Fake News! Petrobras atinge o maior valor de mercado de sua história – Estadão 09/05/2018

Posted on 10/05/2018. Filed under: Finanças, Política | Tags:, , |

Good lord, you are fake news, diria Tio Trump.

Lamentável a notícia do Estadão de ontem, informando que a Petrobras havia atingido seu maior valor de mercado da história.

Quem acompanha o blog, sabe que é uma absurda mentira. Acompanhamos os altos e baixos da ação há mais de 10 anos.

Nem seria preciso fazer uma pesquisa extensa, basta lembrar dos valores da capitalização em 2010, cerca de 29 reais para a ON e 26 reais para a PN, patamares bem superiores aos atuais.

Mas o maior valor de mercado foi quando?

Vamos à realidade.

O maior valor de mercado foi atingido durante a exuberância irracional (tão tratada no blog e antes na lista de emails) do ano de 2008, mais precisamente no último mês dessa exuberância, antes da derrocada.

Em 21/05/2008 a Petrobras atingiu R$ 510.394.808.680, ou seja, 510 bilhões de reais

O tal “valor máximo” do Estadão é 38,8% menor do que o valor máximo verídico.

Antes de prosseguir, eu li a reportagem inteira, não vou reproduzir aqui, pois não tenho autorização,  mas adianto que não há qualquer consideração do tipo “maior valor desde a lava-jato” ou “maior valor da década” etc., ou seja, é fake news truly!

Pode ser proposital, pode ser fragilidade de conhecimento de mercado, não convém especular.

Mas a informação não está apenas errada, está erradíssima! A perda é muito pior.

Pensando em outros aspectos relevantes, esse valor de 312 bilhões informado como “máximo histórico” pelo Estadão é, na verdade, muito, muito, muito, muito menor do que os 510 bilhões de maio de 2008.

A perda de valor da Petrobras foi bem mais feia do que esses números conseguem mostrar.

Em Valor de mercado por ação

Em 2008 a Petrobras tinha exatamente 8,77 bilhões de ações emitidas, em 2018, por conta da capitalização de 2010, essa quantidade passou a 13,04 bilhões.

Ou seja, o valor médio de uma ação, na máxima de 21 de maio de 2008, era de R$ 58,17 (média, sem dividir em ON e PN). Em 2018, na “máxima do Estadão”, seria de R$ 23,91.

Ou seja, em termos de valor por ação a máxima seria de R$ 58,17 em 2008 e de R$ 23,91 em 2018.

A perda, em valor unitário das ações, chega a 59%.

Em dólar

Aí dá aquela tristeza…

O dólar em 21 de maio de 2008 estava em 1,6484 reais, em 09 de maio de 2018, atingiu R$ 3,59.

Prepare-se amigo.

O valor em dólar da Petrobras em 2018 atingiu, ontem, US$ 89,5 bilhões.

Em maio de 2008 era de incríveis US$ 309 bilhões.

Em dólar a perda é de 71%.

Fake news. Triste ver isso nas páginas de economia de um grande jornal.

 

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Vão Privatizar a Marmita!

Posted on 09/07/2016. Filed under: Administração, Filosofia, Finanças, Humor, Matemática, Política | Tags:, , , , , , , , , |

Esse senhor do vídeo, Bohn Gass (pum cheiroso em alemão), está preocupado com o fim do conteúdo nacional, pois até a marmita será estrangeira.

Apesar de ser careca, barbudo e articulado, o que, aliado ao sotaque sulista é quase uma garantia de conteúdo, o youtubber não tem a mais remota noção da realidade.

Não me importaria em rebater, se imposturas como essa não influenciassem tantas pessoas. Influenciam.

Vamos, humildemente, demonstrar as aberrações intelectuais de Herr Bohn Gass.

Brevemente!!!

“Os golpistas querem tirar o pré-sal da Petrobras”.

Errado! O pré-sal não é da Petrobras, é da União. A única parte do pré-sal licitada recentemente foi arrematada por um consórcio do qual a Petrobras tem apenas 40%. Nem da área licitada a Petrobras é dona.

“Estudos sérios dizem que podemos chegar a 200 bilhões de barris no pré-sal, o que daria US$ 10 trilhões de dólares”.

É encantador.

A Petrobras tinha reservas provadas de 16 bilhões de barris em 2012. Em 2016 (em janeiro, ainda não tinha dado tempo de o Serra doar as reservas para a Chevron) as reservas tinham caído para 13 bilhões de barris. Dados da própria Petrobras (última planilha, barris equivalentes):

http://www.investidorpetrobras.com.br/pt/destaques-operacionais/reservas-provadas

Outra coisa ma-ra-vi-lho-sa é fazer a conta de receita sem considerar custos. A Petrobras hoje perde dinheiro na extração. Se realmente tivesse 200 bilhões de barris e começasse a produzir TUDO de uma vez só, o preço do petróleo iria a 5 dólares. Produzir sem demanda, oferta sem demanda… preço baixo.

