Selecionando Ações Pelo Método INI – Parte I – Introdução

Posted on 17/12/2010. Filed under: Finanças |

O Método INI ensina investidores iniciantes a selecionar empresas de crescimento há 60 anos em mais de 20 países.

O Instituto Nacional de Investidores – INI iniciou seus trabalhos em 25 de Agosto de 2004. A seguir algumas de suas principais conquistas:

  • Traduzir e adaptar o Stock Selection Guide para o português e para a realidade do mercado brasileiro.
  • Ministrar mais de 1.000 cursos e palestras sobre o Método INI em quase todos os estados do país.
  • Montar uma rede de 75 orientadores em 14 estados.
  • Atingir mais de 8.000 associados (pagantes) e um total de 50.000 investidores em seu banco de dados.

O que é o Método INI e por que é importante conhecê-lo?

O Método INI é a tradução para o mercado Brasileiro do Stock Selection Guide, criado pela Associação Nacional de Investidores dos EUA (www.betterinvesting.org) na década de 1950.

Esse método foi difundido para 20 países a partir da criação, em 1960, da Federação Mundial de Investidores (www.wfic.org).

Há uma parte comportamental e outra parte instrumental no método.

A primeira requer do investidor disciplina para formação de poupança e a segunda mostra a importância de conhecer as companhias em que se está investindo, além de indicar técnicas simples para selecioná-las.

Parte comportamental

Princípio 1: Invista regularmente pequenos valores

  • Talvez esse princípio seja o mais importante para os investidores iniciantes, pois evita que faça aportes grandes de uma só vez, sem que tenham experiência suficiente em bolsa.
  • Ao investir sempre e pouco (de acordo com a realidade de cada um) o investidor reduz o chamado “risco sistêmico” que está ligado à bolsa e não à empresa em que se está investindo.
  • O comportamento do investidor assemelha-se ao que se faz na poupança, colocando recursos modestos mensalmente.
  • Bolsa não é lugar para dinheiro de remédio. Idealmente não se deve utilizar bolsa para objetivos de curto prazo (< de 5 anos), ao menos pelo método.
  • O número de pessoas que utiliza esse modelo de aportes regulares, em todo o mundo, é absurdamente alto, se forem incluídos os cotistas de fundos mútuos e de fundos de pensão.

Princípio 2: Reinvista os ganhos, dividendos, etc.

  • O reinvestimento de dividendos pode triplicar (ou mais) o patrimônio em 30 anos. Um dividend yield de 3% ao ano já seria suficiente para elevar o patrimônio em quase 35% em uma década.
  • Um grande pecado dos investidores é aproveitar os momentos de muita sorte (ganhos inesperados) para aumentar seus gastos ou encarecer seus passivos. Se você ganhar R$ 70.000 em opções e comprar um carro de R$ 70.000, vai devolver todo o dinheiro em, no máximo, 2,5 anos.
  • Pensando em bolsa como complemento de aposentadoria, esses ganhos extraordinários podem antecipar bastante a formação de patrimônio.
  • Dinheiro ganho do mercado, deve permanecer no mercado durante o período de semeadura.

Parte Instrumental (analítica)

Princípio 3: Compre somente empresas de crescimento, a preços razoáveis

  • O método simplesmente ignora empresas com histórico de prejuízos, de lucros aleatórios e de quedas nos fundamentos. Nem passam no primeiro crivo.
  • Só funcionam empresas com histórico consistente de crescimento em seus fundamentos: lucros, receitas, margens, retornos sobre PL etc.
  • Normalmente essas empresas costumam ser mais CARAS (P/L mais alto), mas nem todas ao mesmo tempo. É aí que o Método faz a diferença, ensinando você a ver qual delas está mais barata (menos cara) NO DIA em que você for comprar.
  • O que a parte instrumental do método faz é ensinar o investidor, mesmo iniciante e sem aptidões matemáticas, a selecionar empresas de crescimento, mas com múltiplos razoáveis.
  • Todas sabem quais são as ações boas. Mas o método faz mais. Ele quantifica o crescimento dos fundamentos e dá mecanismos para o investidor responder, por exemplo:
    • O que é melhor, VALE5 a R$ 50,00 ou RAPT4 a R$ 12,80?
    • O que é melhor, PETR4 a R$ 25,00 ou POMO$ a R$ 6,95?
  • E o mais importante, com premissas trabalhadas pelo próprio investidor.

Educação financeira no estilo “learning-by-doing”

Os cursos de análise técnica (gráficos) são muito mais numerosos do que os de análise fundamentalista, pois são diretos, práticos e já preparam o investidor para operar na bolsa (na maioria das vezes de forma desnecessariamente arriscada).

O curso do Método INI é, sem sombra de dúvida, o único com conteúdo fundamentalista que é ministrado em períodos de 6h a 9h, que rivaliza com os de análise técnica em termos de praticidade.

Em 6 horas (ou como autodidata) o investidor aprende um “caminho” para conhecer as companhias em que quer investir.

Num período de 1 a 2 anos de uso do método ele vai desenvolver uma intimidade com as companhias que acompanha que jamais imaginou que poderia ter.

Quer ver?

