O que é o modelo das cinco forças de Michael Porter?

Posted on 10/03/2010. Filed under: Administração |

O modelo de Cinco forças do Porter é uma ferramenta da estratégia para uma determinada unidade de negócio.

Serve para fazer uma análise da atratividade (valor) de uma estrutura de indústria, ou para identificar sua possível lucratividade.

A análise é feita pela identificação de 5 forças fundamentais no sistema de competição industrial/comercial:

1. Entrada dos novos concorrentes. Quão fácil ou difícil é para que os novos entrantes comecem a competir. Que barreiras existem para impedir que entrem na indústria ou no setor.

2. Ameaça dos substitutos. Quão fácil é substituir um produto ou um serviço por outro com qualidade e confiabilidade semelhantes.

3. Poder de negociação dos compradores. Quão forte é a posição dos compradores. Podem trabalham junto para requisitar volumes grandes?

4. Poder de negociação dos fornecedores. Quão forte é a posição dos vendedores. Existem muitos fornecedores potenciais ou somente alguns poucos? É um monopólio?

5. Rivalidade entre os players existentes. A competição entre os players existentes é muito acirrada, branda ou negociada? Um player tem muita predominância ou todos são iguais na força e no tamanho.

O modelo de Porter é provavelmente uma das ferramentas mais usadas na definição da estratégia do negócio. Provou sua utilidade em diversas ocasiões. Sua força advém, também, da facilidade de compreensão.

Detalhamento das 5 forças:

A AMEAÇA DE ENTRANTES NOVOS DEPENDE DE:

  • Economias de escala.
  • Exigências do capital/investimento.
  • Custos de troca do cliente.
  • Alcance aos canais de distribuição da indústria.
  • Alcance à tecnologia.
  • Lealdade. Os clientes leais?
  • A probabilidade da retaliação dos players existentes na indústria.
  • Regulamentação governamental. Podem os novos entrantes obter subsídios?

A AMEAÇA DOS SUBSTITUTOS DEPENDE SOBRE:

  • Qualidade. O substituto é melhor?
  • Vontade intrínseca de substituição.
  • O preço e o desempenho relativos dos substitutos.
  • Os custos de migrar para os substitutos. É fácil mudar para outro produto?

PODER DE NEGOCIAÇÃO DOS FORNECEDORES DEPENDE DE:

  • Concentração dos fornecedores. Há muitos compradores e poucos fornecedores dominantes?
  • Lucratividade dos fornecedores. Os fornecedores são forçados a aumentar preços?
  • Os fornecedores ameaçam integrar para frente na indústria?
  • Os compradores não ameaçam integrar para trás?
  • Papel da qualidade e do serviço.
  • A indústria não é um grupo de clientes importante para os fornecedores.
  • Custos de troca. É fácil para os fornecedores encontrar clientes novos?

O PODER DE NEGOCIAÇÃO DOS COMPRADORES DEPENDE DE:

  • Concentração dos compradores. Há alguns poucos compradores dominantes e muitos vendedores na indústria?
  • Diferenciação. Os produtos são padronizados?
  • Lucratividade dos compradores. Os compradores são forçados a ser resistentes a mudanças de preços?
  • Papel da qualidade e do serviço.
  • Ameaça da integração inversa e para frente na indústria.
  • Custos de troca. É fácil para compradores mudar seu fornecedor?

A INTENSIDADE DA RIVALIDADE DEPENDE DE:

  • A estrutura da competição. A Rivalidade será mais intensa se houver muitos concorrentes pequenos na indústria; a rivalidade será menor se uma indústria tiver um líder de mercado absoluto.
  • A estrutura de custos da indústria. As indústrias com custos fixos elevados incentivam os concorrentes a produzir na capacidade total, cortando preços se necessário.
  • Grau de diferenciação de produto. As indústrias onde os produtos são commodities (por exemplo, aço, carvão) tipicamente têm uma rivalidade maior.
  • Custos de troca. A rivalidade é reduzida quando os compradores têm custos elevados de troca.
  • Objetivos estratégicos. Se os concorrentes perseguirem estratégias agressivas de crescimento, a rivalidade será mais intensa. Se os concorrentes meramente estiverem ordenhando lucros em uma indústria madura, o grau de rivalidade será tipicamente baixo.
  • Barreiras de saída. Quando as barreiras para deixar uma indústria são elevadas, os concorrentes tendem a exibir uma rivalidade maior.
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3 Respostas to “O que é o modelo das cinco forças de Michael Porter?”

