Deixem Nelson Mandela em Paz! Ou “comprando a briga errada”

Posted on 10/12/2013. Filed under: Filosofia, Política |

Prezados,

Nunca imaginei que veria uma profusão de textos desabonadores sobre Nelson Mandela, principalmente por ocasião de sua morte.

Tem de tudo:

  • Que foi membro do partido comunista na década de 1960.
  • Que foi de um grupo guerrilheiro anti-apartheid
  • Que não apoiou o movimento que queria disciplinar a venda de diamantes
  • Que “entregou” as minas de diamantes para Rockfeller
  • Que sua saída da prisão se deu por influência desse magnata
  • Que cumprimentou Fidel Castro

Ufa, um monte de histórias viesadas, a maioria sem qualquer possibilidade de comprovação factual ou documental. E as que são factuais, não guardam qualquer relação com o motivo pelo qual Mandela é admirado.

Não vou entrar no mérito das críticas acima. Até porque, a maioria delas ocorreu muito antes de Mandela atuar pela pacificação da África do Sul. E nas comerciais (diamantes, Rockfeller etc.) nem me atrevo a comentar, pois ou são improváveis, ou são razoáveis, como não prejudicar o comércio de seu próprio país. Há explorados em Serra Leoa? Mas há pobres em Pretória.

Seria como pedir a Nicolás Maduro que deixe de vender petróleo aos EUA, pois são um país imperialista e belicoso. Vai fazer isso à custa da fome dos venezuelanos?

Bobagem. Quando se é presidente, o mundo é complexo demais para o maniqueísmo.

Comprando a briga errada

Infelizmente, as principais fontes das críticas a Mandela, algumas bem agressivas, foram colunas e artigos de intelectuais liberais e/ou conservadores.

Gente que há muito luta para que o liberalismo (econômico) e o conservadorismo (costumes) façam parte das ideias cotidianas discutidas pelos brasileiros.

Gente que se atreve a questionar o tamanho (e incompetência) do Estado brasileiro, que se atreve a enfrentar a insuportável onda do politicamente correto.

Enfim, pessoas que fazem um trabalho utilíssimo para nossa sociedade: ENFRENTAR e hegemonia do pensamento “progressista” e/ou “esquerdista” em nosso país. Isso é muito importante, principalmente quando nossos dirigentes parecem admirar Argentina, Venezuela e Cuba como modelos de “democracia”.

Se há brasileiros que prefeririam viver no trio acima a viver na Suécia, Dinamarca, Austrália, Canadá e EUA, são pouquíssimos. Eu não conheço nenhum.

Nosso povo é conservador nos costumes e não tem lá muito interesse por quem é o sócio-majoritário das empresas de petróleo, energia, telefonia etc.

Só, infelizmente, não tem representantes na política para defender seus valores.

Qual o objetivo dos liberais/conservadores ao enfrentar a “unanimidade” em torno de Nelson Mandela?

O sujeito já tem uma enorme dificuldade para ser lido/ouvido/visto. Está conseguindo espaço, a duras penas. E resolve descascar em cima de Nelson Mandela.

Quer briga mais errada do que essa?

Tratam de Mandela como se fosse um ícone de esquerda, um monumento à guerrilha, um incentivador do regime cubano, um desonesto financiado por Rockfeller, um incentivador da extração criminosa de diamantes em Serra Leoa, comparam-no a Che Guevara etc.

Alguns dizem não concordar com a deificação de Mandela, de que o tratem como um santo ou um super-humano.

Os valores são dignos da mitologia. E vocês não ganham nada derrubando a mitologia!

Li alguns livros sobre Mandela, vi documentários sobre o Apartheid e sobre as comissões que Mandela estimulou ao fim do regime. Vi muitas entrevistas de Mandela também.

Os valores que seus admiradores enxergam nele são: humildade, caridade, perdão, liderança, verdade e igualdade.

Não são valores de esquerda, comunistas ou marxistas. Pelo contrário! Quem crê em luta de classes e também crê em luta de raças ou gêneros, não aprovaria JAMAIS o que Mandela fez.

Ao levar milhões de cidadãos, que foram humilhados, dentro de uma legislação criminosa, a receber seus algozes, a ouvir a confissão dos mesmos e a perdoá-los, Mandela foi o mais anti-marxista/esquerdista possível!

Seria como sugerir ao faxineiro da empresa que compreenda de forma benevolente alguma humilhação que o presidente da empresa o faz passar. Que se considere um “igual”.

