Fugindo um pouco do assunto – Salvando o Brasileirão

Posted on 29/11/2010. Filed under: Futebol |

Nobres leitores,

Aos que acompanham o blog por conta dos comentários sobre a bolsa, sobre as empresas que estão em nosso clube etc., peço licença para tratar de outro assunto:

– Salvar o Campeonato Brasileiro de Futebol!

A introdução do sistema de pontos corridos, em minha opinião, foi uma grande vitória da organização e da lógica contra aquela baderna que era o campeonato dos “Cartolas”. Cento e tantos clubes. Ninguém respeitava uma queda para segunda divisão. Uma zorra.

Mas os últimos campeonatos trouxeram algumas coincidências que, também em minha opinião, desmoralizam um pouco o sistema.

Ninguém entrega jogo, mas é evidente que enfrentar um clube que está disputando o título, quando você não está disputando NADA e, pior, quando sua vitória pode ajudar seu principal rival… seu interesse na vitória fica bem prejudicado.

Não dá para acreditar que esse sistema tenha equilíbrio.

Rivalidades regionais

Grêmio x Inter, Bahia x Vitória, Fla x Bota ou Vasco, Corínthians x Palmeiras etc., são considerados, por muitos torcedores, mais importantes do que qualquer clássico nacional. Cansei de ouvir Eurico Miranda falando que prefere ganhar do Flamengo do que ganhar o campeonato.

Essa lógica não existe em países europeus. Ou é menos relevante, muito menos.

Tenho uma sugestão “exploratória”

Chamo a sugestão de exploratória, pois não tenho o modelo fechado, mas só um caminho que pode ser útil aos organizadores da tabela do brasileirão.

O melhor dos mundos seria, por exemplo, que na última rodada tivéssemos, Corínthians x Flu, ou Flu x Cruzeiro. Até tivemos a sorte de ter dois confrontos entre interessados diretos (Grêmio x Botafogo, pela libertadores, Atlético-GO x Vitória, contra o rebaixamento).

Como fazer isso, sem bagunçar o campeonato?

Computação serve para isso

Minha sugestão é simples, mas a implementação vai precisar de muita transparência. E isso, em termos de futebol brasileiro, pode ser bem complexo.

Parte 1)

A tabela do primeiro turno seria montada exatamente da mesma forma que hoje.

Parte 2)

A tabela do segundo turno seria organizada por um software a cada cinco rodadas. Digo um software, pois os critérios devem ser claros e objetivos. Se deixar na mão de cartola, vira jogo político.

Alguns objetivos da programação:

– Aumentar o número de confrontos diretos entre interessados NA PARTE FINAL do campeonato. Tanto para título quanto para rebaixamento.

– Evitar confronto entre clubes interessados e desinteressados NA PARTE FINAL do campeonato.

– Minimizar a dependência entre rivais regionais.

– Fazer funcionar todos os outros parâmetros relevantes, tais como: alternância entre jogos em casa e fora, outros campeonatos, distância de viagens etc.

Aos céticos

Há muitos motivos para achar que “não daria certo”, mas minha experiência com programação e análise de sistemas indica que os computadores servem para isso mesmo.

Servem para tratar problemas e cálculos complexos com critérios objetivos e considerando todas as condições de contorno.

Em princípio não vejo muito dificuldade para criar um software para calcular as 5 primeiras rodadas do segundo turno, depois as próximas 5 e daí por diante.

Aos amigos programadores

Vocês poderiam usar um pouco do seu (ultra-escasso) tempo para formular um software de teste. Como sugestão de “teste” ou “piloto”, seria interessante rodar o software nos últimos campeonatos para ver que “segundo turno” ele iria indicar.

Talvez vejamos muitas “finais” que nunca ocorreram sendo sugeridas pelo software. Talvez o último jogo do ano passado fosse Flamengo e Inter.

Nada contra o tricolor

O campeonato desse ano será decidido por um Goiás rebaixado e com time reserva, e por um Guarani rebaixado e desmoralizado.

Que minha mulher não me leia, mas estou torcendo para tricolette das laranjeiras. Se o último jogo fosse Corínthians e Flu, acho que o tricolico iria rodar, mas seria muito mais interessante para o futebol.

Isso é jogo para R$ 4-6 milhões de renda (dependendo da atuação dos cambistas…). Se o Maracanã estivesse na jogada, teríamos mais de 100.000. Não é brincadeira.

That´s it! Voltemos à bolsa…

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  • Disclaimer

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    Seus objetivos são educacionais ou recreativos, não configurando sob nenhuma hipótese recomendação de investimento.

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    O Autor espera que os temas educacionais do blog possam ajudar no desenvolvimento e no entendimento das nuances do mercado de ações, mas reitera que a responsabilidade pela decisão de investimento é sempre do próprio investidor.

    Sejam bem vindos!

  • Paulo Portinho

    PAULO PORTINHO, engenheiro com mestrado em administração de empresas pela PUC-Rio, é autor do Manual Técnico sobre o Método INI de Investimento em Ações, do livro "O Mercado de Ações em 25 Episódios" e do livro "Quanto Custa Ficar Rico?", os dois últimos pela editora Campus Elsevier.

    Paulo atuou como professor na Pós-graduação de Gestão Social da Universidade Castelo Branco e na Pós-graduação oferecida pela ANBIMA de Capacitação para o Mercado Financeiro.

    Atuou como professor da área de finanças e marketing na Universidade Castelo Branco e no curso de formação de agentes autônomos do SINDICOR.

    Como executivo do Instituto Nacional de Investidores - INI (www.ini.org.br) entre 2003 e 2012, ministrou mais de 500 palestras e cursos sobre o mercado de ações, sendo responsável pelo desenvolvimento do curso sobre o Método INI de Investimento em Ações, conteúdo que havia chegado a mais de 15.000 investidores em todo o país, até o ano de 2012.

    Representou o INI nas reuniões conjuntas de conselho da Federação Mundial de Investidores (www.wfic.org) e da Euroshareholders (www.euroshareholders.org), organizações que congregam quase 1 milhão de investidores em 22 países.

    Atuou como articulista do Informativo do INI, do Blog do INI, da revista Razão de Investir, da revista Investmais, do Jornal Corporativo e do site acionista.com.br. Foi fonte regular para assuntos de educação financeira de veículos como Conta Corrente (Globo News), Infomoney, Programa Sem Censura, Folha de São Paulo, Jornal O Globo, entre outros.

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