Parte 4: Opções – Lançamento Coberto para Financiamento de Carteira, um estudo ASSUSTADOR!

Posted on 07/04/2011. Filed under: Finanças |

Enfim, os resultados!

Para os que gostem de acompanhar o estudo tendo em mãos as planilhas originais em Excel, seguem os links:

Estudo de financiamento de carteira para VALE5

Estudo de financiamento de carteira para PETR4

Período de 2005 a 2010

VALE5

As seguintes premissas foram adotadas:

  • O Investidor partiu de um patrimônio de R$ 1.340.000 aplicado em uma carteira de 20.000 ações PN da VALE, cotadas em 14/01/2005 a R$ 67,00.
  • Estima-se que, em média, ele obteve um rendimento líquido de 3% a cada operação de lançamento coberto.
  • Compara-se com a estratégia buy and hold e com o rendimento líquido do DI, descontando 20% de IR.

Resultados:

Pode até parecer incrível, mas para quem obteve uma rentabilidade líquida (já pagando o IR) de 3% ao mês, regularmente durante 71 meses de financiamento houve uma PERDA patrimonial de quase 20% em relação ao valor que tinha inicialmente.

Para quem manteve as ações o ganho patrimonial foi de 197,67% e para quem aplicou na taxa líquida do DI, 77,42%.

Nos 71 períodos de financiamento, houve exercício em 45 meses e não houve exercício em 26 meses.

Para que o financiamento, em termos patrimoniais, equivalesse ao resultado do buy and hold, a rentabilidade bruta teria que ter atingido, em média, 5,71% ao mês.

Para que o financiamento, em termos patrimoniais, equivalesse ao resultado da renda fixa, a rentabilidade bruta teria que ter atingido, em média, 4,85% ao mês.

Obs: O IR não foi descontado da estratégia buy and hold, pois, como ensinado no livro “O Mercado de Ações em 25 Episódios” o investidor de longo prazo consegue evitar acúmulo no “estoque” de imposto a pagar com algumas ações bem simples.

PETR4

O investidor deve estar imaginando que o caso da VALE, que teve uma valorização expressiva no período, teria prejudicado o financiador. Mas mesmo para a Petrobras, que teve uma rentabilidade menor e apresentou queda em alguns anos, principalmente em 2010, o financiamento também foi muito ruim, do ponto de vista patrimonial.

As seguintes premissas foram adotadas:

  • O Investidor partiu de um patrimônio de R$ 1.339.984 aplicado em uma carteira de 14.240 ações PN da Petrobras, cotadas em 14/01/2005 a R$ 94,10.
  • Estima-se que, em média, ele obteve um rendimento líquido de 3% a cada operação de lançamento coberto.
  • Compara-se com a estratégia buy and hold e com o rendimento líquido do DI, descontando 20% de IR.

Resultados:

Perceba que há mais equilíbrio entre o número de meses onde houve exercício (39) e o número de meses em que não houve (32). Mesmo assim, o resultado do financiamento no longo prazo para a Petrobras é significativamente pior do que para a VALE.

Enquanto o financiador perdeu quase 20% de seu patrimônio com a VALE5, teria perdido 40% se tivesse utilizado a PETR4 em suas operações.

Mas as ações foram bem no período. Para quem manteve as ações o ganho patrimonial foi de 120,53% e para quem aplicou na taxa líquida do DI, 77,42%.

Para que o financiamento, em termos patrimoniais equivalesse ao resultado do buy and hold, a rentabilidade bruta teria que ter atingido, em média, 5,69% ao mês.

Para que o financiamento, em termos patrimoniais equivalesse ao resultado da renda fixa, a rentabilidade bruta teria que ter atingido, em média, 5,33% ao mês.

Resultados ano a ano

Nas planilhas disponibilizadas no início deste artigo há investigações ano a ano para as duas empresas.

Por praticidade não vou repetir o modelo de análise feito para o período de 2005 a 2010, mas apenas indicar os principais resultados em cada ano.

VALE5

  • O PIOR ano para o financiamento, em comparação com o buy-and-hold foi o de 2007, onde teria sido necessária uma rentabilidade bruta de 9,05% ao mês para igualar os resultados das estratégias.
  • O PIOR ano para o financiamento, em comparação com a renda fixa foi o de 2008, onde teria sido necessária uma rentabilidade bruta de 11,24% ao mês para igualar os resultados das estratégias.
  • O MELHOR ano para o financiamento, em comparação com o buy-and-hold foi o de 2008, onde teria sido necessária uma rentabilidade bruta de 3,92% ao mês para igualar os resultados das estratégias.
  • O MELHOR ano para o financiamento, em comparação com a renda fixa foi o de 2009, onde teria sido necessária uma rentabilidade bruta de 1,69% ao mês para igualar os resultados das estratégias.
  • Apenas em 2008 houve menos períodos com exercício (5) do que sem exercício (6).
  • Em 2007 e 2009 houve a maior defasagem entre períodos com exercício (8) e períodos sem exercício (3).

