do CDC. Nós medidos 5%, pois fazemos poucos testes e desconsideramos pessoas que pegam, se curam (ou nem sentem) e não geram anticorpos.

Com essas premissas, se o vírus pegar a população exatamente na mesma proporção da distribuição etária, SP poderia atingir cerca de 32.000 óbitos até o vírus atingir 40% da população.

Se conseguíssemos reduzir a exposição dos grupos de risco etário (mais de 60 anos) em 50% e 70%, teríamos uma probabilidade de óbitos muitíssimo menor.

O ideal seria que ninguém morresse jamais, nem idosos nem novos, mas essa opção não está na mesa. Quem faz política pública precisa trabalhar com a realidade para reduzir os danos à população e não com um mundo impossível ou raciocínio motivado.

Importante notar que atingir 40% não significa que o vírus vai embora e nunca mais vai matar. Se tornará endêmico, com mortalidade em linha com o de outros patógenos. Os patógenos do passado continuam todos por aí.

Bom, a matemática é essa e ela reflete uma enorme obviedade, proteger quem tem 17 vezes mais chances de morrer tende a reduzir o número geral de óbitos.

Agora vamos discutir os motivos para essas coisas razoavelmente óbvias não terem sido nem debatidas.

O controle possível da Pandemia

O padrão-ouro de controle de epidemias é achar os doentes e quem teve contato e colocá-los em quarentena. Isso foi impossível na COVID19, por 3 motivos:

– Insuficiência de testes no início.

– Enorme velocidade de propagação.

– Assintomáticos transmitiam.

Se não dá para controlar a doença com o padrão-ouro, passa-se às hipóteses de isolamento social.

O isolamento horizontal pressupõe isolar a todos sem distinção de grupos etários, o isolamento de vulneráveis é tentar fazer com que a imunidade de grupo (que é a única coisa que podemos ter, com ou sem vacina) se forme PRIMEIRO em grupos com sistemas imunológicos mais competentes.

100% dos especialistas fala em imunidade de grupo, seja pelo vírus esgotar as pessoas com sistemas imunológicos susceptíveis (que irão a óbito ou sairão com anticorpos ou alguma estrutura de defesa), seja pela vacina (que não é certa e provavelmente chegará tarde, na Europa nem conseguem testar mais, pela redução enorme no número de infecções).

E para as pessoas que não acreditam que nosso sistema imunológico conseguirá ser eficiente contra o vírus, lembro que isso tornaria muito mais difícil termos uma vacina.

Por que nós não buscamos, primeiro, isolar os mais vulneráveis?

Não sei, mas de início houve a ciência. Aquela que errou todas as previsões.

O Imperial College fez previsões catastróficas para o Brasil. Se fizéssemos isolamento horizontal intensivo, teríamos 44.000 óbitos, com isolamento vertical (idosos), isso iria para 529.000, com isolamento social leve, seriam 627.000 óbitos e sem isolamento, 1,1 milhão de óbitos.

Veja na figura abaixo.

Hoje sabemos que é tudo enorme nonsense, mas à época era “a” ciência, não havia outra aceitável.

Foi um call tão errado, que nós DE FATO fizemos um isolamento meia-boca (que mataria 627 mil pessoas segundo o Imperial), com as comunidades mais pobres (a maioria dos brasileiros) vivendo com razoável normalidade, tivemos índices inferiores a 50% de isolamento na maior parte do tempo e ainda estamos 10 vezes abaixo das previsões.

Nessa thread o biólogo Átila chega a falar em 2,6 milhões de mortos no Brasil até agosto “se nada for feito”:

https://twitter.com/oatila/status/1240156469078691842

Por essa lógica do Imperial, a Suécia, que deixou praticamente tudo aberto, teria cerca de 250.000 mortos (0,25% da população). Tem 5.500. Um erro de quase 98%.

As premissas sem sentido

O modelo básico de previsões de epidemias é o SIR (Susceptíveis – Infectados – Removidos). O número de removidos (que não transmitem o vírus) cresce até um patamar que torna a propagação muito difícil e o vírus vira endêmico. Não desaparece, mas não tem potencial para pegar todo mundo.

