Quanto Vale a sua Aposentadoria? Planilha para cálculo.

Posted on 19/01/2012. Filed under: Finanças |

Caros Leitores,

No livro “Quanto Custa Ficar Rico?” proponho uma ruptura com o padrão “americano” de tratar finanças pessoais. Quem já leu os clássicos, originalmente escritos para o mercado norte-americano, sabe que eles desprezam solenemente pensões e aposentadorias públicas.

Isso pode fazer sentido no mercado de lá, mas aqui no Brasil, como a contribuição ao INSS é compulsória, é evidente que a expectativa de pensão deve entrar no cálculo do seu Índice de Riqueza Pessoal (IRP).

E não só porque você pagou durante décadas, mas, principalmente, porque essa expectativa de fluxo de caixa tem valor financeiro claro e calculável.

Qual o “Valor Presente” da minha aposentadoria?

A planilha que vou disponibilizar ao final deste artigo calcula e responde a questão acima. Mas é preciso entender os conceitos utilizados antes de usar a ferramenta.

As variáveis são:

  • Valor mensal da pensão (líquido de IR e INSS e quaisquer outros descontos)
  • Valor líquido do 13° da pensão. Se existir. Serve também para colocar extras, se existirem

Esses dois itens servem para calcular a renda líquida ANUAL do pensionista, proveniente de sua aposentadoria.

  • Expectativa de período de recebimento. Ou seja, por quantos anos espera receber essa pensão (máx. 50 anos).
  • Expectativa média da evolução no valor da pensão (aumentos dados pelo governo/congresso).
  • Taxa de juros (líquida de IR) obtida em investimentos de risco baixo (renda fixa).

Alguns comentários são importantes.

  1. A estimativa de período de recebimento deve seguir o bom senso. Se a expectativa é de se aposentar aos 65 anos, seria um otimismo exagerado (ou pessimismo…) indicar um período de 50 anos de recebimento, ou seja, esperar receber pensão até os 115 anos… Algo entre 20 e 30 anos estaria na média dos brasileiros (principalmente mulheres).
  2. As pensões no Brasil tem sido reajustadas, ao menos, com o valor da inflação. É uma boa estimativa para essa variável a inflação futura esperada.

Filosofia “Jorginho Guinle”

O cálculo que sugiro indica “quanto o sujeito deveria ter em renda fixa (menor risco) para garantir o mesmo poder de compra da aposentadoria ao longo dos anos em que usufruir o benefício”.

Exemplo:

  • Pensão: R$ 2.000,00
  • 13°: R$ 2.000,00
  • Expectativa de tempo em que viverá da aposentadoria: 25 anos
  • Expectativa de reajuste anual na pensão: 6,0%
  • Juros (líquidos de IR e custos) obtidos em aplicações de baixo risco: 8,0%

Esse pensionista, nesses condições, teria que ter R$ 606.629,00 aplicados no momento em que se aposentar para garantir o mesmo padrão que a aposentadoria lhe dá.

Ou seja, isso significa que a aposentadoria VALE R$ 606.629,00.

A “Filosofia Jorginho Guinle” se deve ao fato de que, para garantir o mesmo padrão de consumo da aposentadoria ele GASTARÁ todo esse patrimônio de R$ 606.629. Principal e juros. Em 25 anos o dinheiro acabará. Assim como acabou para Jorginho Guinle. O problema é que ele viveu mais uns 8…

Brincadeiras à parte, a planilha permite calcular quanto valeria uma aposentadoria de, por hipótese, um Servidor Federal que ganha no limite constitucional (hoje pouco mais de R$ 26 mil). É uma pensão que, além de ter um valor elevado, ainda acompanha os aumentos do pessoal da ativa.

Tome por exemplo um salário de R$ 18.000,00 líquidos + 13°, com uma expectativa de reajuste da ordem de 8% ao ano (para acompanhar o pessoal da ativa). Quanto valeria uma pensão como essa, paga ao longo de 25 anos?