Pegue uma empresa em que investe (se já for investidor) e responda:

  • Qual a receita em 2009 (aproximadamente)?
  • Qual o lucro em 2009?
  • Qual o P/L atual?
  • Qual o dividend yield atual?
  • A empresa tem crescimento consistente no passado?

Para um usuário contumaz do Método INI essas respostas (ao menos de forma aproximada) estarão na ponta da língua.

Infelizmente tem gente que investe em Petrobras e nem tem idéia de que a empresa tem receita de R$ 200 bilhões por ano, lucro de R$ 32 bilhões e P/L entre 10 e 11.

O usuário do Método INI não poderia comprar sem ter investigado tudo isso.

O Método INI é um modelo de aprender-fazendo sem os riscos elevados do trade com análise gráfica.

Esses riscos são mitigados de várias formas:

  • Não aporta dinheiro relevante de uma só vez
  • Tem horizonte mínimo de 5 a 7 anos
  • Reduz o risco sistêmico
  • Não investe em empresas sem histórico
  • Não investe em empresas com múltiplos muito elevados
  • Não investe sem uma leitura mínima dos fundamentos da companhia
  • Não requer do investidor acompanhamento diário do mercado, apenas a leitura e entendimento dos relatórios das companhias, dos analistas fundamentalistas etc.

Na visão do INI, essa deveria ser a porta de entrada para o investidor individual QUE QUER FAZER GESTÃO PRÓPRIA!

Mas, infelizmente, não é. Está longe de ser.

Segue na Parte II – Ferramentas do INI

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5 Respostas to “Selecionando Ações Pelo Método INI – Parte I – Introdução”

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[…] Selecionando Ações Pelo Método INI Parte I Introdução […]

Como consigo o curso para o método INI, pois tenho comprados livros para entender melhor a dinâmica do mercado de ações, tantos livros fundamentalistas como grafistas, pois já investi em ações e até consegui bons ganhos no passado mas pura sorte e depois parei pois percebi que estava num jogo sem controle dos riscos, passei então a investir em renda fixa e quero colocar parte de meu patrimônio em renda variável mas com o pé no chão.

Oi Anderson. Há cursos regulares do INI em vários lugares do país. Entre no site http://www.ini.org.br e cadastre-se. Tão logo tiver um curso em sua região, o convite será enviado.
Como sugestão, leia os livros, disponíveis para download, no mesmo site, área de Download Center.
Comece com o Guia Oficial do INI.
Abraço!

Comprei o livro “O Mercado de ações em 25 episódios” e queria seguir nos estudos com você, como faço? o site ini não abre…

Oi Léo, o site do INI saiu do ar em 2012, mas eu lancei um método atualizado pela Saraiva, o Método SEMPRE (“Investimentos para não especuladores” é o nome do livro). Lá ensino detalhadamente como conseguir os dados e trabalhá-los.


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  • Disclaimer

    Este blog é um ambiente privado para expor opiniões, estudos, reflexões e comentários sobre assuntos ligados a finanças, bolsa de valores, economia, política, música, humor e outros temas.

    Seus objetivos são educacionais ou recreativos, não configurando sob nenhuma hipótese recomendação de investimento.

    O investidor consciente deve tomar decisões com base em suas próprias crenças e premissas. Tudo que lê ou ouve pode ser levado em consideração, mas a decisão de investimento é sempre pessoal. Tanto na escolha de ações para carteira própria, quanto na escolha de gestores profissionais para terceirização da gestão.

    O Autor espera que os temas educacionais do blog possam ajudar no desenvolvimento e no entendimento das nuances do mercado de ações, mas reitera que a responsabilidade pela decisão de investimento é sempre do próprio investidor.

    Sejam bem vindos!

  • Paulo Portinho

    PAULO PORTINHO, engenheiro com mestrado em administração de empresas pela PUC-Rio, é autor do Manual Técnico sobre o Método INI de Investimento em Ações, do livro "O Mercado de Ações em 25 Episódios" e do livro "Quanto Custa Ficar Rico?", os dois últimos pela editora Campus Elsevier.

    Paulo atuou como professor na Pós-graduação de Gestão Social da Universidade Castelo Branco e na Pós-graduação oferecida pela ANBIMA de Capacitação para o Mercado Financeiro.

    Atuou como professor da área de finanças e marketing na Universidade Castelo Branco e no curso de formação de agentes autônomos do SINDICOR.

    Como executivo do Instituto Nacional de Investidores - INI (www.ini.org.br) entre 2003 e 2012, ministrou mais de 500 palestras e cursos sobre o mercado de ações, sendo responsável pelo desenvolvimento do curso sobre o Método INI de Investimento em Ações, conteúdo que havia chegado a mais de 15.000 investidores em todo o país, até o ano de 2012.

    Representou o INI nas reuniões conjuntas de conselho da Federação Mundial de Investidores (www.wfic.org) e da Euroshareholders (www.euroshareholders.org), organizações que congregam quase 1 milhão de investidores em 22 países.

    Atuou como articulista do Informativo do INI, do Blog do INI, da revista Razão de Investir, da revista Investmais, do Jornal Corporativo e do site acionista.com.br. Foi fonte regular para assuntos de educação financeira de veículos como Conta Corrente (Globo News), Infomoney, Programa Sem Censura, Folha de São Paulo, Jornal O Globo, entre outros.

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