Mesmo assim, e o custo? Não conta? Sai de graça o petróleo de lá?

“Lula e Dilma fizeram um projeto (partilha) para garantir emprego no Brasil, tecnologia brasileira, ajudar a indústria nacional e garantir recursos para programas sociais”.

Esse vídeo é recente. É até difícil saber a que planeta, ou a que época, Herr Bohn Gass pertence.

Garantir emprego no Brasil?

A indústria do petróleo demitiu mais de 150.000 pessoas em 2 anos. Os maiores salários do Brasil. Beiramos 12 milhões de desempregados.

Garantir tecnologia brasileira?

Temos a impressão de que a “tecnologia é brasileira”. Não é. É mundial e está a serviço de quem pagar. A lista de fornecedores de tecnologia da Petrobras é majoritariamente de estrangeiros.

Mas a Petrobras já mandou tudo para o exterior. As gestões anteriores pegaram dinheiro emprestado na China. E o chinês exigiu “conteúdo chinês”. Olha que coisa! Isso na gestão de Aldemir Bendine e Graça Foster.

Não foi a Chevron. Não foram os Rotschild. Nem os Rockfeller. Nem o FBI. Nem a CIA. A culpa é do FHC.

Apoiar a indústria nacional?

A Odebrecht agradece. A Andrade Gutierrez agradece. A Queiróz Galvão agradece. A Sete Brasil agradece. Vou parar por aqui ou a CIA vai acabar me lendo.

Garantir recursos para programas sociais?

Bom, com rombo de R$ 140 bi em 2015, expectativa de rombos de R$ 170 bi em 2016 e R$ 139 bi em 2017, temos é que torcer para que exista ainda algum Estado Brasileiro após esse período.

Se isso tudo foi um projeto de Lula e Dilma (e foi), tenho dificuldade de lembrar de fracasso tão avassalador. Acho que é a maior experiência de perda de dinheiro da história do planeta.

Parabéns! Querem acabar com o capitalismo queimando todo o dinheiro dos investidores!

“Michel Temer retirou a urgência dos projetos de combate à corrupção enviados por Dilma”

Pois é. Agora foi a Dilma que propôs as 10 medidas contra a corrupção, não foi iniciativa dos procuradores da República que integram a força-tarefa da Operação Lava Jato, endossada pela Procuradoria-Geral da República. E que obteve cerca de 2 milhões de assinaturas!

Esse pessoal rouba tudo mesmo.

“Quem vai se dar bem com a mudança do sistema de partilha é a Chevron, a Exxon, a Shell, a BP, as grandes empresas de petróleo”.

Essas empresas operam no mundo inteiro. Pagando muitíssimo menos em royalties e impostos do que pagam no Brasil. Será que elas exploram os EUA, a Noruega, o Canadá, a Escócia etc.? Sério? Mesmo o americano pagando metade do que pagamos pelo combustível?

Que exploração é essa que, para produzir no Brasil, paga royalties, participações, bônus da assinatura, uma tonelada de impostos, e despeja tudo no bolso do consumidor brasileiro?

Ah, essa exploração eu conheço. E o explorador começa com a letra “Estado” e termina com a letra “Mais Estado”.

“Se a Chevron e as outras vencerem, o emprego vai para fora do Brasil”.

Bom, só se levarem o pré-sal embora. Na verdade o emprego vai embora se elas forem embora.

E é o que está acontecendo. Bye-bye emprego. A Chevron, a Exxon, a Shell, a BP vão levar seus investimentos para outro lugar. E gerar empregos por lá.

Herr Bohn Gass não gosta de empresa estrangeira. Herr Bohn Gass gosta é de Tudobras S.A..

“Se tirar o conteúdo nacional, desde a marmita, que é o alimento do trabalhador, até a plataforma, vão para fora do Brasil, transferindo renda para o exterior”.

É realmente um problema grave. Conteúdo nacional na marmita. Seria garantia de haver feijão? Ou legumes de assentamentos do MST?

Será que seremos obrigados a comer chucrute? Ou cachorro, se a marmita for chinesa?

Jesus Cristo amado, o que é isso?

Tô rindo tanto que nem consigo tratar dos impropérios do final do vídeo…

Seria hilário, se não fosse tão trágico.

 

 

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O Dia em que o PT Perdeu o Brasil. E não foi em 2016.

Posted on 28/04/2016. Filed under: Administração, Filosofia, Finanças, Humor, Política | Tags:, , , , , , , , , |

Eu tenho diferenças conceituais, de visão de mundo, em relação ao PT e à maioria das ideias de esquerda no Brasil.

Nunca fui de esquerda, nunca consegui compartilhar das soluções propostas pela esquerda. Eu realmente achava, já em 2004-2005, que seria impossível o Brasil funcionar da forma como estava sendo planejado. Nem preciso dizer que falei praticamente sozinho por uns 6 a 7 anos.