Há 3 premissas sem sentido:

– Que podemos ficar totalmente presos até a invenção de uma vacina.

– Que o vírus vai desaparecer para sempre.

– Que a única forma de enfrentar um vírus é se escondendo dele. Não é a única, é uma delas e depende da letalidade e da transmissão.

Alemanha x Turquia / Isolamento horizontal x Isolamento vertical.

Não há saída mágica. Países extremamente bem-sucedidos no controle terão um grupo de removidos muito pequeno, portanto ficarão com muitos susceptíveis e sujeitos a outras ondas.

Aconteceu com Israel, que era um exemplo. Quando abriu, os casos dispararam. A decisão atual é fazer restrições mais brandas. Não há milagre.

A Turquia fez apenas isolamento vertical e tem resultados melhores do que os da Alemanha, mesmo com mais casos.

https://www.bbc.com/news/world-europe-52831017

A Alemanha é considerada um dos melhores casos de controle da Pandemia. A Turquia tem praticamente a mesma população, teve mais casos e muito menos mortes (9.103 Alemanha, 5.260 Turquia). Além disso, a Turquia, como não parou, teve uma alta no PIB do primeiro trimestre de 0,6% enquanto a Alemanha teve uma queda de 2,2%.

https://data.oecd.org/gdp/quarterly-gdp.htm#indicator-chart

É claro que a Turquia ainda tem muito mais casos diários do que a Alemanha e mais óbitos. A Alemanha tem ainda uma média de 500 casos por dia e 13 óbitos. A Turquia tem uma média de 1.400 casos por dia e 21 óbitos (médias de 7 dias). A mortalidade proporcional, percebe-se, é bem menor do que na Alemanha.

https://www.worldometers.info/coronavirus/

Apesar de ainda haver mortalidade pela COVID (o vírus não vai embora, isso continuará, como para todos os outros patógenos, tuberculose e malária matam 500.000 pessoas todo ano cada uma e tem tratamento), esses números não são absurdos. A Turquia tem cerca de 1.400 óbitos por dia (death rate 6 por mil), a COVID está representando cerca de 1,5% do total de óbitos diários.

O mais grave dos erros: Interditar debates.

Esse foi o mais grave dos erros. Por algum motivo que me escapa, resolvemos, em manada, interditar alguns debates. Interditamos a discussão sobre protocolos de tratamento e remédios, interditamos o debate sobre isolamento vertical etc.

E isso tudo com base em algo que a ciência nunca dá: certezas.

O debate saiu do campo da racionalidade técnica, da ciência, da matemática, da lógica aristotélica para uma dialética vazia do bem contra o mal.

É, definitivamente, o mal dos nossos tempos. Transformar debate científico em debate moral.

Disclaimer

Aproveitando essa colocação sobre o debate moral, alerto ao leitor que apenas apresento minhas percepções e uso minha visão sobre o tema. Caso discorde, não há necessidade de se ofender. Caso tenha interesse em mostrar alguma falha no argumento ou erro, sinta-se à vontade.

Isso para mim não é luta do bem contra o mal, é política pública. Não culpo os homens públicos, pois foram surpreendidos com uma ciência de um lado só, alarmista e que errou as principais previsões. Como representam uma nação, é melhor errar feio com base no Imperial College do que peitar e ir adiante.

A Suécia peitou e está sofrendo assédio moral da comunidade científica internacional. Não é uma posição fácil.

Por isso o maior de todos os erros foi o que coloquei, interditar debates científicos com discursos morais, acusações de genocídio, guerras político-ideológicas, desejos pelo fim do capitalismo etc.

Dá nisso, obscurantismo e luta política vazia. E as pessoas sofrem, pois poderíamos ter sido mais eficientes.

 

 

 

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Red Pill COVID19: A incrível polêmica entre óbitos por de data evento e por data de confirmação.

