Os Médicos Cubanos e uma Demonstração Matemática…

Posted on 26/08/2013. Filed under: Matemática, Política |

Amigos… como sabem, detesto usar meu blog para tratar de temas polêmicos que não dizem respeito a finanças, poupança, liberdade etc.

Mas esse caso dos médicos cubanos não está sendo tratado da forma adequada, ou, ao menos, os argumentos, tanto contra quanto a favor não dão conta dos verdadeiros motivos para isso ser reprovável.

Demonstração matemática…

Evidentemente não se trata de demonstração numérica, mas de lógica matemática trivial. Teoria Geral dos Conjuntos, poderia se dizer.

Essa “importação” tem ferido os sentimentos de muitas pessoas e, a maior parte, tem dificuldade para verbalizar o que a ofende.

Talvez não fira adoradores da ditadura Castrista ou seguidores da tal “teoria crítica”, que rejeitam a lógica e a razão, por considerá-las instrumentos de dominação capitalista.

Estão rindo?, pois leiam vocês mesmos:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Escola_de_Frankfurt

Ficariam assustados, meus amigos, com a quantidade gigantesca de professores brasileiros que consideram Newton-Descartes uma ameaça capitalista ou imperialista. Até considero Newton-Descartes uma ameaça, mas filosófica, nunca capitalista.

À demonstração, pois!

Vamos fazer um exercício simples.

Peguemos funcionários públicos brasileiros. Digamos, auditores da Receita, analistas do BC ou da CVM, juízes federais ou promotores.

O governo brasileiro faz um acordo com um país africano (hipotético) extremamente carente, recém saído de guerra civil, que não tem instituições formadas. Carece de mercado de capitais, de um sistema de impostos, de magistratura etc.

Não há qualquer dúvida do humanismo na intenção de ajudar.

Abramos as vagas para aqueles servidores públicos, assim:

  • Salário equivalente a R$ 50 mil por mês será pago em petróleo, pedras preciosas e dinheiro, diretamente ao governo brasileiro.
  • O candidato receberia cerca de R$ 2.000 em dinheiro local.
  • O candidato teria que ficar em alojamentos providenciados pelas cidades do interior do país que o recebe, comer o que lhes servirem e habitar nas condições que a região puder oferecer.
  • Ficará de 2 a 3 anos longe de sua família (que não poderá ir).
  • Não receberá qualquer direito trabalhista.
  • Terá monitoramento de agentes do governo para não desertar e cumprir o contrato até o fim.

Imaginaram?

Respondam, quantos candidatos teríamos?

Eu não tenho qualquer dificuldade para dizer: ZERO.

E se…

Numa propaganda ufanista, o governo indicasse que a receita prevista com a “exportação” de quadros qualificados iria atingir R$ 20 bilhões por ano, o que seria imprescindível para manter projetos sociais aqui no Brasil.

E… OBRIGASSE o funcionário a ir, sob pena de exoneração por insubordinação.

Uau! Imaginem?

10.000 brasileiros enviados contra sua vontade a países estrangeiros!

Você seria a favor?

Ah… mas não sou funcionário público…

Se você pensou isso e é a favor, imagine a mesma cena com engenheiros, petroleiros, pedreiros etc.

Já acontece com petroleiros e outras categorias, mas pergunte quanto ganham a mais para sair do Brasil. Ficariam espantados leitores…

Você seria a favor, pergunto novamente?

Já até vejo algumas pessoas argumentando que os cubanos QUEREM vir e que vão ganhar mais do que lá!!!!!!

Olha, pra você que pensou assim, lamento informar que não poderá ser contra empregar bolivianos ou haitianos em confecções clandestinas.

Não poderá, pois eles CERTAMENTE vieram ao Brasil procurando condições melhores, e, pasmem, as condições de quase escravidão por aqui, não são piores do que o que eles encontram de opção em seu país.

Diga-se de passagem, eles vêm, em sua maioria, por que querem, e, mesmo nessas confecções clandestinas ganham muito mais do que em seu país.