Combati bastante as ideias de hegemonia do PT. Quando ninguém falava em Gramsci (ou pouquíssima gente) estava lá eu lendo “A revolução Gramscista no Ocidente (de 2002)” e depois os cadernos 3 e 4 de Gramsci. Não recomendo a leitura de Gramsci. Ele escreveu da prisão, então precisou, propositalmente, não fazer sentido. Se conseguirem, leiam o primeiro livro citado.

Vi o Brasil esfacelar seus já frágeis alicerces, tanto morais quanto econômicos, sem se dar conta de que estava construindo um caminho sem volta, de uma ditadura do pensamento, uma prisão sem grades.

 

E entre 2011 e 2012 cheguei a achar que a vitória do PT e de seu projeto seria irreversível. Vi que poderiam garantir um mínimo de crescimento econômico, mesmo em ambiente inóspito aos empreendedores.

Tínhamos chegado a impressionantes 7,25% de meta de juros SELIC. Commodities em alta, país bem avaliado (investment grade), planos de expansão das empresas. Pleno emprego. Superávits primários relevantes. Orçamento equilibrado. E nem sinal de crise.

Nessa época, com esses juros, tudo faria sentido na economia brasileira.

Como os juros eram baixos, mexemos na poupança que deve ter chegado a uns 4,5% a 5% ao ano. Como era baixo o retorno na renda fixa, os investidores tinham apetite por risco, tanto os institucionais quanto as pessoas físicas. Ganhar só 5% ao ano (com inflação de 5%) não era bom, precisavam investir em debêntures de empresas privadas, projetos de expansão, ramo imobiliário etc.

Tudo estava dado para o PT nunca mais sair do poder, ao menos não por motivos de esfacelamento econômico. E, claro, a agenda hegemônica, antes oculta e hoje na boca do povo, poderia seguir seu caminho sem empecilhos.

Um parêntese. Fico feliz de ver que o modelo de hegemonia cultural e intelectual do PT, com base nas ideias de Antonio Gramsci, hoje é evidente para todas as classes sociais. Ao menos para a maioria da população que se interessa por isso. O discurso recente do senador Magno Malta demonstra como isso já está evidente mesmo para quem não é especialista no assunto. Ver aqui.

É divertido ver que os que tratavam desse assunto não falaram em vão.

Espero que, até aqui, os que não compartilham de minhas ideais não se sintam ofendidos. Não há qualquer ofensa em se dizer contrário a um pensamento e explicar os porquês. Não há mesmo.

Aliás, esse é um legado nefasto do atual momento político. Você tem que se desculpar o tempo inteiro, pisar em ovos, para dar sua opinião. Isso é muito ruim para o país.

O que era esse Brasil de 2011-2012?

Seria absurdamente fácil “soltar” o Brasil rumo ao mundo desenvolvido, economicamente falando.

Com o quadro econômico dado, bastaria reduzir subsídios, reduzir a participação de BB, Caixa e BNDES na economia, permitir que a iniciativa privada corresse os riscos que ela estava disposta a correr.

Ao retirar (reduzir) os subsídios do setor produtivo, a concessão de crédito se faria por lógica econômica, não política ou de compadrio. E teríamos, vejam só, superávits ainda maiores e poderíamos reduzir a dívida pública, abrindo espaço para mais quedas de juros e para mais investimentos sociais.

Isso seria extremamente fácil de fazer, bastava não fazer nada. Bastava fazer a conta básica de não mais perder dinheiro com juros subsidiados, bilionários subsidiados etc.

É claro que a velocidade dos investimentos seria outra, pois os bancos privados não concederiam crédito a um monte de tolices econômicas, projetos de VPL negativo, sem o governo para segurar o prejuízo. Teríamos, entretanto, um crescimento saudável, baseado em risco ao setor privado e não ao setor público.

E o mundo? Ao contrário do que tentam vender, o mundo nunca atrapalhou. O excesso de liquidez, grana firme, no mundo, e os juros baixíssimos desde 2009, fariam com que o Brasil recebesse muitos bilhões de dólares de dinheiro de risco.

Enfim, poderíamos ter dado certo. Mas é evidente que não demos certo. Aliás, estamos no pior momento econômico da história do Brasil. Não há qualquer dúvida disso. É o único momento em que a solução fiscal (mais endividamento, mais inflação, mais impostos) não está disponível. E sempre esteve. Hoje não mais.

Como o PT perdeu o Brasil?

É super simples entender.

Dobrando a aposta no Estado empreendedor, no Leviatã absoluto da economia, naquele que dita todas as regras e os caminhos para o desenvolvimento.

O que fizemos?