Vale lembrar que há um item que poderia piorar ainda mais a estratégia de financiamento. Nos exercícios, o valor vendido foi sempre superior a R$ 20.000 de forma que, havendo ganho de capital, o investidor deveria recolher 15% de IR também nesses casos.

Esse teste não foi feito, pois os resultados já estavam eloqüentemente ruins.

PETR4

  • O PIOR ano para o financiamento, em comparação com o buy-and-hold foi o de 2007, onde teria sido necessária uma rentabilidade bruta de 9,85% ao mês para igualar os resultados das estratégias.
  • O PIOR ano para o financiamento, em comparação com a renda fixa foi o de 2008, onde teria sido necessária uma rentabilidade bruta de 11,91% ao mês para igualar os resultados das estratégias.
  • O MELHOR ano para o financiamento, em comparação com o buy-and-hold foi o de 2010, onde teria sido necessária uma rentabilidade bruta de 1,34% ao mês para igualar os resultados das estratégias.
  • O MELHOR ano para o financiamento, em comparação com a renda fixa foi o de 2009, onde teria sido necessária uma rentabilidade bruta de 1,41% ao mês para igualar os resultados das estratégias.
  • Em 2008 houve menos períodos com exercício (5) do que sem exercício (6), assim como em 2010, onde também houve menos períodos com exercício (3) do que sem exercício (8).
  • Em 2009 houve a maior defasagem entre períodos com exercício (9) e períodos sem exercício (2).

Conclusões

Os testes exigiram uma rentabilidade bruta em torno de 5% ao mês, consistentemente, para ambas as empresas. Isso já indica uma meta ambiciosa, provavelmente impraticável no longo prazo.

Mas o pior não é a necessidade de rentabilidades expressivas. O pior é a destruição de patrimônio MESMO com rentabilidades mensais elevados (3% líquidos de IR).

Já antecipando possíveis críticas ao estudo, respondo:

  • As aproximações metodológicas não devem ter sido relevantes para o resultado do estudo. Isso porque espera-se que o mercado haja de forma racional ao dar preço ao prêmio das opções. Não é razoável esperar que, num só dia a taxa obtida com o financiamento oscile, por exemplo, de 1% a 10%. Isso significaria uma oscilação no prêmio de ordem de 900% num dia. Acontece, mas é raríssimo (talvez nunca visto) com lançamentos próximos do strike.
  • Não há qualquer intenção de lançar um olhar “definitivo” sobre o assunto, pelo contrário, gostaria de estimular outros pesquisadores e investidores a fazerem suas próprias investigações. Este blog está à disposição para publicar trabalhos consistentes que refutem os resultados obtidos. Penso como cientista, não como fundamentalista.
  • Caso haja algum caso REAL de ganhos consistentes com financiamento para períodos de, no mínimo, 12 meses, peço a gentileza ao leitor de me enviar os dados, de forma anônima, para que possa estudar o evento.
  • Caso alguém encontre algum erro de cálculo nas planilhas (são milhares de contas), encaminhe o quanto antes que verifico, ajusto e atualizo o artigo.

Por fim, o estudo foi radicalmente contrário à minha percepção como investidor. Tinha em mente que o financiamento era um estratégia vencedora, ao menos que ganharia amplamente da renda fixa.

O estudo mostrou a mim, de forma inequívoca, que a estratégia de financiamento apresenta um risco patrimonial intolerável para o investidor de longo prazo.

Não refuto evidências científicas. Até que me sejam apresentadas outros estudos, a estratégia de financiamento de carteira com lançamento coberto passou a ser a número 1 em risco patrimonial para o investidor de longo prazo.

Mas que foi uma grande surpresa, foi…

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29 Respostas to “Parte 4: Opções – Lançamento Coberto para Financiamento de Carteira, um estudo ASSUSTADOR!”

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Amigo, primeiro gostaria muito de agradecer de coração um post de alta qualidade e principalmente por ter feito todo o trabalho com base em dados históricos e verdadeiros. Eu estava buscando isto a um bom tempo.
Tenho um estudo de exatos 22 meses da petr4, maio de 2012 a abril 2014, com lançamento de opção bem ITM ( operação de taxa ).

A base deste estudo consiste em proteger o ativo o máximo contra a fortes quedas, cheguei num consenso que 14% de proteção é adequado, neste período o ativo sofre 3 vezes desvalorização mensal abaixo deste índice ( 14% ), ou seja, proteção em 86% dos mêses do período. Pode checar…

Vamos lá..para que esta proteção seja feita tive que lançar a opção 1 ou 2 Strikes abaixo do preço da ação pois o preço do ativo petr variou entre R$ 13,00 e R$19,50). Pode checar.