Perdoar seu algoz, encorajar o “sentimento” de igualdade mesmo em condições desiguais, estimular as pessoas a contar a verdade sem maniqueísmo, por mais dura que seja, liderar um povo humilhado para a aceitação do convívio com o “inimigo” (que continuou rico e dominante) é TUDO, menos marxista.

Tradições místicas e religiosas

Não vejo qualquer problema em deificar um mito. Ninguém está exaltando o passado guerrilheiro ou a camisa vermelha de 1965. Praticamente ninguém o admira por ter fotos com Fidel Castro ou até por sua posição no partido hegemônico Sul Africano.

O Mandela que é tratado como santo ou super-humano é aquele da caridade, da liderança, do perdão, da humildade, da verdade e da igualdade.

São valores universais, apoiados em quaisquer tradições místicas ou religiosas.

Por que eu me importaria de ver um mito (história) tão belo, tão encorajador, tão raro, tão libertador ser confundido com o homem Mandela?

Que mal existe em haver a personificação de valores tão nobres?

Diria o liberal: Por que ele não é assim!

E quem foi, amigo? E quem foi perfeito?

Lamento pelo estrago já feito

Um monte de gente de bem, decepcionando-se com Mandela, por ler um monte de críticas, muitas levianas e sem comprovação, outras que fizeram parte de um passado que não se confunde com a obra admirável de Mandela.

Para quê?

Não entrei no mérito do que fez ou deixou de fazer Mandela. Se Rockfeller o financiou, se ele fumava charuto com Fidel ou se foi filiado ao partido comunista.

Só acho importante alertar ao frágil e incipiente movimento conservador/liberal brasileiro, que se deve brigar a briga boa.

Bater em um homem, imperfeito como todos, para destruir uma bela mitologia, uma história reconfortante, com todos os valores conservadores, é uma briga que fragiliza o movimento.

Destrói um ícone que poderia ATÉ ser utilizado como exemplo pelos conservadores e facilita a vida dos que tentam colar a pecha de paranoicos reacionários em vocês.

E para piorar, fazer isso no dia da morte dele!

Francamente, completamente sem educação e modos.

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15 Respostas to “Deixem Nelson Mandela em Paz! Ou “comprando a briga errada””

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Mandela, o Grande Assassino Comunista!

Bom, diz um ditado que: os idiotas discutem pessoas, os inteligentes discutem coisas e os sábios discutem idéias. O Brasil nunca saiu da primeira fase, não tem como ganhar esse game. Aqui a fulanização impera. Basta ver qual é a primeira pergunta que fazem diante de qualquer raciocínio: “Quem foi que disse?” Como se o ponto fosse esse. Ora, assim como um relógio quebrado dá a hora certa pelo menos duas vezes ao dia, qualquer idiota pode ter razão regularmente. Assim como mesmo os gênios, tenho certeza, já disseram muita asneira. (bem a propósito me lembro de uma recente declaração do Watson sobre a inferioridade genética dos negros, isso pq o cara “inventou” o DNA, vejam só!). Filosofia aqui, só de boteco. Idéias, somente as óbvias. Aliás, se o Brasil conseguisse fazer o óbvio (educação, transporte e infra-estrutura decentes) seríamos tigres latinos. Se o Mandela fosse brasileiro chamar-se-ia Amarildo. Estaria morto há muito tempo e nunca teria sido enterrado. Assim como governos, cada povo tem os heróis que merece.

Minha preocupação é com a verdade. O que a “opinião pública” deformada pela mídia tomada de maneira hegemônica pela esquerda pensa ou deixa de pensar pouco me interessa. Mandela era um terrorista, assassino, comunista que ficou preso JUSTAMENTE por 27 anos. E isso é facilmente verificável. É fato. É verídico. É Histórico. O resto é mimimi de quem se deixou levar por jornaleco globoboca,
É tragicômico ver crápulas como Dilma e Obama, tão escrotos quando o Mandela, querendo ligar suas abjetas biografias ao mito de pés de barro.
Você falando de economia e de finanças tem futuro. Falando sobre qualquer outra coisa, deixa muito a desejar.
Saudações