Matematicamente não é possível apoiar o governo brasileiro e descer o sarrafo na Le Lis Blanc…

Ah, mas um é medicina o outro é roupa…

Ué, então vamos chamar os bolivianos e haitianos para trabalhar de graça na Fiocruz, produzindo vacinas? Há um monte de quadros de apoio que poderiam ser preenchidos por eles, mesmo sem qualificação.

Pode?

Síndrome de Estocolmo

Cuba é um grande experimento de sequestro coletivo. Mesmo os adoradores não podem negar que é proibido sair da ilha. Não faz muito tempo cubanos pegos em balsas em direção à Miami foram fuzilados.

Fuzilados com apoio do Brasil, diga-se de passagem:

http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI119930-EI1194,00-Embaixador+brasileiro+defende+fuzilamentos+em+Cuba.html

Não importa o que há e o que não há lá dentro da Ilha, se não existe direito de sair, é sequestro.

Imagine-se em qualquer situação em que você não pode sair mesmo que queira MUITO.

Não estou falando de situações dúbias, tipo amor bandido ou emprego nocivo, estou falando de clareza: QUERO SAIR.

Pois bem, infelizmente, após tantos anos, é razoável crer na existência de condições para o desenvolvimento da síndrome de Estocolmo, vejam uma breve descrição:

“As vítimas começam por identificar-se emocionalmente com os sequestradores, a princípio como mecanismo de defesa, por medo de retaliação e/ou violência. Pequenos gestos gentis por parte dos raptores são frequentemente amplificados porque, do ponto de vista do refém é muito difícil, senão impossível, ter uma visão clara da realidade nessas circunstâncias e conseguir mensurar o perigo real. As tentativas de libertação, são, por esse motivo, vistas como uma ameaça, porque o refém pode correr o risco de ser magoado. É importante notar que os sintomas são consequência de um stress físico e emocional extremo. O complexo e dúbio comportamento de afetividade e ódio simultâneo junto aos raptores é considerado uma estratégia de sobrevivência por parte das vítimas.”

Lamentando pelo Brasil…

Lamento que em agosto de 2013 o Brasil ainda tenha que discutir esse tipo de problema.

Se deixássemos de planejar trens-bala, de fazer super-estádios, de construir refinarias que custam 30 vezes mais e nunca ficam prontas, sobraria dinheiro para que os Estados possam ter planos de carreira coerentes para profissionais de saúde.

Meu sogro precisa de uma cirurgia de artrose. Está há 3 anos na fila na CIDADE DO RIO DE JANEIRO.

Não consigo entender porque precisamos esperar médicos cubanos para resolver isso…

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21 Respostas to “Os Médicos Cubanos e uma Demonstração Matemática…”

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Em cuba há sim tortura: em guantânamo, que a mídia faz vista grossa. E por quê os americanos não podem viajar a turismo a Cuba? e por que cuba tem melhor IDH que o do Brasil que é a 7ª economia do mundo. Sou favorável ao mercado. Mas o mercado tem que ser para todos.

Prezado Antonio Carlos,
Mercado é uma organização para trocas. Existe antes mesmo da linguagem escrita e mesmo falada. Propriedade privada e sistema de trocas são parte da natureza humana e da organização social, mesmo em sociedades primitivas.
Ele não bom ou mal, apenas uma resposta natural das organizações humanas.
Em todos os países que “acabaram” com o mercado, substituindo o sistema de trocas por algum dirigismo estatal, a natureza humana foi aniquilada.

Matou a pau. Parabéns.

Depois de assistir ao vídeo abaixo minha opinião mudou um pouco e passei a entender porque os médicos não querem sair dos grandes centros para trabalhar em municípios minúsculos e pobres.

O vídeo foi removido.