Posted on 02/07/2020. Filed under: Administração, Matemática, Política | Tags:, , |

É um pouco estranho que ainda existam dúvidas sobre o erro de considerar os óbitos por data de confirmação (exame positivo) como mensurador da evolução da PANDEMIA.

Acompanhar a evolução pelos óbitos por data do evento (quando de fato ocorreu o óbito ou o início dos sintomas) tem problemas, que são facilmente solucionáveis, mas acompanhar por confirmação do exame NÃO tem solução, é sempre errado e sempre vai trazer informações distorcidas e irrelevantes.

Vamos ter poucas confirmações quando a curva estiver no início e muitas quando estiver no final, ou seja, um péssimo indicador, pois vamos achar que é pouco, justamente quando temos que nos preocupar, e vamos achar que é muito, justamente quando estamos na descendente.

Red Pill logo de início.

Antes de explicar as falhas graves de se usar as datas de confirmação dos exames, principalmente com os atrasos de 3 meses como vemos no Brasil, vamos entregar logo a pílula vermelha e acabar com essa polêmica sem sentido. Sigam a orientação aristotélica:

  • Para sepultamento o óbito precisa de registro (famílias obrigadas a informar em até 24 horas).
  • O registro em cidades grandes (onde ocorreram a esmagadora maioria dos óbitos) tem, no máximo, 10 dias de atraso para chegar nos bancos de dados. Sendo que SP e RJ e grandes capitais isso não passa de 5 dias.
  • Cada óbito registrado associado à Pandemia tem 2 status: confirmado ou suspeito.
  • Cada óbito, suspeito ou confirmado, tem o registro da data em que ocorreu.
  • Cada dia, portanto, tem dois dados relevantes: óbitos confirmados e óbitos sob suspeita.
  • Entreguem os dois dados (óbitos confirmados e sob suspeita POR DIA de ocorrência) e acabou a polêmica.

Para controle da pandemia, é mais importante sabermos a curva potencial do que a curva “perfeita”.

Ninguém “escondeu” 10.000 óbitos ocorridos, eles foram registrados, no máximo são 10.000 óbitos em investigação, sabemos em que dia estão (de fato e potencialmente).

Para os estatísticos puristas, bastaria termos todos os dados que seria possível fazer um tracking dos atrasos e identificar um padrão (ainda que crescente). Isso é fácil demais, não é Rocket Science. Mas não dá para ser feito sem os dados.

Não há nenhuma justificativa razoável para os dados não serem todos entregues ao público. Não é papel do gestor público prejulgar a nossa capacidade de avaliar os dados corretamente. Há estatísticos brilhantes, facilitem o acesso aos dados e teremos modelos brilhantes surgindo. Quem está fazendo estatística no Brasil de hoje são os jornalistas. Isso não está funcionando.

Como esse gráfico de óbitos e casos por confirmação de exame levam a erros graves.

Erro #1: Tratar o Brasil como se fosse um caso único.

O Brasil é como uma Europa. Cada estado é como um país. Cada um teve sua própria curva de casos, cada um tem seu próprio método de verificação dos dados, cada um tem seu próprio sistema de registros, cada um tem seus laboratórios, cada um tem seus problemas.

O governador de Minas Gerais disse que priorizou gastar o pouco dinheiro que tinha em aumento de UTIs e compra de respiradores, deixando os testes só para profissionais de saúde e pessoas hospitalizadas. Resultado: tem um backlog imenso de amostras coletadas nos últimos 3 meses. É capaz de chegarmos a outubro vendo recordes de casos em MG e anunciando uma curva crescente da Pandemia no estado, mesmo contando casos de abril. É algo completamente absurdo.

Tratar o Brasil como um todo homogêneo para tomar decisões ou avaliar a curva da COVID é como propor que a Áustria e Itália devam usar as mesmas medidas.

Todos os estados com mais de 50 óbitos por 100.000 habitantes já passaram pelo pico de mortalidade, o que pode ser visto por qualquer indicador que se queira EXCETO pela estranha opção de olhar as curvas pela data de confirmação dos exames (que têm atrasos de até 3 meses).

