Referendo na Grécia? Enfim uma atitude que combate causas, não sintomas.

Posted on 03/11/2011. Filed under: Finanças |

Bom… estou escrevendo este post às 13:35h, horário brasileiro de verão, do dia 03 de novembro de 2011.

Há apenas alguns minutos o título do post estava valendo, agora já não vale mais. Quer dizer, vale, mas o tal referendo deve ir por água abaixo. O Primeiro Ministro não segurou o rojão. Vejam a informação AQUI.

O referendo do ponto de vista político

Bom, ele, ao que tudo indica, não existe mais, porém afirmei na chamada que o referendo seria uma “resposta às causas” e não aos sintomas. Por quê?

Não é de hoje que a idéia da moeda única na Europa não me parece duradoura ou consensual. Quando estive na França e na Itália em 2007, ainda se lia nas notas fiscais o preço em Euro e em Lira e Franco. Em outro momento, disseram-me que as pessoas pagavam mais por cédulas emitidas na Alemanha. Isso mesmo, o Euro emitido na Alemanha valia mais que o Euro emitido na Itália, por exemplo.

Voltando à Grécia, o Primeiro Ministro, ao sugerir o Referendo, estava tomando uma decisão política acertada. Ele representa uma nação soberana, por mais endividada que esteja. Seria uma atitude esquizofrênica julgar que pode tomar decisões avassaladoras para a população de dentro de uma sala confortável com representantes da Alemanha e França, sem impacto nas ruas.

Hoje o presidente da Itália disse que mexer nas aposentadorias iria causar uma “revolução” no país. Não duvido. Por mais que a moeda seja única, os países e os povos não o são.

Sair ou não sair do Euro?

Após a indicação do referendo, Alemães e Franceses logo disseram que se tratava de uma decisão de continuar ou não na Zona do Euro.

Foi uma jogada perigosa. A saída da Grécia levaria a UE a caminhos obscuros, impensáveis, talvez incontroláveis. Não lembro de algum episódio semelhante na história econômica mundial. Um país inteiro ter que recuperar sua estrutura monetária.

Quanto tempo levaria? E as dívidas em Euro?

A Grécia, mesmo que continue e siga o receituário proposto, ficará muitos anos, em situação difícil, sem qualquer liberdade fiscal (a monetária já não existe), sem instrumentos que lhe permitam voltar a crescer economicamente.

Se sair, também passará muitos anos em dificuldades. Mas terá de volta instrumentos econômicos que poderiam trazer crescimento. Teria de volta a política monetária.

A Argentina decretou default há 10 anos e, por força de OUTRA política monetária equivocada, retomou o crescimento. Infelizmente os argentinos não sabem beber pouco remédio. Bebem até que o remédio traga outra doença.

Seria impensável, inaceitável que a Grécia saísse do Euro e, em alguns anos, estivesse em situação muito melhor do que quando fazia parte da união monetária.

É possível?

Tudo é. Talvez seja mais provável que saia ainda mais rápido do buraco do que se seguir o receituário da UE. Afinal, se nós brasileiros pudermos ir a Atenas, pagando em Dracmas, por 1/3 do preço que gastamos em Pernambuco, Floripa ou Rio de Janeiro… seria uma festa! Basta ver o que o dólar barato tem feito com Nova Iorque. Na semana do Thanksgiving é mais fácil achar um brasileiro nas lojas do que cidadãos de todas as outras nacionalidades somadas. Inclusive norte-americanos! Não riam. Não é brincadeira.

Seria um péssimo exemplo, não é? Imagine se os outro países endividados começassem a ver esse caminho como uma solução?

Well, well, well…

Tratamento dos sintomas e diagnóstico

O que se vê na Grécia, Itália, Portugal e Espanha são sintomas de um mesmo diagnóstico: Síndrome da Moeda única.

A Europa, apesar da proximidade entre as nações, é um continente divididíssimo. A antiga Iugoslávia abrigava povos que nem tinham o mesmo alfabeto. Deu no que deu.

Para ter uma boa noção da divisão cultural, moral, religiosa, bélica, política e étnica que se verifica na Europa sugiro a leitora do livro “Pós Guerra – Uma História da Europa desde 1945” de Tony Judt. Sem qualquer devaneio ou julgamento de valor o autor nos leva a entender que a Europa é, e sempre foi, um continente dividido.

Mas agora está junto, com o Euro.

A tarefa do Euro é Hercúlea. Aliás, nem Hércules daria conta. Criar um mecanismo econômico de controle e planejamento centrais é tipicamente “nadar fortemente contra a maré”. É uma atitude absolutamente anti-sistêmica, anti-natural. Para dar certo, infelizmente, só com severas restrições, que é o que se tenta impor agora, tardiamente, à Grécia, Itália, Portugal etc…

Como em todo regime de planejamento central, só o dirigismo, a coerção e, eventualmente, a violência (nesse caso, não física) conseguem domar o organismo econômico não-natural.

