Dividendos – Histórico das Empresas Brasileiras

Posted on 01/10/2010. Filed under: Finanças |

No livro “Quanto Custa Ficar Rico?” há uma clara distinção entre as ações que escolhemos durante o período da semeadura, quando queremos que o patrimônio cresça rápido e não nos importamos tanto com o yield (dividendo), e as ações para o período da colheita, que devem apresentar as seguintes características:

  • Solidez de fluxo de caixa e baixo risco operacional/político/financeiro/tecnológico
  • Crescimento dos lucros e dividendos, no mínimo, para repor a inflação e o crescimento da economia.
  • Yield (DY) superior ao da renda fixa. Hoje uma NTN-B consegue pagar 4,5% acima da inflação e com IR descontado, as ações para aposentadoria precisam pagar mais, para compensar o risco.

Para acompanharmos o histórico das companhias brasileiras nos parâmetros acima, preparei uma planilha com os principais dados das empresas. A fonte é a base da dados da Valoriza Online.

A planilha pode ser baixada aqui, mas leia as instruções abaixo antes de abri-la.

A planilha “Resumo” traz um ranking das companhias. O usuário pode mudar os filtros.

O significado e a metodologia utilizada em cada item seguem abaixo:

Média DY – O DY (Dividend Yield) é calculado pela divisão do “Dividendo por ação (DPA)” de um determinado ano, pela média entre as cotações ajustadas máxima e mínima do mesmo ano. A média DY é a média dos DY entre 2003 e 2009 (se a empresa tiver histórico).

Último DY – É o DY de 2009, calculado da mesma forma que exposto acima.

GWTRec – Crescimento da receita entre 2000 e 2009 (se pertinente), calculado pelo método da regressão linear, com inclinação dada pelo logaritmo natural, dos dados disponíveis. (ver fórmula nas planilhas internas).

GWTLPA – Crescimento do lucro por ação entre 2000 e 2009 (se pertinente), calculado pelo método da regressão linear, com inclinação dada pelo logaritmo natural, dos dados disponíveis. (ver fórmula nas planilhas internas).

GWTDPA – Crescimento do dividendo por ação entre 2000 e 2009 (se pertinente), calculado pelo método da regressão linear, com inclinação dada pelo logaritmo natural, dos dados disponíveis. (ver fórmula nas planilhas internas).

%PGTO – Dos anos disponíveis, em quantos (%) a companhia pagou dividendos.

A planilha “Resumo” traz apenas os dados. Para verificar os cálculos, entrar nas planilhas de apoio.

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25 Respostas to “Dividendos – Histórico das Empresas Brasileiras”

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Olá, Portinho!

Estou tendo dificuldades monstruosas para conseguir um histórico de dividendos das empresas.

Os números divergem dos sites. GuiaInvest, Fundamentus, Yahoo Finance; cada um tem um valor diferente, numa data diferente, enfim, complicado!

Além disso, eu queria fazer um levantamento de quanto um investidor teria ganhado em dividendos; não quero aqueles gráficos corrigidos. E verificar o crescimento dos dividendos tb.

Fica um pouco complicado de fazer, pois quando existem os desdobramentos/grupamentos/bonificações, a data-base da compra faz diferença.

Essa sua tabela é útil, mas já está desatualizada, de 2012 ainda. Queria fazer esses estudos e tals. Pela sua tabela, os DPA da Petrobras cresceram a uma taxa de 15,21%. Mas calculei no braço (sem poder confiar nos dados destes sites…) de 2001 pra 2011 e achei 7,6%. Enfim.

Tu sabe onde poderia encontrar?

Agradeceria muito se vc pudesse responder no e-mail.

Grande abraço!