Quase R$ 5,5 milhões!

Ou seja. Para garantir o mesmo padrão de gastos da aposentadoria, seria necessário ter acumulado, em dinheiro livre, R$ 5,5 milhões. É muito dinheiro!

Aí eu pergunto: Não estou certo em considerar esse direito à pensão no cálculo de RIQUEZA?

Para baixar a planilha e fazer suas próprias simulações, clique AQUI.

That´s all folks!

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25 Respostas to “Quanto Vale a sua Aposentadoria? Planilha para cálculo.”

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Caro Paulo,
Gosto muito do seu livro “Quanto custa ficar rico”, que li e estou relendo. Inclusive dei exemplares de presente para minhas filhas e genros.
Você pretende fazer uma nova edição ? Pergunto isso, porque as expectativas dos rendimentos dos investimentos apresentadas são bem mais otimistas do que as que podemos conseguir atualmente e mereceriam uma revisão.
Abraço
Luiz Amaro

Oi Luiz,
Tenho interesse em relançar o livro, com ajustes à realidade atual e tratando mais detalhadamente do conceito de riqueza.
Mas não deixe de baixar as planilhas do livro, pois permitem a alteração dos dados para ajustar à realidade atual.
Agradeço as palavras generosas sobre o livro.
Paulo Portinho

não devemos esquecer que o funcionalismo público recolhe previdencia oficial – o mesmo que inss na iniciativa privada – de 11% em cima de todo o salário. Exemplo para um salário de 15.000, o servidor público paga 11% sobre os 15000,00, enquanto que o da niniciativa mprivada paga apenas sobre o teto do inss, por volta de 3400,00. Assim, nada maios justo, para quem tem um recolhimento muito maior, receber uma aposentadoria maior

BOA TARDE PORTINHO,

PARABÉNS PELA NOVA ETAPA AGORA JUNTO A EQUIPE DA CVM. GOSTARIA DE SABER SE SEU BLOG PERMANECERÁ ATIVO, COM CANAL ABERTO PARA DISCUSSÕES E DÚVIDAS E SE OS CURSOS DO INI NO RIO DE JANEIRO CONTINUARÃO SOB A SUA TUTELA?

UM FORTE ABRAÇO,

MARCELO KASTRUP

Oi Marcelo,
Agradeço pelas palavras amigas. Pretendo manter o blog com atualizações regulares. Infelizmente a transição foi muito trabalhosa. Já postei um novo artigo hoje, falando do Formulário de Referência e da Eletropaulo. Sempre com objetivos educacionais, naturalmente.
Pode usar o blog para se comunicar comigo e para enriquecer os debates.
Quanto aos cursos, eu posso ministrar, mas depende da nova direção do INI agora.
Abraço!
Portinho

oi portinho. seu livro o mercado em 25 episódios é meu livro predileto. estou sempre lendo e relendo…e tentando aprender. tinha 5000 ações da itauunibanco. vendi todas e comprei outras 12 ações. hoje o valor total das ações é praticamente o mesmo de quando eram só da itub4. mas verifiquei que quase todas elas, compradas em dezembro de 2011, estão rendendo mais de 5%. algumas já bateram 34%. estou ficando louco, eufórico dmais, dei sorte?
mas ao final, estava olhando para os dividendos mesmo. agora me diga, esses dividendos deveriam ser gastos nas mesmas ações que os produziram ou poderiam ser redirecionados para outras ações ou aplicações tipo tesouro direto ?
para vc ter idéia, se tivesse as ações da itau ainda, receberia em torno de 3000,00 de jcp ao ano. só nesse primeiro trimestre já recebi 1300,00. vc poderia me responder isto?
obrigado.
jose manoel.