O problema não é a Grécia, Portugal, Espanha, Irlanda e Itália. É o Euro e o dirigismo econômico do século XXI. Pode durar, sem dúvida, mas para ser “natural” e fluir sem a necessidade de coerção, há que unir o que nunca foi unido.

Por isso disse que o referendo atacava as causas da Síndrome da Moeda Única e não os sintomas. Todo o resto é tratar sintomas e esperar que a parte do organismo em evidente putrefação, retome o tom róseo da saúde financeira.

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7 Respostas to “Referendo na Grécia? Enfim uma atitude que combate causas, não sintomas.”

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Não vejo como dar certo uma união monetária de países com produtividade totalmente diferente, a não ser que nunca fabriquem as mesmas coisas.
Ex: no ano xxxx, alemanha, portugal, espanha e grécia começam a fabricar e vender bicicletas pelo mesmo valor. No ano seguinte a bicicleta alemã, como houve um aumento de produtividade da bicicleta alemão, ele custará 5% a menos, mas as outras não. Dali a 5 anos, só a alemanha conseguirá vender bicicletas. Quando são moedas diferentes, a desvalorização compensa essas diferenças, mas com moeda única, a explosão é apenas questão de tempo.

[…] Referendo na Grécia? Enfim uma atitude que combate causas, não sintomas. […]

Bom dia, Portinho. Há algum tempo comprei seu livro: “O Mercado de Ações em 25 Capítulos”, mas só agora vi o Blog.
A propósito de crises e outros solavancos na economia mundial, queria te perguntar sobre uma reportagem de Exame dizendo que “bolsa não é para pessoas físicas”.
Seu livro é interessante e me parece a única forma sensata para “amadores” investirem (e sobreviverem) no mercado de ações.
Na prática, há uma “contabilidade” de “pessoas físicas” que tiveram sucesso na BOVESPA com o método INI, ou seja, qual o percentual de “Arnaldos” na vida real?
Por fim, seria este método a única forma de “amadores” sobreviverem (com sucesso) na bolsa? Quero montar uma carteira de longo prazo (com Petr4, Vale5, Cmig4 e Bbdc4).
O que acha de tudo isso? Existem especialistas que acham que a bolsa ainda retornará aos 30 mil pontos para subir aos 200.000 até 2015 (Ricardo Amorim), outros pensam que os próximos 10 anos serão minguados devido à recuperação da crise mundial.
Sei que o método INI contempla isso, mas gostaria de seu comentário “pessoal”.
Obrigado e parabéns pela forma esclarecedora com que aborda a bolsa de valores!

Oi Celebrini,
Agradeço pelas palavras generosas.
Vou tentar responder a todas as questões a seguir.
O Brasil é um país atípico, pois tem oferecido taxas de juros elevadíssimas, muito maiores do que o crescimento econômico do país, nos últimos 1.000 anos. Isso é um dos motivos do nosso desenvolvimento atrasado, pois não estimula o risco e o empreendedorismo.
Fora do Brasil, não há qualquer dúvida de que a Bolsa é a única opção para crescimento patrimonial acelerado. Renda fixa é proteção, como deveria ser aqui também.
Quantos Arnaldos? Todos. 100% das pessoas que fizeram isso em bolsa nos últimos 20 anos está rica, como nunca pensou antes. O problema é que esses 100% não passa de um punhado de milhares.
Por que digo 100%? Porque o crescimento da maioria das boas empresas brasileiras, nos últimos 20 anos, foi assustadoramente elevado.
O Método proposto no livro é amplamente utilizado no mundo. Para poupadores (investidores) é um caminho muito adequado para investir em bolsa. Para especuladores, é inadequado, bem chato até.
Com relação que diz Ricardo Amorim, não vejo impossibilidade. Pelo Método INI, chegar aos 200.000 pontos seria possível se os lucros das empresas brasileiras crescesse 100% a 125% até 2015 e se o mercado se estabilizar em múltiplos racionais.
Chegar a 30.000, também é possível, mas muito improvável. O 29.000 de 2008 equivale, hoje, a algo entre 42.000 e 48.000, pois os lucros subiram muito. Só pânico generalizado poderia levar a isso.
Quanto ao método INI, em meu livro abordei apenas a parte comportamental. A parte Técnica, que estou escrevendo agora, ajuda você a selecionar empresas para sua carteira de longo prazo com um método utilizado há mais de 60 anos nos EUA e no mundo.
Vale a pena ler. Entre no site do INI http://www.ini.org.br e baixe os livros, gratuitamente, na área de download para conhecer o método.
Abraço e seja bem vindo.