Dobramos a aposta no BB e na Caixa. Dobramos a aposta no BNDES. Dobramos a aposta no Pré-sal e na Petrobras. Dobramos a aposta no mercado imobiliário. Dobramos a aposta nos campeões nacionais. Dobramos a aposta no país da Copa do mundo e das Olimpíadas. Dobramos a aposta no crescimento pelo crédito e pelo consumo.

E tudo isso com dinheiro público, via Tesouro subsidiando juros para grandes grupos nacionais e internacionais. Pela relação entre BNDES-Tesouro-BACEN, que “criou”, por baixo”, R$ 1,5 trilhão em dinheiro “novo”, que nada mais é do que dívida futura trazida a valor presente. E que nem apareceu nos balanços ainda.

Estimo, sem medo de errar, que, no mínimo, R$ 2 trilhões circularam na economia, SEM JUSTIFICATIVA econômica. Ou seja, dinheiro injetado sem que o sistema produtivo pudesse suportar ou pudesse transformar em ganhos de longo prazo esse montante.

Onde foi parar esse dinheiro?

Fácil demais saber.

Em 2012 um gerente operacional de uma multinacional de telefonia, com 200 pessoas sob seu comando (trabalho de TI), ganhava entre R$ 9 mil e R$ 12 mil por mês. Nessa mesma época, um soldador no sistema Petrobras tinha promessa de salário inicial de R$ 8 mil, podendo chegar a R$ 15 mil. Um operador de guindaste, descobrimos isso quando caiu parte do Itaquerão, ganhava R$ 19 mil. Os ganhos salariais nos setores que o governo elegeu para investir pesado foram astronômicos.

E estamos falando de um gerente de TI com faculdade de primeira linha, MBAs e etc., ganhando bem menos do que pessoas formadas em cursos técnicos. Alguns de menos de 1 ano de duração.

Parte desses R$ 2 tri virou salário, nesses mercados “eleitos” pelo governo.

O problema é que os estádios não dão dinheiro. Os imóveis construídos estão sendo devolvidos. A produção de petróleo cai (caiu uns 8% esse ano) e o preço também. Praticamente todas as empresas que surfaram no crédito barato estão ultra-endividadas e não conseguem gerar caixa de seus negócios.

Essa parte que virou salário ajudou a dar a impressão de que estávamos no caminho certo. Gente ganhando cada vez melhor (nos setores “eleitos”), comprando cada vez mais, tomando dívida de longo prazo, tomando crédito de curto prazo. Vivendo o brazilian dream.

Outra parte desses R$ 2 tri viraram pó mesmo. São refinarias, complexos petroquímicos, imóveis comerciais e residenciais, estádios, expansões de fábricas, expansão de produção, créditos podres etc., que estão sendo baixados a prejuízo, às centenas de bilhões de reais todos os anos. Só no ano passado Vale e Petrobras deram prejuízos na faixa de R$ 80 bilhões, somados.

Vale é privada? Como disse Roberto Campos: “No Brasil a empresa privada é controlada pelo governo. A empresa estatal não é controlada por ninguém.”.

Então é esse o quadro. Torramos R$ 2 trilhões, no mínimo, entre subsídios e investimentos (não naturais) forçados por estatais e pela relação entre o trio BNDES-Tesouro-BACEN, e o resultado econômico é um total fiasco. Nem poderia ser diferente, pois os projetos jamais sairiam do papel se o financiamento e o risco fossem totalmente privados.

Ué, mas o empresário tomou o risco, tomou o empréstimo subsidiado, só porque o governo deu crédito barato?

Sim, mas não é para culpar apenas o empresário que não fez conta. Todos tomaram crédito subsidiado, principalmente os mais pobres. É para culpar, também e principalmente, o governo, que resolveu fazer caridade a bilionários com o nosso dinheiro.

E deu errado, tudo errado.

Os R$ 2 trilhões, que viraram pó no mercado, que não construíram nosso caminho para o desenvolvimento, vão nos atormentar por muitos anos, pois somos nós que vamos pagar essa conta.

Hoje temos repactuação das aposentadorias nos correios. 17% ao mês por 20 anos, é o custo no salário do trabalhador que confiou no sistema.

Temos o estado do RJ que vai pagar os aposentados, com atraso, e não terá dinheiro para comprar gasolina para a polícia e algodão para hospital.

E ainda falamos em “preservar direitos dos trabalhadores”. Sem dinheiro? Será que precisaremos ver o governo federal parando de pagar seus servidores, o que geraria uma quebradeira bancária sem precedentes, para acreditarmos que estamos quebrados?

O Brasil discute se alguém poderia se aposentar aos 50-55 anos, como se o pagamento disso caísse do céu, da graça divina. Como se não fosse outro brasileiro a pagar. Senhores, não é o governo que paga. Governo não tem dinheiro. O dinheiro é nosso.

Talvez esse momento inacreditável que o PT nos proporcionou permita a repactuação federativa e social e traga o Brasil para pensar sua realidade.