O ideal seria poder contar com o valor total dos dividendos, e não os DPAs.
Eu tenho usado o comdinheiro.com.br, mas acho que deixou de ser gratuito. Acho que é apenas para professores e alunos.
Talvez você possa pedir para eles fazerem uma pesquisa no banco de dados. Não sei se cobrariam, mas talvez compense se os números estiverem condizentes.
[]
Portinho

Olá eu fiz o teste e realmente deu certinho, mas o que fritou minha cuca é que quando eu utilizei a fórmula de capitalização composta(VF=VA(1+i)^n) para os LPAs da ambev, por exemplo, encontrei 32,64% em vez dos 25,80%, nesse caso como a evolução exponecial foi irregular, eu fiz vários testes e conclui que a verdadeira taxa que reflete a elovução exponecial seira 32,64%, no entanto a fórmula da regressão linear é totalmente válida para números com evolução exponecial regular, e agora eu me perguto qual seria o mais interessante de se utilizar nas análises. outra coisa que me deixo intrigado, qual foi a metodologia que você utilizou para estabelecer a proporcionalidade dos LPAs quando da grande variação de ações de um exercicio para outro, por exemplo em um ano há um total de 100.000 ações, o no outro há um total de 20.000 ações, isso geraria um efeito ilusório na evolução dos LPAs, e eu gostaria de saber que método você utilizou para eliminar esse efeito.

Obrigado

Eu usei os LPAs ajustados. Sempre pela base atual. É a mesma coisa que usar os lucros históricos (pois são todos divididos pela mesma constante).
A regressão dá a “reta de melhor ajuste” pelo método dos mínimos quadrados.
Ela será uma ótima aproximação para crescimentos relativamente regulares. Para séries muito díspares a distorção fica bem grande.

Olá, eu gostaria que se você podesse me explicar, qual seria a vantagem de calcular a taxa média do crescimento do LPA com base no LN dos LPAs anuais, desde já agradeço.
e mais uma coisa, eu estou meio com dificuldade para encontrar esses mesmos dados de outras empresas, e tentei entrar no site do valoriza mas ele é retrito, você indicaria um outro site que dsponibiliza esse tipo de informação

Oi Maximiliano,
Essa técnica aprendi na engenharia. Ao usar o logaritmo em vez do número em si, transformamos evoluções exponenciais em evoluções lineares. Após isso calculamos, através de uma regressão linear, o coeficiente angular dessa nova reta (evolução linear), que indica com precisão o crescimento exponencial dos dados originais (sem LN).
Para tirar a “prova dos 9”, duplique a planilha e crie dados fictícios subindo, por hipótese, precisamente 20% ao ano. Você verá que a regressão dos LN dará EXATAMENTE 20% de crescimento anual.
Tente o site http://www.fundamentus.com.br
Abraço
Portinho

Ou seja, o LOG (em qualquer base) dos termos de uma PG é uma PA…

É isso mesmo.

Para alguem que tem em mente uma carteira de dividendos a respeito da eletropaulo qual seria melhor, a PNA ou a PNB?

Oi Ismael,
Normalmente é melhor comprar a que tem a melhor relação dividendo/preço (dividendo yield). No caso há um complicador muito grande para a ELPL5, a liquidez é baixa demais. Nunca se deve menosprezar uma eventual necessidade de vender a ação.
Outro ponto, se alguma notícia ruim sai sobre a empresa e você quiser sair, vai ser bem mais difícil na ELPL5.
Liquidez é algo muito importante.

Senhor de curiosidade. Se a ELPL5 e a ELPL6 pagam os mesmos valores de dividendos, por que que a ELPL5 tem em média apenas uns 5 negocios por dia enquanto a ELPL6 tem cerca de 1000?

Oi Ismael, tentei responder sua dúvida no último post do blog. Dê uma olhada no link https://blogdoportinho.wordpress.com/2010/10/11/eletropaulo-elpl5-x-elpl6-petr3-x-petr4-duvida-de-um-leitor/

[…] tabela com o histórico de dividendos das Cias Brasileiras, duas empresas muito conhecidas acabaram ficando de fora: Eletropaulo e […]

Portinho,

Muito proveitoso esse estudo de dividendos, agradeço por compartilhar!