Prezado, meu texto não trata do que você falou no seu comentário.
Não disse que ele não foi terrorista, comunista e assassino. Também não disse que ele ficou preso injustamente.
Não tem qualquer relação com o que diz a Globo ou a “mídia”.
Disse o que para mim é óbvio: ele não é admirado por ter sido terrorista, assassino ou comunista. É admirado por ter renunciado à luta armada e liderado um movimento baseado na confissão e no perdão. E mesmo que isso também fosse mentira, é isso que está nas cabeças das pessoas.
Mesmo que Mandela fosse o próprio demônio, os valores pelos quais as pessoas o admiram são positivos. Ao menos são valiosos para mim. O que se está combatendo é exata e somente a imagem positiva dele, não o homem e a história “verdadeira”.
Quem ganha com isso?
O texto foi escrito para dizer isso e também para sugerir (o fiz nos próprios blogs deles, mas sem sucesso) que os pouquíssimos colunistas liberais tenham uma postura mais inteligente e comprem brigas boas.
Na minha opinião isso os enfraquece. Isso é uma “casca de banana” ideológica, que volta e meia esses caras pisam. É meio ingênuo até.
Reli o texto e acho que fui bem claro nos pontos acima. Ele não tem qualquer resquício das críticas feitas no seu comentário.
Ficaria feliz se, nas próximas críticas, buscar contrapor o que eu escrevi apenas. Posso estar errado, mas não devo ser confrontado com coisas que não disse.
Agradeço, de qualquer forma, as palavras generosas quanto aos textos de finanças.

Boa Noite meu caro, parabéns pela bela critica , mas eu pergunto como ficou ou como está o mercado financeiro , pós Mandela ,teve alguma coisa de extra com as ações as bolsas e etc.. no mundo? , sera´que o capitalistas estão se condoendo com irreparável perda ? abcs

Não mudou nadica de nada…

Entendo teu ponto, Portinho, mas veja bem. Creio que esqueces de que conservadores e liberais não têm preocupação com retórica e agrado ao público, e sim com um mero detalhe chamado “realidade”, que teima em acontecer diante de nossos olhos. Mandela, mesmo com todos os seus inúmeros defeitos, foi elevado à condição de “santo” pela hegemonia esquerdista e a ele foram atribuídas qualidades que, além de não serem dele por convicção própria (e, sim, eventualmente por necessidade prática frente aos acontecimentos da época), acabaram sendo utilizadas para atacar justamente alguns dos maiores defensores do pensamento liberal conservador: o império britânico e seus descendentes, sejam sanguíneos ou ideológicos (africanos bonzinhos contra brancos malvados, exatamente como descrevem a história brasileira, com padres malvados e índios boa praça – exceto quando comiam adversários de guerra semi-vivos no jantar). Não consigo imaginar tática mais suja que essa. O apartheid foi sujo e essencialmente mau, mas parece óbvio que uma pessoa que possui convicções marxistas durante uma vida inteira não passa a ser um amante da humanidade de uma hora pra outra. É um ídolo em grande parte fabricado.

Tais qualidades, vale dizer, são justamente liberais conservadoras (como bem explicaste), e não de esquerda! Logo, por que se apressam tanto a idolatra-lo? Mas, de fato, sou obrigado concordar que soa antipático, pois a hegemonia já foi alcançada no que diz respeito ao Mandela, de sorte que torna-se inútil combatê-lá atualmente.

Oi Leonardo, eu ia responder ao outro comentário, mas vi que você compreendeu plenamente o que quis dizer.
Na prática é inútil enfrentar posicionamentos amplamente hegemônicos, a não ser que sejam flagrantemente ilegais.
No caso do Mandela, o que se transmite são aqueles valores que escrevi. Inclusive a postura de perdoar o seu algoz, mesmo ele continuando rico e dominante, não tem qualquer relação com o ideário de esquerda. Nem em sonho.
E o efeito Mandela, ao menos até agora, permitiu uma democracia incipiente em vez de uma guerra racial.
Hoje o presidente da AS foi amplamente vaiado, e é do partido de Mandela. Pode ser que o partido hegemônico perca força. Não sei.
Eu não posso me considerar liberal e conservador, mas gostaria MUITO que o Brasil tivesse um debate mais equilibrado, pois acho que o povo brasileiro é conservador e não gosta de imposições excessivas do Estado (apesar de gostar das benesses).
E acho que essas brigas fazem esses intelectuais, que propagam os valores liberais e conservadores, perderem alguns pontos na luta por exposição.
Fico feliz de ver que meu ponto ficou bem claro, apesar de parecer crítico.

Ol, aceite esse feedback de um leitor seu: No entre na esfera ideolgica, pelo menos no publicamente. Claro que todo mundo gostaria de morar nos EUA, Canad, Dinamarca e Sucia. Mas esse pases so o que so as custas de algo. Ou seria possvel todos os pases do mundo ter economias como os desses pases ? Pra ele comprar o tnis, computador, roupa, tv, algum teve de trabalhar ganhando merreca, o que no aconteceria se s existisse uma enorme sucia no mundo.