Obviamente esta estratégia faz com que nas altas do ativo vc limite os ganhos, mas a proteção é garantida ( lembrando 86% dos meses ).

Da mesma forma que você fez tentei tirar a “habilidade/sorte/técnica/etc” do operador no estudo, deixando mecânico a operação da seguinte forma:

1 ) Lançamento no dia subsequente de vencimento da série anterior.
2 ) Prêmio médio por ação = R$ 0,80 ( totalmente plausível – ver histórico em lançamentos com 30 dias antes do vencimento )
3 ) Reaplicação de 50% do valor da taxa liquida ( lucro liquido ), os outros 50% é meu salário. ( desta forma, aumento o número de ativos ao longo do tempo ),
4 ) Considerado 86% vezes que fui exercido + incidência de impostos ( 0,16% ) e IR ( 15% ).
5 ) Capital inicial = R$ 280.000,00
6 ) Não foi adotado stop ( poderia ter sido nas quedas abaixo de 14% ) assim como rolagem no caso das altas fortes.

Resultado:
Valorização média do capital bruto: 2,8 % ao mês
Capital final: R$ 453.864,00

Conclusão final:

Esta estratégia pode dar certo para quem realmente é pessimista ( protege o capital ), desta forma o ganho é certo do prêmio todo mês.

Deve-se reaplicar a máximo do prêmio em novas ações ( no meu caso 50% ), pois acho que aí esta o segredo, juros compostos e crescimento exponencial e não linear.

Ser fiel a estratégia, e ter certeza que o futuro a Deus pertence, ou seja, não usar achismo ou agir por impulso.

Amigo, coloco-me a disposição para lhe enviar o estudo e se vc puder publicar seria muito bom também. meu e-mail é : xxx, caso alguém tenha interesse em discutir o assunto será um prazer.

*Desculpem o tamanho do post*

Abraços…

Oi Keito,
Em outros posts relacionados creio que tenhamos chegado a uma conclusão bem simples, lançamentos cobertos, sem efeitos de sorte, dão certo em ativos inadequados para o buy and hold.
A conclusão é simples: se quer acumular patrimônio, o melhor é acertar nos ativos. E se acertar e, ainda assim, fizer lançamento coberto, será um mal negócio no longo prazo.
Maus ativos no longo prazo são excelentes para lançamento coberto, mas se o objetivo não é esse, é melhor desenvolver outras habilidades.
Veja discussões em outros posts e áreas de comentários.
Quanto ao seu estudo, peço que coloque em um link e divulgue aqui, que publico o link.
Abraço

Na minha opinião como investidor há vários anos (mais de 10), o lançamento coberto para financiamento DÁ resultado considerável, na maioria dos períodos superior a B&H, porém: 1) a montagem tem que levar em conta um estudo gráfico (embora ele não seja fundamental, ajuda muito !) 2) tem que se adotar uma estratégia de Stop da posição, quando o preço do ativo fica abaixo do BEPoint (isto sim é fundamental) , 3) o lançamento tem que ser bem ITM, para ganhos de no máximo 2%, mas com proteção grande. Com perdão da crítica, sua planilha não levou em conta Stops, o que gerou prejuízos nas grandes quedas de 10%, 12%, situação realmente impossível de se reverter com venda coberta.

Prezado Roberto,
Críticas são sempre bem vindas. Aliás, vc perceberá nos comentários dos 11 posts sobre opções que foram muitas!
A maioria de suas colocações (creio que todas) já estã consideradas em outros posts.
Já demonstrei que o Stop ou a rolagem, têm o mesmo efeito “caixa” do que o exercício. Não faz diferença.
Recebi estudos complexos que indicaram ganhos para a Petrobras, mas demonstrei bem claramente que a capitalização da companhia distorcia os números.
Os estudos mostraram, para mim ao menos, que o LC só é útil em ativos ruins, com performance fraca, preferencialmente negativa.
Para ativos bons, aqueles que tem elevação evidente no longo prazo, ele perde significativamente para o B&H, mesmo sem considerar custos.
E o ponto é: se o ativo performar mal, pode ser que o lançamento coberto reduza as perdas, mas o objetivo é justamente o contrário: evitar esses ativos.
É um dilema, se você errar no ativo, o LC pode ajudar a perder menos ou ganhar pouco. Se você acertar no ativo, que é o que realmente interessa, o LC vai atrapalhar bastante.
Por último, sugiro a leitura do post em que trago a evidência da bolsa de derivativos de Chicago. Até eles, os mais interessados em promover o LC, não conseguem demonstrar os ganhos do lançamento coberto.
Vale lembrar que não utilizei nenhuma premissa subjetiva, feeling, sorte ou talento. Essas sofisticações não são modeláveis. É possível que alguém com técnica apurada, sorte e talento possa utilizar o LC e ganhar. Mas isso não é parametrizável, portanto não é testável.
Agradeço a visita e esteja sempre à vontade para criticar os artigos.
[]
Paulo Portinho

