Opções – Conceituando Financiamento e strikes “longos”

Posted on 08/04/2011. Filed under: Finanças |

Caros leitores,

Pela quantidade de colocações pertinentes e inteligentes a respeito dos posts sobre opções, vejo que, realmente, o blog é lido pela fina flor do investimento em ações.

Já consegui adaptar o estudo para strikes superiores, quando os ganhos são menores, mas a probabilidade de exercício também. Vou postar ainda hoje.

Mas antes, vale uma colocação sobre o conceito de financiamento.

Financiamento de carteira

Apesar de não existir literatura que DEFINA precisamente o que seja o financiamento de carteira com lançamento coberto de opções, é muito comum que os profissionais e especialistas que difundem essa estratégia tenham foco em remunerar uma carteira de DINHEIRO e não de AÇÕES.

A atitude que a maioria dos leitores relatou é diferente da que foi abordada no estudo.

Muitos disseram fazer lançamentos com strikes longos, ganhando menos do que o CDI e evitando, através da compra de opções, o exercício (caso a ação dispare).

Essa estratégia busca uma rentabilidade extra, algo como 0,2% – 0,3% líquidos todo mês, sem expor a carteira a risco excessivo.

O financiamento propriamente dito, e propagado aos quatro ventos, consegue 400% do CDI em grana na mão, mas o financiador não pode ter apego aos papéis. Ele não está trabalhando “papel”, mas sim “dinheiro”.

Mesmo no caso relatado com a VALE, onde o sujeito perderia 73% de sua carteira de ações, AINDA ASSIM, mesmo 6 anos depois, ele conseguiria quase o dobro do CDI em dinheiro na mão.

Só para lembrar, ele terminaria o período de 6 anos com R$ 1.076.624 na carteira para financiamento OU terminaria com R$ 2.377.367 em renda fixa.

Com as rentabilidades líquidas sugeridas (3% para financiamento e 0,74% para CDI) ele receberia, em dinheiro, R$ 32.298 do financiamento e R$ 17.632 da renda fixa.

Em resumo, durante 6 anos ele recebeu muito mais dinheiro na mão, fazendo financiamento, do que com a renda fixa.

Do ponto de vista patrimonial foi um desastre, mas do ponto de vista de remuneração, manteve-se muito superior a qualquer opção de renda fixa.

O que o estudo mostrou é que essa técnica de lançar opções “no preço” é arriscadíssima e potencialmente destruidora de patrimônio.

Talento, experiência e feeling

Como dito no início da série sobre Financiamento, é impossível fazer um estudo genérico com base em parâmetros não objetivos como o talento, a experiência e o feeling dos investidores.

Até é possível fazer um estudo de caso, com um ou alguns investidores bem sucedidos e buscar extrair os motivos de seu sucesso na bolsa. Mas é outra abordagem do método científico.

Lançamentos com strikes “longos”

Não será possível trabalhar a subjetividade, mas consegui adaptar a planilha, deixando-a, inclusive, automática, para testar os strikes longos.

Vou tentar também, a partir dos dados do passado, indicar o nível mínimo de rentabilidade líquida para cada percentual de diferença entre o preço de lançamento e o strike.

Em breve…

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  • Disclaimer

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    Seus objetivos são educacionais ou recreativos, não configurando sob nenhuma hipótese recomendação de investimento.

    O investidor consciente deve tomar decisões com base em suas próprias crenças e premissas. Tudo que lê ou ouve pode ser levado em consideração, mas a decisão de investimento é sempre pessoal. Tanto na escolha de ações para carteira própria, quanto na escolha de gestores profissionais para terceirização da gestão.

    O Autor espera que os temas educacionais do blog possam ajudar no desenvolvimento e no entendimento das nuances do mercado de ações, mas reitera que a responsabilidade pela decisão de investimento é sempre do próprio investidor.

    Sejam bem vindos!

  • Paulo Portinho

    PAULO PORTINHO, engenheiro com mestrado em administração de empresas pela PUC-Rio, é autor do Manual Técnico sobre o Método INI de Investimento em Ações, do livro "O Mercado de Ações em 25 Episódios" e do livro "Quanto Custa Ficar Rico?", os dois últimos pela editora Campus Elsevier.

    Paulo atuou como professor na Pós-graduação de Gestão Social da Universidade Castelo Branco e na Pós-graduação oferecida pela ANBIMA de Capacitação para o Mercado Financeiro.

    Atuou como professor da área de finanças e marketing na Universidade Castelo Branco e no curso de formação de agentes autônomos do SINDICOR.

    Como executivo do Instituto Nacional de Investidores - INI (www.ini.org.br) entre 2003 e 2012, ministrou mais de 500 palestras e cursos sobre o mercado de ações, sendo responsável pelo desenvolvimento do curso sobre o Método INI de Investimento em Ações, conteúdo que havia chegado a mais de 15.000 investidores em todo o país, até o ano de 2012.

    Representou o INI nas reuniões conjuntas de conselho da Federação Mundial de Investidores (www.wfic.org) e da Euroshareholders (www.euroshareholders.org), organizações que congregam quase 1 milhão de investidores em 22 países.

    Atuou como articulista do Informativo do INI, do Blog do INI, da revista Razão de Investir, da revista Investmais, do Jornal Corporativo e do site acionista.com.br. Foi fonte regular para assuntos de educação financeira de veículos como Conta Corrente (Globo News), Infomoney, Programa Sem Censura, Folha de São Paulo, Jornal O Globo, entre outros.

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