Mitos da Privatização – Série com 5 vídeos

Posted on 11/06/2018. Filed under: Filosofia, Finanças, Política | Tags: |

Prezados,

Eleição se avizinha e, provavelmente, haverá algum debate sobre a privatização de empresas públicas. Apesar de a maioria dos candidatos ser contra a privatização, ao menos de setores estratégicos, entendo que o debate está pobre, porque está interditado, desde 1950.

Tratarei de 5 mitos, os quais revelo no primeiro dos 5 vídeos, são eles: 1 – A venda das riquezas nacionais, 2 – A geração de riqueza para o povo brasileiro vem da operação ou do controle?, 3 – Estatais são sempre vendidas a preço de banana? e 4 – A questão estratégica.

Em meu entendimento as pessoas contrárias às privatizações não deveriam basear seus argumentos nos mitos que tratei nos vídeos, pois não fazem sentido.

Podem basear seu interesse em manter as empresas sob controle estatal por vários motivos, a maioria ideológicos.

Por exemplo, pode entender que o orçamento da empresa deverá ficar à disposição do controlador público. Como é na Venezuela ou na Arábia Saudita.

Ou pode achar, por motivo ideológico, que a empresa não deve ser gerida pelo interesse privado do lucro, que não deve buscar a maximização do seu tamanho (valor da firma) e do lucro. Ou seja, não deveria seguir a lógica capitalista.

Não deve JAMAIS usar a Equinor (Statoil) como exemplo, pois a empresa é gerida dentro da lógica capitalista, não mistura seu orçamento com o orçamento soberano norueguês, apenas contribui, com lógica eminentemente financeira e de mercado, para o fundo soberano do seu país (através de impostos e participações, principalmente). Statoil não é PDVSA ou Saudi Aramco, não está à disposição do governo norueguês (que tem 67% das ações), e atua de forma absolutamente capitalista em mais de 30 países, explorando petróleo e gás, com foco no lucro.

Entretanto, não há qualquer sentido em manter a empresa estatal se não for por motivos de cunho ideológico ou de crença anti-mercado ou anti-capitalista.

Isso deverá ficar claro nos vídeos abaixo.

Gostaria que o debate fosse nivelado por cima, por isso fiz os vídeos. Infelizmente, até agora, só vi afirmativas sem argumentos, sem números, sem dados (exceto os pequenos, que representam a lógica de mercado, como o João Amoedo e o Flávio Rocha).

Espero ajudar para elevar o nível do debate.

Seguem os vídeos:

 

 

 

 

 

 

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13 Respostas to “Mitos da Privatização – Série com 5 vídeos”

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Bom dia, Portinho

Vi no seu post sobre a previdência que alguns dos fundos de previdência privada que você estava investindo eram o Adam e o Verde da Icatu… Não te preocupa as taxas de administração cobradas por esses fundos (2% a.a.)?

Oi Leonardo, são taxas altas sim, mas o histórico dos gestores é ótimo. Não devo concentrar nesses dois, todo ano, quando tiver que fazer o aporte para compensar no IR, devo procurar diversificar ainda mais.

Pergunto porque também estou cogitando fortemente entrar nestes fundos. Como migrei de regime previdenciário no último dia possível, ainda não sei como funcionam algumas questões práticas. 1) Você consegue mesmo deduzir os 12% da renda bruta ALÉM dos 7,5% do FUNPRESP (no qual vc disse investir), ou investe somente a diferença entre 7,5% e 12%? Sei que eles dizem ser possível, mas tenho minhas dúvidas; 2) É possível, por meio de desconto em folha dos fundos PGBL (distintos do FUNPRESP), já antecipar esse abatimento no IR mês a mês, ou é necessariamente resolvido depois no ajuste? Obrigado pela resposta!

Sim, já descontei 7,5% + 12%. Você vai ter que informar a contribuição paritária do governo e ele vai entender que não entra ano limite dos 12%. Não tenho desconto em folha dos outros fundos, tenho que negociar com a corretora.

1º turno: Amoedo.
2º turno: Alckmin ou Bolsonaro?