[…] um estudo muito interessante, Paulo Portinho – autor do livro “O Mercado de Ações em 25 Episódios” (LEIA […]

Boa tarde. Gostei do artigo, mas o que não entendo é o caso do buy and hold, na Vale por exemplo que foi comprada a 67,00 e nas cotações atuais (no dia 01/11/2012 estava cotada a 37,17) está mais baixa, não seria perda de capital? Nesse caso você considerou os splits no papel para ter obtido esse lucro ao longo do tempo? Se considerou, fez o mesmo nas operações com opções? Obrigado.

Oi Rubens,
Eu postei as planilhas para verificação. Todas as bonis foram consideradas, mas impactaram a quantidade de ações no momento em que foram dadas.
Não há erros conceituais na planilha, todos os pontos foram tratados, se não nesse artigo nos outros diversos que seguem o mesmo tempo.
A leitura global do resultado do estudo seria a seguinte:
– A estratégia de lançamento coberto-LC é DESTRUIDORA de valor, quando se trata de bons ativos (ativos que têm valorização consistente ao longo do tempo).
– Para ativos ruins, que se depreciam ao lnogo do tempo, o LC pode reduzir essa perda.
– Como ninguém quer ficar em um ativo ruim, a idéia global é que o LC não é indicado de forma alguma, pois só funcionaria em ativos INDESEJÁVEIS.
Abraço e seja bem vindo,
Paulo Portinho

[…] Parte 3: Opções – Lançamento Coberto para Financiamento de Carteira, um estudo ASSUSTADOR! Parte 4: Opções – Lançamento Coberto para Financiamento de Carteira, um estudo ASSUSTADOR! Opções – Conceituando Financiamento e strikes “longos” Parte 5: Opções – Financiamento […]

Portinho, muito obrigado por divulgar este estudo. Recentemente andei assisitindo algumas paletras no youtube de uma empresa que vende esta estratégia como sendo infalível! Quase caio no canto da sereia (ou do cachorro?)! Fui salvo por voce. Valeu!

Oi Leo,
Agradeço por suas palavras de incentivo.
Nunca foi minha intenção atrapalhar os negócios de ninguém, para ser sincero até esperava que alguém refutaria esse estudo com algum outro, mostrando que o lançamento coberto dá certo.
O mais perto que chegaram foi enviar o estudo da bolsa de derivativos dos EUA, que mostra um empate com o B&H. O estudo não foi publicado, apenas os resultados. Mas um empate já é uma derrota e tanto para o LC.
Se os mais interessados em LC (a própria bolsa de derivativos) não conseguiram publicar um estudo defendendo seu produto, já é evidência suficiente de que não dá certo.
Meu estudo já demonstrou ser muito ruim a estratégia, mas se eu tivesse colocado o IR (das opções e dos exercícios) e ponderado pelo risco, seria desastroso.
O estudo, até o presente, bastou para que eu não acredite na estratégia. Mas, como bom cientista, fico no aguardo de algum outro estudo que mostre resultados diferentes OU de alguém que identifique alguma falha no que publiquei.
Fiz tudo o que pediram: Testei para valores fora do dinheiro (até 20%), demonstrei ser igual ser exercido ou rolar etc.
Continuo no aguardo!
Abraço

Olá Paulo,

Modifiquei sua tabela pra permitir a ‘escolha’ do strike de forma ‘automática’.
Feito isso, coloquei o stike para 85% do valor atual das ações de forma que a opção fique ITM.
Nessa simulação fui exercido em 67 das 71 vezes.
Para uma opção bastante ITM, (85%) fiz uma pesquisa rápida e notei prêmios de ~17%.

Nesse caso, em 67 das 71 vezes eu teria uma rentabilidade mensal de 2% { (17%) menos a diferença entre o preço e o strike (15%) }
Com essa rentabilidade mensal eu fácilmente bateria o Buy&Hold.

A única coisa que eu vejo que possa estar errada na simulação seriam os valores dos prêmio.
Como você chegou nesses 3% que usou no estudo?
Quanto de prêmio você usaria para strikes 15% abaixo da cotação corrente?

Obrigado e parabéns pelo trabalho.

