Parte 5: Opções – Financiamento de Carteira com Strikes Longos – A pedidos!

Posted on 08/04/2011. Filed under: Finanças |

A pedidos…

Adaptei a planilha sobre a VALE para testar lançamentos cobertos com strikes bem mais altos do que o preço de mercado, na hora do lançamento.

Na realidade, deixei a planilha automática, quem quiser testar em outros patamares poderá fazê-lo trocando apenas os parâmetros de interesse.

Antes, alguns ajustes conceituais…

Patrimônio x liquidez

Uma coisa que talvez não tenha ficado clara no estudo anterior é que o financiamento com strike próximo pode destruir o patrimônio, mas vai garantir elevados yields mês-a-mês por muitos anos.

A estratégia pode ser adequada para um investidor que queira viver de sua carteira, com o máximo de renda mensal possível.

Tipo alguém que não quer deixar nada para os filhos (rsrsrs)…

Nas finanças pessoais há o período de semeadura e de colheita. Durante a semeadura o investidor deve se esforçar ao máximo para buscar crescimento PATRIMONIAL, sem se preocupar tanto com o yield.

Já no período de colheita, para muitos a aposentadoria, o investidor deve desenvolver talentos para extrair o máximo de retorno em dinheiro de seu patrimônio.

Trato disso amplamente no livro “Quanto Custa Ficar Rico?“.

Repetindo… o estudo anterior mostra uma gestão destruidora de patrimônio, mas de elevado yield.

Considerações sobre recompra de ações

No estudo anterior a simulação levava em conta que o investidor comprava mais ações TODO mês, com os ganhos que tinha no lançamento coberto.

Isso não é natural para quem busca rentabilidade mensal para compor a renda. Mas foi absolutamente necessário ao estudo, pois se não simulasse isso, não poderia comparar com o buy-and-hold nem com a renda fixa (onde também não se tirou dinheiro algum).

Se o investidor tivesse gastado o dinheiro sua perda patrimonial seria imensamente maior. Aliás, ou ele manteria o número de ações (se não fosse exercido) ou compraria menos (se fosse).

Portanto, para o próximo estudo, mantive a recompra de ações, para fins de comparação de ganho ou perda patrimonial.

Considerações sobre o exercício

Quase todos os que comentaram, seja no blog, seja por e-mail, disseram que não permitem o exercício. Caso a ação tenha disparado, ele compra opções iguais para evitar o exercício e lança para o mês seguinte.

Talvez não seja claro do ponto de vista matemático, mas para o estudo, ser exercido ou comprar opções para evitar o exercício são estratégias indiferentes.

Não têm distinção do ponto de vista patrimonial. Isso porque não estou deduzindo o IR do ganho de capitais sobre a venda das ações no exercício.

Portanto, no estudo, não faz diferença, em termos de fluxo de caixa e em termos patrimoniais, ser exercido e recomprar as ações OU comprar opções para evitar o exercício.

É fácil de compreender.

Imagine lançar VALE a R$ 48,00 de preço atual, com strike R$ 52,00. Se a ação chegar, a R$ 52,00 e o investidor comprar opções, terá que colocar alguns reais de dinheiro novo (R$ 4,00 menos o prêmio da venda) para evitar o exercício.

Se for exercido e recomprar ações, terá menos ações, mas não terá colocado nenhum dinheiro novo.

Do ponto de vista de fluxo, não faz diferença se comprou menos ações ou colocou dinheiro novo para manter o número de ações.

É importante que isso fique claro, pois no estudo que fiz com strikes longos, continuo assumindo que o investidor, algumas vezes, é exercido.

Pode ser horrível perder as ações. Pode ser caro, dependendo do IR a pagar. Mas como no estudo não trato de IR sobre venda de ações, é indiferente evitar o exercício ou ser exercido e recomprar ações.

Matematicamente falando.

Os Resultados do estudo seguem no próximo post….

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2 Respostas to “Parte 5: Opções – Financiamento de Carteira com Strikes Longos – A pedidos!”

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otimo texto…parabesn pelo blog…

[…] de Carteira, um estudo ASSUSTADOR! Opções – Conceituando Financiamento e strikes “longos” Parte 5: Opções – Financiamento de Carteira com Strikes Longos – A pedidos! Parte 6: Financiamento de carteira com Strikes Longos Parte 7: Financiamento de carteira com […]


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    O investidor consciente deve tomar decisões com base em suas próprias crenças e premissas. Tudo que lê ou ouve pode ser levado em consideração, mas a decisão de investimento é sempre pessoal. Tanto na escolha de ações para carteira própria, quanto na escolha de gestores profissionais para terceirização da gestão.

    O Autor espera que os temas educacionais do blog possam ajudar no desenvolvimento e no entendimento das nuances do mercado de ações, mas reitera que a responsabilidade pela decisão de investimento é sempre do próprio investidor.

    Sejam bem vindos!

  • Paulo Portinho

    PAULO PORTINHO, engenheiro com mestrado em administração de empresas pela PUC-Rio, é autor do Manual Técnico sobre o Método INI de Investimento em Ações, do livro "O Mercado de Ações em 25 Episódios" e do livro "Quanto Custa Ficar Rico?", os dois últimos pela editora Campus Elsevier.

    Paulo atuou como professor na Pós-graduação de Gestão Social da Universidade Castelo Branco e na Pós-graduação oferecida pela ANBIMA de Capacitação para o Mercado Financeiro.

    Atuou como professor da área de finanças e marketing na Universidade Castelo Branco e no curso de formação de agentes autônomos do SINDICOR.

    Como executivo do Instituto Nacional de Investidores - INI (www.ini.org.br) entre 2003 e 2012, ministrou mais de 500 palestras e cursos sobre o mercado de ações, sendo responsável pelo desenvolvimento do curso sobre o Método INI de Investimento em Ações, conteúdo que havia chegado a mais de 15.000 investidores em todo o país, até o ano de 2012.

    Representou o INI nas reuniões conjuntas de conselho da Federação Mundial de Investidores (www.wfic.org) e da Euroshareholders (www.euroshareholders.org), organizações que congregam quase 1 milhão de investidores em 22 países.

    Atuou como articulista do Informativo do INI, do Blog do INI, da revista Razão de Investir, da revista Investmais, do Jornal Corporativo e do site acionista.com.br. Foi fonte regular para assuntos de educação financeira de veículos como Conta Corrente (Globo News), Infomoney, Programa Sem Censura, Folha de São Paulo, Jornal O Globo, entre outros.

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