Mas e o PT?

Eu acho que perdeu a chance de ver o “projeto” funcionar. Nunca mais voltará com essa vibe hegemônica, esse discurso maniqueísta. Se continuar a existir (dependerá dos desdobramentos policiais) vai precisar fugir dos dinossauros da ditadura militar. Quem manda no PT tem 60 a 70 anos de idade. Não faz a menor ideia do que é o mundo nos anos 2000. Discute problemas que acabaram há 30 anos.

Se você tenta resolver um problema que não existe mais, talvez acabe o recriando. E não é o que estamos vendo?

Não tinha acabado a ditadura militar, a hiperinflação, a década perdida etc.?

Pois é, fomos enfrentar o que já estava morto, olha aí de novo. Chutaram tanto o cadáver que ele ressuscitou!

Senhores, por favor, a partir de 2018, vamos debater problemas atuais. Não queremos mortos-vivos andando pelas ruas no Brasil. Vai que aparece um Juscelino querendo reconstruir a capital federal na Lua, bem longe dos eleitores? Custando 3% do PIB? Xô Exu! Vade Retro!

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O Brasil está mesmo à beira de um Calote?

Posted on 04/03/2016. Filed under: Administração, Finanças, Política | Tags:, , , , , , , , , |

Primeiro foi a Empíricus a alardear um provável calote nos títulos públicos, por conta do desequilíbrio fiscal brasileiro.

Mas vários outros analistas também indicam, no Brasil e no exterior, que o ritmo de crescimento da relação dívida/PIB seria insustentável e poderia resultar em um possível calote em 2018.

O banqueiro Luiz Cezar Fernandes, ex-sócio do Pactual e do grupo Garantia, foi mais longe e previu, além do calote, uma quebradeira de bancos, inclusive bancos grandes, para 2018.

Antes de continuar, vale ressaltar que esse seria calote clássico, não o “branco” que muitos tem alardeado. É aquele calote em que o governo, simplesmente, para de pagar os juros, ou o principal. Ou, como na época do Collor, promove uma interrupção de todos os pagamentos e sequestro do principal por algum tempo.

Será que esse calote clássico virá?

A turma do “calote branco”.

Há quem defenda que o governo não precisaria chegar a tanto, pois tem como “imprimir” dinheiro e pagar os juros e o principal. Isso levaria ao tal “calote branco”, pois a emissão de moeda geraria inflação, o que reduziria o ganho real dos investidores.

Mesmo quem tem NTNs, atreladas ao IPCA, perderia, pois o imposto também é pago sobre a correção da inflação.

De que adiantaria ganhar 1% ao mês, se a inflação for de 3%?

Será que esse “calote branco” virá?

Qual a probabilidade dos calotes?

Os analistas não estão errados. Mas também não estão inteiramente certos. Subestimam alguns pontos. Em minha opinião.

A dívida pública está mesmo numa rota insustentável. Ela cresce, nominalmente, quase 2,5% ao mês e, em termos de PIB, quase 10% ao ano. Nesse ritmo chegará fácil a 80% de relação dívida/PIB no início de 2018. O professor Pastore acha que chega a 90% no mesmo período.

Engana-se quem julga nossa dívida pequena ao compará-la com a relação dívida/PIB de 243% do Japão ou de outros países desenvolvidos. Eles financiam suas dívidas em moeda forte e com juro praticamente zero. O custo médio da dívida brasileira é de quase 17% ao ano. Uma relação de 80% significa que pagaríamos 13,6% do PIB só de juros. Insustentável. Inacreditável.

Esse calote, a continuar a letargia política brasileira e sem reformas LIBERALIZANTES, infelizmente é possível e até provável. O ritmo brasileiro está ditado por questões policiais e paroquiais. A continuar assim até 2018, não seria surpreendente um discurso demonizando os rentistas para justificar a tungada nos poupadores.

Esse calote definitivamente é possível e, a continuar na toada política atual, lamento que seja até provável.

(Enquanto escrevo vemos o vazamento da delação de Delcídio e a condução coercitiva de Lula. A ver os desfechos, por enquanto voltemos aos calotes.)

Mas e se o governo imprimir dinheiro e soltar a inflação?

Esse caminho, em minha opinião, não existe.

Ou melhor, existe, mas seria muito pior, em todos os aspectos, do que o calote clássico. Pior para todos, inclusive e principalmente para o governo.

O medo, justificável, das pessoas esclarecidas é que a inflação desenfreada pudesse dar folga orçamentária ao governo, nos mesmos moldes do “imposto inflacionário” das décadas de 1970 a 1990. Ou seja, o governo conseguiria financiar suas contas pela corrosão que a inflação imporia aos brasileiros, principalmente aos mais pobres.