Caro Evandro,
Os 3% foram apenas um parâmetro. Esse valor pode ser modificado na planilha. O que percebi é que, para ganhar do B&H seria necessário uma rentabilidade bem mais alta do que a que se verifica na prática (4,8% líquido de IR no ATM).
Não existe uma tabela de rentabilidades, mas Black & Scholes mostram que, na teoria, as rentabilidades não compensam o lançamento.
Se eu colocasse o pagamento de IR, a situação seria bem pior. Se ponderasse pelo risco, seria muito pior.
Se quiser enviar seu estudo, posso avaliar e publicar por aqui.
Depois que fiz aquelas simulações fiquei bastante seguro de que LC não é um bom negócio. Ao menos não com ferramentas parametrizáveis.
Não posso falar por quem usa outras ferramentas como AT e stops, mas o estudo foi suficiente para que eu deixasse de fazer os lançamentos. Já fazia bem pouco, agora nem me preocupo mais com isso.
Abraço

Paulo, muito bom o estudo, parabéns.

Mas, alguns comentários.

Em primeiro o período que vc testou a estratégia… foram 3 anos e meio de alta direto de todo o mercado acionário, uma forte baixa em 2008 e depois mais 1 ano de alta insana do papel. Quem conhece a VALE sabe que qdo ela começa a subir, é difícil pará-la.

E, todo sabem, que LC em um mercado que só sobe, leva TOCO DE VERDADE.

Esse “detalhe” também afeta o b&h… todos os defensores do modelo só se baseiam em períodos 2000-hoje… simplesmente porque foi o maior período de expansão econômica vivido pelo Brasil até hoje. Estudos feitos pelo Leandro da L&S mostram que desde a existencia da bolsa de valores de SP, a rentabilidade MÉDIA ANUAL do IBOV é de 9%. Isso porque o índice é balanceado a cada 2, 3 (sei lá qtos) meses e as empresas “podres” vao saindo pra dar entrada às promissoras.

Eu fiz LC durante um bom tempo, não comparei com RF nem B&H (pois o risco implícito nesse não ME permite compará-lo a qualquer outra estratégia), e consegui rendimentos bons. Isso se deu entre 2008-2009 2010. MAS o que eu já sabia, pois tinha estudado bem o assunto, é o que vc constatou. LC sem análise técnica não funciona. MAS se vc misturar as duas a coisa funciona bem (novamente, foi a minha experiência.. não tenho dados pra ilustrar que nem vc fez de forma brilhante). Coisas simples de AT tipo suporte e resistencia são mais que o suficiente para melhorar a rentabilidade do LC. Mas isso não dá para parametrizar mesmo, como vc bem notou.

Bom artigo, Boa análise. Blog virou um dos preferidos.

Parabéns e um abraço

Obrigado Fernando.
É como você disse, sem algum talento ou técnica especial, dificilmente o lançamento coberto puro será bem sucedido. E talento não é algo parametrizável.
Quanto ao estudo indicando que o Ibovespa deu 9% ao ano em média, gostaria de vê-lo, pois é um resultado bem improvável. Mesmo o Nikkei, de 1951 até hoje, de 8% em média. Não consigo entender como um índice que saiu de 100 pontos no final da década de 1960 e chegou a 54.000 (hoje) possa ter dado 9% ao ano.
Se puder me enviar o link do estudo, agradeço.
Abraço e obrigado.

meu caro, isso aí não é remuneração de carteira, mas sim operação de taxa e da forma mais lusitana, ou seja, sem stop.
taxa tem q ter stop.
remuneração de carteira extrai-se o valor extrinseco da opção e a recompra antes de virar pó.
Você mostrou uma pesquisa simplista e inócua.
Att

Caro Renato,
Agradeço a visita, mas sugiro que leia todos os outros posts em que falo de lançamento coberto.
O seu conceito sobre financiamento de carteira e lançamento coberto não está correto. O financiamento de carteira é exatamente como falei, é o modelo divulgado em livros e pelos gurus de opções na internet.
Você fala de uma outra estratégia, com sofisticações, timing e outros elementos não parametrizáveis. Isso não é financiamento/remuneração de carteira. E não é testável.
Aliás, o que lhe digo é tão verdadeiro, que é mesmo o método que a bolsa de derivativos dos EUA usa para calcular o seu índice de financiamento de opções com venda coberta.
Se ler os outros postos verá do que falo.
O estudo completo (11 posts) inclui: lançamentos no dinheiro, fora do dinheiro (de 6% a 20%), rolagem e demistificação de outros estudos que circulam na internet.
Mais de 5.000 views e ainda não consegui alguém que pudesse mostrar o erro do estudo. Cheguei a disponibilizar os dados dos últimos 8 anos para que alguém mostrasse o contrário do que o estudo mostrou.
Até hoje, nada. Só opiniões.
Respeito sua opinião de que a pesquisa é inócua, mas ficaria mais feliz se essa mesma opinião virasse um estudo mostrando um caminho para ganhar dinheiro de forma consistente em opções. Terei prazer em mostrar uma pesquisa dessas.
Até que exista uma pesquisa dessas, ou que identifiquem erro na minha pesquisa, continuo acreditando no que os números dizem.
Para ganhar de forma consistente em opções é necessário muito mais do que técnica. É necessário talento e/ou sorte. Elementos não parametrizáveis.
Desconfio que não exista tal técnica vitoriosa, ou, se existir, acredito que seja muito complexa e acessível a pouquíssimos.
Se fosse algo simples, de risco baixo, certamente teria retorno baixo.
Essa é a regra mais infalível em finanças, a relação inversa entre risco e retorno.