Paulo, vejo que já há alguma reação ao seu texto. Mas não deixemos nos enganar, não se trata de médicos cubanos. Estamos sendo testados dentro do conceito da “guerra de posição”. Os espaços estão sendo ocupados e aqueles que acham que conseguiremos recuperá-los de forma lógica, racional e legal estão condenados a uma disputa demagógica inglória. Nenhum brasileiro irá de fato reagir contra médicos “idealistas” onde falta de tudo e não há sequer qualquer condição para sobrevivência humana. Há propaganda comunista melhor? Melhor dizendo, acredita você que uma reação da sociedade através dos meios democráticos poderá restabelecer o bom senso e reeleger líderes compromissados com o ideal da nossa Constituição? Somente pelo voto? Bom essa é a tragédia preconizada por Gramsci, quando todos perceberem, os bens intencionados que reagirem serem facilmente declarados ditadores e fascistas. A pergunta é, existe algum grupo, inteligência viva ou liderança tentando alguma reação? Não vi, não sei, não ouvi falar. Na dúvida, para os que se consideram interessados, apenas continuem a participar dessa discussão e talvez sejam ouvidos. Ainda faltam brasileiros ativos de fato capazes de se indisporem com essa realidade.

Olá,
É uma leitura bastante apropriada do fenômeno.
É dificílimo gerarmos anticorpos para a defesa da democracia se não conseguimos, racionalmente, identificar o inimigo.
É a paródia do Boiled Frog.
De minha parte, tenho tentado alertar as pessoas para as estratégias e para o método de pensamento dos marxistas que comandam o país.
Nada contra eles, mas não acho justo que queiram impor a hegemonia subliminarmente, sem expor REALMENTE seus objetivos.
Mas infelizmente, para quem é doutrinado no método científico e no iluminismo, como a maioria dos ocidentais, fica difícil argumentar contra os que usam a dialética como método de discurso.
Na realidade, precisamos conhecer o método dialético e aí fica bem fácil argumentar e desconstruir a ideologia marxista. Fácil mesmo.
Por enquanto, como há pouquíssimos não-marxistas que dominam o estratégia Gramscista e o método dialético, cumpro meu papel de difundir anticorpos contra essa assustadora revolução silenciosa. A prisão sem grades da qual falou Aldous Huxley.
A estratégia mais comum, e que deu certo nos últimos anos, é negar a existência da revolução. Negar até as evidências claras de seus meios. Lembra das negativas quanto à existência do Foro de São Paulo? Paranoia da direita?
Pois isso é método. Quando um marxista fizer troça de você por acusá-lo de ser Gramscista revolucionário, tenha certeza absoluta de que ele é, se reconhece como tal, mas quer DE VERDADE que você não saiba.
A sua consciência de estar sendo “cozido” não contribui para o processo revolucionário.
Outro ponto importante de combate é não permitir a colocação de uma antítese durante o embate intelectual.
É clássico neles evitar a discussão racional lançando o “contraponto”, mas o objetivo é apenas tergiversar, é uma manobra diversionista.
Por isso que, quando são flagrados no roubo, não se defendem, mas apresentam uma “antítese”, dizendo que o adversário também rouba.
O objetivo é não discutir racionalmente o roubo em si e o descasamento entre essa atitude e a vida pública, a ética e a probidade.
Tanto é verdade que entre a tese (você rouba) e a antítese (todos roubam), surge a síntese: reforma política, pois o sistema está viciado.
Esse método é um grande atraso, e eles o preferem ao método científico por vários motivos. O primeiro é por considerarem a razão cartesiana um instrumento de dominação das elites, depois, em minha opinião, por que têm dificuldades com a razão formal. Em suma, não entendem mesmo. É complicado trabalhar com matemática, ter cultura rígida de protocolo, utilizar estatística sofisticada com viés puramente científico. Por isso preferem tergiversar e não ter compromisso com resultados, medidas, feedbacks etc.
Ainda bem que não dominam o mundo, pois acho que não teríamos nem uma torradeira estável, quanto mais obras complexas de engenharia.
O caminho é “iluminar”.
Se puder deixar uma dica, sugiro fortemente o estudo e o entendimento da Teoria Crítica/Escola de Frankfurt. Só entendendo seus métodos conseguiremos combatê-los.
Por enquanto, infelizmente, não há não-marxistas capazes de enfrentá-los. É muito difícil não cair na armadilha dialética. Somos muito racionais.