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Gostei muito obrigado

Prezado Paulo.

Por favor, conforme seu artigo a ameaça de novos entrantes em um mercado depende de oito aspectos, como é que cada um desses ítens se comportam, para impedir a entrada de um novo player em um segmento ou mercado?

A AMEAÇA DE ENTRANTES NOVOS DEPENDE DE:

1•Economias de escala.
2•Exigências do capital/investimento.
3•Custos de troca do cliente.
4•Alcance aos canais de distribuição da indústria.
5•Alcance à tecnologia.
6•Lealdade. Os clientes leais?
7•A probabilidade da retaliação dos players existentes na indústria.
8•Regulamentação governamental. Podem os novos entrantes obter subsídios?

Aguardo seu retorno.

Grato.

Caro Renô,

Os temas principais do blog são finanças, economia, bolsa etc., coloquei esse post enquanto era professor de administração.

Minha atuação profissional tem sido na área financeira nos últimos anos, não mais na área de administração.

Lamento não ter tempo para responder adequademente sua questão, mas tenho certeza de que uma breve investigação na internet vai trazer luz às suas dúvidas.

Atenciosamente,
Paulo Portinho


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  • Disclaimer

    Este blog é um ambiente privado para expor opiniões, estudos, reflexões e comentários sobre assuntos ligados a finanças, bolsa de valores, economia, política, música, humor e outros temas.

    Seus objetivos são educacionais ou recreativos, não configurando sob nenhuma hipótese recomendação de investimento.

    O investidor consciente deve tomar decisões com base em suas próprias crenças e premissas. Tudo que lê ou ouve pode ser levado em consideração, mas a decisão de investimento é sempre pessoal. Tanto na escolha de ações para carteira própria, quanto na escolha de gestores profissionais para terceirização da gestão.

    O Autor espera que os temas educacionais do blog possam ajudar no desenvolvimento e no entendimento das nuances do mercado de ações, mas reitera que a responsabilidade pela decisão de investimento é sempre do próprio investidor.

    Sejam bem vindos!

  • Paulo Portinho

    PAULO PORTINHO, engenheiro com mestrado em administração de empresas pela PUC-Rio, é autor do Manual Técnico sobre o Método INI de Investimento em Ações, do livro "O Mercado de Ações em 25 Episódios" e do livro "Quanto Custa Ficar Rico?", os dois últimos pela editora Campus Elsevier.

    Paulo atuou como professor na Pós-graduação de Gestão Social da Universidade Castelo Branco e na Pós-graduação oferecida pela ANBIMA de Capacitação para o Mercado Financeiro.

    Atuou como professor da área de finanças e marketing na Universidade Castelo Branco e no curso de formação de agentes autônomos do SINDICOR.

    Como executivo do Instituto Nacional de Investidores - INI (www.ini.org.br) entre 2003 e 2012, ministrou mais de 500 palestras e cursos sobre o mercado de ações, sendo responsável pelo desenvolvimento do curso sobre o Método INI de Investimento em Ações, conteúdo que havia chegado a mais de 15.000 investidores em todo o país, até o ano de 2012.

    Representou o INI nas reuniões conjuntas de conselho da Federação Mundial de Investidores (www.wfic.org) e da Euroshareholders (www.euroshareholders.org), organizações que congregam quase 1 milhão de investidores em 22 países.

    Atuou como articulista do Informativo do INI, do Blog do INI, da revista Razão de Investir, da revista Investmais, do Jornal Corporativo e do site acionista.com.br. Foi fonte regular para assuntos de educação financeira de veículos como Conta Corrente (Globo News), Infomoney, Programa Sem Censura, Folha de São Paulo, Jornal O Globo, entre outros.

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