Oi José,
Agradeço pelas palavras generosas.
O Itaú paga mesmo dividendos em torno de 2,8% a 3,0% ao ano. É bom, mas bem menor do que a maioria das companhias sólidas não-financeiras.
Há desde 20% ao ano (Eletropaulo) até 6% ao ano (Marcopolo) e 5% ao ano (Vale).
Isso é normal mesmo. As companhias do setor financeiro, pelo histórico de solidez e crescimento dificilmente ficam “baratas”.
Trocar toda a posição em ITUB por 12 empresas foi uma decisão correta, do ponto de vista de diversificação. É muito arriscado ter tudo em um só investimento. Nos últimos dias as empresas financeiras caíram bastante, mas a VALE, a ELPL, a COCE, a POMO e outras mantiveram o preço ou subiram.
Dessa forma você se protege.
A única dica é manter a leitura dos releases de resultados em dia. Veja o post em que falei do Formulário de Referência, como instrumento para aprofundar seu conhecimento sobre a empresa.
Quanto ao uso dos dividendos, depende dos objetivos. O livro “Quanto Custa Ficar Rico?” ajuda a definir esses objetivos. Só é possível fazer a coisa certa se temos um plano.
Abraço!
Portinho

Olá, está dando um intevalo? Gostaria de sua ajuda para esclarecer um ponto sobre análises de balanços. O “lucro do dono”, “lucro do proprietário”, “fluxo de caixa” mencionado pelos que dizem investir em valor é a mesma coisa que o EBITDA? Se não for, você pode dar uma ajuda de como calcular este “lucro do dono” a partir do DRE? Obrigado.

Oi Alexandre,
Investir em valor (value investing) significa buscar empresas descontadas, com valor abaixo do que seria justo, com múltiplos mais baixos do que seus pares. Naturalmente se a companhia estiver saudável e com perspectivas de crescimento nos fundamentos.
Quem busca “crescimento” (growth investing), aceita pagar “caro” por empresas com grandes perspectivas. Não se importa em pagar múltiplos bem maiores do que a média.
Avaliar a empresa pela EBITDA, em minha opinião, não faz sentido para investidores individuais. Faz sentido para avaliar a empresa no caso de compra de CONTROLE.
Para nós o que faz sentido é retorno sobre o patrimônio + dividendos.
Se o lucro do dono é o EBITDA, basta pegar o lucro líquido e retornar amortização, depreciação, pagamentos líquido de juros e imposto de renda.

OLÁ PORTINHO,

VC RECOMENDA ALGUMA PLANILHA PARA QUE NÓS POSSAMOS ACOMPANHAR O RENTABILIDADE DE NOSSAS AÇÕES?

UM EXCELENTE FINAL DE SEMANA,

KASTRUP

Para fins de IR, acho melhor usar um software como o da http://www.mycapital.com.br
Para acompanhamento apenas, prefiro usar o excel direto. Faço pouca movimentação.
[]
Portinho

Olá Portinho!
Tenho seu livro, acho muito interessante suas planilhas, simulações.
Também quero considerar o INSS para minha taxa de riqueza e tentar conseguir acelerar minha independência financeira.
Não dá pra pagar anos e anos e não considerar a aposendoria do INSS.

Gostaria do seu comentário, das suas considerações sobre o meu post. Validar minha idéia.

Por favor, Leia meu post:
http://investidordefensivo.blogspot.com/2012/02/colaboracao-do-inss-para-alcancar.html

Obrigado e abs!

Olá.
Li a planilha e parece correta. Vou deixar o link nos comentários para o caso de alguém querer utilizar.
Obrigado pela visita.
Portinho

Boa Tarde Portinho!

Já há uma previsão para o lançamento do seu 3º livro?

Abs.

Oi Celebrini,
Ele sairá logo após a segunda versão do Método INI.
Acredito que em agosto.
[]
Portinho

Olá, Portinho! Parabéns pelo excelente trabalho!
Que segunda versão do método INI é essa a que você se refere?
OBS: Acabei de me associar ao INI, por isso o interesse.
Forte abraço
Sérgio Pereira

Oi Sergio,
O INI está preparando um novo software com leves adaptações (melhorias).
O conceito é o mesmo, mas a forma será bem mais simples e intuitiva.
Acredito que o software posso ir ao ar em junho e o elearning, baseado no software, em julho/agosto.