PARABÉNS PELO TEXTO/RESPOSTA … MANSss … será que teremos que “UM DIA DESSES” fazê-los calar pelas vias CARTESIANAS “DA FORÇA” (infelizmente)? Será?? Sintetizo a HISTÓRIA através de amigos mais afeitos à leitura dela (reconheço minha indolência à pesquisa histórica), por isso lhe indago … algo errado se esse for o caminho escolhido pela “HISTÓRIA” pra resolver MAZELAS SOCIAIS?

Caro Igor,
Não tenho intenção de fazê-los calar, mas apenas de não cair nas armadilhas dialéticas. E, se possível, conseguir que outros também sejam capazes de evitá-las. Sou iluminista, no sentido de libertação pela consciência.
É importante notar que nossa formação, segundo eles, é alienada e alienante, pois realmente acreditamos em valores tais como: família, razão, estudo, progressão na carreira, análise, ciência, religião etc., que são, segundo eles, instrumentos de dominação.
A questão é que não tentam demonstrar que é alienante através de argumentos que possam ser entendidos por nós, até porque… na visão deles o próprio método é alienante e não permitirá que sejamos capazes de “ver” a estrutura de dominação.
Qual a solução, dado que esses valores “alienantes” são amplamente difundidos, respeitados e aceitos?
Destrui-los!!! De dentro pra fora. E, evidentemente, escondendo o objetivo.
Esse é o receituário Gramscista, os valores são os obstáculos ao socialismo e à derrocada do capitalismo.
Isso posto, entendo que a “guerra” não é justa e nem honesta (claro, pelos valores de justiça e honestidade que eles consideram “alienantes”, mas em que acredito).
Ela não é posta. O adversário não faz a menor ideia do que está enfrentando e de como aquilo vai mudar a sua própria vida. Venezuela e Argentina são bons exemplos (imperfeitos pelo histrionismo de seus agentes).
Um dia, num belo dia, acordamos sem instituições, sem representatividade e sem papel higiênico. Aliás, até disso o capitalismo foi considerado culpado, pois os capitalistas comem muito, e, por consequência…
Só gostaria que o discurso fosse claro. Se querem destruir símbolos religiosos para, no futuro, não ter religião QUE DIGAM. Se querem destruir a família, conforme conhecemos hoje, QUE DIGAM. Se querem transformar o empresariado em refém do Estado, QUE DIGAM.
Se disserem e conseguirem os votos necessários para implantar sua política, será a vontade do povo.
Ao assumir valores como honestidade, ética, religiosidade (vide Dilma rezando em Aparecida), competitividade, liberdade etc., para se eleger, mas buscando destrui-los quando da conquista do poder, o agente político não só não é democrático, como é algoz da democracia. Fere-a no que lhe é mortal, na consciência do voto, na representatividade do eleitor.
É simples assim. Não só não quero calá-los, como quero que eles falem, de verdade, o que planejam para nós.

Paulo, meu irmão é engenheiro como nós e neste mês está se aposentando pela P&G. Bela carreira. Mas ele nunca ouviu falar dessa “revolução silenciosa”, senso modificado e outras coisas. Eu mesmo nunca lhe falei e ele nunca acreditaria. Curioso é que ele é extremamente prático e “cartesiano”! Pergunta hoje para mim: e daí se isso existir? Se afundarem a economia eu aposto no mercado contra a queda e tudo bem!

Bom, ele não tem a menor idéia de que não vai conseguir botar suas práticas financeiras aqui no Brasil em breve porque sofisticação financeira não faz parte das cabeças atuais. Somente o caos lhes interessa. Será culpa dos gananciosos capitalistas para glória gramsciana. Como disse para ele, tente fazer isso hoje na Venezuela! Não terá preço e quem compre suas opções! Daí lembro e reforço a importância deste post seu num blog do mercado financeiro. Acordem! Enquanto olhamos nossas estratégias dia a dia, absorvidos pelo mercado, apenas contemplamos placidamente que nossas empresas (consideradas as maiores no mercado) perderam governaça e foco na gestão de lucro: Vale como exemplo sem falar no óbvio, Petrobras. As demais são achacadas e sua governança já está comprometida com corrupção e não se levantam contra o Governo. Depois de enfraquecer a governança de diversas empresas, Camargo Correia, Odebrecht, Bradesco, agora começam a fazer o mesmo com o ITAU. Não sabem, não leram, não viram? Não dizem que o mercado financeiro é o mais bem informado? E ai?