E o medo é mesmo justificável, pois essa inflação e a atitude perdulária iriam requerer ainda mais inflação e dinheiro impresso para continuar programas populares (ou populistas, como queiram), necessários para amenizar as perdas das classes menos abastadas e para manter apoio ao governo.

Enfim, retorno aos desequilíbrios pré-Real.

Não creio ser possível.

Até aqui o leitor deve pensar que estou otimista. Mas não é isso.

Eu entendo que o caminho da perdição orçamentária e do remediação populista não existe, pois, infelizmente, levaria o Brasil à bancarrota ANTES do calote clássico.

O sócio de Jorge Paulo Lemann no Garantia está correto quando afirma que o calote clássico geraria uma quebradeira generalizada nos bancos. É razoável crer que, o governo interrompendo o pagamento da dívida, os balanços dos bancos não resistam.

Porém, o caminho da inflação desenfreada levará ao mesmo lugar, mas antes.

Explico e ficará claro.

Aos brasileiros que não acompanham o noticiário financeiro vale comentar que a percepção de que os bancos brasileiros enfrentarão uma onda de calotes privados é generalizada.

Além de um sem número de matérias e opiniões nesse sentido, isso já se reflete no balanço dos bancos e, principalmente, nos preços de mercado.

Desde que acompanho o mercado, tem quase 14 anos, não me lembro de ter analisado Bradesco e Itaú em patamares tão baixos de índice preço/lucro. Recentemente vi Bradesco a P/L 5,5. É históricamente 60% mais baixo do que a média.

Por que estão baratos com lucros crescentes?

Ricardo Knoepfelmacher, maior gestor de crises do mercado brasileiro, afirmou em uma entrevista recente que sumirão dos balanços dos maiores bancos privados entre 150 e 200 bilhões de reais de dívidas corporativas, entre 2016 e 2017. Ver aqui.

Um misto de hiperendividamento, má gestão e falta de crescimento econômico, além de questões externas ligadas a commodities, o faz crer nesse quadro.

Creio que o noticiário sobre dívidas de empresas como Oi, Usiminas, Petrobras, Sete Brasil entre outras, deixa claro que a preocupação de Ricardo Knoepfelmacher não é em vão.

Segundo ele, não haveria problemas em bancos grandes, já os pequenos e médios, poderiam ter problemas. O Jornal O Globo publicou uma matéria recente sobre os péssimos resultados dos bancos médios. Há 19 bancos com prejuízos nos últimos 2 anos. Isso é muito diferente da realidade de Bradesco, Itaú e BB. O governo parece saber desse perigo, tanto que reeditou a medida que permite aos bancos públicos comprarem carteiras de bancos pequenos.

Todos sabem o que está acontecendo. Tudo o que disse é de conhecimento público.

Por que, então, não haveria como consertar os déficits do orçamento público pelo “calote branco”?

Ora, por um motivo simples.

O que é inflação? É perda de poder aquisitivo.

De que vivem as empresas endividadas? De onde vêm suas receitas? Exceto as puramente exportadoras, as receitas vêm do consumo das famílias (e do governo).

A inflação invade os orçamentos domésticos e vai “expulsando” todos os gastos supérfluos, inicialmente. Após isso, as famílias começam a invadir suas poupanças. Quando não há poupança, ou quando essa termina, as famílias escolhem o que não pagar.

Creio que o noticiário deixa isso claro.

Em 12 meses, 1 milhão de pessoas retiraram os filhos de colégios particulares, outro milhão e meio abandonaram os planos de saúde. É recorde de inadimplência em condomínios, contas de luz, prestação dos carros etc.

E se os itens essenciais dispararem, por conta desse “dinheiro impresso” pelo governo?

Será que as famílias, na maior crise econômica da história brasileira, conseguiriam reajustes salariais expressivos para repor seu poder de compra? Como, se nem emprego parece haver? Como, se os salários estão sendo negociados para baixo, por conta das novas regras aprovados pelo governo (reduzir carga horária e salário)?

Hoje, não há qualquer espaço de manobra nos orçamentos das famílias, e em suas poupanças, para acomodar com pouca “dor” uma inflação descontrolada.

Se a inflação invade o orçamento para necessidades básicas, as pessoas deixam de pagar outras coisas. O carnê das casas Bahia, do carro, as dívidas bancárias etc.

Isso significa que, além do calote das pessoas físicas, os bancos terão que encarar o das pessoas jurídicas, que vivem, essencialmente, da venda dos produtos às famílias e ao governo (que também está sem dinheiro).

E não estamos num momento confortável. Não há qualquer espaço nos balanços das empresas, e dos bancos, para suportar qualquer choque de (falta de) demanda ou de inadimplência.

E, claro, não há espaço orçamentário no governo para salvar ninguém.

O “calote branco”, infelizmente, anteciparia os efeitos do calote clássico e não resolveria o problema orçamentário do governo. A economia colapsaria antes.