Portinho,
Parabéns pelo seu blog! Estou conhecendo agora.
Gostaria de fazer um “pequeno” comentário sobre seu tópico “Quanto vale a sua aposentadoria”…
Se eu entendi certo na sua planilha, a taxa de juros líquida obtida em aplicações de baixo risco utilizada no caso do servidor federal, de 8% ao ano, é uma taxa nominal, que inclui a inflação esperada. Equivaleria à SELIC, por exemplo, líquida de IR e custos. (obs: a SELIC atual está em 9,75%)
Isso porque não temos no Brasil atualmente uma taxa real (descontada a inflação) desse patamar, sendo que há algum tempo está abaixo dos 6% (vide taxas indicativas do mercado secundário de NTN-B variando de 4,x% a 5,x%). E, ainda assim, as metas atuariais de planos previdenciários devem ser, por lei, de no máximo 6% ao ano (taxa real).
Assim, quando se projeta o crescimento da aposentadoria de R$ 18 mil a uma taxa de 8% ao ano, os valores estão sendo superestimados. Explico.
Primeiro porque o valor da aposentadoria tem um teto (subsídio dos ministros do STF) e, segundo, porque todos os servidores que entraram no serviço público a partir de 01/01/2004 (vigência da EC 41/2003) não têm paridade, ou seja, o valor da aposentadoria não tem correspondência com os aumentos salariais recebidos pelos servidores da ativa, sofrendo somente o reajuste por índice de inflação.
Há também um terceiro motivo que é a perda da integralidade para tais servidores, ou seja, não se aposentam mais pelo último salário (integral), e sim pela média dos 80% maiores salários de julho de 1994 pra cá. Grosso modo, isso gera uma redução de 10% a 30% na aposentadoria, o que impacta, para menos, diretamente no valor dos R$ 18 mil. Para análise desse aspecto, seria necessário um cálculo atuarial individual, então deixemos de lado.
Assim, considerando somente os 2 primeiros motivos e, assim, colocando o crescimento da aposentadoria em 3,5% na planilha (em vez de 8%), o que pressupõe inflação de 3,5% e, consequentemente, juros reais de longo prazo de aproximadamente 4,35%, o valor da aposentadoria baixa de 5,5 milhões para 3,4 milhões.
Por último, e não menos importante, infelizmente tenho que lembrar o grande risco legal a que esses milhões estão sendo submetidos. Isso porque o STF já se pronunciou no sentido de que não há direito adquirido com relação a regras de aposentadoria. Logo, a qualquer momento, o servidor pode ter as regras de requisitos, cálculo inicial e reajuste da aposentadoria piorados, como foi através das EC 20/1998 (imposição de idade mínima, sem prejuízo ao tempo de contribuição mínimo) e EC 41/2003 (perda da integralidade e paridade). Atualmente, temos o FUNPRESP já aprovado pela câmara…
Claro que sendo R$ 3,4 milhões ou R$ 5,5 milhões, continua sendo muita coisa. Apenas queria fazer essas observações e provocar mais reflexão e discussão sobre os “privilégios” que os servidores públicos possuem, pelo menos em tese…