[…] Um dos principais pilares para os que defendem a impossibilidade de fazer o que faço em minhas operações surgiu no começo do mês de abril, com o ótimo – e surpreendente artigo – do amigo Paulo Portinho, autor do livro “O Mercado de Ações em 25 Episódios“. Ótimo porque ele conseguiu fazer uma simulação para vermos o resultado do uso da venda coberta entre 2005 e 2010, e surpreendente por causa de seu resultado. Com a simulação chegou-se a conclusão de que a venda coberta é uma péssima alternativa, na realidade horrível. Quem a usou no período analisado obteve um resultado incrível: -3,58% ao ano. Sim, pela simulação o investidor teria perdido dinheiro, numa velocidade alarmante … Para efeito de comparação quem fez Buy & Hold (comprou a ação e foi reinvestindo os dividendos) no mesmo período ganhou quase 20% ao ano, enquanto quem aplicou na renda fixa obteve pouco mais de 10% ao ano. Indico a leitura do artigo, dividido em 4 partes: 1, 2, 3 e 4. […]

O problema desta estrategia, é que após uma queda forte, vc acaba sendo exercido lá em baixo. Nesta operação, vc ganha pouco nas altas e perde muito nas baixas. A estrategia ideal, na minha opnião, e nunca lançar abaixo do strike do valor de sua compra. Se o mercado cair, estas ações viram buy and hold até voltarem ao seu preço. Pra isso compre ações que vc confia que em caso de crises, elas tem potencial de voltar. A estrategia de sempre lançar opções ATM ou fora de seu preço de compra, pra mim sempre será perdedora. Refaça este teste da forma que falei e vc ficará assustado com o resultado.

Oi Andre,
Já fiz os testes com uma estratégia semelhante e utilizando todos os strikes superiores possíveis. Estão descritos nas partes 5 e 6. Não é exatamente o que você sugere, mas simula bem os efeitos.
Há uma melhora significativa nos resultados, porém, em todos os casos e para todos os strikes, a estratégia buy-and-hold trouxe ganhos superiores ao financiamento.
Só teria sido possível ganhar mais que o buy-and-hold (com base nos últimos 6 anos, no futuro não se sabe) com rentabilidades muito mais altas do que as que o mercado oferece.
É importante esclarecer que o estudo mostra que o financiamento reduz o crescimento patrimonial, mas traz retornos mensais em dinheiro interessantes que podem ser justificáveis para quem precisa dessa liquidez mensal.
Se o objetivo foi remunerar a carteira para compor os gastos mensais, o estudo indica que foi mais seguro lançar strikes a partir de 10% acima do preço de mercado.
Se o objetivo foi amplificar o patrimônio no longo prazo, o estudo indica que teria sido melhor não usar opções.
Agora, sempre posso estar errado. Não sou dono da verdade e qualquer método de análise tem suas falhas e aproximações.
Para mim, ao menos, o estudo foi educativo e foi suficiente para que não considere mais o financiamento como um “booster” para meu patrimônio.
Se alguém me enviar um estudo mostrando o contrário, e fizer sentido, postarei aqui no blog e mudarei minha opinião com prazer!
[]
Paulo

Parabéns pelo estudo Paulo, eu realmente fiquei impressionado com o resultado final. Nunca imaginei que isso pudesse acontecer, ainda mais na grandeza que apresentou …

O que acredito ter influenciado MUITO no resultado foi o fato de não contar com o item “operador” do negócio, ter sido colocado em modo automático. Pois se o investidor tem bom conhecimento de estratégias operacionais, baseando-se em análise gráfica, por exemplo, ele conseguirá obter um índice de acertos melhor do que o apresentado. (haverá um maior número de exercícios sem ser exercido dos que os exercidos)

O investidor poderá efetuar a venda em momentos em que houverem sinalizações de venda. (mesmo não tendo 100% de acerto será maior do que o mero acaso … em teoria, hehehe)

Outro fato que poderia ajudar bastante no resultado final seria o lançamento de um strike “a mais”, ao invés de lançar o mais próximo do valor, lançar o seguinte. O rendimento percentual seria menor, porém o número de vezes em que será exercido também o será.

Mais uma vez meus parabéns pelo estudo, fará com que muita gente repense seus conceitos, tentando melhorar/refinar ainda mais suas estratégias.

Abraços !