Em 1980 e 1990, nós tínhamos inúmeros mecanismos para amenizar a perda de poder aquisitivo imposta pela inflação de 20% ao mês.

Hoje, não há qualquer mecanismo para proteger os orçamentos das famílias.

Inflação alta no curto e médio prazos significaria, nas condições de hoje, calote em efeito dominó. Falta de dinheiro das famílias gera inadimplência civil, inadimplência empresarial e, por fim, inadimplência do estado.

Se alguém no governo imagina que seja uma solução, é melhor esquecer. Não é.

É uma questão de timing. Para uma economia se “acostumar” com uma ciranda inflacionária “redentora” das contas públicas, leva tempo. Não menos do que 3 a 4 anos. Foi o tempo que a Argentina levou para estabelecer gatilhos salariais e outros instrumentos para lidar com inflação de 30% ao ano (a real).

Mas a inflação elevada nos próximos meses, dadas as condições de endividamento das famílias, de queda severa na atividade econômica e da falta de perspectivas no campo político, tenderá ase transformar numa sucessão de calotes, bem antes desses 3 anos. Entre 12 e 18 meses, sendo otimista.

O ideal, hoje, seria deflação, para abrir espaço para mais consumo e quitação de dívidas nos orçamentos familiares.

Não é impossível. Até porque o consumo deve reduzir ainda mais, o que poderia pressionar os preços para baixo.

Seria um bom ciclo, pois permitiria que o BACEN reduzisse um pouco os juros, aliviando a questão orçamentária.

O que fazer então? O calote é inevitável?

Não, o calote não é inevitável.

É relativamente trivial o que deve ser feito. Reformas liberalizantes. Fim do falido “Estado Empreendedor”. Venda de ativos. Concessões. Redução da burocracia, entre outros itens que todos conhecemos.

Isso já foi dito milhões de vezes. Roberto Campos morreu há mais de uma década, mas ainda continua ficando rouco de tanto nos alertar dos motivos de nossa pobreza.

Seria fácil fazer o certo, mas teríamos que ignorar os apelos corporativistas dos que se locupletam da máquina pública brasileira. Infelizmente há muitos nessa condição de dependentes da máquina estatal. De empresários bilionários a pessoas comuns.

Uma guinada nessa direção, ainda que inicial, mas com compromisso REAL, já permitiria um redirecionamento de capitais estrangeiros, de risco, para o Brasil. Já permitiria, em médio prazo, redução significativa dos juros.

Há US$ 6 trilhões aplicados em taxas de juro negativas no mundo. Dois meses de reformas liberalizantes e de respeito às regras e a Argentina renasceu para o sistema financeira internacional, com a expectativa de investimentos de US$ 80 bilhões nos próximos anos.

Imagine quanto poderia vir para o Brasil, se renegarmos o tradicional Império do almoço grátis e da falta de responsabilidade individual e corporativa (accountability)?

A saída é evidente e, creio, rápida. É só seguir a racionalidade econômica mais simples por alguns poucos meses, e direcionar o Estado para o que ele realmente deve fazer.

Apesar dos slogans nacionalistas tais como “O Petróleo é nosso”, “Petrobras, orgulho da nação”, entre outros, o nosso pacto social NÃO É ESSE.

Nosso pacto social espera, em troca dos penosos impostos, serviços públicos de qualidade na área de saúde, educação, segurança, jurídica e previdenciária.

É o que o brasileiro quer, apesar de ter sido convencido de que quer ser sócio de empresas elétricas, de petróleo, de telefonia etc.

É fácil, é simples. É até rápido.

Só falta, infelizmente, o líder.

Ainda não vi.

Não há político REALMENTE interessado em liberar o Brasil das amarras do corporativismo estatal.

Mas tenho esperança.

Ao menos já sabemos o que é errado. Há inúmeras evidências de nossos erros. Aprendamos, pois.

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Método SEMPRE, ADVFN e Balanços 2014

Posted on 19/02/2015. Filed under: Finanças | Tags:, , , , , , |

Como alguns sabem, a ferramenta de apoio ao Método SEMPRE, em parceria com a ADVFN, já deu seus primeiros passos!

Os dados para uso do Método, que é uma adaptação plena do Método INI (Stock Selection Guide) à realidade brasileira, estão disponíveis e algumas empresas já estáo atualizadas até 2014 (último trimestre e ano fehado).

Entre elas: Itaú, Hypermarcas, Duratex, Fibria, Cielo, Elekeiroz, Tim, Souza Cruz, Braskem, Pão de Açúcar, Natura, Lojas Renner, Klabin e Cremer.

 

Instituições financeiras

Por conta de regras próprias do BACEN algumas instituições financeiras não apresentam demonstrações financeiras trimestrais consolidadas em IFRS ao sistema CVM/Bovespa, e só apresentam as informações consolidadas anuais perto do final do mês de março. É o caso de Bradesco e Banco do Brasil, que já divulgaram seus resultados, mas ainda não enviaram os dados formatados para o sistema CVM/Bovespa. Em breve serão atualizados seus dados.