Oi Fábio,
Compreendo suas colocações, estã perfeitas, principalmente no que se refere à insegurança no fluxo (jurídica), mas preciso fazer duas ponderações importantes.
A primeira é que o modelo não pressupõe uso de taxas de juros reais, mas nominais. Isso porque quero comparar o fluxo da aposentadoria com o fluxo de um investimento em renda fixa de baixo risco.
A outra, que o objetivo do post é demonstrar que o fluxo de caixa da aposentadoria tem valor presente, o que justifica seu uso no meu livro. Como disse, livros americanos sobre finanças pessoais (e os brasileiros também, que os copiam) deixam de levar em conta a aposentadoria no cálculo do equilíbrio financeiro. Isso, ao menos para o Brasil, é errado, pois nosso sistema de aposentadoria pública é compulsório. É um investimento, ruim que seja, que você terá que fazer.
A planilha responderá aos valores que forem colocados nela. Crescimento de 6% ao ano, até 1% se o usuário entender dessa forma. Mesmo assim, haverá um valor presente.
Só para reforçar, não use taxas de juros reais, pois o objetivo é responder:
– Quanto deveria ter em um ativo financeiro de baixo risco para garantir o mesmo fluxo da aposentadoria?
Você até pode usar taxas reais, mas terá que usá-las, também, para descontar o fluxo, o que, de certa forma, dará na mesma.
Abraço e obrigado pela visita.
Portinho

Ola, conclui a leitura do livro e agora sera uma referencia permanente. Parabens pelo seu trabalho e voce certamente sera responsavel pela educacao financeira de milhares de pessoas.
Gostaria de obter sua opiniao em relacao a um ponto: iniciei os depositos regulares em previdencia privada de meus dois filhos logo que naceram. Um tem 7 anos e outro com 3. Recentemente parei com os depositos em um plano contratado e sigo aplicando em acoes seguindo a metodologia do INI. Porem a conta e minha, e nao deles. Qual a desvantagem em nao abrir uma conta para cada um agora? Poderei ter prejuizos com taxas e impostos se deixar para criar edtas vontas separadas no futuro?

Oi Alexandre. Agradeço as palavras generosas sobre o livro.
Vamos às questões:
– Se o volume que você pretende repassar a seus filhos não for muito elevado, a ponto de requerer o pagamento de um imposto de transferência (doação), não há perdas financeiras relevantes em manter uma conta em seu nome.
– A grande questão é considerar, de verdade, o dinheiro como sendo deles. Já vi muitos pais, mas muitos mesmo, fazerem poupança para si, pensando nos filhos. No primeiro aperto ou oportunidade, acabam mexendo no dinheiro.
Quando está na conta deles, sob o CPF deles, o dinheiro não é mesmo nosso. Retirar R$ 1.000 da conta do filho é algo que traz um tremendo mal estar.
Em suma, o que conta mais é o psicológico do que o financeiro.
Outro ponto é que, como dito no livro, em algum momento da adolescência eles precisarão “entrar no processo”, ou seja começar a entender sobre a gestão desse patrimônio. Nesse momento, é melhor que esteja mesmo com eles.
Abraço!

Boa noite,
Como voce esta tratando do seu segundo livro, por favor me ajude esclarecendo uma duvida a respeito da tabela da pagina oito (O carro que tirou minha aposentadoria). Qual foi o fluxo de caixa que gerou os valores futuros apresentados? Foram poupados os cerca de quinze mil reais por ano nos primeiros tres anos e depois foram acumulados os rendimentos ate a data da aposentadoria? (desculpe a falta de acentos, nao consegui configurar o teclado do meu tablet)
Grato, Alexandre

Oi Alexandre, exatamente isso. 47.000 aplicados por 35 anos, 30, 20 etc., dariam o valor acumulado. Atente que a fórmula, pelo Excel é do VF (Valor Futuro). Essa primeira parte é apenas ilustrativa. Há um cálculo mais completo nos apêndices e nas planilhas gratuitas que disponibilizei no blog.

Boa tarde, gostaria de continuar tirando dúvidas sobre o seu livro (excelente, diga-se de passagem, preciso convencer adeptos na minha família), se este não for o canal adequado, desculpe-me. Com relação à previdência privada, não é correto calcular o Yeld considerando [(rendimentos)+(aporte da empresa)]/(aporte do empregado)? Ela não deve mesmo ser considerada no cálculo dos ativos de remuneração como “pensões e outros direitos”? Ou se deve considerar o cálculo do benefício a ser obtido quando a aposentadotia se iniciar? Neste último caso, o pagamento mensal da previdência é um passivo de sustentação?
Tem algum e-mail seu disponível para eu enviar uma mensagem?