Lutar nas ruas, gritar e se juntar a uma massa de manobra não vai ajudar. Procurar os fabianistas do PSDB não vai ajudar porque são os que permitem que tudo se acelere. Falar com extrema direita, lamento informar, não existe extrema direita. Militares? Eles não possuem mais quem os apóie em qualquer aventura política. Querer o bem e desenvolvimento justo da sociedade e votar nas pessoas certas também não vai ajudar. O que eu tento fazer: há dois anos tento vender meu patrimônio e colacá-lo na Europa, mas não consigo sequer vender os imóveis. Agora com a moeda iniciando uma nova crise vai ficar ainda mais difícil. Não quero ser o último a sair mas um dos primeiros. Lá fora pensarei em como modificar meu país, talvez usando o próprio Gramsci. Detalhe para quem não sabe, FHC tem em Gramsci o seu farol, sua luz e seu maior mestre. Não acredita, pergunte a ele.

Correta avaliação.
Veja o que aconteceu com o setor energético. Antes um oásis na bolsa, hoje, após um “ato do príncipe”, um desastre. Nunca imaginei que veria Eletropaulo sair de lucro de R$ 1 bilhão para prejuízo.
Eu tenho esperança de que fiquemos conscientes antes de ser tarde demais.
Não é necessário muito mais do que uma liderança carismática consciente do processo político brasileiro.
O problema é que ela não existe. Mas essas surgem quando menos se espera.
De mais a mais, o processo de “povo na rua” não é tão simples. O fenômeno de 1.000, 2.000 pessoas organizadas gritando palavras de ordem e detonando o patrimônio público e privado não está “manobrando” o sentimento de desalento e de falta de representatividade.
Ainda é cedo para saber onde vai dar, mas eu acho que 1,5 milhão de pessoas nas ruas não se sentem representados pelos Black Blocs ou outro grupo organizado.
Tendo a achar que os movimentos atuais não são positivos na equação Gramscista. Acho que não era a hora explodir a bolha do comércio ou o povo se desencantar com MCMI (com invasões!!!!), Meu Crédito Minha Prisão, Meu Leite a R$ 3,50, Minha Petrobras no prejuízo, Minha Favela Pacificada por Milicianos, da Explosão da Violência em capitais do NE-N etc.
Apesar das palavras de Gilberto Carvalho, de que o “pau” iria quebrar em 2013, acho que não era hora de guerra de movimento. Não há apoio à revolução ideológica. O sapo ainda não está cozido e mantém a consciência. Aumentar o fogo pode fazer ele escapar.
Essa radicalização pode ser um fator importante para que pessoas como seu irmão e a maioria dos meus amigos, ao menos, reconhecem que estão sendo cozidos vagarosamente.
Tendo sucesso no caso dos médicos cubanos, acredito que eles tentarão manobras mais ousadas.
Mas tenha esperança! Creio que veremos, em breve, um discurso mais honesto na política brasileira. Acho que os Marxistas vão sair do armário… E, enfim, o Brasil começará a ter pensadores que combatam essa mazela do espírito.
Quanto à economia… infelizmente não há muito o que comemorar…

Caro Igor, desculpe cortar seu último comentário, mas fiquei um pouco confuso com algumas colocações que poderiam distorcer o objetivo do texto. Estou falando apenas de consciência. Não entendi suficientemente o que seriam “vias cartesianas da força” ou perder o “amor à vida”. E não gostaria de postar textos que depreciem os médicos cubanos, pois, estou, ao contrário, defendendo-os contra um regime que considero de escravidão. Por mim, havendo falta de profissionais, eles viriam, revalidariam os diplomas e trabalhariam onde quisessem.

PERFEITA COLOCAÇÃO … SÓBRIA E REALISTA … PARABÉNS … pra ir pra “decisão” teremos de perder o AMOR À VIDA???? (sem trocadilho com a programação de horário nobre da GLOBO)!!!