Como curto demais sua ideologia de investimento em patrimnio, o mtodo INI, vou ignorar esse artigo, mas continua falando da hiperinflao imobiliria, que eu, como seu leitor, tenho prazer em ler. Abrao,Rafael Pontes de Lima

Date: Tue, 10 Dec 2013 15:27:01 +0000 To: rafael_esa@hotmail.com

Oi Rafael, agradeço a dica e a discordância civilizada.
Não gosto de escrever sobre posicionamentos políticos, apesar de não ser a primeira vez que faço.
O foco do artigo, porém, não era defender os EUA ou a Dinamarca. Nem dizer que o mundo é justo da forma como está.
Meu foco era criticar os colunistas que desencaram Nelson Mandela, no dia de sua morte. Mas não para lhes dizer que a crítica está errada, pois nem me importei com isso.
Para lhes dizer que os valores são universais e que pouco importa se quem os personifica é imperfeito. O que importa é que a “idolatria” se dá em torno de bondade, humildade, caridade, verdade, igualdade e perdão.
Se eles, por hora, tem uma face, qual o problema, não é?
Por fim, agradeço que continue me lendo mesmo quando discorda. Também faço isso.

Muito bom artigo.
Qualquer idolatria (ou o seu reverso) sugere falta de saude mental.
Causa-me mais especie ver um ex-presidente brasileiro deposto pelo povo nos representar em uma comitiva oficial. Realmente nojento.

É Aroldo. Resolvi escrever, pois fiquei bastante decepcionado com nossos colunistas liberais. Se alguém é admirado por valores com os quais você concorda, por que lutar para desqualificá-lo? Não é inteligente e muito menos útil.

Bem, deixando de lado Mandela, eu não considero “bondade, humildade, caridade, verdade, igualdade e perdão” todas como qualidades dignas de idolatria. Talvez só verdade (isso não quer dizer que eu idolatre seus opostos).
Isso lembra aquela frase de pára-brisa: “Deus é fiel”.

Caro Fabio,
Tentei deixar o texto o mais claro possível. É apenas um “toque”, para que os conservadores/liberais, que estão lutando para ter voz no Brasil, fujam de brigas inúteis.
Tem um monte de brigas relevantes, o cara resolve desgastar a imagem com uma figura hegemônica?
É como correr, por hobby, 2 maratonas 10 horas antes da final da Libertadores. Seu adversário, naquilo que interessa, agradecerá sua fadiga. E muito!
Quanto aos valores, você pode até não gostar, mas são valores intrinsecamente conservadores. Por isso a besteira maior ainda, de ver conservadores combatendo Mandela.
Foi um péssimo momento. Deixei meus comentários nos blogs deles, exceto no do Reinaldo, pois foi esse foi bem mais inteligente e evitou a crítica direta. Focou só no futuro da AS e no partido de Mandela.


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  • Disclaimer

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    O Autor espera que os temas educacionais do blog possam ajudar no desenvolvimento e no entendimento das nuances do mercado de ações, mas reitera que a responsabilidade pela decisão de investimento é sempre do próprio investidor.

    Sejam bem vindos!

  • Paulo Portinho

    PAULO PORTINHO, engenheiro com mestrado em administração de empresas pela PUC-Rio, é autor do Manual Técnico sobre o Método INI de Investimento em Ações, do livro "O Mercado de Ações em 25 Episódios" e do livro "Quanto Custa Ficar Rico?", os dois últimos pela editora Campus Elsevier.

    Paulo atuou como professor na Pós-graduação de Gestão Social da Universidade Castelo Branco e na Pós-graduação oferecida pela ANBIMA de Capacitação para o Mercado Financeiro.

    Atuou como professor da área de finanças e marketing na Universidade Castelo Branco e no curso de formação de agentes autônomos do SINDICOR.

    Como executivo do Instituto Nacional de Investidores - INI (www.ini.org.br) entre 2003 e 2012, ministrou mais de 500 palestras e cursos sobre o mercado de ações, sendo responsável pelo desenvolvimento do curso sobre o Método INI de Investimento em Ações, conteúdo que havia chegado a mais de 15.000 investidores em todo o país, até o ano de 2012.

    Representou o INI nas reuniões conjuntas de conselho da Federação Mundial de Investidores (www.wfic.org) e da Euroshareholders (www.euroshareholders.org), organizações que congregam quase 1 milhão de investidores em 22 países.

    Atuou como articulista do Informativo do INI, do Blog do INI, da revista Razão de Investir, da revista Investmais, do Jornal Corporativo e do site acionista.com.br. Foi fonte regular para assuntos de educação financeira de veículos como Conta Corrente (Globo News), Infomoney, Programa Sem Censura, Folha de São Paulo, Jornal O Globo, entre outros.

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