É claro que o próprio usuário do Método pode, se quiser, buscar as informações consolidadas nos releases da Companhia e preencher os dados à mão.

 

Versão de teste do Sistema ADVFN para o Método SEMPRE

A versão de teste (trial) do Sistema ADVFN/SEMPRE já estava prevista e deveria apresentar os dados de Petrobras e VALE, pois são as empresas mais conhecidas pelos investidores.

Bom, infelizmente o balanço da Petrobras não está disponível e ainda não há data oficial para ser divulgado.

A previsão é de que os dados da VALE estejam disponíveis em 26/02, conforme consta no site de RI da Companhia.

Creio que, em breve, o sistema de teste estará funcional com os dados da VALE, pelo menos.

 

Minivídeo sobre o Método SEMPRE

Estamos trabalhando para que na próxima semana um pequeno vídeo (1/2 hora) seja disponibilizado para dar uma ideia do uso do Método SEMPRE.

 

That´s all Folks!

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Planilhas do Método SEMPRE – Vale, Petrobras, CSN, Bradesco e Marcopolo

Posted on 29/09/2014. Filed under: Finanças | Tags:, , |

Caros leitores,

No livro “Investimentos para Não Especuladores” utilizo 5 empresas como base para ilustrar o Método SEMPRE: a VALE, a CSN, a Petrobras, o Bradesco e a Marcopolo.

Cada uma tem um propósito “educacional” para o Método. Algumas têm resultados não recorrentes, que podem ser ajustados, outras têm resultados espetaculares, mas o preço já reflete isso, outras tiveram grandes capitalizações que distorceram seu valor, outras são regulares etc.

As planilhas originais estão nos links a seguir:

https://blogdoportinho.files.wordpress.com/2014/09/semprevale2013-1v2.xls

https://blogdoportinho.files.wordpress.com/2014/09/semprebbdc2013-1.xls

https://blogdoportinho.files.wordpress.com/2014/09/semprecsna2013-1.xls

https://blogdoportinho.files.wordpress.com/2014/09/semprepetr2013-1.xls

https://blogdoportinho.files.wordpress.com/2014/09/semprepomo2013-1.xls

 

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  • Disclaimer

    Este blog é um ambiente privado para expor opiniões, estudos, reflexões e comentários sobre assuntos ligados a finanças, bolsa de valores, economia, política, música, humor e outros temas.

    Seus objetivos são educacionais ou recreativos, não configurando sob nenhuma hipótese recomendação de investimento.

    O investidor consciente deve tomar decisões com base em suas próprias crenças e premissas. Tudo que lê ou ouve pode ser levado em consideração, mas a decisão de investimento é sempre pessoal. Tanto na escolha de ações para carteira própria, quanto na escolha de gestores profissionais para terceirização da gestão.

    O Autor espera que os temas educacionais do blog possam ajudar no desenvolvimento e no entendimento das nuances do mercado de ações, mas reitera que a responsabilidade pela decisão de investimento é sempre do próprio investidor.

    Sejam bem vindos!

  • Paulo Portinho

    PAULO PORTINHO, engenheiro com mestrado em administração de empresas pela PUC-Rio, é autor do Manual Técnico sobre o Método INI de Investimento em Ações, do livro "O Mercado de Ações em 25 Episódios" e do livro "Quanto Custa Ficar Rico?", os dois últimos pela editora Campus Elsevier.

    Paulo atuou como professor na Pós-graduação de Gestão Social da Universidade Castelo Branco e na Pós-graduação oferecida pela ANBIMA de Capacitação para o Mercado Financeiro.

    Atuou como professor da área de finanças e marketing na Universidade Castelo Branco e no curso de formação de agentes autônomos do SINDICOR.

    Como executivo do Instituto Nacional de Investidores - INI (www.ini.org.br) entre 2003 e 2012, ministrou mais de 500 palestras e cursos sobre o mercado de ações, sendo responsável pelo desenvolvimento do curso sobre o Método INI de Investimento em Ações, conteúdo que havia chegado a mais de 15.000 investidores em todo o país, até o ano de 2012.

    Representou o INI nas reuniões conjuntas de conselho da Federação Mundial de Investidores (www.wfic.org) e da Euroshareholders (www.euroshareholders.org), organizações que congregam quase 1 milhão de investidores em 22 países.

    Atuou como articulista do Informativo do INI, do Blog do INI, da revista Razão de Investir, da revista Investmais, do Jornal Corporativo e do site acionista.com.br. Foi fonte regular para assuntos de educação financeira de veículos como Conta Corrente (Globo News), Infomoney, Programa Sem Censura, Folha de São Paulo, Jornal O Globo, entre outros.

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