Oi Zé,
Agradeço a visita e as palavras de apoio.
O item operador não é parametrizável, dessa forma não consigo fazer estudos com base na experiência, técnica apurada ou feeling.
Assim como em qualquer área do conhecimento humano, sem dúvida há gente talentosa operando opções e fazendo financiamentos. O talento pode lhe garantir ganhos maiores.
Mas… assim como em qualquer outra área do conhecimento humano… há gente comum, que acaba se atrapalhando nas complicações do mundo dos investimentos.
Colocar um (ou mais) strikes acima é factível. Já consegui deixar a planilha totalmente automática.
Melhora MUITO, mas ainda parece pior que o buy-and-hold. Mas já bate BEM a renda fixa.
Vou postar ainda hoje.
Abraço!
Portinho

Paulo,

Creio que o problema da sua metodologia foi não inserir a rolagem das opções (geralmente um strike acima) no caso de ser exercido. As pessoas que conheço que fazem lançamento coberto visam uma remuneração adicional à valorização das ações com o objetivo de adquirir cada vez mais destas mesmas ações. No seu cálculo, o que destruiu o patrimônio foi justamente o fato do investidor ter sido exercido diversas vezes e ter que comprar novas ações com preços mais altos, o que gradativamente diminuiu o número de ações do portifólio. Fora que enfraqueceu o poder dos juros compostos devido à incidência de IR nos momentos de exercício. A rolagem das opções, evitando o exercício, não garante um “financiamento” mensal, mas gera a cada ano uma rentabilidade adicional à carteira que não é fruto da valorização das ações. Além disso, caso o investidor utilize o dinheiro recebido das vendas de opções nos meses em que não foi necessária a rolagem para comprar mais ações da empresa, esta estratégia terá um sucesso maior que o buy and hold.

Abraço,

Bruno.

Oi Bruno,
Vou adaptar a planilha para lançamentos com strikes altos.
O simples fato de evitar o exercício recomprando opções não muda muito o estudo, pois, do ponto de vista matemático é indiferente.
Se o investidor lança uma opção a R$ 48,00 e a ação chega a R$ 54,00, não faz diferença ser exercido a R$ 48,00 e recomprar a R$ 54,00 OU comprar opções no dia do exercício a R$ 6,00 para evitar vendê-las. Ou você perde ações ou coloca dinheiro novo.
É claro que os valores não serão tão “redondos”, mas, na prática, faria pouca diferença.
Mas tenho dúvidas sobre o lançamento com strikes FORA do preço.
Pode ser que tenha funcionado.
Vou tentar. Se não conseguir tempo amanhã, testo na semana que vem.
Já sei o que fazer para tornar a planilha automática. Mas vai dar um trabalho…
Abraço e obrigado pela visita e pelo comentário inteligente!
Paulo Portinho

Olá Paulo,

Excelente texto! Parabens!
Publiquei um tempo atras uma tradução de um estudo americano sobre opções. Dá uma olhada!

http://investimentosefinancas.blogspot.com/2010/10/lancamento-coberto-vs-buy-and-hold.html

Abs

Obrigado pela visita, mais uma vez.
Enviaram-me esses estudos da CBOE para que eu lesse e desse minha opinião. Li as metodologias, mas não consegui entender o que eles fazem no caso do exercício, o que é crucial num estudo como o que eu fiz. O lançamento é sempre ótimo, mas o exercício pode ser sangrento…
Outro ponto é o viés da bolsa de opções. Eles querem estimular o uso do derivativo, de forma que poderiam ter pegado um “professor de prateleira” para formular um estudo friendly para o derivativo.
Aliás, isso é tão comum nos EUA… se puder assistir “inside job”, documentário sobre a crise, verá o que digo.
Se conseguir, dê uma lida no post mais recente que fiz para comentar os estudos da CBOE e das consultorias contratadas.
Mais uma vez, parabéns pelo blog.

Voce já viu o estudo abaixo?

http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/19196

Oi Renee,
Agradeço a divulgação do estudo. Li rapidamente e já me pareceu mais sério do que um outro que recebi indicando um resultado espetacular para o lançamento coberto.
Infelizmente não tive condições (tempo) de investigar a correção dos dados, mas como utilizou dados históricos e não ajustados, devem estar corretos.
Não tenho como afirmar se o estudo está correto ou não, pois precisaria testar todas as contas e, principalmente, os dados originais.
Como o rapaz não exemplificou os cálculos, há muitas coisas estranhas nos anexos. Veja página 38. Pela indicação dele, 100% OTM seria strike 10% acima do preço da ação, mas o que se vê na memória de cálculo é a ação iniciando a 81,20 e a opção sendo lançada no strike 78,79 (ver 14 de dezembro de 2007). Não dá para entender o que essa operação estava fazendo no quadro 110% OTM.
De qualquer forma, o resultado final não é bom para o LC, pois apresentaria ganhos em poucos casos, porém não há considerações a respeito de impostos e custos de operação. Além de serem necessárias 2 operações por mês, enquanto que o B&H só precisaria de uma em todo o período.
Eu não consegui entender as contas do rapaz e nem a escolha dos strikes. Se algum dos leitores conseguir dissecar os dados e postar por aqui, agradeceria.
Ele deveria ter exemplificado os cálculos que fez, além de ter disponibilizado a planilha original para download.
A julgar pelo que li, pode haver erros decisivos no trabalho.