Em princípio votaria contra um retrocesso econômico. Voto contra qualquer candidato anti-mercado. No segundo turno, poderia votar no Bolsonaro se ele garantir o Paulo Guedes e, principalmente, se o Alckmin estiver distribuindo cargos para a velha política. Mas não acredito que Alckmin vá ao segundo turno.

boa noite, portinho. voce já viu as propostas do partido novo? sao as melhores que ja conheci, totalmente a favor do liberalismo economico e da liberdade individual. ja me filiei e doei p/ a campanha do joao amoedo. veja as propostas deles, acho que voce vai gostar. abs

Oi Nilton, sou filiado desde o início. Fui candidato a vereador no RJ em 2016. Estamos juntos.

cheguei atrasado, entao. só descobri no inicio desse ano

aliás, comecei a comprar acoes e estudar o assunto depois de ler seu livro – 25 episodios. hoje sou financeiramente independente, vivo dos rendimentos. agradeço muito

Oi Nilton, fico muito feliz por esse resultado. Continuemos firmes e fortes!

Boa Tarde Portinho.

Sempre bom ouvir sua visão.

Mesmo após ver os vídeos, sou contra a privatização por 2 motivos principais:


A grana da privatização vem numa pancada só.
Como você mesmo disse, o Governo é um irresponsável com o dinheiro publico.
O partido que estiver no poder vai ficar com todos os louros, torrar toda a grana e com muita, mas muita sorte deixará algum legado.
Depois que esse dinheiro acabar, o cenário tende a ser pior que o inicial.(A grana vinda do controle, mesmo pequena, não existirá mais, e toda a esperança fica com um possível aumento de arrecadação).

Uma analogia simples, você tem um filho 15 anos que você sabe ser irresponsável e inconsequente.
O que você faria, daria R$ 400 por mês de mesada até ele ficar responsável(se ficar…), ou daria R$ 100 mil na mão pra ele curtir a vida adoidado?

Qual dos cenários tem a chance de ‘dar uma merda’ maior?


Na questão estratégica, acredito que ficou devendo um pouco.
Em geral o Brasileiro não está preparado para o capitalismo puro e simples.
Ele clama por intervenção governamental.
Foi só o dólar e o petróleo subir, para o combustível disparar => greve => apelo popular => intervenção do governo nos preços.
Como seria se fosse privatizada com o Barril a $100 e dólar a R$ 4?
Gasolina a R$5-R$6 reais e o pais beirando uma guerra civil.

Onerar a empresa nesse caso, foi questão de segurança nacional.