Já que estamos falando de Patriotismos perdemos mais um estes dias. Será que ele perdeu também o amor à vida?

Não tinha entendido como uma reação ao meu texto, mas acho que você tem razão…

Explico: ¨PERDER O AMOR À VIDA¨ é sair da ZONA DE CONFORTO … realmente a perda desta INDOLÊNCIA que nos torna ¨MANSOS¨ e INERTES … PASSIVOS A TODAS AS AGRESSÕES GOVERNAMENTAIS, e se chegaremos ao ponto de LUTARMOS (LITERALMENTE) com as armas que temos … exatamente como fizeram os GUERRILHEIROS DE OUTRORA, e que hoje PONTIFICAM COMO DIRIGENTES DA NAÇÂO … ou seja, perder o AMOR À VIDA É IR À GUERRA!!!
Entenda-se por ¨GUERRA¨ o que estiver ao alcance … de forma racional CARTESIANA ou … ou de qquer forma!!! Não tenho a pretensão de parecer um GUERREIRO MEDIEVAL, contudo, sinto-me pressionado pela minha consciencia, que é meu MAIOR ALGOZ … não teria como olhar nos olhos dos meus filhos, se não lhes oferecesse esse mínimo de MIM, para garantir-lhes o FUTURO que julgo que merecem … até mesmo pelos OBSCENOS MONTANTES DE IMPOSTOS QUE PAGO, E QUE NÃO RETORNAM nem a MIM e nem a ELES, SOB QQUER FORMA!!!
Coincidente e oportunamente, a novela PRIME TIME da GLOBO de nome AMOR À VIDA nos oferece uma excelente METÁFORA … desligar a TV e ir à LUTA!!!

Parabéns Portinho! Mais um excelente texto.

Parabéns Paulinho ,além disso tudo que cv explanou, eles virão para cá em regime forçado , para trabalho escravo pois seus pares de outras nações estarão no mesmo programa, mesmo trabalho ganhando mais que eles além do Brasil ser intermediário dessa contratação vergonosa, vai pagar R$ 10 mill p/ uma entidade sulamericana ou ong sei lá ,e ela irá repassar essa grana p/ o governo cubano que vai ficar com a maior parte tipo 70% aí diferença do dinheiro depois viaja p/ o Brasil para ser entregue aos escravos cubanos, assim o governo brasileiro está rasgando a constituição, desrespeitando a OIT na nossa cara ,e nós deixando isso acontecer, lamento muito p/ juventude brasileira ter que vivercom essa insanidade dos nossos governistas.

Olá Portinho, bem vindo a nossa república Tupiniquim!

Um médico vindo de onde quer que seja, não pode gerar ônus negativo ao país porque ele abriu as portas. Vem quem quer! Os médicos de Cuba foram enviados aos piores cantos do país que estão no norte mesmo, já´os europeus ao rio principalmente. Vamos ver como será daqui para frente quando a Europa souber como é aqui.

Nosso país tem distorções grotesca e ridículas. O funcionalismo público top ganha horrores por mês, um deputado então é impunível (até a chegada de Joaquim Barbosa). Não sei até quando vai isto, mas a vinda dos médicos estrangeiros ao Brasil ao meu ver é uma NECESSIDADE. Pensa bem,

veremos o que o futuro nos trará.

Ninguém falou contra a importação de médicos. É importantíssimo. A legislação trabalhista brasileira e a regulamentação da profissão de médico é que não aceitam o método utilizado.
Se um médico quiser vir, revalidar o diploma e trabalhar recebendo por seu esforço, será muito bem vindo.
Agora, não é isso que está acontecendo.
Eu não conseguiria assumir cargo público se meu diploma não fosse válido no território nacional, não é?
Por que eles podem?
Aliás, como garantir que são médicos mesmo?
Na prática, o governo se exime de dar condições de trabalho a médicos em lugares distantes e traz profissionais que se prestam a trabalhar por R$ 60,00 + alimentação e moradia. Ninguém sabe quanto vão ganhar, nem eles mesmos.
A crítica do artigo não é contra a contratação, mas para demonstrar que o trabalho é escravo, mesmo que os escravos não achem que é.
E isso fica provado, pois nós brasileiros jamais faríamos o que eles estão fazendo. Talvez nem obrigados.
Se é esse nosso ideal como nação, explorar sequestrados de regimes ditatoriais, eu faço questão de deixar claro que não compartilho.