Quero aproveitar a oportunidade para também registrar minha gratidão pelo ótimo livro “O Mercado de Ações em 25 Episódios”. O seu novo livro também já está no meu radar. 🙂

Uma dúvida: sempre estou à procura de um stock screener para encontrar ações com bom histórico de crescimento anual do LPA, porém a única forma que tenho atualmente de fazer isso é examinar manualmente os dados das Cias Abertas no site do INI (do qual sou sócio).

Por acaso você não tem alguma dica de como
obter esse filtro básico de crescimento no LPA? Fico imaginando que se os LPAs anuais de todas as Cias estivesse disponíveis em uma única planilha, ficaria muito fácil fazer o filtro, mas e para obter essa tal planilha…?

Obrigado, e um abraço,
Éverton

Oi Everton,

Esse estudo com dividendos traz uma estimativa do crescimento das vendas e dos lucros. É bem mais preciso que o do INI, pois usa ferramentas algébricas e estatísticas mais sofisticadas.
Existe um site novo chamado Com Dinheiro que está fazendo muito sucesso. É gratuito e tem muitos dados “crus”. O professor idealizador, certamente, poderia disponibilizar as planilhas para download.
No INI não é fácil, pois o provedor de informações tem algumas restrições ao uso do database.

Agradeço pelo gentil comentário sobre o meu livro.

Caro senhor, em referencia à tabela dos dividendos acima, o que o senhor pode falar sobre a empresa “ELETROPAULO”?

Oi Ismael,
A Eletropaulo tem um consistente histórico de yield e de crescimento de lucros, vendas e dividendos. O DY foi superior a 12% de 2006 até hoje. Ela só não está na lista por um detalhe estatístico. Eu fiz o filtro para os últimos 5 anos e a ELPL não aparece por que começou a pagar dividendos em 2006.
Os resultados, antes desse ano, eram bem inconsistentes.
Vou postar, mais tarde, um fact sheet do INI com os dados dos últimos anos da Eletropaulo.
Abraço!
Portinho

[…] falar em investimentos, o blog do Paulo Portinho apresenta uma planilha com o histórico de dividendos de empresas brasileiras. Para quem investe em ações baseado em […]

Olá!
Análise fundamentalista não é a minha área, por isso gostaria da sua opinião.Recebí um relatório de empresas e entre elas estava ELET3 com os seguintes números: (P/L 6,2) (P/VPA 0,3) (DY 55,3%). Apenas por esses 3 indicadores já não estariam dizendo que ela está uma pechincha para LP, principalmente pelo P/VPA e DY ? Desculpe se falei alguma besteira.. Abraço

Os indicadores parecem corretos, com base no lucro por ação acumulado nos quatro últimos trimestres (R$ 3,25 por ação).
O DY é que não está preciso, ou melhor, esconde um detalhe importante.
Em 29/01/2010 a Eletrobrás divulgou um dividendo de pouco mais de R$ 11,36 para as ON, fruto de uma reserva especial, que deriva de dividendos não pagos no passado.
Esse valor acaba por distorcer o DY.
O dividendo REAL, com base no lucro, pago pelo ano de 2009 foi de R$ 0,4225, que significaria algo como 2% com base no preço atual da ON.
O DY da Eletrobras, historicamente, tem se mantido abaixo de 5%.
Abraço!

Portinho, só lembro que o dividend yield se altera muito também no decorrer do tempo, seja em função de crises mundiais, como em 2008, seja em função de flutuação de lucros e seja em função da taxa de juros interna e ainda do câmbio

Oi Pedro,

É isso mesmo. Nos EUA há muitas empresas que têm no dividendo seu principal atrativo. Elas costumam declarar o mesmo ainda no início do ano, para que os acionistas possam se planejar. Por isso que, às vezes, quando uma delas declara que vai reduzir o dividendo, seu valor caia imediatamente.
A pessoa que quiser viver de dividendo vai ter que construir uma boa carteira para reduzir esses oscilações. Por isso que digo que não se pode migrar para a bolsa de uma hora para outra. Leva um bom tempo para ter intimidade com os números e os planos das companhias em que investimos.
O investidor precisa pagar esse “pedágio”.

