Como resolver problemas filosóficos de 2.500 anos? A mente e o livre-arbítrio.

Posted on 07/09/2020. Filed under: Ateísmo, Filosofia, Matemática, Richard Dawkins | Tags:, , , , , , , , , , |

Nos vídeos a seguir procuro mostrar como 2 problemas clássicos da filosofia ficam bem menos difíceis quando abandonamos premissas erradas a respeito da realidade e de nossa história.

No primeiro vídeo procuro demonstrar que a dicotomia mente-matéria é incompatível com o darwinismo. Os filósofos clássicos não conheciam Darwin, portanto o homem que Platão conheceu era “o homem que sempre existiu”. E portanto considerou que o pensamento abstrato, sistemático e formal era algo inerente ao ser. Se Platão soubesse da nossa história evolutiva, não poderia ter enunciado sua filosofia idealista. Seria irracional.

No segundo vídeo parto do que foi debatido no primeiro, sobre a incompatibilidade da divisão mente-matéria com nossa história evolutiva, e proponho abandonar um dos preconceitos mais errados da filosofia natural, o que afirmar ser a causalidade uma propriedade da realidade. A causalidade é uma propriedade da história que decidimos contar sobre a realidade. E essa abordagem nos ajuda a entender o problema clássico do livre-arbítrio.

Ambas as propostas são detalhadas no livro “Tudo é Impossível, Portanto Deus Existe”, lançado em português em inglês. (ebook) (versão imprensa).

 

Vídeo 1: A mente está dentro do cérebro?

 

Vídeo 2: O livre-arbítrio existe?

 

 

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Eleições 2014 e uma Contribuição de Aldous Huxley, direto de 1944!

Posted on 25/07/2014. Filed under: Filosofia, Política | Tags:, , , , , , , , , |

Caros leitores,

Num entrelaçamento de livros indicados por livros, cheguei, como sempre, ao inacreditável Aldous Huxley. E trago dele uma colaboração para nosso conturbado processo político brasileiro.

Lendo o texto “Mente e Matéria” (1956 – Conferências de Turner) de Erwin Schrondiger (Nobel de Física – 1933), deparei-me com a indicação do livro “A Filosofia Perene”, que o autor considerava traduzir a própria essência de tudo o que pensava ser “revelador” e “renovador”, em termos de filosofia e religião, na sua nova ciência física.

Aliás, pelo que li, parece evidente que muito antes de Fritjof Capra popularizar o “Tao da Física”, isso já era óbvio e bastante aprofundado na mente de Schrodinger (1956) e mais claramente perceptível, no livro de Huxley, de 1944. Notável, pois a liberdade intelectual e filosófica oferecida pela Física Quântica ainda engatinhava, mesmo sua matemática ainda não tinha 25 anos de idade à época.

Mas Huxley é Huxley! Desde prever, em 1932, que a sociedade seria dependente de antidepressivos, até influenciar Jim Morrison, sendo decisivo para o nome de sua banda (The Doors of Perception – 1954), Huxley sempre demonstrou ser um dos intelectuais mais profundos de seu tempo, e, claro, pouco reconhecido, como é próprio de quem é, ao mesmo tempo, profundo e honesto.

Em seu livro “A Filosofia Perene”, Huxley investiga milênios de tradições filosóficas, místicas e religiosas para buscar e documentar seus traços inequivocamente comuns, chamando a isso de filosofia perene.

Pois me deparei com um trecho em que Huxley fala de política. E entendi que é um dilema que estamos vivendo no país hoje.

São palavras sábias, perdidas num livro que nem trata disso, mas que pode ajudar algumas almas a entender a verdadeira natureza da liberdade democrática.

É aceitar que o outro seja forte, entender que quanto mais destruirmos o espírito oposicionista, mais afastados da liberdade e da democracia estaremos.

O mundo e os fatos políticos falam por si, mas leiamos Huxley:

“Nenhum método infalível de controlar as manifestações políticas da volúpia do poder jamais foi concebido.

Já que o poder é, por sua própria essência, indefinidamente expansível, ele não pode ser limitado a não ser ao colidir com outro poder.

Sendo assim, qualquer sociedade que preza a liberdade, no sentido do governo pela lei, em vez de pelo interesse de classe ou decreto pessoal, deve providenciar que o poder dos governantes se divida.

A unidade nacional significa servidão nacional a um único homem e sua oligarquia partidária.

Desunião organizada e equilibrada é a condição necessária da liberdade. A Leal Oposição à Sua Majestade é a mais leal, porque a parte mais autenticamente útil de qualquer comunidade que ama a liberdade.

Além disso, como o apetite pelo poder é puramente mental e, portanto, insaciável e imune à doença e à velhice, nenhuma comunidade que preza a liberdade pode ser dar o luxo de conceder aos governantes longas estadias no poder.”

 

Aldous Huxley, A Filosofia Perene (págs. 186-187).

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  • Disclaimer

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    Seus objetivos são educacionais ou recreativos, não configurando sob nenhuma hipótese recomendação de investimento.

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    O Autor espera que os temas educacionais do blog possam ajudar no desenvolvimento e no entendimento das nuances do mercado de ações, mas reitera que a responsabilidade pela decisão de investimento é sempre do próprio investidor.

    Sejam bem vindos!

  • Paulo Portinho

    PAULO PORTINHO, engenheiro com mestrado em administração de empresas pela PUC-Rio, é autor do Manual Técnico sobre o Método INI de Investimento em Ações, do livro "O Mercado de Ações em 25 Episódios" e do livro "Quanto Custa Ficar Rico?", os dois últimos pela editora Campus Elsevier.

    Paulo atuou como professor na Pós-graduação de Gestão Social da Universidade Castelo Branco e na Pós-graduação oferecida pela ANBIMA de Capacitação para o Mercado Financeiro.

    Atuou como professor da área de finanças e marketing na Universidade Castelo Branco e no curso de formação de agentes autônomos do SINDICOR.

    Como executivo do Instituto Nacional de Investidores - INI (www.ini.org.br) entre 2003 e 2012, ministrou mais de 500 palestras e cursos sobre o mercado de ações, sendo responsável pelo desenvolvimento do curso sobre o Método INI de Investimento em Ações, conteúdo que havia chegado a mais de 15.000 investidores em todo o país, até o ano de 2012.

    Representou o INI nas reuniões conjuntas de conselho da Federação Mundial de Investidores (www.wfic.org) e da Euroshareholders (www.euroshareholders.org), organizações que congregam quase 1 milhão de investidores em 22 países.

    Atuou como articulista do Informativo do INI, do Blog do INI, da revista Razão de Investir, da revista Investmais, do Jornal Corporativo e do site acionista.com.br. Foi fonte regular para assuntos de educação financeira de veículos como Conta Corrente (Globo News), Infomoney, Programa Sem Censura, Folha de São Paulo, Jornal O Globo, entre outros.

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