Banqueiros estrangeiros…

Posted on 20/02/2009. Filed under: Finanças, Humor |

 
Recebi um artigo de um ex-senador pelo Texas, que hoje é chairman do UBS. É uma piada.
http://online.wsj.com:80/article/SB123509667125829243.html
 
Os bancos estrangeiros estão absolutamente quebrados. Não valem o almoço dos funcionários.
 
Esse sujeito resolve encontrar culpados pela crise financeira e, naturalmente, pesa a mão sobre a política monetária dos EUA.
 
Para ele, o mercado é bem regulado, os bancos são competentes etc., o problema foi que o governo baixou demais os juros.
 
O que fazer com um cara desses?
 
Esses bancos suíços encheram-se de dinheiro acobertando toda sorte de bandidos mundo afora. De Maluf a Fidel, de Madoff a Arafat.
 
O governo colocou as cartas na mesa e fez as regras. Os bancos, evidentemente, foram imprevidentes. Ninguém consegue me convencer de que são vítimas. Os bônus vieram desse lucro e dessa alavancagem exagerada. O sujeito tinha 3 jatinhos e o banco dele quebrou.
 
Agora os governos não sabem o que fazer. Seria o mundo mais justo possível, caso deixássemos os bancos quebrarem. Mas aí a economia mundial regridiria à década de 70. E quero dizer de 1870.
 
O menos pior dos mundos, infelizmente, parece ser o único possível. Nacionalizar os bancos por um curtíssimo período, apenas para atravessar a fase da desalavancagem. Além de dizimar os derivativos inadequados às práticas de hedge ou, ao menos, regulamentá-los.
 
Nenhum ser, humano ou extra-terrestre, consegue afirmar que o mercado de CDS é honesto. Ninguém tem certeza de que os créditos segurados existem ou existiram. Uma verdadeira zona, que está sendo aos poucos organizada. Aliás, ninguém sabe ao certo se esses ativos tóxicos estão mesmo respaldados na economia real ou se fazem parte de alguma fraude contábil. Depois do Madoff e de alguns hedge funds, não há porque duvidar da picaretagem desses mega-executivos.
 
O problema é que político é lixo em qualquer lugar do mundo. Na América Latina eles são, somente, menos preparados e ainda trazem um ranço da ideologia marxista. Mas nos EUA e na Europa também são péssimos.
 
Deixar um banco com o governo é um perigo imenso. O perigo menor é que o banco seja mal gerido, o que será com certeza. O perigo maior é que a crise de confiança se alastre também aos países e aos bancos centrais. Se isso ocorrer, não há refúgio. Idade Média geral.
 
O que não pode é um sujeito que foi senador e é chairman do UBS sugerir que os bancos não tem culpa. Ora faça-me o favor!
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    Este blog é um ambiente privado para expor opiniões, estudos, reflexões e comentários sobre assuntos ligados a finanças, bolsa de valores, economia, política, música, humor e outros temas.

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  • Paulo Portinho

    PAULO PORTINHO, engenheiro com mestrado em administração de empresas pela PUC-Rio, é autor do Manual Técnico sobre o Método INI de Investimento em Ações, do livro "O Mercado de Ações em 25 Episódios" e do livro "Quanto Custa Ficar Rico?", os dois últimos pela editora Campus Elsevier.

    Paulo atuou como professor na Pós-graduação de Gestão Social da Universidade Castelo Branco e na Pós-graduação oferecida pela ANBIMA de Capacitação para o Mercado Financeiro.

    Atuou como professor da área de finanças e marketing na Universidade Castelo Branco e no curso de formação de agentes autônomos do SINDICOR.

    Como executivo do Instituto Nacional de Investidores - INI (www.ini.org.br) entre 2003 e 2012, ministrou mais de 500 palestras e cursos sobre o mercado de ações, sendo responsável pelo desenvolvimento do curso sobre o Método INI de Investimento em Ações, conteúdo que havia chegado a mais de 15.000 investidores em todo o país, até o ano de 2012.

    Representou o INI nas reuniões conjuntas de conselho da Federação Mundial de Investidores (www.wfic.org) e da Euroshareholders (www.euroshareholders.org), organizações que congregam quase 1 milhão de investidores em 22 países.

    Atuou como articulista do Informativo do INI, do Blog do INI, da revista Razão de Investir, da revista Investmais, do Jornal Corporativo e do site acionista.com.br. Foi fonte regular para assuntos de educação financeira de veículos como Conta Corrente (Globo News), Infomoney, Programa Sem Censura, Folha de São Paulo, Jornal O Globo, entre outros.

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