Abraço!

Olá Portinho. Em primeiro lugar parabéns pelos livros (Quanto custa ficar rico e o mercado de ações em 25 episódios). Gostei muito de ambos. Senti falta na planilha que disponibilizou acima de ELPL6 e LIGT3. algum motivo para que elas não figurem na planilha? Obrigado.

Oi Leonardo,
Agradeço pelos elogios aos livros. São a mais importante retribuição que os autores podem ter.
A Light e a ELPL só não entraram pelo filtro estatístico de pegar os últimos 5 anos com pagamento de dividendos. A ELPL e a LIGT tinham um histórico inconstante e de prejuízos até alguns anos. A ELPL começou a distribuir em 2006 e a LIGT em 2007.
O histórico recente é bem melhor, a ELPL tem um historico mais regular, com 100% de payout nos últimos 3 anos. A LIGT tem payout elevado, mas oscila um pouco.
Vou postar os dados das companhias hoje à tarde, para o pessoal que sentiu falta delas.
Abraço!
Portinho


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  • Disclaimer

    Este blog é um ambiente privado para expor opiniões, estudos, reflexões e comentários sobre assuntos ligados a finanças, bolsa de valores, economia, política, música, humor e outros temas.

    Seus objetivos são educacionais ou recreativos, não configurando sob nenhuma hipótese recomendação de investimento.

    O investidor consciente deve tomar decisões com base em suas próprias crenças e premissas. Tudo que lê ou ouve pode ser levado em consideração, mas a decisão de investimento é sempre pessoal. Tanto na escolha de ações para carteira própria, quanto na escolha de gestores profissionais para terceirização da gestão.

    O Autor espera que os temas educacionais do blog possam ajudar no desenvolvimento e no entendimento das nuances do mercado de ações, mas reitera que a responsabilidade pela decisão de investimento é sempre do próprio investidor.

    Sejam bem vindos!

  • Paulo Portinho

    PAULO PORTINHO, engenheiro com mestrado em administração de empresas pela PUC-Rio, é autor do Manual Técnico sobre o Método INI de Investimento em Ações, do livro "O Mercado de Ações em 25 Episódios" e do livro "Quanto Custa Ficar Rico?", os dois últimos pela editora Campus Elsevier.

    Paulo atuou como professor na Pós-graduação de Gestão Social da Universidade Castelo Branco e na Pós-graduação oferecida pela ANBIMA de Capacitação para o Mercado Financeiro.

    Atuou como professor da área de finanças e marketing na Universidade Castelo Branco e no curso de formação de agentes autônomos do SINDICOR.

    Como executivo do Instituto Nacional de Investidores - INI (www.ini.org.br) entre 2003 e 2012, ministrou mais de 500 palestras e cursos sobre o mercado de ações, sendo responsável pelo desenvolvimento do curso sobre o Método INI de Investimento em Ações, conteúdo que havia chegado a mais de 15.000 investidores em todo o país, até o ano de 2012.

    Representou o INI nas reuniões conjuntas de conselho da Federação Mundial de Investidores (www.wfic.org) e da Euroshareholders (www.euroshareholders.org), organizações que congregam quase 1 milhão de investidores em 22 países.

    Atuou como articulista do Informativo do INI, do Blog do INI, da revista Razão de Investir, da revista Investmais, do Jornal Corporativo e do site acionista.com.br. Foi fonte regular para assuntos de educação financeira de veículos como Conta Corrente (Globo News), Infomoney, Programa Sem Censura, Folha de São Paulo, Jornal O Globo, entre outros.

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