Acompanho todos os especialistas, mas sua “didática” é própria e interessante, por isso, suas publicações e livros, para mim, são leitura obrigatória.
Mais uma vez, Obrigado.

Sou Francês e atônico de ler seu comentario sobre a crise na zona Euro…não tenho o que dizer porque sua visão esta tão oposta à realidade europeia que não saberia por que lado começar …..a ideia segundo a qual os povos da europa não tem ligações entre eles é jogar na lixeira da historia o fato que os povos tem origens comuns que são basicamente a romana e a germanica que se juntam na origem da França.Só para fazer um pouco de historia , o reino Franco foi a herança de um dos filhos de Carlos Magno e portanto tem origine mais germanica do que romana .Ao extender seu teritorio para o sul encontrou o antigo teritorio galo romano e se aculturou com esta criando a França atual.Portanto comparar a atual Zona Euro á antiga yugoslavia é pelo menos inveridicto.A zona Euro é composta na sua esmagadora maioria por paises que tem tudo a ver com mais de 1000 anos de vida em comum …tumultuosa de vezes em quando eu convenho .O fato é que hoje a união/integração entre a França e a Alemanha , que começou ainda com De Gaule e Adenauer no fim dos anos 50 , esta por demais adiantada para acreditar um só momento que possa voltar atrás .E o que vimos nos ultimos dias é a confirmação desta situação .As duas nações enviaram um sinal muito , mas muito forte aos outros paises das zona euro , e atraves deles ao mundo inteiro : “não tocam no Euro , que nós estamos dispostos a tudo para defender “. Paises podem sair da zona Euro…tudo pode acontecer , mas o Euro deixar de existir não representa uma possibilidade para estes dois estados em fase adiantada de integração fisica .E o federalismo da Alemanha com a França se concretizando daqui alguns poucos anos ( 2013 segundo o Sarkhozi…um pouco ótimista a meu ver ! ) , ninguem pode duvidar que a Belgica , o Luxembourg , a Holanda , a Austria ao Norte e a Espagna , a Italia e o Portugal , ao sul , não vão querer ficar longe deste nucleo duro….portanto dizer que o Euro não tem futuro é negar o avanço da historia .
A reação do povo Grego neste sentido é uma lição : ao ser ameaçados de ser saidos da Europa , os politicos gregos e o povo Grego calou se e se alinharam sobre Bruxela …..
O Euro esta tendo um construção dificile e é normal .Mas a cada crise o Euro se fortalece e agora não é diferente ….
Enfim …ultimo comentario….em 2007 ainda tinha os preços nas duas moedas …era a fase de transição …faz tempo que acabou e hoje a unica moeda aceita e reconhecida em toda a zona Euro é o Euro …e os preços estão só afixados em euros .Quanto ao preço diferente na Alemanha e Italia …me desculpe …não vou comentar …..como se o Real tinha o mesmo valor no Piaui e em SP …..
A solução para a consegração do Euro seria criar um Tesouro da Zona Euro , com uma receita atravês de um imposto comum a todos os paises .Seria a etapa final da federalisação Já esta sendo comentado nos meios politicos e na realidade é a unica saida verdadeira para assentar definitivamente o Euro .De fato ao criar esta nova antidade juridica , seria criada uma antidade limpa , capaz de levantar financiamentos sem carregar o ônus dos problemas financeiros de cada pais.Ao levantar estes financiamentos , a zona Euro teria condição de investir para relançar a atividade e portanto aumentar as arrecadações em cada pais …mas ainda tem chão ate la …