Compreendo Evandro, por sorte a análise financeira tem resposta para todas essas questões.
Se quiser garantir que o governo vá economizar com os recursos da venda de PETR, é bem fácil. E bem mais econômico.
O controle da PETR deve valer uns R$ 300 bi. Basta colocar na lei da privatização (tudo é lei), que esses recursos serão usados imediatamente e obrigatoriamente para redução da dívida pública. Ou seja, para abater 300 bilhões do estoque. Isso daria uma economia com juros de R$ 30 bilhões por ano por uns 10-12 anos.
A Petrobras pagou, no máximo, R% 5 bi de dividendos ao governo, sendo que passou 3 anos sem pagar nada e esse ano não deve passar de R$ 1 bi.
Pronto, resolvida a questão do desperdício. E depois de 10 anos? Nem sabemos se o petróleo continuará valendo depois de 10 anos. Entre a crise de 1979 e as altas de 2003 a 2007, o petróleo caiu ininterruptamente.
O brasileiro não está preparado para o capitalismo, mas 55% dos brasileiros trabalham por conta própria ou sem carteira assinada. A maioria dos pequenos negócios nas cidades brasileiras não tem qualquer registro. Eu discordo, eu acho que o brasileiro que já tem proteção do governo, adora, quem não tem, detesta, pois o governo só aparece para atrapalhar.
Não estou falando de saúde, educação e segurança, estou falando de regulamentação, alvará, custos, impostos.
OS caminhoneiros pressionaram o governo, porque acreditaram que o governo resolveria. Nos EUA, pressionariam os contratantes do frete, que é quem, efetivamente, poderia pagar mais e reduzir os prejuízos.
O governo erra dos dois lados, evita a concorrência no refino do petróleo e tabela frete.
Não posso achar que a conduta errada, anticoncorrencial e inepta dos governos brasileiros dos últimos 60 anos seja “culpa do capitalismo”, seria culpa da falta de capitalismo.
Essa foi a primeira greve em que o grevista não pleiteia aumento de seu salário ou de sua remuneração junto ao pagador. Resolveu chamar o papai de todos.
Se tivéssemos um governo, já estaria se preparando 10 dias antes da greve (porque já sabia), em 2 dias de greve decretaria estado de sítio e os militares já estariam preparados para tomar os caminhões (em estado de sítio pode), e desbloquear as estradas. Além de prender em prisões militares os que se recusassem a entregar. Estado de sítio é pra isso.
Governo fraco, falta de concorrência, falta de capitalismo.
Não podemos colocar a culpa em um modelo de organização econômica que gerou toda a riqueza de todos os países (governos não geram riqueza).
Nosso povo não é anti-capitalista, pois ele se vira na iniciativa privada todos os dias e busca riqueza, sem qualquer apoio do governo, apenas impostos, taxas, multas e regulação.
Anti-capitalista são os governantes, pois o capitalismo tira poder deles e deixa com os empreendedores.
Não é à toa que os homens ricos dos EUA e Europa são empreendedores, e os ricos por aqui são políticos, famílias de políticos, corruptos e empresários colados no saco de políticos.


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  • Disclaimer

    Este blog é um ambiente privado para expor opiniões, estudos, reflexões e comentários sobre assuntos ligados a finanças, bolsa de valores, economia, política, música, humor e outros temas.

    Seus objetivos são educacionais ou recreativos, não configurando sob nenhuma hipótese recomendação de investimento.

    O investidor consciente deve tomar decisões com base em suas próprias crenças e premissas. Tudo que lê ou ouve pode ser levado em consideração, mas a decisão de investimento é sempre pessoal. Tanto na escolha de ações para carteira própria, quanto na escolha de gestores profissionais para terceirização da gestão.

    O Autor espera que os temas educacionais do blog possam ajudar no desenvolvimento e no entendimento das nuances do mercado de ações, mas reitera que a responsabilidade pela decisão de investimento é sempre do próprio investidor.

    Sejam bem vindos!

  • Paulo Portinho

    PAULO PORTINHO, engenheiro com mestrado em administração de empresas pela PUC-Rio, é autor do Manual Técnico sobre o Método INI de Investimento em Ações, do livro "O Mercado de Ações em 25 Episódios" e do livro "Quanto Custa Ficar Rico?", os dois últimos pela editora Campus Elsevier.

    Paulo atuou como professor na Pós-graduação de Gestão Social da Universidade Castelo Branco e na Pós-graduação oferecida pela ANBIMA de Capacitação para o Mercado Financeiro.

    Atuou como professor da área de finanças e marketing na Universidade Castelo Branco e no curso de formação de agentes autônomos do SINDICOR.

    Como executivo do Instituto Nacional de Investidores - INI (www.ini.org.br) entre 2003 e 2012, ministrou mais de 500 palestras e cursos sobre o mercado de ações, sendo responsável pelo desenvolvimento do curso sobre o Método INI de Investimento em Ações, conteúdo que havia chegado a mais de 15.000 investidores em todo o país, até o ano de 2012.

    Representou o INI nas reuniões conjuntas de conselho da Federação Mundial de Investidores (www.wfic.org) e da Euroshareholders (www.euroshareholders.org), organizações que congregam quase 1 milhão de investidores em 22 países.

    Atuou como articulista do Informativo do INI, do Blog do INI, da revista Razão de Investir, da revista Investmais, do Jornal Corporativo e do site acionista.com.br. Foi fonte regular para assuntos de educação financeira de veículos como Conta Corrente (Globo News), Infomoney, Programa Sem Censura, Folha de São Paulo, Jornal O Globo, entre outros.

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