Se não quer olhar pelo gráfico de óbitos por dia, olhe pelo número de sepultamentos (não há “sepultamento confirmado por exames”), olhe pelo número de internações, olhe pelo número de óbitos por SRAG. Na figura abaixo temos os casos de SRAG que foram a óbito nos 6 principais estados com mais de 50 óbitos por 100.000 habitantes. O atraso já está contabilizado, pois estamos na semana 27 e os dados são até a semana 24-25.

Fonte: http://info.gripe.fiocruz.br/ (óbitos)

Erro #2: Os impactos dos erros e do backlog são maiores quando os números são menores!

As pessoas que querem “provar” que não se deve usar a curva de óbitos por DATA efetiva, mostram que para os meses de Março, Abril e início de Maio os dados de óbitos por data foram maiores do que os informados pela imprensa. Mas isso acontece porque tínhamos poucos óbitos confirmados e um backlog grande de casos e óbitos a confirmar.

A hipótese mais provável para isso ter acontecido não é que “apareceram milhares de óbitos que ninguém sabia”, mas outras mais simples como:

  • Falta de testes no início dos períodos. Até 20 de Abril tínhamos feito 130.000 testes, hoje temos 3.227.000 (sem contar testes rápidos)
  • Todos sabem que as curvas de SRAG no final de fevereiro cresceram exponencialmente, atingindo um topo em Abril, exatamente a época em que não tínhamos testes suficientes.
  • Na falta de testes preferencialmente testamos profissionais de saúde e pessoas com sintomas que devem ser isoladas e deixamos o resto para depois.
  • MAIS IMPORTANTE: tínhamos poucas mortes confirmadas até o início de maio (menos de 6.000), obviamente o “estoque” de óbitos não confirmados faz mais diferença sobre uma base de 6.000 do que sobre uma base de 60.000.

Os óbitos em investigação eram muito mais relevantes quando o número era de 2.000 – 3.000 e não tínhamos testes do que agora, com 60.000 mortos quando temos milhões de testes.

Essa evidência de que os óbitos informados pela TV foram menores do que os reais é função do estágio da Pandemia, com a curva crescente e atraso nos testes isso acontece, a tendência agora deve ser justamente contrária, que é exatamente o que está acontecendo nos estados com mortalidade mais elevada.

O caso do Rio de Janeiro

Para quem ainda não acredita na lógica apresentada, basta ver o caso do Rio de Janeiro, que é um dos estados que apresentam diariamente os dados por data efetiva de óbito.

Em 10 de junho o gráfico do RJ por data de evento mostrava um número máximo de óbitos de 172 em 04 de maio. Em 17 de junho o recorde foi para 28 de Abril, com 225 óbitos. Em 02 de julho esse recorde foi para 30 de Abril com 248 óbitos.

Quanto mais o tempo passa no RJ, mais a curva se inclina para a esquerda, se parecendo com as curvas de outros países muito afetados.

O prefeito disse que o número de sepultamentos em junho de 2020 será menor do que em junho de 2019. O número de internações cai desde o início de maio. O número de óbitos em investigação era de cerca de 1.000.

Se olharmos os dados data da confirmação positiva dos exames, veremos o RJ com recordes recentes. Quem estiver acompanhando por esse indicador, vai achar que ainda não chegamos ao pico da pandemia.

E essa realidade deve ser a mesma em estados com mais de 50 óbitos por 100.000 habitantes. Aliás, tem sido a mesma em países com mais de 50 óbitos por 100.000 habitantes.

Fonte: http://painel.saude.rj.gov.br/monitoramento/covid19.html

Mais dados é sempre melhor do que menos dados.

Com menos dados, ou com dados selecionados de acordo com o interesse do órgão que controla a divulgação desses dados (governo, estado, município, órgão de imprensa etc.), é mais fácil manipular a opinião pública. Não acho que seja esse o objetivo, me parece mais pouca afinidade com planejamento estatístico do que má-fé. Vamos pensar o melhor das pessoas.

Em vez de ficarmos brigando sobre qual modelo apresentar, devemos apresentar os 3:

– Por data da confirmação do exame positivo.