Oi Alexandre,
Pode ser por aqui mesmo. É bom porque fica documentado e pode ajudar a outros que tenham dúvida
A previdência privada é um investimento como outro qualquer, porém traz complicações no que se refere ao cálculo correto do yield. Isso porque a pensão e suas condições de crescimento podem até ser claras, mas raramente o montante das aplicações pode ser resgatado.
Considero complicado demais calcular os ganhos com previdência privada, por isso prefiro tratá-la como direito a pensões, exatamente como a previdência pública.
O aporte voluntário não deve ser considerado como passivo de sustentação, minha sugestão é tratá-lo como uma obrigação, uma retirada compulsória do salário. Assim como o INSS. Dessa forma, o salário líquido já desconta contribuições previdenciárias.
Isso não é perfeito do ponto de vista matemático, mas simplifica demais o entendimento, até porque a previdência privada é um investimento em que o aplicador não tem qualquer ingerência.
Conforme coloquei no livro, o maior benefício da previdência privada é a manutenção quase compulsória e punitiva dos aportes. É uma maneira forçada de fazer poupança.
Para calcular o yield REAL da PP, seria necessário ter um montante (Principal), as condições de remuneração desse principal, a renda mensal e as condições de evolução dessa renda mensal. É muito difícil.


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  • Disclaimer

    Este blog é um ambiente privado para expor opiniões, estudos, reflexões e comentários sobre assuntos ligados a finanças, bolsa de valores, economia, política, música, humor e outros temas.

    Seus objetivos são educacionais ou recreativos, não configurando sob nenhuma hipótese recomendação de investimento.

    O investidor consciente deve tomar decisões com base em suas próprias crenças e premissas. Tudo que lê ou ouve pode ser levado em consideração, mas a decisão de investimento é sempre pessoal. Tanto na escolha de ações para carteira própria, quanto na escolha de gestores profissionais para terceirização da gestão.

    O Autor espera que os temas educacionais do blog possam ajudar no desenvolvimento e no entendimento das nuances do mercado de ações, mas reitera que a responsabilidade pela decisão de investimento é sempre do próprio investidor.

    Sejam bem vindos!

  • Paulo Portinho

    PAULO PORTINHO, engenheiro com mestrado em administração de empresas pela PUC-Rio, é autor do Manual Técnico sobre o Método INI de Investimento em Ações, do livro "O Mercado de Ações em 25 Episódios" e do livro "Quanto Custa Ficar Rico?", os dois últimos pela editora Campus Elsevier.

    Paulo atuou como professor na Pós-graduação de Gestão Social da Universidade Castelo Branco e na Pós-graduação oferecida pela ANBIMA de Capacitação para o Mercado Financeiro.

    Atuou como professor da área de finanças e marketing na Universidade Castelo Branco e no curso de formação de agentes autônomos do SINDICOR.

    Como executivo do Instituto Nacional de Investidores - INI (www.ini.org.br) entre 2003 e 2012, ministrou mais de 500 palestras e cursos sobre o mercado de ações, sendo responsável pelo desenvolvimento do curso sobre o Método INI de Investimento em Ações, conteúdo que havia chegado a mais de 15.000 investidores em todo o país, até o ano de 2012.

    Representou o INI nas reuniões conjuntas de conselho da Federação Mundial de Investidores (www.wfic.org) e da Euroshareholders (www.euroshareholders.org), organizações que congregam quase 1 milhão de investidores em 22 países.

    Atuou como articulista do Informativo do INI, do Blog do INI, da revista Razão de Investir, da revista Investmais, do Jornal Corporativo e do site acionista.com.br. Foi fonte regular para assuntos de educação financeira de veículos como Conta Corrente (Globo News), Infomoney, Programa Sem Censura, Folha de São Paulo, Jornal O Globo, entre outros.

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