Oi Roger,
Você é sempre muito bem vindo. Sua contraposição ao meu texto foi polida e inteligente. E mais importante, trouxe a visão de um cidadão europeu, o que enriquece ainda mais o debate.
A idéia de que os povos europeus são muito diferentes em muitos aspectos (religião, conceito de moral, comportamento, tendência à poupança etc.) não é minha. No livro Pós Guerra, um tremendo best seller, Tony Judt reconstrói com clareza a história da Europa de 1945 até os dias de hoje.
A despeito das origens étnicas o que fica bem claro, ao menos para mim, é que a história e a relação entre os povos, os afastou sob muitos aspectos.
Quanto à união entre França e Alemanha, parece-me principalmente movida por interesses econômicos e financeiros. A Alemanha tem superávit comercial superior ao da China. A menor taxa de desemprego dos últimos 20-25 anos. O Euro foi fantástico para a Alemanha. Se estivesse sozinha, o Marco valeria mais do que a Libra comprometendo e muito o desenvolvimento da Alemanha.
Já outros países da Zona não conseguem, e não conseguirão, usufruir a mesma prosperidade.
Quanto à reação da Grécia e, futuramente, Portugal e Espanha, é bastante razoável que os povos se sintam invadidos em sua soberania. Disso nós brasileiros podemos falar, pois foi nossa realidade por 40 anos. Imposições de nações ricas, corretas até, porém ultra-invasivas.
Os povos só aceitarão o Euro se a prosperidade for, realmente, distribuída. E, infelizmente, isso não é possível só por voluntarismo. Só é possível por: produtividade, trabalho, poupança, rigor fiscal e outros atributos que, por mais que se tente, não é possível exigir de quem nunca foi assim. Não consigo ver o povo grego trabalhando como o alemão. Aliás, se eu fosse grego não trabalharia como o Alemão, pois não é necessário para viver bem naquele país.
Meu conhecimento sobre a Europa é muito menor do que o seu. Mas estive em 5 ou 6 ocasiões com delegações de muitos países em encontros da Federação Mundial de Investidores e da Euroshareholders.
Minha percepção é de que suecos, dinamarqueses, holandeses, franceses, ingleses, escoceses, islandeses, lituanos, montenegrinos, croatas, eslovenos, portugueses, espanhóis, italianos, finlandeses, alemães (acho que foram todas as nacionalidades com que convivi nesses últimos 6 anos), são muito diferentes. Comportam-se de forma muito diferente, têm valores, às vezes, diametralmente opostos.
Por fim, não quis comparar a Zona do Euro à Iugoslávia. Apesar de que a Grécia também tem um alfabeto diferente, mas foi coincidência. Só quis mostrar como povos que moram a 100km de distância, podem ser tão diferentes.
Aquela questão de respeitar mais o dinheiro impresso na Alemanha, quem me disse foi um superintendente da Euronext em Portugal. Não vi, apenas acreditei.
Last… Não disse que o Euro vai acabar, só disse que ele não é um movimento econômico natural. Movimentos antinaturais podem ser forçados por décadas que acabarão tornando-se naturais.
O Euro, ao que me parece, é fruto das idéias de Governança Global. E, em minha opinião, a Governança Global é um movimento não natural. Não significa que seja bom ou ruim, porém será forçado, pois é contra a natureza do relacionamento humano.
É claro, em minha opinião.
E suas opiniões são ultra bem vindas por aqui. Mesmo que discorde de mim, por favor não suma!


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  • Disclaimer

    Este blog é um ambiente privado para expor opiniões, estudos, reflexões e comentários sobre assuntos ligados a finanças, bolsa de valores, economia, política, música, humor e outros temas.

    Seus objetivos são educacionais ou recreativos, não configurando sob nenhuma hipótese recomendação de investimento.

    O investidor consciente deve tomar decisões com base em suas próprias crenças e premissas. Tudo que lê ou ouve pode ser levado em consideração, mas a decisão de investimento é sempre pessoal. Tanto na escolha de ações para carteira própria, quanto na escolha de gestores profissionais para terceirização da gestão.

    O Autor espera que os temas educacionais do blog possam ajudar no desenvolvimento e no entendimento das nuances do mercado de ações, mas reitera que a responsabilidade pela decisão de investimento é sempre do próprio investidor.

    Sejam bem vindos!

  • Paulo Portinho

    PAULO PORTINHO, engenheiro com mestrado em administração de empresas pela PUC-Rio, é autor do Manual Técnico sobre o Método INI de Investimento em Ações, do livro "O Mercado de Ações em 25 Episódios" e do livro "Quanto Custa Ficar Rico?", os dois últimos pela editora Campus Elsevier.

    Paulo atuou como professor na Pós-graduação de Gestão Social da Universidade Castelo Branco e na Pós-graduação oferecida pela ANBIMA de Capacitação para o Mercado Financeiro.

    Atuou como professor da área de finanças e marketing na Universidade Castelo Branco e no curso de formação de agentes autônomos do SINDICOR.

    Como executivo do Instituto Nacional de Investidores - INI (www.ini.org.br) entre 2003 e 2012, ministrou mais de 500 palestras e cursos sobre o mercado de ações, sendo responsável pelo desenvolvimento do curso sobre o Método INI de Investimento em Ações, conteúdo que havia chegado a mais de 15.000 investidores em todo o país, até o ano de 2012.

    Representou o INI nas reuniões conjuntas de conselho da Federação Mundial de Investidores (www.wfic.org) e da Euroshareholders (www.euroshareholders.org), organizações que congregam quase 1 milhão de investidores em 22 países.

    Atuou como articulista do Informativo do INI, do Blog do INI, da revista Razão de Investir, da revista Investmais, do Jornal Corporativo e do site acionista.com.br. Foi fonte regular para assuntos de educação financeira de veículos como Conta Corrente (Globo News), Infomoney, Programa Sem Censura, Folha de São Paulo, Jornal O Globo, entre outros.

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