Opa, faz diferença SIM, pois a medida que o tempo avança, você ganha o valor extrínseco da opção.

Achei legal a sua iniciativa, mas você precisa olhar mais a fundo a estratégia. É recomendado a rolagem quando a ação sobe o que era o valor extrínseco e não deixar subir indefinidamente. Assim, aumenta-se a probabilidade de ganhar o valor extrínseco num possível correção.

Parabéns pela iniciativa, mas, novamente, o estudo deveria ser mais aprofundado, pois eu conheço umas 3 pessoas que só fazem lançamento coberto há 3 anos e estão indo muito bem (estão conseguindo em torno de 2%am sobre o spot).

O detalhe é que eles buscam remunerar AÇÕES e não o patrimônio. Para remunerar patrimônio, o lançamento deve ser feito com as opções bem ITM e não ATM.

Sds,

Caro dimarcinho,
Agradeço a visita.
O Lançamento Coberto pode ser bem sucedido, mas não me parece fácil. Seria necessário ter rentabilidade muito elevada a cada mês.
Acabo de publicar uma resposta a um estudo que, em tese, favoreceria o LC, mas, mesmo naquele caso, há muitas considerações que tornam o método inadequado para acúmulo de patrimônio.
Peço que compreenda que não é uma “prova” matemática de que o LC não funciona, apenas um estudo bem simples que me fez acreditar que o LC não funciona como “booster” para uma carteira de ações.
E isso é divulgado como algo “verdadeiro” e “simples”. Pode até ser verdadeiro, mas me parece muito difícil ganhar do B&H com essa estratégia.
Se puder, leia o post mais recente. Ele trata dessa questão por outros ângulos.
Abraço!


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  • Disclaimer

    Este blog é um ambiente privado para expor opiniões, estudos, reflexões e comentários sobre assuntos ligados a finanças, bolsa de valores, economia, política, música, humor e outros temas.

    Seus objetivos são educacionais ou recreativos, não configurando sob nenhuma hipótese recomendação de investimento.

    O investidor consciente deve tomar decisões com base em suas próprias crenças e premissas. Tudo que lê ou ouve pode ser levado em consideração, mas a decisão de investimento é sempre pessoal. Tanto na escolha de ações para carteira própria, quanto na escolha de gestores profissionais para terceirização da gestão.

    O Autor espera que os temas educacionais do blog possam ajudar no desenvolvimento e no entendimento das nuances do mercado de ações, mas reitera que a responsabilidade pela decisão de investimento é sempre do próprio investidor.

    Sejam bem vindos!

  • Paulo Portinho

    PAULO PORTINHO, engenheiro com mestrado em administração de empresas pela PUC-Rio, é autor do Manual Técnico sobre o Método INI de Investimento em Ações, do livro "O Mercado de Ações em 25 Episódios" e do livro "Quanto Custa Ficar Rico?", os dois últimos pela editora Campus Elsevier.

    Paulo atuou como professor na Pós-graduação de Gestão Social da Universidade Castelo Branco e na Pós-graduação oferecida pela ANBIMA de Capacitação para o Mercado Financeiro.

    Atuou como professor da área de finanças e marketing na Universidade Castelo Branco e no curso de formação de agentes autônomos do SINDICOR.

    Como executivo do Instituto Nacional de Investidores - INI (www.ini.org.br) entre 2003 e 2012, ministrou mais de 500 palestras e cursos sobre o mercado de ações, sendo responsável pelo desenvolvimento do curso sobre o Método INI de Investimento em Ações, conteúdo que havia chegado a mais de 15.000 investidores em todo o país, até o ano de 2012.

    Representou o INI nas reuniões conjuntas de conselho da Federação Mundial de Investidores (www.wfic.org) e da Euroshareholders (www.euroshareholders.org), organizações que congregam quase 1 milhão de investidores em 22 países.

    Atuou como articulista do Informativo do INI, do Blog do INI, da revista Razão de Investir, da revista Investmais, do Jornal Corporativo e do site acionista.com.br. Foi fonte regular para assuntos de educação financeira de veículos como Conta Corrente (Globo News), Infomoney, Programa Sem Censura, Folha de São Paulo, Jornal O Globo, entre outros.

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