– Por data do registro efetivo do óbito.

– Por potencial de óbitos/casos por data efetiva (somando confirmados + em investigação).

Vamos ficar com imprecisões de poucos dias, relacionadas com atrasos no registro de óbitos nos sistemas dos cartórios, mas é muito melhor do que ficar sujeito a atrasos de 2 meses.

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O Paradoxo da Onipotência de Deus: São Tomás de Aquino e a Conjectura do Multiverso.

Posted on 01/07/2020. Filed under: Finanças |

Prezados leitores,

Para os que curtem física quântica, teísmo e ateísmo, Richard Dawkins, Filosofia da Ciência, Yuval Harari (Sapiens), Karl Popper e o debate sobre a existência de Deus, um pouco do debate que promovo no meu livro “Tudo é Impossível, Portanto Deus Existe”.

O problema do Paradoxo clássico da Onipotência não está na submissão que Deus deve prestar à lógica formal, nem na fragilidade do idioma de que Wittgenstein falou, mas na própria história da racionalidade e da ciência.

Versão Kindle: https://www.amazon.com.br/dp/B083VW3LB9

Versão impressa (USA, EU e Japão): https://www.amazon.com/dp/1650847890

Impresso no Brasil (estoque limitado): https://produto.mercadolivre.com.br/MLB-1451924969-tudo-e-impossivel-portanto-deus-existe-paulo-portinho-_JM?quantity=1#position=1&type=item&tracking_id=9968e18d-bb11-42bb-a29a-52c1b3363615

 

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  • Disclaimer

    Este blog é um ambiente privado para expor opiniões, estudos, reflexões e comentários sobre assuntos ligados a finanças, bolsa de valores, economia, política, música, humor e outros temas.

    Seus objetivos são educacionais ou recreativos, não configurando sob nenhuma hipótese recomendação de investimento.

    O investidor consciente deve tomar decisões com base em suas próprias crenças e premissas. Tudo que lê ou ouve pode ser levado em consideração, mas a decisão de investimento é sempre pessoal. Tanto na escolha de ações para carteira própria, quanto na escolha de gestores profissionais para terceirização da gestão.

    O Autor espera que os temas educacionais do blog possam ajudar no desenvolvimento e no entendimento das nuances do mercado de ações, mas reitera que a responsabilidade pela decisão de investimento é sempre do próprio investidor.

    Sejam bem vindos!

  • Paulo Portinho

    PAULO PORTINHO, engenheiro com mestrado em administração de empresas pela PUC-Rio, é autor do Manual Técnico sobre o Método INI de Investimento em Ações, do livro "O Mercado de Ações em 25 Episódios" e do livro "Quanto Custa Ficar Rico?", os dois últimos pela editora Campus Elsevier.

    Paulo atuou como professor na Pós-graduação de Gestão Social da Universidade Castelo Branco e na Pós-graduação oferecida pela ANBIMA de Capacitação para o Mercado Financeiro.

    Atuou como professor da área de finanças e marketing na Universidade Castelo Branco e no curso de formação de agentes autônomos do SINDICOR.

    Como executivo do Instituto Nacional de Investidores - INI (www.ini.org.br) entre 2003 e 2012, ministrou mais de 500 palestras e cursos sobre o mercado de ações, sendo responsável pelo desenvolvimento do curso sobre o Método INI de Investimento em Ações, conteúdo que havia chegado a mais de 15.000 investidores em todo o país, até o ano de 2012.

    Representou o INI nas reuniões conjuntas de conselho da Federação Mundial de Investidores (www.wfic.org) e da Euroshareholders (www.euroshareholders.org), organizações que congregam quase 1 milhão de investidores em 22 países.

    Atuou como articulista do Informativo do INI, do Blog do INI, da revista Razão de Investir, da revista Investmais, do Jornal Corporativo e do site acionista.com.br. Foi fonte regular para assuntos de educação financeira de veículos como Conta Corrente (Globo News), Infomoney, Programa Sem Censura, Folha de São Paulo, Jornal O Globo, entre outros.

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