Interessante seu artigo. Vendo um pouco das opiniões atrofiadas da nossa mídia durante a semana, fiquei intrigado com o livro recém publicado sobre a República e sua criação em 1889. Não pelo livro em si mas pela manifestação do seu autor e pela falta de atualidade do jornalista. O primeiro disse que a República foi mero acaso e conseqüência da briga amorosa e ciúmes entre os protagonistas do evento e que não houve qualquer reação ou mobilização política pública, pelo contrário, houve uma adesão e total indiferença da população ou mesmo preocupação se “aquilo” daria certo. O segundo perdeu a chance de refletir sobre nosso atual momento quando ninguém sabe, ouviu ou quer saber sobre a confusa e mal contada “reforma política”. Menos de 7% ouviram falar. Me parece que sempre fomos e estamos condenados à ignorância que nos remete a sermos vítimas de aventureiros perigosos. Fica claro que ditaduras poderão ocorrer novamente por falta absoluta de conhecimento do que estamos fazendo ou pela improvável reação de alguns esclarecidos que por patriotismo possam querer lutar por um país livre. Tem cheiro de coisa podre e fica difícil ajudar seu pai. Desejo pronta recuperação. O livro, por sinal é esse aqui: http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?nitem=42134282&gclid=CJ6krozOm7kCFSpk7AodZm0Adw


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  • Disclaimer

    Este blog é um ambiente privado para expor opiniões, estudos, reflexões e comentários sobre assuntos ligados a finanças, bolsa de valores, economia, política, música, humor e outros temas.

    Seus objetivos são educacionais ou recreativos, não configurando sob nenhuma hipótese recomendação de investimento.

    O investidor consciente deve tomar decisões com base em suas próprias crenças e premissas. Tudo que lê ou ouve pode ser levado em consideração, mas a decisão de investimento é sempre pessoal. Tanto na escolha de ações para carteira própria, quanto na escolha de gestores profissionais para terceirização da gestão.

    O Autor espera que os temas educacionais do blog possam ajudar no desenvolvimento e no entendimento das nuances do mercado de ações, mas reitera que a responsabilidade pela decisão de investimento é sempre do próprio investidor.

    Sejam bem vindos!

  • Paulo Portinho

    PAULO PORTINHO, engenheiro com mestrado em administração de empresas pela PUC-Rio, é autor do Manual Técnico sobre o Método INI de Investimento em Ações, do livro "O Mercado de Ações em 25 Episódios" e do livro "Quanto Custa Ficar Rico?", os dois últimos pela editora Campus Elsevier.

    Paulo atuou como professor na Pós-graduação de Gestão Social da Universidade Castelo Branco e na Pós-graduação oferecida pela ANBIMA de Capacitação para o Mercado Financeiro.

    Atuou como professor da área de finanças e marketing na Universidade Castelo Branco e no curso de formação de agentes autônomos do SINDICOR.

    Como executivo do Instituto Nacional de Investidores - INI (www.ini.org.br) entre 2003 e 2012, ministrou mais de 500 palestras e cursos sobre o mercado de ações, sendo responsável pelo desenvolvimento do curso sobre o Método INI de Investimento em Ações, conteúdo que havia chegado a mais de 15.000 investidores em todo o país, até o ano de 2012.

    Representou o INI nas reuniões conjuntas de conselho da Federação Mundial de Investidores (www.wfic.org) e da Euroshareholders (www.euroshareholders.org), organizações que congregam quase 1 milhão de investidores em 22 países.

    Atuou como articulista do Informativo do INI, do Blog do INI, da revista Razão de Investir, da revista Investmais, do Jornal Corporativo e do site acionista.com.br. Foi fonte regular para assuntos de educação financeira de veículos como Conta Corrente (Globo News), Infomoney, Programa Sem Censura, Folha de São Paulo, Jornal O Globo, entre outros.

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